quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Milagre - Pedro dos Anjos Guimarães

Nesta tarde chuvosa em Porto Alegre, recebemos uma notícia maravilhosa !! O jovem Pedro dos Anjos Guimarães que está nos pedidos de oração dos intercessores desde agosto de 2007, vítima de acidente gravíssimo, com 1% de chances de sobreviver. Está em plena recuperação conforme as fotos dos seus bilhetes escritos!! Bem abaixo, copiei o pedido de orações como chegou a nós, através da Nice salgado.




Obrigado a todos que rezam, a todos os intercessores, obrigado a o Padre caffarel por criar este serviço nas EQUIPES e obrigado por poder ajudar o próximo.

Deus os abençõe ! alexandre da alana
os amigos do Pedro criaram uma comunidade no Orkut - “Pedro, estamos com você!”.

Texto de 27/05/2008


"Olá Amigos,

Estou me recuperando bem. Já consigo escrever, digitar, mexer os braços e as pernas.
Sustento a cabeça, fico sentado, fico em pé com apoio.
Hoje tomei um copo de vitamina de banana.
Minha meta é andar e falar.
Quero ir para casa. Obrigado pela torcida.
Abraços Pedro" 27/05/08


Tezto 2:

"Galera,
Estou me recuperando.
Beijos,
Pedro
25/05/08"

COMENTÁRIO:

Que bom chegar o dia que o próprio Pedro pode dar notícias!!
Pedro se alimenta por gastrotomia porque está reaprendendo a mexer a língua, a respirar com a cânula da traqueotomia fechada, enfim reaprendendo a VIVER.
Já consegue manter a boca fechada, já consegue mexer músculos na face, antes rígidos, e até esboçar um SORRISO!
Substituiu hoje a cânula plástica da traqueo por uma de metal menor, para maior conforto e estímulo à fala.
Hoje também foi o 1o dia que segurou um copo e levou a boca, conseguindo engolir, depois de alguns meses com exercícios de fono e pequenas dose de alimentos em exercício de deglutição conseguiu enfim tomar 200 ml de vitamina de banana que ele adora. As vitórias têm sido diárias.
Ainda tem pouca concentração, mesmo asim consegue se comunicar e escrever tudo o que quer.
Afinal, filho de peixe... Adora escrever!
Tem contribuído muito na fisioterapia de forma ativa, não apenas passiva como antes, com o intuito de andar, sentar, com muita força e vontade.
As vezes fica insistente, repetitivo, pedindo as mesmas coisas que cisma, mas faz parte desta ansiedade do retorno à vida!
Aos poucos tudo terá a medida certa, o peso certo.
No Hospital "viramos" exemplo de superação!
Os médicos nos procuram para falar, para comentar a evolução e as vitórias.
Se a chance era de menos de 1% em julho de 2007, não importa, enquanto há chance, há esperança, e a uma mãe, pai, família e amigos numa enorme corrente de Fé, dividindo a dor e multiplicando as vitórias, e o resultado está aí, hoje descrito pelo próprio Pedro.
Estou mais tranqüila, pois tudo que sempre acreditei e tive certeza está agora ao alcance de todos que precisavam ver para crer...
Eu sempre acreditei mesmo quando falavam do ínfimo percentual de chance de dar certo. Fomos confiantes, perseverantes e lutadores!
Obrigada pelo apoio de todos nesta longa jornada.
Ps- Já entramos com o pedido para solicitação do home care. Em breve, novos ares, novas conquistas nesta longa estrada.
Bjs,
Lalá

