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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Papa Francisco: não existe evangelização de poltrona

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Papa Francisco: não existe evangelização de poltrona

Em sua homilia, Francisco destacou que é o Espírito quem impulsiona os cristãos à evangelização, que “se estrutura” sobre três palavras-chave: “levantar”, “aproximar-se” e “partir da situação”.
Giada Aquilino e Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
O Papa Francisco celebrou na manhã de quinta-feira (19/04) a missa na capela da Casa Santa Marta, refletindo sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos. No Evangelho do dia, um anjo do Senhor diz a Filipe “Prepara-te e vai para o sul,
no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”.

A semente da Palavra de Deus

Francisco explicou que, depois do martírio de Estevão, “começou uma grande perseguição” para os cristãos e “os discípulos se espalharam por todos os lados”, na Judeia, em Samaria. Mas justamente aquele “vento da perseguição” – acrescentou – levou os discípulos a irem “além”.
Assim como faz o vento com as sementes das plantas, as leva além e semeia, assim aconteceu aqui: eles foram além, com a semente da Palavra, e semearam a Palavra de Deus. E assim podemos dizer, brincando um pouco, que nasceu ‘propaganda fide’. Assim. De uma perseguição, de um vento, os discípulos levaram a evangelização. E este trecho que hoje lemos, dos Atos dos Apóstolos, é de uma grande beleza… Mas é um verdadeiro tratado de evangelização. Assim o Senhor evangeliza. Assim o Senhor anuncia. Assim o Senhor quer que evangelizemos.

As três palavras da evangelização

Francisco destacou que é o Espírito a impulsionar Filipe – e nós cristãos – à evangelização. Esta se “estrutura” em três palavras-chave: “levantar-se”, “aproximar-se” e “partir da situação”.
A evangelização não é um plano bem feito de proselitismo: “Vamos aqui e façamos muitos prosélitos, de lá, e muitos...” Não… É o Espírito que diz como você deve ir para levar a Palavra de Deus, para levar o nome de Jesus. E começa dizendo: “Levante-se e vai'”. Levante-se e vai até aquele lugar. Não existe uma evangelização “de poltrona”. “Levante-se e vai'”. Em saída, sempre. “Vai”. Em movimento. Vai ao lugar onde você deve anunciar a Palavra.
Francisco então recordou os muitos homens e mulheres que deixaram pátria e família para ir a terras distantes para levar a Palavra de Deus. E muitas vezes, “despreparados fisicamente, porque não tinham os anticorpos para resistir às doenças daquelas terras”, morriam jovens ou “martirizados”: se trata, diz o Papa - recordando as palavras ditas por um cardeal – de “mártires da evangelização”.

Nenhuma teoria para a evangelização

O Pontífice explicou ainda que não é necessário nenhum “vade-mécum da evangelização”, mas é preciso “proximidade”, aproximar-se “para ver o que acontece” e partir “da situação”, não de uma “teoria”.
Não se pode evangelizar em teoria. A evangelização é um pouco corpo a corpo, pessoa a pessoa. Parte-se da situação, não das teorias. E anuncia Jesus Cristo, e a coragem do Espírito o impulsiona a batizá-lo. Vai além, vai, vai, até que sente que acabou a sua obra. Assim se faz a evangelização. Essas três palavras são chave para todos nós cristãos, que devemos evangelizar com a nossa vida, com o nosso exemplo, e também com a nossa palavra. “Levante-se, levante-se”; “aproxime-se”: proximidade; e “partir da situação”, aquela concreta. Um método simples, mas é o método de Jesus. Jesus evangelizava assim. Sempre em caminho, sempre na estrada, sempre próximo às pessoas, e sempre partia de situações concretas, das concretudes. Somente se pode evangelizar com essas três atitudes, mas sob a força do Espírito. Sempre o Espírito nem mesmo esses três atitudes servem. É o Espírito que nos impulsiona a nos levantar, a nos aproximar e a partir das situações.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Papa: pedir a graça da vergonha e jamais julgar os outros !

