“E não cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”. Gálatas 6:9
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terça-feira, 22 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
Papa Francisco afirma que a Igreja não precisa de dinheiro sujo
mprimir
2016-03-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “O povo de Deus, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, mas de corações abertos à misericórdia de Deus”.
Ao citar os inúmeros caminhos que nos distanciam de Deus, a catequese do Papa na Audiência geral da quarta-feira, (02/03), foi uma oportunidade para refletir sobre a misericórdia e a correção.
Na ótica da passagem em que o profeta Isaías fala que a Deus não agrada o sangue de cordeiros e touros, Francisco fez um apelo:
Dinheiro sujo
“E aqui penso a alguns benfeitores da Igreja, com boas ofertas, mas esta oferta é fruto de tantas pessoas abusadas, maltratadas, escravizadas, com o trabalho mal pago. Eu digo a estas pessoas: levem de volta este cheque, queime-o. O povo de Deus, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, mas de corações abertos à misericórdia de Deus”.
Isaías fala ainda de Deus como um pai afetuoso, mas também atento e severo quando percebe a infidelidade e a corrupção do povo de Israel. Neste ponto, o Pontífice refletiu sobre a misericórdia de Deus que, mesmo renegado, nos chama de “seus” filhos.
Confiança
“Deus nunca nos renega. Nós somos o seu povo. O mais malvado dos homens, e a mais malvada das mulheres, o mais malvado dos povos, são seus filhos. E isso Deus nunca renega. Diz sempre, vem. Este é o amor de Deus: ter um pai assim nos dá esperança, nos dá confiança. Isto é aquilo que Deus faz, vem ao nosso encontro para que nos deixemos amar por Ele. No coração do nosso Deus”.
Ao citar o salmo que afirma que “Deus não nos trata segundo as nossas culpas”, Francisco ressalvou que a “salvação requer a decisão de escutar e de deixar-se converter, mas permanece sempre um dom gratuito”.
“Para entender bem: quando alguém está doente, vai ao médico; quando alguém se sente pecador, vai ao Senhor. Mas, se ao invés de ir ao médico, vai ao curandeiro, não se cura. Muitas vezes, preferimos percorrer estradas erradas, procurando uma justificação, uma justiça, uma paz que nos é presenteada como dom do Senhor se irmos a Sua procura”. (RB)
(from Vatican Radio)segunda-feira, 30 de novembro de 2015
EQUIPISTA, Reze e medite com seu celular
A ORAÇÃO VERBALIZADA E OS SMARTPHONES:
A APP PASSO-A-REZAR, UM CASO DE EXCELÊNCIA
POR: JOÃO VAN ZELLER [1]
No segundo trimestre de 2015, o Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabilizava em Portugal mais de cinco milhões de pessoas que utilizam o smartphone.
Com impacto para os católicos portugueses, o smartphone tem um aspecto fundamental para a prática religiosa: o da oração, sendo estes os seus pólos de maior interesse:
Ao pressionar a app Passo-a-Rezar no smartphone, acede-se às meditações do dia, com uma duração de cerca de dez minutos. É lida uma meditação, uma leitura bíblica (salmo, texto dos Evangelhos, ou das Epístolas), segunda meditação, repetição da leitura do texto bíblico, e meditação final.
Com impacto para os católicos portugueses, o smartphone tem um aspecto fundamental para a prática religiosa: o da oração, sendo estes os seus pólos de maior interesse:
- acessibilidade à recitação da oração em qualquer lugar e hora, quer por wifi, quer por 3G ou 4G;
- interpretação oral da oração com elevada qualidade;
- tempo pré definido para a oração;
- estímulo exponencial da capacidade de concentração do utilizador.
Ao pressionar a app Passo-a-Rezar no smartphone, acede-se às meditações do dia, com uma duração de cerca de dez minutos. É lida uma meditação, uma leitura bíblica (salmo, texto dos Evangelhos, ou das Epístolas), segunda meditação, repetição da leitura do texto bíblico, e meditação final.
O Passo-a-Rezar, permite escutar essas preces onde quer que nos encontremos, a qualquer hora do dia, do acordar ao adormecer. A utilização dos auriculares, melhora a concentração, torna a prática discreta, e não invade a tranquilidade de ninguém.A app Passo-a-Rezar dá também acesso aos Passos Para Mais, com distintos grupos adicionais de orações e meditações: Caminho de Santiago; Via Sacra com Maria; Retiro do Advento; Passos com Maria; Retiro da Quaresma; Rezar o Meu Dia; Pausas na beleza; Passo-a-Rezar o Terço, com os quatro mistérios; Rezar com o Papa Francisco.
No Passo-a-Rezar o Terço a recitação das Avé Marias por apenas uma voz, é pausada e seguida, e as introduções a cada Mistério, por outra voz, utiliza textos particularmente inspirados, abrindo o caminho à profunda interiorização da oração.

A app Passo-a-Rezar é gratuita, descarregável no smartphone com grande facilidade, e a sua utilização é intuitiva.