O início da jornada
Agosto de 2007 - pedido de oração 255

Queridos amigos;Sei que "correntes" em e-mails são coisas que não gostamos dereceber. Mas esta é uma corrente diferente, é uma corrente pelaenergia positiva, de força e pela VIDA ! Eu preciso de vocês todosnesta corrente em efeito multiplicador .MEU FILHO PEDRO SOFREU UM ACIDENTE NA MANHÃ DE SÁBADO.Foi covardemente atropelado (o sujeito fugiu) na Epitácio Pessoa, aosair da antiga Prelude. ele está em estado gravíssimo. Chegou noMiguel Couto, em grau coma 3 e pressão "zero", mas como é jovemsaudável, o coração ainda batia. E na hora certa e foi atendido pelaequipe certa. Em função do PAN as melhores equipes estão de plantão.Foram mais de 10 horas de cirurgia, que envolveu cérebro, múltiplasfraturas expostas e refazer tendões, veias e vasos esmagados. Chegade maiores detalhes... Graças a Deus resitiu, como médico falou: umacirurgia heróica. A jornada, se Deus quiser e há de querer aindaserá muito longa, com muitas outras cirurgias como a reconstituiçãoda perna, reconstituição dos ossos da face, um dia após o outro. Oorganismo do Pedro precisa reagir, e a cada dia poder reduzir ovolume de remédios que melhoram um lado e contaminam outro para sefortalecer a agüentar este longo processo que ainda vem pela frente.No próprio sábado, sob autorização do Dr. Rui Monteiro que o operou,ele foi transferido para a UTI Hemodinâmica do Copa D'Or. Estáfazendo hemodiálise e aos poucos tentando reduzir a dose de remédio eestabilizar a pressão. Essas horas são cruciais. Cada hora é um novomomento de vida. Meu filho é jovem, muito querido por todos, amigo,generoso, alegre, e bonito por dentro e por fora. Merece superarisso. E vai conseguir.Independente da religião ou crença de cada um, eu gostaria de pediruma corrente positiva para oPedro.-ORAÇÕES- PENSAMENTOSPOSITIVOSEstamos fazendo em diversos pontos do Brasil (e até por amigos queestão fora do Brasil) dois momentos de oração (às 15 h e às 18 h)pois a força da energia em conjunto é uma fé que pode movermontanhas.O nome dele é PEDRO DOS ANJOS GUIMARÃES.Meu coração está apertado. Amo meu filho mais do que tudo navida.Por favor, torçam por ele! REZEM POR ELE.Conto com a força dos amigos e de Deus nestemomento.Obrigada e vamos acreditar que Pedro VENCERÁ ESTA LUTA e em breveestará ao nosso lado com sua irreverente alegria!Maria Laura enviado por nice salgado

segunda-feira, 26 de maio de 2008

SE A VIDA .....



SE A VIDA .....
Se a vida lhe bloquear uma porta, é porque lá não é mais o seu lugar.
Sua missão terminou.
Uma porta fechada significa um Sinal de que os valores mudaram e que a
caminhada deve ser feita em outra trilha.
Não gaste energia com o confronto.
Procure nas janelas os novos sinais que o Universo lhe oferece.
Claro que a opção será sua.
Deus nunca fecha uma porta sem que abra várias outras... Olhe para a
água. Ela é sábia. Nunca discute com os seus obstáculos.
Às vezes represa, enche-se de Energia e busca um novo caminho.
Em outras situações simplesmente contorna as dificuldades. Você é a água.
Corra no sentido de seu Oceano de Sabedoria
e irá perceber que cada perda na realidade é um ganho". A porta fechada
é um obstáculo. Contorne-o com sabedoria.
Depois de uma noite longa, cheia de estrelas, o sol sempre vai brilhar.
A luz vem quando somos merecedores. Nunca quando queremos. Agora vá.
Sua missão não terminou.
As pessoas que te cercam precisam de você.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.
Cada um é o que já conseguiu ser.
A caminhada é dura, cheia de obstáculos mas sempre vai valer a pena.
Saiba administrar o seu tempo.
Ele nunca é como queremos. A paciência é sábia.
Usá-la a nosso favor faz com que nossa vida seja menos dolorosa e mais
fecunda. Plante amor, sempre.
A recompensa vem quando menos esperamos.
Tenha um dia com muita PAZ!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jaque ,voce fez o mundo melhor !