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)


O Papa começou a semana celebrando a missa na Casa Santa Marta. Na homilia, comentou o Evangelho de Lucas.
Cidade do Vaticano -
Não julgueis e não sereis julgados. Na homilia da Missa celebrada na segunda-feira (26/02) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco repete com força este convite de Jesus no Evangelho do dia (Lc 6,36-38).
Ninguém, de fato, poderá fugir do juízo universal: todos seremos julgados. Nesta ótica, a Igreja faz refletir justamente sobre a atitude que temos com o próximo e com Deus.
Em relação ao próximo, nos convida a não julgar, mas a perdoar. “Cada um de nós pode pensar: ‘Mas nunca julgo, eu não faço o juiz”, notou Francisco que convidou, ao invés, a examinar as nossas atitudes: “quantas vezes o argumento das nossas conversas é julgar os outros!”, dizendo “isto não está correto”. “Mas quem o nomeou juiz”, advertiu o Papa: “julgar os outros é algo feio – afirmou – porque o único juiz é o Senhor” que conhece a tendência do homem a julgar os outros:
Nas reuniões que nós temos, um almoço, o que quer que seja, pensemos em duas horas de duração: dessas duas horas, quanto minutos foram usados para julgar os outros? Este é o ‘não’. E qual é o ‘sim’? Sejam misericordiosos. Sejam misericordiosos como o Pai é misericordioso. E mais: sejam generosos. Dai e vos será dado. O que me será dado? Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. A abundância da generosidade do Senhor, quando nós seremos plenos da abundância da nossa misericórdia em não julgar.
O convite, portanto, é ser misericordiosos com os outros porque do mesmo modo o Senhor será misericordioso conosco. A segunda parte da mensagem da Igreja, hoje, é o convite a ter uma atitude de humildade com Deus, reconhecendo-se pecadores.
E nós sabemos que a justiça de Deus é misericordia. Mas è preciso dizê-lo: “A Ti convém a justiça; a nós, a vergonha”. E quando se encontra a justiça de Deus com a nossa vergonha, ali está o perdão. Eu creio que pequei contra o Senhor? Eu acredito que o Senhor é justo? Eu acredito que é misericordioso? Eu me vergonho diante de Deus, de ser pecador? Tão simples: a Ti a justiça, a mim a vergonha. E pedir a graça da vergonha.
Por fim, o Papa recordou que na sua língua materna, das pessoas que fazem mal aos outros se diz “sem vergonha”, e reiterou o convite a pedir a graça “de que jamais nos falte a vergonha diante de Deus”.
É uma grande graça, a vergonha. Assim recordamos: a atitude em relação ao próximo, recordar que com a medida com a qual julgo serei julgado. E se digo algo sobre o outro, que seja generosamente, com muita misericórdia. A atitude diante de Deus, este diálogo essencial: “A Ti a justiça, a mim a vergonha”.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Conheça um pouco o Frei Rodrigo Machado

Especial Frei Rodrigo Machado

Fonte: http://www.franciscanos-rs.org.br/especial-frei-rodrigo-machado/

Notícias

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Vivendo há dois anos em Jerusalém, Frei Rodrigo que agora durante o tempo de férias, presta serviço no Santuário da Fonte de Colombo (Itália), lugar onde São Francisco escreveu a Regra de Vida dos Frades. Conversamos com Frei Rodrigo, sobre os seus estudo e trabalhos, confira a matéria.