Ler mais: artigo completo (Brotéria).
nota: súmula de um artigo publicado na revista Brotéria de Setembro 2015
[1] Advogado, Empresário
[1] Advogado, Empresário
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Papa exorta Equipes de N. Sra. a levar a misericórdia às famílias feridas
"Um casal unido e feliz pode compreender melhor do que qualquer outro a ferida e o sofrimento que provocam um abandono, uma traição, um fracasso do amor" - ANSA
10/09/2015 11:31
Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta quinta-feira o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina cerca de 400 participantes das Equipes de Nossa Senhora, presentes em Roma para seu encontro mundial. O Papa encorajou-os a colocar em prática a espiritualidade do movimento, fortificar o empenho missionário e serem instrumentos da misericórdia de Cristo em relação às pessoas que tiveram o matrimônio fracassado.
O Santo Padre sublinhou no início de seu pronunciamento que este encontro precede o Sínodo dos Bispos que vai refletir sobre os desafios das famílias, visto “as ameaças no atual contexto cultural difícil”.
Neste sentido, Francisco insiste no “papel missionário das Equipes de Nossa Senhora, onde a vida conjugal se aprofunda e se aperfeiçoa graças à espiritualidade do movimento”. E os exorta “a testemunhar, anunciar e comunicar para fora, aquilo que vivem como casais e famílias”. “Os casais e as famílias cristãs – observou o Papa - normalmente estão em melhores condições para anunciar Jesus Cristo às outras famílias, apoiando-as, fortificando-as e encorajando-as”.
Inicialmente, o Papa encorajou os casais a colocarem em prática e a viverem em profundidade a espiritualidade do movimento, destacando a importância dos “pontos concretos de compromisso” propostos, que “representam realmente uma ajuda eficaz aos casais para “progredirem com confiança na vida conjugal no caminho do Evangelho”:
“Penso em particular na oração dos casais e em família, bonita e necessária tradição que tem sempre sustentado a fé e a esperança dos cristãos, mas infelizmente abandonada em tantas regiões do mundo; penso também no tempo do diálogo mensal proposto entre os esposos – o famoso e empenhativo Dever de sentar-se - que vai contra a corrente em relação aos hábitos do mundo frenético e agitado, cheio de individualismos, e que é um momento de troca vivido na verdade sob o olhar do Senhor. É um tempo precioso de agradecimento, de perdão, de respeito recíproco e de atenção pelo outros”.
A presença na vivência em equipe do sacerdote acompanhante, leva a uma reciprocidade fecunda, ressaltou Francisco. “Agradeço às equipes de Nossa Senhora por serem um apoio e um encorajamento no ministério de vossos sacerdotes ,que encontram sempre, no contato com as vossas equipes e as vossas famílias, a alegria sacerdotal, a presença fraterna, o equilíbrio afetivo e a a paternidade espiritual”.
Em segundo lugar, o Santo Padre convidou os casais, fortificados pelo encontro em equipe, a um empenho missionário. O Papa chama a atenção da missão a eles confiada, “que é tão mais importante enquanto imagem da família - como Deus quer, formada por um homem e uma mulher em vista do bem dos cônjuges e também da geração e educação do filhos - e que é deformada mediante poderosos projetos contrários apoiados, por colonizações ideológicas”.
Mesmo reconhecendo que os membros das Equipes de Nossa Senhora já são missionários “pela irradiação da própria vida” – pois uma família habitada pela presença de Deus fala por si só do amor de Deus por todos os homens - o Papa convidou para que também se empenhem em “acolher, formar e acompanhar na fé, particularmente os jovens casais, antes e após o matrimônio”:
“Vos exorto também a continuarem a fazerem-se próximos às famílias feridas, que são hoje tão numerosas, pelo motivo da falta de trabalho, da pobreza, de um problema de saúde, de um luto, da preocupação causada por uma criança, do desequilíbrio provocado por um afastamento ou uma ausência, pelo clima de violência. Devemos ter a coragem de entrar em contato com estas famílias, de maneira discreta mas generosa, materialmente, humanamente ou espiritualmente, naquelas circunstâncias onde elas se encontram vulneráveis”.
O Papa, por fim, encoraja os casais das Equipes de Nossa Senhora “a serem instrumentos da misericórdia de Cristo e da Igreja em relação às pessoas cujo matrimônio fracassou”:
“Não esqueçam nunca de que a vossa fidelidade conjugal é um dom de Deus, e que para cada um de vocês foi usada de misericórdia. Um casal unido e feliz pode compreender melhor do que qualquer outro a ferida e o sofrimento que provocam um abandono, uma traição, um fracasso do amor. É necessário, portanto, que vocês possam levar o vosso testemunho e a vossa experiência para ajudar as comunidades cristãs a discernir as situações concretas destas pessoas, em acolhê-las com as suas feridas e em ajudá-las a caminhar na fé e na verdade, sob o olhar de Cristo Bom Pastor, para que tomem parte em um modo apropriado na vida da Igreja. Não esqueçam tampouco o sofrimento das crianças que vivem estas dolorosas situações familiares: a eles vocês podem dar muito”.
O Pontífice concluiu renovando a sua confiança e encorajamento às Equipes de Nossa Senhora, afirmando que desde o momento em que a causa de beatificação do fundador, Padre Henri Caffarel chegou a Roma, “rezo para que o espírito santo ilumine a Igreja no juízo que a seu tempo deverá pronunciar a seu respeito”. (JE)
Um abraço... Joice e Jerson
"Pe Caffarel, intercedei a Deus por nós e pelo Papa Francisco."
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Padre Caffarel. Escutai-O Enquanto os Evangelhos nos oferecem um sem-número de palavras de Cristo, só trazem três do Pai.