Queridos irmãos, É com grande pesar que comunico o falecimento de nossa amada e querida irmã Jaque. Infelizmente ela veio a falecer nesta madrugada de quarta para quinta nos deixando. Esta iluminada pessoa foi sempre uma grande serva do senhor dedicando sua vida a Igreja e a juventude, e transmitindo com toda sua alegria, seu sorriso e seu carinho o Amor que recebeu de Deus nesta vida. Ela se vai nos deixando muito tristes pois são pessoas como ela que deixam nosso mundo mais feliz e mais fácil de se suportar. Se tivéssemos mais Jaquelines Ferreiras no meio de nós, nosso mundo seria muito melhor e o reino dos céus estaria mais próximo. Perdemos uma irmã na terra, mas ganhamos uma irmã e intercessora nos céus, por que ela com certeza estará junto do Cristo que ela tanto amou.

Eduardinho
CLJ Viacariato Porto Alegre 22/05/2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Fazer ascese por amor






Para que tu, leitor, não me abandones, pela rudeza do título acima, vamos começar com uma historieta. Buddha encontrou, certa feita, um penitente que praticava, há anos, espantosas austeridades corporais. Perguntou-lhe o que pretendia com tanto esforço. O monge disse que desejava desenvolver o poder de caminhar sobre as águas. Sorrindo, o mestre observou-lhe em tom compassivo: "Pouco vais lucrar com isto, com tamanho trabalho e desperdício de tempo. Dá uma pequena moeda ao barqueiro que te levará, gentilmente, para a outra margem do rio".

Se a historieta te cativou, leitor, vamos continuar. O tema, admito, é árido, mas tem sua importância. Há os que acreditam poder conquistar o céu ao preço de penosas penitências. Enganam-se redondamente. Nós, que admiramos a verdadeira Espiritualidade, acreditamos e sabemos que o céu - a outra margem do rio - é graça de Deus, que será dada para os que vivem em sua graça, e não para os que se vangloriam de caminhar sobre as águas. Deus é o barqueiro que nos levará para a outra margem da vida se não tivermos a presunção duma travessia solitária.

Ascese é uma palavra grega que significa simplesmente exercício. Religiosamente, comporta esforços, renúncias e penitências em vista da perfeição. Fazer ascese é exercitar-se para adquirir musculatura espiritual e poder percorrer com maior desenvoltura os caminhos do bem. Fazer ascese não tem nada a ver com a moderna "cultura do corpo", ou o fisiculturismo.

O verdadeiro asceta, por conseguinte, não é necessariamente magro, esquelético, descarnado. Muitas vezes o é, mas não se pode medir o grau de perfeição ou de espiritualidade pelo seu físico, mas antes pela intensidade de vida em prol dos grandes valores humanos e religiosos.

Em relação à ascese, os mestres espirituais sempre apontaram dois extremos a serem evitados: o do laxismo, que se caracteriza por um horror a qualquer tipo de renúncia ou sacrifício. O laxo é essencialmente um comodista, que só pensa no próprio prazer. É um egoísta sem grande caráter. Não busca forças para elevar-se, lutar, vencer e atravessar o rio. O segundo perigo é o rigorismo que se expressa como violência contra o próprio corpo. O rigorista não se dá descanso, acha que está pecando se sentir algum prazer material e quer atravessar o rio sozinho. Enquanto o primeiro é, via de regra, um glutão satisfeito, o segundo pode fazer-se um penitente carrancudo.

Não é preciso dizer que ambos estão longe do verdadeiro espírito da ascese cristã e dos verdadeiros caminhos da sabedoria humana. O laxo, por ficar aquém do que poderia ser e conseguir, e o rigorista, por perder o bom senso e ir além dele.

A Bíblia não faz a apologia da penitência, mas também não a desconsidera simplesmente. Jesus pregou: "Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga" (Mt 16,24; Mc 8,34; Lc 9,23). São Paulo parece temer as práticas ascéticas como se depreende da Carta aos Colossenses: "Ninguém, pois, vos critique por causa da comida ou bebida ou em matéria de festa ou de lua nova ou de sábados" (2,16). Denuncia o falso ascetismo de certas proibições que "são preceitos e doutrinas dos homens. Têm ares de sabedoria, mas são regras de afetada piedade, humildade e severidade com o corpo; em verdade não têm valor algum, a não ser para a satisfação da carne" (vv. 22-23).

