quarta-feira, 24 de outubro de 2007

"PROCLAMA A PALAVRA, INSISTE OPORTUNA OU INOPORTUNAMENTE, CONVENCE, REPREENDE, EXORTA, COM TODA A PACIÊNCIA E COM A PREOCUPAÇÃO DE ENSINAR." (2Tm 4,2)


Sim, é preciso falar. Falar a todos, sempre!
A Palavra de Vida freqüentemente nos convida a viver o amor, a ser o amor. Mas é preciso também transmitir a Palavra a outros, anunciá-la, comunicá-la, até envolvê-los numa vida de doação, de fraternidade.

Foram justamente estas as últimas palavras de Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova...”.

Era essa a paixão que impulsionava Paulo a viajar pelo mundo conhecido de então e a dirigir-se a pessoas de culturas e de convicções diferentes: “Anunciar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho!”.

Repetindo o comando de Jesus e a partir da sua própria experiência, Paulo recomenda também ao seu fiel discípulo, Timóteo, e a cada um de nós:

“Proclama a Palavra...”

Para que a nossa palavra produza efeito, é necessário, sempre que possível, construir antes um relacionamento com as pessoas às quais nos dirigimos.

Mesmo quando não se pode falar com a boca, podemos sempre falar com o coração. Às vezes, a palavra pode se expressar simplesmente por meio de um silêncio respeitoso ou de um sorriso ou ainda interessando-se pela vida do outro, pelo que ele gosta, pelos seus problemas ou chamando-o pelo nome, fazendo-o perceber que ele ou ela é importante para nós. E, de fato, é importante. Temos como princípio não tratar o outro com indiferença.

Essas palavras que não fazem estardalhaço, se forem bem acertadas, não podem deixar de abrir uma brecha nos corações; e, muitas vezes, o outro retribui a estima e faz perguntas. Esse, então, é o momento do anúncio. Nessa hora não se pode esperar. É preciso falar claramente, mesmo com poucas palavras, mas falar e comunicar o porquê da nossa vida cristã.

“Proclama a Palavra...”

Como podemos viver essa Palavra de Vida e comunicar, ainda que seja só com a nossa atitude, o Evangelho? Como podemos doá-lo a todos? Amando a cada pessoa, sem distinção.

Se formos cristãos autênticos, vivendo o que o Evangelho ensina, nossas palavras não serão vazias.

O anúncio da Boa Nova será ainda mais luminoso se pudermos testemunhar o coração do Evangelho, que é a unidade entre nós, sabendo que “nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”.

É essa a veste dos cristãos comuns que todos – homens e mulheres, casados ou não, adultos e crianças, doentes ou sadios – podem usar para testemunhar em todo lugar e sempre, com a própria vida, Aquele no qual crêem, Aquele a quem eles querem amar.


Chiara Lubich

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

É preciso rezar mesmo quando não sentimos vontade!


É preciso rezar mesmo quando não sentimos vontade!


Tudo parece acontecer para esvaziar em nós o sentido da nossa vida. CUIDADO! É preciso ouvir a Deus, contemplar seu Amor e Misericórdia, celebrar a nossa vida ainda que com lágrimas nos olhos ou escondidas no coração. Quero que reflita sobre o tempo que vc tem empregado na sua vida de oração, tempo e qualidade. Nossa vida é feita das escolhas que fazemos, esclha rezar bem, dar a Deus o melhor do seu dia e não as migalhas que sobram de um dia corrido. Faça a experiência e depois partilhe comigo. Vamos celebrar juntos a vitória da oração!

Não esqueça: quanto menos rezamos, menos vontade de rezar nós temos!

Reze comigo nesta noite o salmo 107, Canto de Vitória.”Cantarei vitória pois em tanta solidão Deus estendeu Sua Mão!”

Boa noite!
Fonte: blog da Eliana de Sá- canção nova

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O Grão de Mostarda


Lucas 17,5-10
Transcrevo parte da reflexão do Frei Giribone. Reflitam a bela mensagem e saúdo todos os franciscanos neste dia de são francisco de Assis, extraordinário santo!

"A fé nos faz confiar em Deus e não em nossas próprias forças. O caminho do imediatismo nos leva ao relativismo que vai nos arrastar para o individualismo.
Se hoje estamos sofrendo numa sociedade que não se preocupa com o ser humano em sua totalidade, é porque ainda não estamos cultivando a nossa fé. A grande crise afetiva que o mundo passa é na realidade falta de relacionamento e reconhecimento da presença de Deus em nossa vida.
A fé sem as obras se torna vazia, por esta razão ela sempre se expressa dentro de uma realidade comunitária. Quando assumimos os valores de Deus nosso amor se torna automaticamente voltado para a construção do outro. A fé sempre tem como conseqüência um altruísmo que leva ao encontro do outro.
A fé é um processo. Ela pode aumentar na medida em que procuramos fazer a vontade de Deus, ou pode diminuir, quando nos afastamos do princípio gerador de nossa existência. É pela oração constante que iremos aumentar a nossa fé. É confiando em Deus acima de nossas próprias forças é que poderemos ser uma extensão do que cremos.

Devemos sair do “cuidar dos porcos” para irmos até o “cuidado do pai” que sempre nos ama, pois somos criaturas suas. É melhor estarmos sobre a responsabilidade de quem realmente nos ama do que ficarmos submissos aos que querem nos aprisionar ao pecado que tem como fruto a morte. Este tempo deve ser para nós um momento de cairmos em nós mesmos e nos sentirmos profundamente amados por Deus para nos transformarmos em agentes de seu amor na realidade onde estamos vivendo. “Senhor Jesus aumentai em nós a capacidade de aceitarmos com amor a vossa vontade em meio às provações desta vida”.
ORAÇÃOÓ Deus, eterno e todo-poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém
FREI GIRIBONE (Ordem dos Carmelitas Descalços) freigiribone@vetorial.net