Extraída da série “Iniciação III” dos “Cadernos sobre a Oração”, eis a seguir uma carta de dezembro 1966, do Padre Caffarel. Escutai-O Enquanto os Evangelhos nos oferecem um sem-número de palavras de Cristo, só trazem três do Pai. O quanto essas deveriam ser preciosas para nós! Uma delas é um conselho, o único conselho do Pai para seus filhos. Com que infinita, que filial deferência deveríamos recebê-la, com que dedicação deveríamos seguí-la! Esse conselho, que detém o segredo de toda santidade é simples e é contido numa palavra.
“Escutai-o” (Mt 17, 5) diz o Pai, mostrando seu Filho Amado. Orar, portanto, é o grande ato de obediência ao Pai; como para Madalena, consiste em sentar-nos aos pés de Cristo para escutar sua palavra, ou melhor, para escutá-lo, a Ele que nos fala. Pois de fato é a Ele, mais ainda que às suas palavras, que devemos estar atentos.
Segue daí que começar a oração a partir de uma página de Evangelho é muito recomendável, a condição de não se ler como um professor de literatura e sim como uma namorada que, para Dos Arquivos Carta sobre a Oração do Padre Caffarel 13 além das palavras das cartas que recebe, ouve bater o coração de seu amado. É uma arte grande, saber escutar.
O próprio Cristo nos alerta: “Olhai a maneira como ouvis!” (Lc 8, 18). Se formos beira do caminho, pedregulho, espinheiros, sua Palavra não poderá crescer em nós. Devemos ser esse terreno fértil onde as sementes encontram o necessário para desabrochar, desenvolver-se, amadurecer.
Escutar, aliás, não é somente uma questão de inteligência. É o
nosso ser inteiro, alma e corpo, inteligência e coração, imaginação,
memória e vontade que deve estar atento à palavra de Cristo, abrirse
a ela, ceder-lhe o lugar, se deixar tomar, invadir, apanhar por ela,
dar-lhe uma adesão sem reservas.
Vocês entendem por que uso a palavra escutar em vez de
meditar. Ela tem um acento mais evangélico e, sobretudo, não
designa uma ação solitária, mas um encontro, uma troca de coração
para coração: a oração é essencialmente isso.Na verdade, sem a graça ninguém poderia escutar Cristo, pois somos todos surdos de nascença, filhos de uma raça de surdos. Mas no nosso batismo, Cristo pronuncio a palavra que desde a cura do surdo-mudo da Decápole, abriu as orelhas de milhões de discípulos: “Efatá!” (Mc 7, 34). Quando lhe damos acesso por meio da oração, a palavra de Cristo nos converte, nos faz “passar da morte para a vida” (Jo 5, 24), nos ressuscita; torna-se em nós, para nós uma fonte que jorra, a vida eterna.
Porém, escutar a Palavra não basta. “Felizes, diz Cristo, os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam” (Lc 11, 28), regozijam-se e alimentam-se com ela, a levam com eles, como Maria levava o filho que havia concebido – e que era a Palavra substancial. Por intermédio de Jesus, ela santificava os que encontrava, fazia estremecer de alegria o Batista no seio de sua mãe.
É o que ele quer fazer por meio de nós. Mas não basta dizer só isso. Essa Palavra escutada, guardada, importa “pô-la ativamente em prática” (Tg 1, 25).
Entendam que é preciso, durante todo o dia, estar atentos à sua presença que age em nós, entregar-se a suas sugestões, seus incentivos. É seu dinamismo que nos levará a multiplicar as boas obras, a trabalhar, a padecer, a viver, a morrer pelo advento do Reino do Pai.
E se formos fiéis, nossa alegria será grande, porque Jesus
disse: “Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a Palavra de
Deus e a põem em prática” (Lc 8, 21)
Henri Caffarel
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Testemunho sobre o Padre Caffarel

Testemunho sobre o Padre Caffarel
Maria e Agustin Fragueiro Ferrer

Somos Maria (45 anos) e Agustin (48 anos) Fragueiro, de
Córdoba, na Argentina. Pertencemos às Equipes de Nossa Senhora
desde 1991. Foi assim que descobrimos o Padre Henri Caffarel. Não
tivemos a sorte de conhecê-lo pessoalmente, mas lemos muitos de
seus escritos, em particular aqueles sobre a Oração. Aos poucos,
aprendemos a conhecer sua mensagem e a respeitá-lo e amá-lo como
um verdadeiro guia espiritual
Nosso primeiro encontro verdadeiro com a mensagem do Padre
Caffarel aconteceu no ano de 2000, quando alguns amigos nos
trouxeram um presente: o livro de Jean Allemand "Henri Caffarel,
um homem arrebatado por Deus". Na leitura dessas páginas,
tornamo-nos mais próximos deste homem maravilhoso, que deu sua
vida para o serviço de Deus e dos homens. Tomamos consciência da
importância daquilo que significa ter uma verdadeira vida de oração.
A oração tornou-se para nós um momento de encontro pessoal
com Deus, um tempo em que damos a Ele a possibilidade de falar
conosco. O Padre Caffarel nos pediu que fizéssemos dez ou quinze
minutos de tempo de silencio (nas Obrigações das Equipes). Ele
mesmo tirava dois meses por ano para se encontrar com o Senhor.