Em contraposição, a tônica da verdadeira Espiritualidade se centra na consagração e no amor da pessoa a Deus, o que inclui um abandono e uma escolha: "Buscai as coisas do alto e não as da terra" (Cl 3,2) e "mortificai vossos membros terrenos" (v. 5). "Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça" (Mt 6,33). "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho mas não vos preocupais com o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mt 23,23)!

A verdadeira ascese, por isto, mais do que um caminho em direção a si mesmo, comporta uma luta em direção aos outros. Faz-se ascese como forma de consagração e amor. A pessoa se purifica para viver mais desimpedidamente pelos outros. Renuncia a coisas válidas para ser mais irmã e companheira.

A Tradição cristã encontrou sua melhor formulação ascética na expressão: "Nudus nudum Christum sequi", ou seja, seguir nu, despojado, o Cristo nu e despojado. Em vista disso, o movimento ascético, penitencial, não é uma operação fechada sobre si mesma, a se stante, como diz o latim. A penitência, em si mesma, não tem religiosamente nenhum valor. Seria apenas uma dieta espiritual, mas que não conduziria a endereço algum. A ascese só tem valor quando feita "por amor de", "em vista a", "em benefício de". Quando recebe apenas o caráter de quem a faz, mas não o endereço de por quem é feita, a ascese é vazia e perigosa, inútil, suspeita e não recomendável.

Por sua natureza, a vida é uma força selvagem, com uma pujança formidável, com majestade apaixonante e beleza muitas vezes cruel. É como um diamante que, para não deixá-la em estado bruto, precisa ser burilado pela ascese. Os pais e educadores fazem isto com as crianças. Os adultos, consigo mesmo.

Con-centrados em nós mesmos, não passamos de indivíduos. Des-centrados de nós e concentrados nos outros, tornamo-nos pessoas. Sobre-centrados em Deus, transformamo-nos em criaturas divinas. Este processo pode ser doloroso e corresponde à tríade espiritual bíblica do jejum (con-centração em si), esmola (des-centração de nós e concentração no pobre) e oração (sobre-centração em Deus).

Mas há outras formas de ascese. Na ascese da fé, a pessoa se aceita com seus dolorosos e insuperáveis limites, fraquezas e misérias, dor e desenganos da vida, e com o desfecho da morte, aparentemente o absurdo e total fracasso da vida. Na ascese moral, a pessoa diz sim ao bem e não ao mal, abraçando e renunciando ao mesmo tempo. Na ascese escatológica, a pessoa alimenta uma constante disposição para a partida e uma iluminada vigilância diante da vida em Deus. Para quem é cristão, existe ainda a ascese da cruz, que consiste em abraçar o escândalo do calvário, identificando-se com o Cristo que não afastou o cálice da dor nem fugiu da idiotice da cruz, fazendo-se obediente à vontade do Pai.
Em conseqüência, parece claro que fazer ascese não consiste em mortificar simplesmente o corpo, mas em morti-ficar (fazer morrer) o velho Adão ou o animal que é egoísta, guloso, violento, preguiçoso e cruel em nós. Fazer ascese consiste em renunciar ao eu não intencionado por Deus e não em tentar ser, simplesmente, mais e melhor.

A verdadeira ascese visa a fazer-nos mais livres, levando-nos a viver mais plenamente. Não procura arrancar qualquer erva daninha em nosso jardim espiritual, mas cultivar os frutos e as flores que ele pode, com a graça de Deus, com a ajuda dos irmãos e com a coragem pessoal, produzir.

Brevemente, eis alguns princípios que orientam o verdadeiro caminho da libertação humana: 1) A ascese é um meio, somente um meio, embora importante e, ao mesmo tempo, doloroso. 2) A ascese tem valor relativo e só é aceitável como serviço de amor e quando leva o penitente a identificar-se com os outros e com o grande Outro. 3) O ser humano tem uma natureza ferida pelo pecado e necessita da graça para resgatá-la e da ascese para fortalecer o homem espiritual e interior. 4) A ascese religiosa objetiva a purificação do pecador e é a contrapartida humana devida ao pecado. 5) A ascese não cria méritos para a graça, mas serve de conditio sine qua non (condição necessitante) para ela. 6) A ascese não é um luxo reservado a poucos, mas é um ideário abraçado por quem quer ser grande. 7) A ascese não faz ninguém santo, mas os santos fazem ascese.