1)Frei Rodrigo, como você está?
Estou bem  Encontro-me no meio dos meus estudos teológicos. No próximo ano acadêmico vou dar início ao terceiro ano de teologia.  É muito gratificante poder fazer a teologia na Terra Santa, pois é o quinto evangelho, ou seja, é estar nos lugares onde a palavra de Deus se cumpriu.
2) Como esta sendo a caminhada de formação em Jerusalém?
Ao iniciarmos os estudos teológicos na Terra Santa não nós damos conta do que isso significa pra nós e para nossos familiares, amigos e confrades. Estudar a teologia aqui tem três grandes dimensões: a bíblica, arqueológica e a litúrgica.
Vivendo há dois anos em Jerusalém, Frei Rodrigo que agora durante o tempo de férias, presta serviço no Santuário da Fonte de Colombo (Itália), lugar onde São Francisco escreveu a Regra de Vida dos Frades. Conversamos com Frei Rodrigo, sobre os seus estudo e trabalhos, confira a matéria. 1)Frei Rodrigo, como você está? Estou bem  Encontro-me no meio dos meus estudos teológicos. No próximo ano acadêmico vou dar início ao terceiro ano de teologia.  É muito gratificante poder fazer a teologia na Terra Santa, pois é o quinto evangelho, ou seja, é estar nos lugares onde a palavra de Deus se cumpriu. 2) Como esta sendo a caminhada de formação em Jerusalém? Ao iniciarmos os estudos teológicos na Terra Santa não nós damos conta do que isso significa pra nós e para nossos familiares, amigos e confrades. Estudar a teologia aqui tem três grandes dimensões: a bíblica, arqueológica e a litúrgica. 3) Frei qual foi o maior desafio que você encontrou? O maior desafio que eu encontrei vindo de uma realidade pastoral com a caraterística nossa do Brasil, de contato direto com o povo de Deus, aqui não temos esse contato, pois não falarmos nem uma das duas línguas locais o árabe e hebraico. 4) Frei sabemos que está sobre o seus cuidados, um importante serviço, qual é e o que você pode nos partilhar sobre ele? Hoje como vice cerimoniario da Custódia da Terra Santa, tenho como uma das responsabilidades o cuidado da sacristia do convento de São Salvador, onde realizamos alguns dos grades pontificais da Custódia. Este serviço não é um posto de honra, mas sim um ministério, um serviço, o qual buscamos desempenhar com cuidado e dedicação, a final, o fazemos para celebrar o mistério pascal que celebramos se renova. 5) Como você vê a atividade dos freis gaúchos aí?  Atualmente a nossa província São Francisco marca presença com 2 frades, um na basílica da Agonia, frei Plácido, e eu, como estudante de teologia. Temos aqui na Terra Santa outros frades de províncias diversas do Brasil, que estão prestando serviços em diversos santuários da Terra Santa. O que é muito importante, pois as Constituições Gerais nos lembram que a Custódia da Terra Santa é a pérola das missões da Ordem, pela qual toda a ordem é responsável de levar frades missionários que queiram prestar este serviço. 6) Como você recebeu a noticia que Frei Antônio vai se juntar a você em 2016? A notícia da vinda de frei Antônio é muito boa e nos alegra, pois é bom saber que vamos ter mais um irmão fazendo esta experiência, de fazer teologia na Terra Santa. 7)Obrigado, pela partilha o que você gostaria de deixar de mensagem para os nossos leitores? Por fim poderia resumir a oportunidade de fazer teologia aqui como uma grande graça de vivenciar a palavra de Deus no seu lugar, poder ver e tocar por meio da arqueologia, e poder reafirmar e atualizar este mistério através da liturgia, isso tudo é uma graça. Pois ao celebrar cada festa nesta Terra, fazemos em nome do Santo Padre e da Igreja Universal.  Peço a vossa oração para os cristãos do Oriente Médio, para que encontrem paz em meio a tantos conflitos. Eu aqui da terra santa asseguro a minha prece por vocês aqui dos lugares santos!
Em 2014, Frei Rodrigo teve a oportunidade de encontrar o Santa Padre, por ocasião da sua visita a Terra Santa.
3) Frei qual foi o maior desafio que você encontrou?
O maior desafio que eu encontrei vindo de uma realidade pastoral com a caraterística nossa do Brasil, de contato direto com o povo de Deus, aqui não temos esse contato, pois não falarmos nem uma das duas línguas locais o árabe e hebraico.
4) Frei sabemos que está sobre o seus cuidados, um importante serviço, qual é e o que você pode nos partilhar sobre ele?
Hoje como vice cerimoniario da Custódia da Terra Santa, tenho como uma das responsabilidades o cuidado da sacristia do convento de São Salvador, onde realizamos alguns dos grades pontificais da Custódia. Este serviço não é um posto de honra, mas sim um ministério, um serviço, o qual buscamos desempenhar com cuidado e dedicação, a final, o fazemos para celebrar o mistério pascal que celebramos se renova.
5) Como você vê a atividade dos freis gaúchos aí?
rodrigo
“Este serviço não é um posto de honra, mas sim um ministério, um serviço..”
Atualmente a nossa província São Francisco marca presença com 2 frades, um na basílica da Agonia, frei Plácido, e eu, como estudante de teologia. Temos aqui na Terra Santa outros frades de províncias diversas do Brasil, que estão prestando serviços em diversos santuários da Terra Santa. O que é muito importante, pois as Constituições Gerais nos lembram que a Custódia da Terra Santa é a pérola das missões da Ordem, pela qual toda a ordem é responsável de levar frades missionários que queiram prestar este serviço.