Assim, ele tomava as forças necessárias para realizar suas tarefas
pastorais. Ele não se contentava com palavras; ele mesmo vivenciava
e depois transmitia.

Descobrimos que nós, leigos, somos pouco dispostos a
consagrar tempo a Deus em nossas vidas. Por isso, temos um
sentimento de frustração, de desânimo ou de fracasso em nossa
maneira de agir e de viver todos os dias.
Queríamos tentar viver esses quinze minutos cotidianos
consagrados a Deus, como nos ensinou o Padre Caffarel. Assim,
começamos a consagrar mais tempo a sós com Deus.
Por um lado, sentíamos a necessidade de transmitir aos demais
membros da Equipe nossa descoberta, mas por outro, não sabíamos
bem como fazê-lo. Carecíamos de documentos do Padre Caffarel
traduzidos para o espanhol, para aprofundar sua mensagem.
Começamos a procurar entre nossos familiares, nossos amigos,
nossos conhecidos. Consultamos também a Internet ara conhecermos
tudo o que o Padre Caffarel havia escrito. Foi assim que caíram em
nossas mãos alguns números do "L’Anneau d’Or", assim como
alguns livros traduzidos para o espanhol, publicados algumas décadas
antes. Recebemos também um presente: um exemplar do "O Corpo e
a Oração", numa livraria do Chile.

Com entusiasmo e com a ajuda de alguns padres, organizamos
jornadas de oração, com a participação de casais das ENS e alguns de
seus amigos.
Tomamos mais consciência do que a oração significa na vida
do cristão. Podemos observar, todavia, que ainda há muito "ruído" na
vida dos leigos em geral. Passamos a maior parte de nosso tempo a
procurar a felicidade e a querer a felicidade daqueles que amamos.
Mas tentamos fazer isso do nosso jeito. Não nos damos conta de que
nossa felicidade reside nesta descoberta: Deus ama cada um de nós
de uma maneira pessoal e tem um plano para cada um neste mundo.
Se conseguíssemos descobrir o plano que Ele estabeleceu para cada
um de nós, então seríamos plenamente felizes e faríamos a felicidade
dos outros. A oração é a maneira adaptada e privilegiada para se
chegar a essa descoberta.

Esta é a mensagem central que descobrimos graças aoPadre
Caffarel: se vivemos motivados pela ação no mundo do "fazer", é
necessário pararmos no caminho para retomar forças para agir mais e
melhor. É imperativo que "repousemos" entre os braços do Pai que
nos ama para encontrarmos a alegria e a paz. É o que Padre Caffarel

chama de "oração silenciosa". Entra-se nela em recolhimento, com o
sentimento da suave presença de nosso Senhor. É um sentimento
verdadeiro no fundo de nossa alma, saber que o AMOR, com
maiúsculas – que é Deus em nós – está ali presente e nos impulsiona
para que continuemos a viver e a transmitir sua mensagem de amor,
apesar das contradições deste mundo. Se realmente encontrarmos
Deus, nossa vida muda para sempre e torna-se impossível não
comunicá-lo.
A vida de oração é uma conquista difícil para o ser humano,
porém, é indispensável. Nós, seres humanos, deveríamos aprender o
silêncio para permitir que "Deus fale em cada um de nós".Poderíamos, então, viver num mundo totalmente diferente.
Fonte:
BOLETIM DE LIGAÇÃO dos AMIGOS do PADRE CAFFAREL
BOLETIM DE LIGAÇÃO dos AMIGOS do PADRE CAFFAREL
N° 3 – JULHO-AGOSTO 2008
sexta-feira, 27 de março de 2015
Retiro da Quaresma ON LINE - “Chamados a ser Santos”
Bem-vindo ao Retiro para a Quaresma.
A Quaresma, como tempo privilegiado de encontro com Deus, de preparação e de mudança do nosso coração para acolher a Páscoa de Jesus, pede-nos uma maior atitude de recolhimento e atenção aos desafios da Palavra de Deus.
Para ajudar este caminho de Quaresma, o Passo-a-Rezar, em colaboração com o Lugar Sagrado faz a proposta de um Retiro, para ser lido, ou para ser ouvido, em casa ou em qualquer lugar. Consta de uma introdução e sete sessões, divididas em várias etapas.
O tema do Retiro é “Chamados a ser Santos”, inspirado na Carta de S. Paulo aos Romanos.
O retiro pode ser feito de várias formas:
- Descarregando as várias sessões, ou o zip, aqui no Passo-a-rezar e fazer este retiro no lugar que achares mais conveniente.
- Ouvir o retiro através da Aplicação Móvel do Passo-a-Rezar, na secção Passos para Mais.
- Através da página própria do Retiro, no site do Lugar Sagrado, onde, para além de escutares as meditações, divididas em várias etapas, poderás ler os textos, diante do computador.
Escolhe o modo, o tempo e o lugar que mais te ajude a estar concentrado. Podes optar por ouvir todas as sessões no mesmo momento, ou rezar uma sessão por dia, ou com alguns dias de intervalo, de forma a melhor saborear e interiorizar o que é proposto.
Uma Santa Quaresma e bom Retiro!
sexta-feira, 20 de março de 2015
O PEREGRINO E O TURISTA
O peregrino e o turista são pessoas que se parecem muito em alguns aspectos, mas na verdade existem mais diferenças do que semelhanças entre ambos.