Se alguém, por fazer ascese, se fizer triste e azedo, é melhor que não a faça. É preferível e é mais engraçado um comilão feliz a um atleta espiritual emburrado. Um dos frutos da verdadeira ascese é a alegria. Tanto quanto o comilão feliz, o asceta também sabe cantar. E canta. E canta melhor.

Frei Neylor J. Tonin
Irmão menor e pecador

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Conversar sob o olhar do Senhor

Hoje eu( alexandre) e o padre Antoninho ( SCE setor F/ RS1) fomos transferir um enxame de abelhas de uma velha banheira para uma caixa, ao lado das casa do casal equipista Eurania e Claudio, situada no bairro Vila Nova em porto alegre. Colhemos uns 4 quilos de mel, que ficaram com o casal. Não sou favorável a estas operações arrriscadas, mas como era para amigos especiais, fomos a luta.
A natureza é uma obra perfeita de Deus, as abelhas seres incriveis e colaboradores da criação!Vamos colaborar com ele??
Bom final de semana amigos!

Percebam que beleza este artigo da carta mensal.




Conversar sob o olhar do Senhor
Dever de Sentar-se é uma das preciosidades que o Pe. Caffarel nos legou, uma oportunidade de nos revelarmos cada vez mais ao nosso cônjuge. Então, por que é tão difícil para alguns? Talvez por causa de duas situações: a palavra “dever”, se entendida como obrigação, e a atitude de abrir-se ao outro, mesmo sendo este outro o cônjuge, com quem vivemos a mais completa intimidade possível. Vamos refletir um pouco:
• Dever - O casamento implica em muitos deveres, da criação e educação dos filhos à manutenção da casa. A vida implica em deveres: como viver sem o dever de alimentar-se? A religião implica em deveres: como ser católico e não participar, pelo menos aos domingos, da Santa Missa? O corpo que não se alimenta, morre; o cristão que não participa da Eucaristia, morre no pecado; os cônjuges que não conversam a dois, correm o risco de matar o seu casamento. “Não é uma verdadeira necessidade para os casais o sentar-se, a dois? Mais, ainda, sentar-se diante do Senhor?” indagou o Mons. Pierre Warin, bispo auxiliar de Namur (Bélgica), no Encontro de Lourdes/2006. (Entrevistas no site Lourdes 2006)
• Abrir-se - Abrir o coração, ouvir o que o outro tem a dizer, falar o que o outro precisa ouvir. Parece a medida certa para o DS. Complicado? Nada! Simples: fazíamos isso no tempo de namoro, um diálogo “a partir da verdade de cada um, em que procuramos nos ajudar a nos conhecermos melhor, a superar as nossas limitações, a cres­cer”(Vem e Segue-me. Unidade VIII). Lembra? Pois é assim que o Dever de Sentar-se é apresentado na pilotagem.
Agora somos casais com 5, 10, 25, 50 anos de vida em comum (nós temos 34), em busca da salvação. Para esta caminhada, Deus, sempre misericordioso, inspirou aqueles casais pioneiros e o Pe. Caffarel a cria­rem para nós as ENS e com elas os Pontos Concretos de Esforço, um precioso roteiro para tornar efetiva a espiritualidade conjugal. Entre eles, o DS, “um meio de conservar jovem e vivo o seu amor e o seu casamento” que, “adotado por muitos casais que conheço, já provou ser eficiente”, disse o Pe. Caffarel.(in O Dever de Sentar-se, pág. 11 - Paulinas, 1998)
Entre as dificuldades para fazer este PCE é comum a alegação dos problemas da vida atual. Lembremos novamente o namoro. Havia sempre um tempo para conversar, às vezes, bastante tempo... Certo, agora existem os filhos ou netos correndo em volta, os compromissos do trabalho, a correria frenética do dia-a-dia. Mas no tempo do namoro também havia problemas, o irmãozinho mais novo dela, os sobrinhos, a avó, talvez já o trabalho, os estudos - mas conseguíamos tempo para namorar, sem dúvida.
Do livro de estudo do ano passado buscamos esta pista: “Precisamos cultivar a nossa capacidade de escutar e compreender o outro, colocando-nos no seu lugar”. Ao que o casal Maria Carla e Carlo Volpini (hoje o CR da ERI) acrescenta: “A escuta está no âmago da vida conjugal; é inútil falar do estado matrimonial se não aprendermos a nos comunicar autenticamente, em profundidade”.
A Segunda Inspiração valoriza a importância do escutar. Escutar a Palavra de Deus, escutar o cônjuge - lembrando que Maria dá seu nome às Equipes “porque ela é a melhor guia nos caminhos da união com Deus, por sua atitude de escuta e de humildade”(in A segunda inspiração). Neste ponto o documento destaca algumas diretrizes importantes para a prática dos PCE, uma das quais fundamental para o equilíbrio de um DS, a gradualidade: “o Senhor nos toma no ponto em que estamos. Não se trata de queimar etapas e forçar o ritmo, trata-se, isto sim, de querer progredir a partir da situação em que cada um se encontra” (in a Segunda Inspiração), para em seguida enfatizar que o mesmo ritmo não é possível para todos. É fundamental, para um bom DS, saber respeitar o ponto em que está nosso cônjuge, agindo para, um dia, chegarmos juntos a um mesmo objetivo, sem desânimo e com muita inspiração e amor.
Este é um compromisso que assumimos como equipistas e com a nossa conversão, como casal.
O desafio é grande, mas sabemos que não estamos sós. Fazemos o DS sob o olhar do Senhor: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,20). O Dever de Sentar-se é uma oração viva que fazemos pelo nosso matrimônio, estando Jesus Cristo no meio de nós. Estando conscientes disto, tudo será mais fácil.
Rita e Fernando Eq. N. S. de Guadalupe Setor B - Belém/PA
Fonte: Carta mensal / Maio 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

