quinta-feira, 29 de outubro de 2009

“É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!” (Lc 21,19)

Amigos será que somos perseverantes?
Somos fortes quando nos apoiamos na oração!
bom final de semana!!
alexandre

“É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!” (Lc 21,19)

outubro de 2009



“Perseverança”. Essa é a tradução do termo original grego. Mas a palavra grega é rica de conteúdo, pois inclui também a paciência, a constância, a resistência, a confiança.
A perseverança é necessária e indispensável quando sofremos, quando somos tentados, quando tendemos a desanimar, quando nos sentimos atraídos pelas seduções do mundo, quando somos perseguidos.
Penso que também você se tenha encontrado em pelo menos uma dessas situações e tenha experimentado que, sem a perseverança, não teria sido possível resistir. Talvez você tenha cedido algumas vezes. Pode até ser que, justamente neste momento presente, você se encontre em alguma dessas circunstâncias dolorosas.
Pois bem, o que fazer?
Crie coragem e… persevere.
Caso contrário, você não é digno de ser chamado de cristão.
Você sabe: quem deseja seguir a Cristo deve tomar todo dia a própria cruz e – pelo menos com a vontade – deve amar a dor. A vocação cristã é uma vocação à perseverança.
Paulo, o Apóstolo, mostra à comunidade a perseverança dele como sinal de autenticidade cristã.
E não hesita colocá-la no mesmo plano dos milagres.
Se amarmos a cruz e perseverarmos, poderemos seguir a Cristo, que está no Céu, e então nos salvaremos.

“É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!”

As pessoas podem ser distinguidas em duas categorias. À primeira pertencem aquelas que recebem o convite para serem verdadeiras cristãs, mas esse convite cai em suas almas como a semente entre as pedras. Muito entusiasmo, como o fogo de palha, mas depois não permanece nada.
Ao passo que as da segunda categoria acolhem o convite, assim como um bom terreno acolhe a semente. A vida cristã germina, cresce, supera dificuldades, resiste às tempestades.
Estas têm a perseverança e… “é pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!”
É claro que, se você quiser perseverar, não poderá contar apenas com suas próprias forças.
Será necessária a ajuda de Deus.
Paulo fala de Deus como “o Deus da perseverança” (Rm 15,5).
É a Ele, portanto, que você deve pedi-la e é Dele que a receberá.
Porque, se você é cristão, não pode satisfazer-se apenas com o fato de ter sido batizado, ou de fazer, vez por outra, alguma prática de culto e alguma obra de caridade. Você precisa crescer como cristão. E todo crescimento no campo espiritual não pode ocorrer senão em meio às provações, às dores, aos obstáculos, às batalhas.
Existe quem sabe perseverar de verdade: é aquele que ama. O amor não encontra obstáculos, não conhece dificuldades, não mede sacrifícios. E a perseverança é o amor provado.
Maria é a mulher da perseverança.
Peça a Deus que acenda em você o amor para com Ele e, por consequência, em todas as dificuldades da vida, você viverá a perseverança e, com ela, você salvará a sua vida.

“É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!”

Mas não é só isso. A perseverança é contagiosa. Quem é perseverante encoraja também os outros a levar as coisas até o fim. Vamos almejar as coisas maiores. Temos uma só vida e, ainda por cima, breve. Vamos resistir, dia após dia, enfrentando uma dificuldade após a outra para seguirmos a Cristo… e salvaremos a nossa vida.

Chiara Lubich

Palavra de Vida publicada originalmente em junho de 1979

Que queres que eu faça, Senhor?




Amados irmãos:

Este é o nosso primeiro contato com vocês como casal responsável pela unidade das Equipes de Nossa Senhora no Brasil e fidelidade ao seu carisma. Durante os próximos cinco anos, nós estaremos bem próximos de todos, numa relação que, queira Deus, seja fecunda.

D. Hélder Câmara dizia: “Deus pede mais a quem deu mais. Quem recebe mais, recebe para os outros. Não é maior, nem pior; é mais responsável. Deve servir mais. Viver para servir”. Esse será nosso propósito: servir às ENS, retribuindo o tanto que o Pai já nos deu. Foram muitas sementes recebidas, que deverão ser enterradas para produzirem frutos.

Apesar de não compreender os mistérios de Deus, de uma coisa temos consciência: quando Ele chama, fica à espera de uma resposta de amor. Não podíamos, por isso, decepcionar a quem contava com o nosso “sim”, mesmo sendo um “sim” medroso.

Sabemos que os desafios serão de toda ordem, e por isso precisaremos de um “coração que escuta”. Em uma de suas profundas homilias, Pe. Avelino afirmou que “o êxito não exclui dificuldades e trabalhos, nem mesmo exclui derrotas”, porque “até mesmo os insucessos e fracassos fazem parte dos que caminham, en­viados pelo Senhor”.

É verdade que há o medo do desconhecido; mas também é verdade que Jesus estende sua mão, principalmente, nos momentos difíceis, e, sobretudo, quando falha nossa fé. O que nos conforta é que, além de contar com a ajuda divina, contaremos com a de todos vocês na oração de cada dia.

Ao missionário impõe-se a abnegação. Certo dia, pediram a Ghandi que, em poucas palavras, definisse “missão”. Ele respondeu que bastariam apenas duas palavras: “renuncie e usufrua”. É o que nós almejamos com essa missão: renunciar livremente e por amor ao que é mais caro a nós, a nossa razão de ser: Deus; e usufruir as graças que recebem os que se colocam sob a proteção de Maria e são herdeiros do Pai. Talvez, assim, possamos descobrir a resposta para a pergunta inicial: Que queres que eu faça, Senhor?