O turista está somente de passagem pelo lugar. Ali não é a sua morada. O peregrino também está somente de passagem. Essas são as semelhanças entre ambos.
Agora vamos ver as diferenças existentes entre eles. Primeiramente quero analisar como um turista se comporta em um lugar que nunca esteve ou que está voltando após um longo período longe do mesmo.
O principal objetivo do turista é ir para algum lugar ou lugares diferentes onde possa desfrutar de coisas diferentes, descansar e esquecer por algum tempo as coisas rotineiras que fazem parte da sua vida.
Ele fica extasiado, se gosta, com as belezas do lugar. Admira ou estranha a maneira como as pessoas vivem. Completamente diferente, muitas vezes, de como vivem em sua terra natal. Tudo para ele é maravilhoso no momento, mas, depois as conclusões tiradas é que valem.
Para o turista, tudo vale o preço que ele paga, pois economizou para se divertir e a diversão não tem um preço estabelecido. É facilmente distinguido pela população por vestir-se de uma forma bem esportiva e diferente da cultura local e também por carregar consigo uma infinidade de malas, bolsas e sacolas.
Compra objetos para depois recordar os lugares por onde passou ou para mostrar aos amigos, com orgulho, as suas aventuras turísticas. Na maioria das vezes anda em grupo e sempre acompanhando um guia local para não se perder e conhecer um pouco da cultura.
Ele é “amado”, admirado e bem tratado pelos anfitriões segundo a quantidade de compras e outros gastos que faz.
Enfim, o turista é uma pessoa que passa por algum lugar diverte-se, descansa sai da rotina. Depois volta para a sua cidade e retoma as atividades rotineiras e estressantes da vida. Agora ele não é mais um visitante. Liberta os problemas aprisionados no esquecimento e começa a tentar resolver os primeiros que batem à porta da nostalgia de uma féria que acabou.
Porém. O peregrino como já disse, é uma pessoa que está de passagem por um determinado lugar. Normalmente é alguém que não está satisfeito com o lugar onde vive. Sai da sua terra, deixa amigos e parentes e vai em busca de um lugar melhor para viver. Ele fica por um tempo num lugar, depois vai para outro.
Empreendendo muitas vezes longas jornadas em busca de coisas melhores. Na verdade não é uma pessoa errante, caminhando sem destino. O peregrino sabe muito bem o que quer e para onde está indo.
Por onde passa é admirado pelas suas qualidades. Mas, também pode causar espanto por ser um estrangeiro em terra estranha. É uma pessoa rara, extraordinária e excepcional. Na verdade o peregrino é um estrangeiro passando por uma terra estranha, carregando consigo o fardo da esperança de dias melhores para sua vida.
Amigo leitor. Apresentei até aqui dois tipos de gente definidas como o turista e o peregrino. Agora veremos que no âmbito espiritual também podemos reconhecer esses dois tipos de gente.
Os salvos por Jesus Cristo, na verdade, são peregrinos neste mundo. Sabem que a sua pátria não é aqui. Carregam o fardo da esperança de uma nova vida com Jesus no céu. O peregrino, nesse sentido, aguarda o grande dia do encontro com o Senhor. Seja apos sua morte ou quando Jesus voltar para buscar os seus remidos. Então, o salvo que peregrina por este mundo está sempre preparado para a partida. O mundo não é o seu lar. Ele sabe que haverá um novo céu e uma nova terra para ele viver.
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. Isaías 66:17
“Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou um estrangeiro contigo e peregrino, como todos os meus pais”. Salmos 30:12
O grande desafio do peregrino, estrangeiro neste mundo é manter o caráter e a postura de um cidadão, mas não deste mundo, e sim um cidadão do céu. Prosseguir neste mundo sem se corromper com o pecado e manter vivo os mandamentos do Senhor em uma terra estranha.
Não se identificando com o mundo, para que o mundo saiba que é um cidadão do céu. Ele é admirado e ao mesmo tempo um espanto para muitos.
“Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos”. Salmos 119:19
Sendo diferente do turista que olha para o mundo e só pensa em desfrutar dos prazeres oferecidos por ele, que mais tarde, a lembrança será sua única companheira nas horas mais difíceis da vida.
A minha pergunta é a seguinte. Com qual tipo de pessoa você se identifica: com o turista ou com o peregrino? Caso a sua resposta tenha sido o turista. A minha recomendação é a seguinte. Deixe de ouvir os guias que ensinam somente os costumes e as tradições deste mundo.
Pare de se encantar com as lindas palavras, mas, vazias dos falsos profetas e passe a ouvir o verdadeiro guia que é Jesus Cristo. Ele é o único caminho que pode te levar para o céu. Guiado pelo seu amor e pelo seu poder, você poderá entrar nas mansões celestiais preparadas por Jesus, para quem Nele crer. Ali desfrutarás a verdadeira vida. Estude a bíblia que é a Sua palavra e passe a viver como um peregrino neste mundo, caminhando rumo ao lar celestial.
“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”. 1 Pedro 1:17
http://servepr.org/o-peregrino-e-o-turista/
segunda-feira, 2 de março de 2015
Papa: sabedoria do cristão é não julgar os outros e acusar a si mesmo
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"'A Vós, Senhor, nosso Deus, a misericórdia e o perdão. A vergonha a mim, e a Vós a misericórdia e o perdão". Este diálogo com o Senhor vai nos fazer bem nesta Quaresma: a acusação de si mesmo. Peçamos misericórdia. No Evangelho, Jesus é claro: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso". Quando se aprende a acusar a si próprio se é misericordioso para com os outros: "Mas, quem sou eu para julgar, se eu sou capaz de fazer coisas piores? '".