58 anos das ENS no Brasil




Amados irmãos:
No dia 13 de maio próximo, celebraremos os 58 anos das Equipes de Nossa Senhora no Brasil.
Dia de ação de graças! Oportunidade para voltarmos os nossos olhares para o longínquo 13 de maio de 1950. Nessa data, os casais Atienza e Domingos, Áurea e Andreotti, Cecília e Pedro Santoro, Mercedes e Alberto Cruz, Nancy e Pedro Moncau, e Sally e Arthur Vol­pi reuniram-se pela primeira vez, em São Paulo, dando início ao movimento das ENS no País. O SCE desta primeira equipe foi o Padre Oscar Melanson.
Essa primeira equipe abriu-nos a perspectiva da espiritualidade conjugal e de uma longa história de serviços aos casais e à Igreja.
A singeleza da narrativa impede-nos vislumbrar as riquezas da vocação ao amor conjugal, à santidade, à busca da perfeição cristã pre­sentes numa história tão cheia de vida e amor como a nossa. No cerne do convite à reflexão está o desejo de rever os critérios, os sentimentos, os projetos e ações que alimentaram a nossa história, pois “onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração” (Mt 6,21). Sairemos enriquecidos ao descobrir como tudo isso “amarrou” os nossos destinos e nos mantém unidos até os dias atuais.
O poeta Mário Quintana ajuda-nos a penetrar no espírito desta herança:“O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforma no melhor que podemos ser.”
Há um caminho de transformação traçado por Deus que nos conduziu ao Seu amor incondicional, imotivado e espontâneo. O Amor de um Pai que promete o seu espírito e a sua graça aos que nEle depositam a sua esperança. Amor que se manifesta no Filho, enviado pelo Pai, que voluntariamente entrega sua vida para salvar a humanidade.
Foi o desejo de amar como Jesus ama que fez Nancy e Pedro Moncau, lá no final dos anos 40, sair à busca de um alimento espiritual capaz de dar “vida nova” ao seu amor conjugal. Na busca perseverante das razões da sua esperança (cf. 1Pd 3,15), Nancy e Pedro conhecem o Padre Caffarel e são escolhidos por Deus para iniciarem as ENS no Brasil.
A seiva do amor fez a “árvore” crescer. O Movimento está presente em 23 unidades da federação. Somos cerca 3000 equipes, 18000 casais e 2000 conselheiros e acompanhantes espirituais.
Aproveitemos o mês de Maria para nos refugiar nos braços da Santa Mãe de Deus e suplicarmos pela graça da fidelidade, para que as raízes da “árvore” ganhem profundidade e possam sustentar o seu crescimento em extensão diante dos ventos adversos enfrentados pelas famílias do nosso tempo.
Graça e Roberto, CRSR