Cida e Raimundo - CRSR
carta mensal outubro 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mensagem Nossa Senhora de Medjugorje


Queridos filhos! Hoje também EU trago a vocês Minha Benção. EU abençôo vocês todos e EU chamo vocês para crescerem nesta maneira que Deus tem começado através de Mim para sua salvação. Rezem, jejuem, e alegremente testemunhem sua fé, filhinhos, e que seus corações possam sempre ser preenchidos com a oração. Obrigada por terem respondido ao Meu apelo.
25/10/2009
fonte: http://www.medjugorjebrasil.com/

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

É preciso mudar forma de pensar para acabar com a fome!

É preciso mudar forma de pensar para acabar com a fome, diz Papa Bento XVI


Rádio Vaticano


"Para derrotar a fome no mundo precisamos modificar o nosso estilo de vida e a nossa maneira de pensar". É o que escreve o Papa Bento XVI na mensagem enviada a Jacques Diouf, diretor do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, no Dia Mundial da Alimentação.

O Papa pede mais solidariedade e fraternidade por parte da comunidade internacional e de suas instituições, que precisam agir de modo mais adequado e determinado.

Ao explicar suas razões, Bento XVI aponta o valor do trabalho agrícola como elemento fundamental da segurança alimentar e componente integral da atividade econômica.

"A agricultura precisa de mais investimentos e recursos porque os bens da criação são limitados por natureza. Como garantir a segurança alimentar das gerações atuais e futuras sem comportamentos responsáveis?".

Bento XVI conta com mais ações e com a cooperação para proteger os métodos de cultivo de cada área do planeta e evitar a exploração desmedida dos recursos naturais: "Tal cooperação – escreve o Pontífice – deve salvaguardar os valores próprios do mundo rural e os direitos fundamentais dos trabalhadores da terra".

No espírito de sua Encíclica Caritas in Veritate, Bento XVI recordou que, se colocarmos de lado privilégios, lucros e comodidades, esses objetivos podem ser concretizados, beneficiando homens, mulheres, crianças e comunidades das áreas mais pobres do planeta.

Segundo o Pontífice, a experiência demonstra que as soluções técnicas não são eficazes quando não se referem à pessoa, principal protagonista, origem e fim de toda atividade.

"O acesso aos alimentos, além de uma necessidade elementar, é um direito fundamental das pessoas e dos povos. Pode tornar-se realidade e, portanto, segurança, somente quando garantirmos o desenvolvimento a todas as regiões do planeta".

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mais de um bilhão passam fome no mundo!


Jesus disse: "Eu tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de comer."
Senhor ajuda-nos a sermos solidários! A construir alternativas na produção de alimentos, para os mais carentes. Dá-nos força para romper paradigmas e trilhar novos caminhos na agronomia.
alexandre

Hoje, no mundo, há mais de um bilhão de pessoas famintas. O alarme chega da FAO [Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação], que, em seu último relatório, registrou um aumento de 9%. A crise econômica, portanto, levou para baixo da linha da desnutrição um sexto da população mundial. Não sem culpa dos governos, mais preocupados com os mercados financeiros evidentemente: "Os líderes mundiais reagiram com determinação à crise, mobilizando bilhões de dólares em um lapso de tempo muito curto.

Agora, a mesma ação decisiva é necessária para combater a fome e a pobreza", diz o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

Novidades também no fronte da geografia da fome. A desnutrição atinge agora principalmente a Ásia e as áreas do Pacífico, o­nde os famintos são mais de 642 milhões. Mas não é um fenômeno desconhecido nem nos países desenvolvidos, o­nde 15 milhões de pessoas não têm o alimento necessário para o seu sustento.

Mas não são só as políticas do Ocidente que acabam no alvo. A intelectual indiana Vandana Shiva defende: "Foram os métodos de desenvolvimento equivocados que causaram a fome de centenas de milhões de pessoas. E a FAO também é responsável por isso".



A reportagem é de Francesca Caferri e Anais Ginori, publicada no jornal La Repubblica.



O alarme lançado o­ntem pela FAO não surpreende Vandana Shiva. Pelo contrário, a indigna. Há muitos anos essa cientista indiana especialista em agricultura e desenvolvimento, famosa em todo o mundo pelas suas batalhas contra a globalização, defende que as tendências atuais levarão milhões de pessoas à fome, principalmente nos países pobres.

"O fato de que hoje a FAO lança esse alarme depois de, durante anos, ter defendido os métodos de desenvolvimento que causaram a fome de milhões de pessoas me deixa verdadeiramente com muita raiva", explica. "Hoje, nos dizem que um bilhão de pessoas passam fome. Eu acho que se deveria perguntar o porquê. O porquê é explicado há muitos anos pelos especialistas, economistas e climatologistas como eu, que a FAO não ouviu. Há estudos qualificados que defendem que as monoculturas tornam a agricultura mais vulnerável, e que o uso de fertilizantes químicos contribui para as mudanças climáticas. Porém, a FAO defendeu o uso dessas substâncias. A Índia, neste ano, perdeu boa parte das suas colheitas por causa de enchentes e secas, efeito das mudanças climáticas. Há agricultores famintos. Outros que se suicidaram. E o anel inicial da corrente está nessas políticas, que a FAO apoiou, mas das quais denuncia os efeitos".