Cidade do Vaticano (RV) – É fácil julgar os outros, mas seguimos adiante no caminho cristão somente se temos a sabedoria de acusar a si mesmo: foi o que disse o Papa retomando, após os exercícios espirituais, a celebração da Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.
As leituras do dia estão centralizadas no tema da misericórdia. O Papa, recordando que "todos nós somos pecadores" - não "em teoria", mas na realidade -, indica "uma virtude cristã, ou melhor, mais do que uma virtude": "a capacidade de acusar a si mesmo". É o primeiro passo para quem deseja ser cristão:
"Todos nós somos mestres, somos doutores em justificar a nós mesmos:" Mas, não fui eu, não, não é culpa minha, mas sim, não foi tanto, eh ... As coisas não são assim ... '. Todos nós temos um álibi de explicação das nossas falhas, dos nossos pecados, e muitas vezes somos capazes de fazer aquela cara de "Mas, eu não sei', cara de, ‘Mas eu não fiz, talvez seja outro": fazer cara de 'inocente’. E assim se vai adiante na vida cristã”.
"É mais fácil culpar os outros" - observou o Papa -, mas "ocorre uma coisa de certo modo estranha" se tentamos nos comportar de maneira diferente: “quando começamos a olhar para o que somos capazes de fazer", no início, “nos sentimos mal, sentimos nojo”, depois isso “nos dá paz e saúde”. “Por exemplo - disse o Papa Francisco -, "quando eu encontro no meu coração uma inveja e sei que esta inveja é capaz de falar mal do outro e matá-lo moralmente", esta é a "sabedoria de acusar a si mesmo." "Se nós não aprendermos este primeiro passo da vida, nunca, nunca daremos passos no caminho da vida cristã, da vida espiritual":
"É o primeiro passo, para acusar a si mesmo. Sem dizer, não? Eu e a minha consciência. Vou pela rua, passo diante da prisão: "Eh, estes merecem isso" - "Mas você sabe que se não fosse pela graça de Deus, você estaria lá? Você pensou que você é capaz de fazer as coisas que eles fizeram, ou ainda pior?'. Isto é a acusar a si mesmo, não esconder a si próprio as raízes do pecado que estão em nós, as muitas coisas que somos capazes de fazer, mesmo se não se veem."
O Papa sublinha outra virtude: vergonhar-se diante de Deus, em uma espécie de diálogo em que reconhecemos a vergonha do nosso pecado e a grandeza da misericórdia de Deus:
"'A Vós, Senhor, nosso Deus, a misericórdia e o perdão. A vergonha a mim, e a Vós a misericórdia e o perdão". Este diálogo com o Senhor vai nos fazer bem nesta Quaresma: a acusação de si mesmo. Peçamos misericórdia. No Evangelho, Jesus é claro: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso". Quando se aprende a acusar a si próprio se é misericordioso para com os outros: "Mas, quem sou eu para julgar, se eu sou capaz de fazer coisas piores? '".
A frase: "Quem sou eu para julgar o outro" - disse o Papa - obedece precisamente à exortação de Jesus: "Não julguem, e vocês não serão julgados; não condem, e não serão condenados; Perdoem, e serão perdoados. Em vez disso - destacou -, "como gostamos de julgar os outros, fofocando sobre eles."
"Que o Senhor, nesta Quaresma - concluiu o Pontífice –, nos dê a graça de aprender a nos acusarmos", conscientes de que somos capazes "de fazer coisas ruins”, e dizer: "Tenha piedade de mim, Senhor, ajude-me a envergonhar-me e me dê a misericórdia, assim poderei ser misericordioso para com os outros” (SP).
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
terça-feira, 9 de setembro de 2014
EM MEMÓRIA DO PE. CAFFAREL
O Pe. Franscec VERGES I VIVES era espanhol, mais exatamente, catalão. Conheceu o Pe. Caffarel desde o início das Equipas de Nossa Senhora no seu país.
Meu Pe. Caffarel
Uma tarde de Setembro, um telefonema do Pe. Sarrias anuncia-me a morte do Pe. Caffarel. Exclamei espontaneamente: «Sinto-me órfão!».Caffarel tinha sido para mim um pai na fé e no meu ministério sacerdotal.
Não o único, mas um dos mais importantes. Não o via há alguns anos, mas estava sempre presente no meu espírito. É claro que não sou o único a sentir a sua morte como a de um pai. Muitos equipistas por esse mundo terão este mesmo sentimento.
No Domingo 3 de Novembro de 1996, na sacristia da nossa Catedral, muitos Conselheiros das Equipas estávamos a preparar-nos para a Missa em sua memória. O Cardeal, Mons. Carles, também ele antigo Conselheiros das equipes, confessou-me que tinha conhecido o Pe. Caffarel através da revista L’Anneau d’Or. Teria sido muito interessante ouvir as recordações de cada Conselheiro. É a minha vez de contar as minhas.