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mãe Obrigado pela Vida !

Desejamos as queridas mamães muitas felicidades! Parabens pelo seu dia!




Muita de nossa espiritualidade certamente é fruto de nossa primeira catequista, nossa mãe.




Transcrevo abaixo parte do texto de Carlos Martendal sobre Mãe. Quer ler o artigo na integra? Peça para o email programapalavraviva@gmail.com que enviam o belo artigo semanal.
Um abraço aos amigos!










'Em Glasgow, na Escócia, uma jovem, como muitos dos adolescentes de hoje, cansou-se da casa e das repreensões dos seus pais. A filha rejeitava o estilo religioso de vida de sua família, não aceitava os conselhos e decidiu:
- Eu não aguento mais ouvir essas baboseiras e não quero seu Deus. Eu desisto. Vou-me embora!
Saiu de casa, decidida a se transformar. Em pouco tempo, entretanto, estava desanimada e incapaz de encontrar um trabalho. Assim, decidiu ir às ruas vender céu corpo. Os anos se passaram, seu pai morreu, sua mãe envelheceu e a filha tornou-se mais e mais entrincheirada em sua forma de vida.
Nenhum contato foi feito entre mãe e filha durante muito tempo. Um dia sua mãe, ouvindo falar sobre a filha, resolveu sair à sua busca. Parou em cada uma das missões de auxílio que encontrava e perguntava:
- Você permitiria que eu colocasse este retrato na parede?
Era o retrato de uma mãe, cabelos grisalhos e um pálido sorriso, com
uma mensagem escrita ã mão no rodapé: "Ainda amo você... Volte para casa!"

Certo dia, uma jovem entrou numa missão para tentar conseguir uma refeição. Sentou-se, distraída, e seus olhos passearam através do nada até parar no quadro de avisos. Lá viu o retrato e pensou: "Poderia ser minha mãe?".
Não esperou pela refeição. Levantou-se e foi olhar a fotografia mais de perto. Era sua mãe e havia uma mensagem: "Ainda amo você... Volte para casa!". Enquanto esteve na frente do retrato, chorou. Era bom demais para ser verdade.
Era tarde da noite, mas tinha sido tocada pela mensagem e começou a caminhar em direção à sua casa. Quando chegou, já era madrugada. Estava receosa e não sabia realmente o que fazer... Resolveu parar na porta quando esta se abriu sozinha. Pensou que alguém deveria, furtivamente, ter entrado na casa. Preocupada com a segurança de sua mãe, a jovem correu ao quarto e a encontrou dormindo. Agitou sua mãe até que acordasse e disse:
- Sou eu! Sou eu! Estou em casa!

A mãe não acreditava no que seus olhos viam. Limpou as lágrimas que rolavam e sorriu. A filha, então, falou:
- Fiquei preocupada! A porta estava aberta e eu pensei que alguém tivesse entrado na casa e lhe colocado em perigo!
E a mãe respondeu delicadamente:
- Não, querida. Desde o dia em que você partiu, essa porta nunca foi trancada!" (Fonte desconhecida, in "Histórias que tocam o coração", Guilherme Victor Cordeiro, pp. 99-100).