6) Como você recebeu a noticia que Frei Antônio vai se juntar a você em 2016?
A notícia da vinda de frei Antônio é muito boa e nos alegra, pois é bom saber que vamos ter mais um irmão fazendo esta experiência, de fazer teologia na Terra Santa.
7)Obrigado, pela partilha o que você gostaria de deixar de mensagem para os nossos leitores?
Por fim poderia resumir a oportunidade de fazer teologia aqui como uma grande graça de vivenciar a palavra de Deus no seu lugar, poder ver e tocar por meio da arqueologia, e poder reafirmar e atualizar este mistério através da liturgia, isso tudo é uma graça. Pois ao celebrar cada festa nesta Terra, fazemos em nome do Santo Padre e da Igreja Universal.  Peço a vossa oração para os cristãos do Oriente Médio, para que encontrem paz em meio a tantos conflitos.
Eu aqui da terra santa asseguro a minha prece por vocês aqui dos lugares santos!


terra santa
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pe. Caffarel desejou, um Movimento de formação e de pessoas ativas.


Brasília 2012 já está perto, mas não devemos apenas encontrar-nos num lugar novo; devemos dar impulso e vitalidade ao nosso Movimento para que ele seja cada vez mais, como o Pe. Caffarel desejou, um Movimento de formação e de pessoas activas. É esta a nossa vocação na Igreja.

Tanto a vida do padre Caffarel como o encontro com os primeiros casais levaram cada vez mais a esta convicção: "Nenhum deles tinha dificuldade em pensar que a sua vocação era a santidade: a santidade aparecia como o desenvolvimento do amor e a realização plena tanto do amor conjugal como do amor de Cristo. E a reflexão fê-los logo descobrir de uma forma totalmente nova o sacramento do matrimónio, não simplesmente como uma formalidade, mas como uma prodigiosa fonte de graça: Cristo vem salvar o amor, doente desde o pecado original, trazendo-lhe auxílios e graças enormes" (Chantilly 1987).

O Padre Caffarel não nos quis para uma santificação exclusivamente individual ou de casal. As equipas são para o mundo. Seria um trabalho inútil procurar na Escritura um discurso preciso, pormenorizado e directo sobre o casal. Esta afirmação pode deixar-nos surpreendidos e per¬plexos, mas a verdade é que, tanto no Antigo como no Novo Testa¬mento, quando se fala da relação homem-mulher é sempre para dizer, antes de mais, alguma coisa sobre Deus.

Por outras palavras, a Bíblia não faz um discurso moralista, não faz uma pregação pedante sobre o matrimónio e sobre a sexualidade, mas assu¬me as categorias nupciais para revelar o rosto e a natureza de Deus.

Deste modo o homem e a mulher não se sentem interpelados a rea¬lizar um modelo de vida senão na medida em que procuram Deus e se reflectem n'Ele. Não foi certa¬mente sem razão que o Senhor Jesus nos disse que procurássemos "antes" o reino de Deus, pois tudo o resto é dado por acréscimo. Falar de casal hoje signi¬fica falar de um tema que atravessou um período marcado por enormes mudanças económicas, sociais e políticas e que, apesar da declaração de dissolução e de morte dos anos 60, manteve uma estrutura própria estável e partilhada pela maioria. Todavia, devemos olhar de frente o dom de Deus e a complexidade da família hoje e procurar respostas.