A partir de 1954, tive muitos contatos com o Pe. Caffarel, no início das ENS em Barcelona. Em Paris, nas jornadas dos Conselheiros. Em Roma e Lourdes nos Encontros Internacionais das Equipas e do Movimento das Viúvas, outra obra suscitada por ele. Em Barcelona, pela primeira vez em 1959, uns meses depois do encontro de Roma com o Papa João XXIII, havia o entusiasmo e um grande impulso de expansão no nosso país e no mundo inteiro. Muitas pessoas estavam interessadas nas Equipas, um período feliz para as ENS. O Pe. Caffarel recebeu em minha casa o jovem Jordi Pujol (futuro Presidente da Catalunha) para falar das equipas de casais «Confraria de Virtêla» que estavam a começar à imagem das ENS. Em Blois, houve uma
reunião com alguns casais e conselheiros, durante a qual ele nos deu a conhecer o seu desejo para o presente e o futuro das Equipas. Em Madrid, numa Jornada Internacional de Responsáveis, ouvi-o dar a sua visão das Equipes como comunidades cristãs que viviam a interiorização da fé, na confiança e no acolhimento dos equipistas. Voltei a encontrá-lo também em Lourdes durante o Concílio, num encontro internacional.
Alguns anos depois, fui a Troussures, à Casa de Oração, para participar numa das famosas «Semanas de Oração», em que ele foi o meu mestre de oração. Estávamos no fim de 1970 e ele já não era o Conselheiro Espiritual das ENS. E foi nessa Casa que ele morreu em Setembro de 1996. Não conheço toda a sua vida. Em 1939, era um jovem padre em Paris. Foi vigário paroquial na paróquia de St. Augustin em Paris. Algum tempo antes da guerra, conheceu jovens casais bons cristãos – talvez antigos escuteiros ·– que lhe pediram que os esclarecesse sobre o amor no casamento e o seu desejo de amar Cristo. Ele recordava que o amor alegre daqueles quatro casais o tinha tocado e levado a interessar-se pelo casamento através deles. Dizia: «Eles ensinaram-me o que era o amor humano, e eu podia ensinar-lhes o que era o amor a Cristo». Confessava que isso o tinha conquistado e entusiasmado, revelando-nos assim o segredo da sua vida: «No
princípio, dizia ele, quatro reuniões bastaram para decidir a minha vocação».
O Pe. Caffarel foi um homem «de vocação», como gostava de dizer Emmanuel Mounier, seu contemporâneo. Era, ao mesmo tempo, encorajador e exigente. O Pe. Caffarel foi esse humanista, seduzido por Cristo, homem do encontro e da experiência de Deus. O «quaker católico», como eu lhe chamava às vezes, fazendo referência a Thomas Kelly, o quaker que ele tanto apreciava e muitas vezes citava. Sabendo isto dele, compreende-se o seu entusiasmo e a sua tenacidade. O seu ser vivia em profundidade, e, ao longo
dos anos, ele comunicava essa profundidade a tudo o que empreendia. Fiel ao seu chamamento íntimo – à sua vocação – fazia avançar todas as suas obras. Franscec Verges I Vives
Associação Internacional de Apoio
à causa da Beatificação do
Padre Henri CAFFAREL
49 rue de la Glacière – 7ème étage
F-75013 PARIS
www.henri-caffarel.org
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A santidade irradia
A beatificação de um servo de Deus não é a da sua obra mas a da sua pessoa. No entanto, a obra é uma irradiação da sua pessoa.
No encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora em Brasília, muitos éramos os que admiravam os inúmeros casais de todas as nacionalidades, reunidos na alegria e numa profunda oração. Não é esta a descendência espiritual do Pe. Caffarel? E dizíamos uns aos outros: «Aqui está a irradiação da santidade do fundador das Equipas de Nossa Senhora».
Sim, a santidade irradia! Se os frutos são santos, as raízes são santas. Mas é o Pe. Caffarel, a sua pessoa, que apresentamos à Igreja para que a sua santidade seja reconhecida. É a sua pessoa que há que conhecer, amar, rezar. Parece-me conveniente ler e meditar o que ele escreveu: entramos assim no seu universo espiritual, ele põe-nos diante de Deus, a única meta da sua vida. Um santo conduz sempre os seus irmãos e as suas irmãs ao Senhor, à presença de Deus. Mas também é preciso rezar-lhe, pedir-lhe que nos acompanhe, que nos guie… Cria-se um vínculo pessoal, um vínculo que atravessa o céu e a terra, um vínculo simples e familiar. Ele está próximo.
Os sinais da sua proximidade relativamente a nós são as graças que muitos recebem pela sua intercessão: graças espirituais. É nesta terra arada pela graça que pode nascer um milagre.
À luz disto mesmo, como já escrevemos, não hesitem em nos enviar os vossos testemunhos. Mas também peçamos ao Senhor que Se digne responder aos nossos pedidos de um milagre para que o servo de Deus seja reconhecido como beato e possa assim iluminar os casais na caminhada do seu casamento e também iluminar-nos no caminho da oração: o grande desejo do Pe. Caffarel era que pudéssemos fazer a experiência do encontro pessoal com Deus.