Como não vir lagrimas aos olhos quando se ouve uma história assim? Como o amor é bonito. O amor, quando é verdadeiro, nunca vai embora, mas sai à procura, até encontrar. O amor de mãe é um amor que parece não desistir nunca, no que também se assemelha ao amor de Deus. Ê um amor que se doa sem esperar recompensa, é um amor que se entrega, que se dá, que se deixa machucar; é um amor cheio de esperança, um amor que supera todas as barreiras, que "tudo suporta, tudo crê, tudo desculpa, tudo crê", como cantou São Paulo no seu belo hino ao amor (ICor 13,7).

"Ser mãe é: carregar o filho no útero por nove meses, no seio por seis meses e no coração por toda a vida"!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dentro do esquema? Beatificação do padre Caffarel


Estimados amigos estamos há uma semana da comemoração dos 58 anos das equipes no Brasil.
Oportunidade para voltarmos os nossos olhares para o longínquo 13 de maio de 1950. Nessa data, os casais Atienza e Domingos, Áurea e Andreotti, Cecília e Pedro Santoro, Mercedes e Alberto Cruz, Nancy e Pedro Moncau, e Sally e Arthur Vol­pi reuniram-se pela primeira vez, em São Paulo, dando início ao movimento das ENS no País. O SCE desta primeira equipe foi o Padre Oscar Melanson.
Essa primeira equipe abriu-nos a perspectiva da espiritualidade conjugal e de uma longa história de serviços aos casais e à Igreja.
Muito obrigado a estes casais, que foram corajosos e profetas.
alexandre da alana


Dentro do esquema?

A acolhida no Brasil à proposi­tura da canonização do Pe. Caffarel suscita questionamentos:
Não em relação à sua santidade, ou sua qualidade de profeta que dignificou o amor humano e entusias­mou os esposos a desvendar e viver as riquezas do sacramento do Matrimônio, cuja nova compreensão difundiu vinte anos antes de o Concílio Vaticano II ensiná-la. Não por sua vida animada pelo Espírito, manifestada no amor ao próximo e na fidelidade à Igreja. Não pela sua disponibilidade e humildade, quando disse: vamos descobrir juntos”.
O questionamento se refere ao reduzido número de equipistas brasileiros que se inscreveram na Causa da Beatificação do Pe. Caffarel. A pergunta que se faz é: Tomamos consciência de que a canonização é um dom de Deus, para o bem dos casais e da Igreja?
Sabemos que o reconhecimento oficial da santidade de vida do Pe. Caffarel será bênção para os casais cristãos e uma confirmação teológica da espiritualidade conjugal na vivência do sacramento do Matrimônio, como um caminho para Deus. Será que estamos alinhados e atentos à motivação de uma vida que teve o objetivo de levar o Cristo a cada lar?
Para ele não se tratava de fornecer idéias às pessoas, mas de levá-las a viver em Cristo. O que ele suscitou para o Movimento a ele sobrevive, pois veio de Deus.
É atual o questionamento feito pelo Pe. Caffarel no editorial da Carta Mensal de dezembro/1948:
Por que entrei nas Equipes? Para tomar ou para dar? Se vocês responderem: Queremos participar da grande tarefa empreendida pelas ENS, instaurar o reino de Cristo nos lares, fazer com que a santidade crie raízes em pleno mundo moderno e não seja privilégio único dos monges, formar bons operários da cidade, sólidos apóstolos de Cristo, então vocês estão dentro do esquema. A sua equipe será útil a todas as demais”.
O Movimento se preocupa com a ausência de entusiasmo pela Causa da Beatificação do nosso fundador! Certamente não se trata de comodismo, desinteresse ou desconhecimento das obras e das graças recebidas. Os frutos colhidos ao vivenciar os meios propostos pelas ENS para a busca de santidade, com certeza, são suficientemente motivadores.
Renovamos, pois, o apelo da Associação dos Amigos do Pe. Caffarel ao engajamento nesta Causa: fazer a oração pela sua beatificação diariamente, informar as graças recebidas e inscrever-se como membros da Associação. No Brasil há apenas 352 inscritos, quando, entre casais equipistas e conselheiros, somamos quase 20 mil.
Ketty e Alexandre
Casal Representante da Associação na SR Brasil

fonte: carta mensal- maio 2008