- Evangelizar a família

Talvez tenha chegado o momento de submeter a um sério e crítico exame a forma como hoje, em muitos sectores da Igreja, se enfrentam as problemáticas da família. Muitas vezes, predomina o aspecto moralista: fala-se muito de problemas morais e menos de Deus, esquecendo que o comportamento moral não é senão uma consequência do encontro com Deus.

Problemáticas angustiantes e asfixiantes de carácter moralista e devocional não foram muitas vezes capazes de nos fazer abrir o coração à grande e diversificada missão da família no mundo de hoje. Uma família não deve ser julgada, tomada de assalto com mil receitas, mas sim evangelizada com o próprio amor de Cristo. Uma evangelização que mergulha as suas raízes num itinerário de conversão e de enraizamento no sacramento da Aliança. A adesão a Jesus Cristo implica uma opção de fé, mas, ao mesmo tempo, exige conformar a própria vida ao seu Evangelho. O acolhimento da Palavra não pode traduzir-se senão em opções concretas de vida.

A FAMÍLIA: ESCOLA DE AMOR

Editorial para a Carta - Março 2012
P. Angelo Epis CE ERI

Excerto da sua intervenção no Colégio de Bogotá 2011

http://www.equipes-notre-dame.com/pt/noticias/correio-da-eri

segunda-feira, 6 de março de 2017

Quaresma: tempo para sair da rotina!!

 

 
 
“Eu creio que um dia me tornarei um cristão de verdade, então deverei envergonhar-me, sobretudo, não por não me ter tornado cristão antes, mas por haver tentado primeiro todas as fugas” (Kierkegaard,Soren, Diário, 8/12/1837). Estas palavras do filósofo poeta cristão dinamarquês introduzem o sentido da quaresma. Agora é o tempo favorável em que ressoa o convite para tomar uma decisão séria, radical, operativa e pessoal para me tornar cristão de verdade.

Todos têm uma rotina diária que vai imprimindo uma forma quase mecânica e automática de viver. Não se trata apenas das atividades diárias para as quais a rotina organiza o dia e permite cumprir as obrigações. Mas a rotina também pode tomar conta da maneira como as pessoas se relacionam. O outro se torna peça de engrenagem que faz funcionar o meu dia. A rotina também invade a vida espiritual e o relacionamento com Deus. Enfim, a rotina acomoda, vai enfraquecendo as relações interpessoais, a empatia e o entusiasmo vai diminuindo. Como também pode passar a falsa impressão de que tudo está bem. Um dia o papa emérito Bento XVI disse que a nossa maior ameaça “é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez”.

Viver bem a quaresma é uma oportunidade para se questionar e sacudir a rotina diária. Estou me tornando um cristão melhor? A minha presença, seja na família, no trabalho, na sociedade, é sal e luz? Além de constatar os problemas, faço algo além disso? Ao tentarmos responder estas perguntas ou outras, certamente, vamos perceber que em muitos aspectos podemos estar bem e em outros não. 

Voltando à frase de Kierkegaard, citada anteriormente. Ele afirma que não se envergonhava das suas contradições da vivência cristã. Tinha a convicção de que o mundo só viu um cristão autêntico, isto é, coerente entre a proposta cristã e a sua plena vivência, que foi Jesus Cristo. Todos as outras pessoas denominadas cristãs vão se tornando cristãs, sem nunca chegarem a completude. É a interpretação que faz do seguimento proposto por Jesus Cristo. “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” Mateus 16, 24).

Kierkegaard declara que se sentirá envergonhado “por haver tentado primeiro todas as fugas”. As formas de fuga podem ser várias: ignorar os problemas; desviar das responsabilidades; fechar-se sobre si mesmo; justificar a própria postura e a indiferença diante das inúmeras situações que se apresentam; acomodar-se com a rotina; não ter espaço para questionar os próprios valores; relativizar as exigências; responsabilizar sempre os outros.