Postulador da causa de Canonização do Pe. Caffarel
boletim 15 julho 2014
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Ascese: Organizar o tempo
A palavra “ascese” precisa deixar as páginas empoeiradas de nossos
dicionários e ganhar espaço na vida. Junto com ela a palavra “mística” são como
os dois trilhos por onde caminha o trem da santidade. A mística significa
“buscar as coisas do alto”. Um resumo do caminho místico está na primeira parte
da oração do pai-nosso. Louvamos o Pai que está no céu, santificamos seu nome,
pedimos que venha logo o Reino do Céu, e desejamos que sua vontade soberana
reine em nosso mundo do jeito que já reina no paraíso.
A “ascese” significa a disciplina necessária para “buscar as coisas da
terra”. Não somos anjos. A segunda parte do pai-nosso é um roteiro de “ascese”
para nós, comuns mortais. Pedimos o pão de todo dia, conquistado pelo suor e
pelo trabalho. Combatemos toda preguiça. Nos compromentemos a viver em
fraternidade, perdoando o que for necessário e pedindo perdão a Deus.
Suplicamos que o Senhor nos preserve em pé na hora da tentação e que nos
liberte de todo o mal.
Uma das formas de viver a “ascese” é organizar bem o nosso tempo. Como
pecamos pela perda de tempo!!! Muitas vezes gastamos horas com bobagens. A
ascese de usar bem cada minuto exige disciplina e inteligência. Conheço pessoas
que simplesmente não sabem o que fazer com o tempo livre. Acabam deixando os
minutos passarem e aquela listinha de coisas a fazer continua pendurada na
porta da geladeira.
Faça o teste. Se você quiser pedir um favor, peça-o para alguém ocupado.
Pessoas que tem tempo sobrando normalmente não têm tempo para ninguém.
É curioso o modo como Jesus utilizou seu tempo. Ficou 30 anos em Nazaré
trabalhando com seu pai. Em três anos apenas tornou-se o pregador mais famoso
da história e realizou seu plano de salvação. Precisamos aprender esta lição. É
necessário gastar mais tempo preparando bem as coisas do que executando-as. Não
podemos viver ao sabor do improviso. Jesus se preparou bastante. Bastaram três
anos para realizar a obra.
Quando prepara um retiro, um sermão, uma palestra,
um show de evangelização, uma aula, normalmente o tempo que levo preparando é
maior do que os minutos da apresentação. Mas quanto mais preparo, mais as
pessoas se sentem amadas na hora da apresentação. Um músico ensaia horas para
executar uma canção de 4 minutos. Isto é a “ascese do tempo”.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
ANO DA FÉ Arquivos Padre Henri Caffarel
Saber pedir a Fé
O Padre Caffarel convida sempre os casais a retornarem ao Evangelho vivo e criador – seguir Cristo na vida de cada dia, saber pedir a fé – para que se tornem uma “comunidade de fé viva”.
Apresentamos aqui alguns trechos do “Anneau d’Or”, que nos convidam a penetrar no pensamento de Cristo.
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Anneau d’Or, n. 117-118, 1964.Palestra “À escuta da Boa Nova” - Excertos
Uma comunidade de fé
Pela fé, o casal, assim como o indivíduo, toma posição em relação a Cristo. É a sua resposta ao chamamento de Deus. A adesão, não apenas da inteligência mas do seu ser inteiro, de toda a sua vida.
Por uma fé viva o casal penetra cada dia, de forma mais profunda, na visão que Cristo tem de Deus, do mundo dos acontecimentos. E também sobre todos os problemas que surgem na vida de cada dia: fecundidade, educação, uso do dinheiro, hospitalidade, convites da Igreja e da cidade... Somente uma meditação do Evangelho, assídua, inteligente, humilde, leal permite entrar no pensamento de Cristo, adquirir a sua mentalidade. É preciso ter coragem, pois o Evangelho assusta; tememos ser desalojados das
nossas posições, da nossa rotina, do nosso relativo conforto intelectual e material.
A mudança de perspectiva, ao ter contato com o Evangelho, é o primeiro resultado; reagir, no decorrer da vida, em conformidade com as normas evangélicas, é a consequência lógica. Tais normas causam com frequência o risco de pôr o casal em dificuldade com os que o cercam, de provocar contradições, oposição ou, pior, sorrisos irónicos. Os sábios ficarão indignados, sábios que poderão ser talvez uma sogra, um irmão, um colega de trabalho... A força do casal estará na certeza de se apoiar na palavra do Senhor.
Essa fé, que leva a ver e agir conforme a perspectiva de Cristo é um rebento, facilmente sufocado, pois a pressão da mentalidade envolvente é muito forte e a “sabedoria do mundo” insidiosa. Só há um meio de bloquear o perigo: um incansável retorno ao Evangelho – seguir Cristo pelo pensamento no Evangelho, para O seguir e observar os seus preceitos nas atividades da vida cotidiana; aceitar reconhecer-se como homem de pouca fé, pedir a fé. Aos poucos, pelo Evangelho, Cristo levará o casal a entrar na sua maneira de ver, desvendar-lhe-á tudo o que sabe sobre o Pai e sobre o seu desígnio de amor para os homens. O casal tornar-se-á uma comunidade de fé viva.
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BOLETIM DE LIGAÇÃO N° 12
Janeiro 2013
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PADRE CAFFAREL
49 RUE DE LA GLACIERE
F-75013 PARIS
www.henri-caffarel.org
DOS
AMIGOS
DO PADRE
CAFFAREL
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O BOLETIM DOS AMIGOS DO PADRE CAFFAREL N° 12 Janeiro 2013
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