A Campanha da Fraternidade, dentro da quaresma, é uma provocação, pois insere um tema novo na rotina. Este ano, a Igreja propõe o tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema é “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15) O objetivo é o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, promovendo relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Novamente, aborda um tema relacionado com a ecologia. O tema volta porque os problemas nesta área são muitos e é preciso uma conversão pessoal e social, também nesta área.

Autor: Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pe. Caffarel desejou, um Movimento de formação e de pessoas ativas.


Brasília 2012 já está perto, mas não devemos apenas encontrar-nos num lugar novo; devemos dar impulso e vitalidade ao nosso Movimento para que ele seja cada vez mais, como o Pe. Caffarel desejou, um Movimento de formação e de pessoas activas. É esta a nossa vocação na Igreja.

Tanto a vida do padre Caffarel como o encontro com os primeiros casais levaram cada vez mais a esta convicção: "Nenhum deles tinha dificuldade em pensar que a sua vocação era a santidade: a santidade aparecia como o desenvolvimento do amor e a realização plena tanto do amor conjugal como do amor de Cristo. E a reflexão fê-los logo descobrir de uma forma totalmente nova o sacramento do matrimónio, não simplesmente como uma formalidade, mas como uma prodigiosa fonte de graça: Cristo vem salvar o amor, doente desde o pecado original, trazendo-lhe auxílios e graças enormes" (Chantilly 1987).

O Padre Caffarel não nos quis para uma santificação exclusivamente individual ou de casal. As equipas são para o mundo. Seria um trabalho inútil procurar na Escritura um discurso preciso, pormenorizado e directo sobre o casal. Esta afirmação pode deixar-nos surpreendidos e per¬plexos, mas a verdade é que, tanto no Antigo como no Novo Testa¬mento, quando se fala da relação homem-mulher é sempre para dizer, antes de mais, alguma coisa sobre Deus.

Por outras palavras, a Bíblia não faz um discurso moralista, não faz uma pregação pedante sobre o matrimónio e sobre a sexualidade, mas assu¬me as categorias nupciais para revelar o rosto e a natureza de Deus.

Deste modo o homem e a mulher não se sentem interpelados a rea¬lizar um modelo de vida senão na medida em que procuram Deus e se reflectem n'Ele. Não foi certa¬mente sem razão que o Senhor Jesus nos disse que procurássemos "antes" o reino de Deus, pois tudo o resto é dado por acréscimo. Falar de casal hoje signi¬fica falar de um tema que atravessou um período marcado por enormes mudanças económicas, sociais e políticas e que, apesar da declaração de dissolução e de morte dos anos 60, manteve uma estrutura própria estável e partilhada pela maioria. Todavia, devemos olhar de frente o dom de Deus e a complexidade da família hoje e procurar respostas.

- Evangelizar a família

Talvez tenha chegado o momento de submeter a um sério e crítico exame a forma como hoje, em muitos sectores da Igreja, se enfrentam as problemáticas da família. Muitas vezes, predomina o aspecto moralista: fala-se muito de problemas morais e menos de Deus, esquecendo que o comportamento moral não é senão uma consequência do encontro com Deus.

Problemáticas angustiantes e asfixiantes de carácter moralista e devocional não foram muitas vezes capazes de nos fazer abrir o coração à grande e diversificada missão da família no mundo de hoje. Uma família não deve ser julgada, tomada de assalto com mil receitas, mas sim evangelizada com o próprio amor de Cristo. Uma evangelização que mergulha as suas raízes num itinerário de conversão e de enraizamento no sacramento da Aliança. A adesão a Jesus Cristo implica uma opção de fé, mas, ao mesmo tempo, exige conformar a própria vida ao seu Evangelho. O acolhimento da Palavra não pode traduzir-se senão em opções concretas de vida.

A FAMÍLIA: ESCOLA DE AMOR

Editorial para a Carta - Março 2012
P. Angelo Epis CE ERI

Excerto da sua intervenção no Colégio de Bogotá 2011

http://www.equipes-notre-dame.com/pt/noticias/correio-da-eri

terça-feira, 28 de abril de 2015

Francisco: a vida cristã não é museu!


◊  
Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja segue sua caminhada graças às surpresas do Espírito Santo. Este é um dos trechos da homilia do Papa na missa matutina desta terça-feira (28/04) na Casa Santa Marta. Detendo-se à pregação do Evangelho aos pagãos, narrada nos Atos dos Apóstolos, Francisco destacou que também hoje é preciso ter “coragem apostólica” para não transformar “a vida cristã em um museu de recordações”. 
Ao chegarem em Antioquia, os discípulos de Cristo começam a predicar não somente aos judeus, mas também aos gregos, aos pagãos e um grande número deles acreditou e converteu-se ao Senhor. O Papa inspirou-se no trecho dos Atos dos Apóstolos, na Primeira Leitura, para destacar o quanto é fundamental na vida da Igreja abrir-se sempre ao Espírito Santo. Muitos, na época, ficavam inquietos ao saber que o Evangelho era pregado para além dos judeus. Mas quando Barnabé chega a Antioquia se alegra porque vê que as conversões dos pagãos são obras de Deus.


Não temer o Deus das surpresas
Além disso, destacou o Papa, já nas profecias estava escrito que o Senhor viria salvar todos os seus povos, como no capítulo 60 de Isaías. Entretanto, nem todos compreendiam estas palavras:
“Não entendiam. Não entendiam que Deus é o Deus das novidades. ‘Eu renovo tudo’, nos diz. Que o Espírito Santo veio para isso, para nos renovar e continuamente faz esse trabalho de nos renovar. Isto provoca temores. Na História da Igreja podemos ver daquele momento até hoje quantos temores diante das surpresas do Espírito Santo. É o Deus das surpresas”.
“Porém – disse o Papa – existem novidades e novidades”. Algumas novidades, admitiu, “vê-se que são de Deus”, outras não.
Como podemos fazer essa distinção? Na realidade, observou o Papa, seja Barnabé assim como Pedro, diz-se que sejam homens cheios do Espírito Santo. “Em ambos – reiterou – há o Espírito Santo que permite que a verdade seja vista. Nós, sozinhos, não podemos. Com a nossa inteligência não podemos”. “Podemos estudar toda a História da Salvação, podemos estudar toda a Teologia – advertiu – mas sem o Espírito Santo não podemos entender. É justamente o Espírito que nos faz entender a verdade ou – usando as palavras de Cristo – é o Espírito que nos faz conhecer a voz de Jesus”: “As minhas ovelhas escutam a minha voz e eu as conheço e elas me seguem”.
A Igreja avança com as novidades do Espírito Santo
“O avançar da Igreja - continuou - é obra do Espírito Santo", que nos faz ouvir a voz do Senhor. "E como posso fazer - se pergunta o Papa - para estar certo de que a voz que ouço é a voz de Jesus, que o que eu sinto que tenho que fazer é obra do Espírito Santo? Rezar":
“Sem oração, não há lugar para o Espírito. Pedir a Deus para nos enviar esse dom: "Senhor, dai-nos o Espírito Santo para que possamos discernir em cada momento o que nós devemos fazer', que nem sempre é o mesmo. A mensagem é a mesma: a Igreja avança, a Igreja vai em frente com essas surpresas, com essas novidades do Espírito Santo. É preciso discerni-las, e para discerni-las devemos rezar, pedir esta graça. Barnabé estava cheio do Espírito Santo e entendeu imediatamente; Pedro viu e disse: "Mas quem sou eu para negar aqui o Batismo? '. É ele que não nos faz errar. "Mas, Padre, por que entrar nestes problemas? Vamos fazer as coisas da maneira que sempre fizemos, assim estamos mais seguros ... '"

A vida cristã não seja um museu de recordações
Mas fazer como sempre foi feito, advertiu, é uma alternativa “de morte”. E exortou a correr o “risco, com a oração, com a humildade de aceitar o que o Espírito" nos pede para "mudar":  Este é o caminho".
"O Senhor nos disse que, se comermos o seu corpo e bebermos o seu sangue, teremos vida. Agora vamos continuar esta celebração, com esta palavra: 'Senhor, Tu que estas aqui conosco na Eucaristia. Tu estarás dentro de nós, dá-nos a graça do Espírito Santo. Dá-nos a graça de não ter medo quando o Espírito, com segurança, nos diz para darmos um passo avante". E nesta Missa, vamos pedir essa coragem, essa coragem apostólica de levar a vida e não fazer da nossa vida cristã um museu de recordações”. (RB-SP)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Curso EAD do evangelho de Marcos

Jesus e o Reino no Evangelho de Marcos



Neste tempo de pluralismo religioso, vemos a importância de nos aproximar mais da pessoa de Jesus. O evangelho de Marcos nos apresenta a Jesus responsável pela vida em oposição a tudo o que gera morte, propondo um Reino que contradiz as expectativas messiânicas da época.  Neste curso, buscamos luzes de uma espiritualidade que nos alimente e comprometa para responder aos desafios do tempo presente.
Para isto formaremos uma comunidade virtual durante pouco mais de três meses. Através do estudo, reflexão e leitura do Evangelho de Marcos nos aproximaremos da pessoa de Jesus e seu compromisso com o Reino que se estende até hoje. 
Cada etapa dura duas semanas, e os/as participantes devem dedicar três horas semanais para realizar com êxito o curso.

Objetivos

– Oportunizar aos participantes um estudo, reflexão e conhecimento do evangelho de Marcos e suas repercussões hoje.

Inscrições

Faça sua inscrição aqui.




Público Alvo

Professores (as), agentes de pastoral, estudantes universitários (as) e comunidade em geral.



Programação


De 8 a 21 de setembro de 2014
Primeira etapa: Início do Evangelho de Marcos – Mc 1,1-15
Ementa e orientações gerais. Introdução e metodologia do curso. Fórum de Apresentação 
De 8 a 14 de setembro – Contexto histórico e literário do Evangelho de Marcos
De 15 de setembro a 21 de setembro – Jesus o Messias e as expectativas messiânicas (Mc 1, 1-15)
De 22 de setembro a 05 de outubro 2014
Segunda etapa: Jesus responsável pela vida – Mc 1,16-3,6
De 22 a 28 de setembro – Vinte e quatro horas na vida de Jesus (Mc 1,16-45)
De 29 de setembro a 05 de outubro – Admiração e oposição à proposta de Jesus (Mc 2,1-3,6)
De 06 de outubro a 19 de outubro
Terceira etapa: Conviver com Jesus – Mc 3,14-6,6
De 06 de outubro a 12 de outubro – O ensinamento em parábolas (Mc 4,1-34)
De 13 de outubro a 19 de outubro – Fé: condição para a caminhada no Reino (Mc 4,35-6,6)
De 20 de outubro a 02 de novembro
Quarta etapa: Jesus e a comunidade, os responsáveis pela vida – Mc 6,14-8,21
De 20 de outubro a 26 de outubro – O desafio da missão (Mc 6,14-56)
De 27 de outubro a 02 de novembro – Romper as próprias fronteiras (Mc 7,1-8,21)
De 03 de novembro a 16 de novembro
Quinta etapa: Formação dos discípulos e compromisso para hoje – Mc 8,27-16,8
De 03 de novembro a 09 de novembro – Quem é Jesus? O que significa o seguimento pela cruz? (Mc 8,27-13,37)
De 10 de novembro a 16 de novembro – Jesus, o Messias crucificado e ressuscitado: compromisso para hoje (Mc 14,1-16,8)




Certificado

Será fornecido certificado a todos que estiverem devidamente inscritos no evento, com no mínimo 75% de freqüência e comprovada a sua presença no Moodle. Os certificados serão disponibilizados pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU via correio.


Investimento

R$30,00 para todo o evento.


Coordenação

Prof. Dr. Inácio Neutzling – UNISINOS
MS Ana Maria Casarotti – UNISINOS


Promoção

Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
Instituto Humanitas Unisinos – IHU