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terça-feira, 26 de junho de 2018

Um advogado que era devoto de Padre Pio

Posted: 25 Jun 2018 05:35 PM PDT

Um advogado que era devoto de Padre Pio contou:

"Uma vez eu estava numa velha igreja do convento escutando a Santa Missa do Padre Pio, e no momento da consagração do pão fiquei distraído, pensando em outra coisa. Eu era a única pessoa que se levantou no meio da multidão que estava ajoelhada. De repente eu senti um odor penetrante de violetas que me fizeram voltar à realidade e dando uma olhada ao redor de mim, eu também ajoelhei sem pensar no estranho perfume.

Como sempre, depois da missa, eu fui cumprimentar Padre Pio que me deu boas-vindas dizendo: "Você estava um pouco desorientado hoje? "- "Sim, eu estava Padre; Minha mente se ausentou hoje mas felizmente seu perfume me acordou." E ele me disse: "Para você o perfume é necessário, para você os tapas são necessários."

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Papa: "intuição cristã e oração pelos corruptos"


Missa da manhã começa às 7h na Capela da Santa Marta
10/11/2017 10:23
Cidade do Vaticano (RV) - Um caso de corrupção cotidiana. É o que narra o Evangelho de Lucas através da figura do administrador que desperdiça os bens do patrão e que, quando descoberto, ao invés de encontrar um trabalho honesto, continua a roubar com a cumplicidade de outros, “uma verdadeira ‘rede’ de corrupção”, na definição do Papa Francisco, relacionando o episódio com os nossos dias:
 
"São poderosos eles, hein? Quando fazem ‘redes de corrupção’ são potentes. Chegam a cometer atitudes mafiosas. Esta é a história, não é uma fábula, não é um caso que devemos procurar nos livros de história antiga. Nós a vemos todos os dias nos jornais, todos os dias. Isto acontece também hoje, sobretudo com aqueles que têm a responsabilidade de administrar os bens do povo, não os bens próprios. Com os próprios bens ninguém é corrupto, porque os defende”.
Assim, a consequência que Jesus tira deste Evangelho, observou o Papa, é justamente a maior astúcia dos “filhos deste mundo” em relação aos “filhos da luz”: a sua corrupção maior, a esperteza levada adiante “também com cortesia”, com “luvas de seda”. Francisco questionou se existe a “esperteza cristã”:
"Mas se estes são mais astutos do que os cristãos - mas não vou dizer cristãos, porque também muitos corruptos se dizem cristãos - se eles são mais astutos do que os fiéis a Jesus, eu me pergunto: existe uma astúcia cristã? Há uma atitude para aqueles que querem seguir Jesus, (de modo que), mas que não acabem mal, que não acabem sendo comidos vivos - como minha mãe dizia: “Comidos crus”” – pelos outros? Qua é a astúcia cristã, uma astúcia que não seja pecado, mas que sirva para me levar ao serviço do Senhor e também para ajudar os outros? Existe uma esperteza cristã?
Sim, há uma “intuição cristã para ir avante sem cair na rede da corrupção” e no Evangelho, explica o Papa, Jesus o indica com algumas contraposições, quando fala, por exemplo, dos cristãos que são como “ovelhas entre lobos” ou “prudentes como as serpentes e simples como a pomba”. Então, o que fazer? Francisco indica três atitudes: a primeira é uma “saudável desconfiança”, estar atentos, isto é, a quem “promete muito” e “fala demais” como “aqueles que dizem a você, “ faça o investimento no meu banco, eu lhe darei juros em dobro”. A segunda atitude é a reflexão, diante das seduções do diabo que conhece nossas fraquezas; e, finalmente, a oração.
"Rezemos hoje ao Senhor para que nos dê essa graça de sermos espertos, cristãos espertos, de termos esta esperteza cristã. Se há uma coisa que o cristão não pode se dar ao luxo de ser é ser ingênuo. Como cristãos, temos um tesouro dentro: o tesouro que é o Espírito Santo. Devemos preservá-lo. E um ingênuo se deixa roubar o Espírito. Um cristão não pode se permitir de ser um ingênuo. Peçamos essa graça da esperteza cristã e da intuição cristã. É também uma boa oportunidade para rezar pelos corruptos. Fala-se de poluição atmosférica, mas também há uma poluição da corrupção na sociedade. Rezemos pelos corruptos: pobrezinhos, que encontrem o caminho para sair daquela prisão na qual eles quiseram entrar!".

sexta-feira, 17 de março de 2017

São Patrício



São Patrício



Patrono da Irlanda



17 de março

Patrício, em sua confissão, afirma ter nascido no ano de 377, em Bonaven Taberniae, distante povoado da Inglaterra. Seu pai era influente senador e diácono Calpurnius, e conforme declarou apesar de ter nascido numa família religiosa, só veio a conhecer, verdadeiramente o amor de deus, aos 16 anos.
Também, aos 16 anos que Patrício foi capturado de sua casa e do convívio de seus familiares, para viver como escravo na Irlanda.
Os jovens eram alvo preferido dos piratas irlandeses. Pagava-se por eles.
Patrício ao relatar os fatos deixava cair lágrimas de dor e tristeza lembrando seus familiares e de sua pátria.
Logo que chegou a Irlanda, foi designado a pastorear as ovelhas, tornou-se um exímio pastor. Patrício, no final de sua vida escreveu:... “Pastoreando, eu rezava diversas vezes ao dia, o amor de Deus e o respeito a ele cresciam mais e mais, e minha fé se fortalecia... Meu espírito foi tocado de tal modo que em um único dia, eu fazia cerca de cem orações, e mais cem à noite, mesmo quando estava nos bosques e nas montanhas,... Chovendo ou nevando, nada me atingia.”
Depois de seis anos de escravidão, Deus o guiou em sua fuga. Fugiu para a Gália e depois de algum tempo entrou para o mosteiro de Ésir, tendo como orientador o bispo Germano.
Foi no ano de 432 que Patrício foi sagrado bispo, e com o falecimento do bispo da Irlanda, Patrício pediu para ser enviado com a missão de converter o povo irlandês ao catolicismo.
Com alguns sacerdotes, chegou à Irlanda e pôs logo mãos a obra. Com toda a paciência e piedade, atravessou a ilha toda e visitou todos os povoados.
Grandes foram as fadigas, enormes os sacrifícios e sem contar os sofrimentos de toda espécie. Maior, porém, foi o amor de Deus e o seu poderoso auxílio, resultando em extraordinário número de conversões.
O que se via era um exercício de homens e mulheres, transformados pelo amor de Deus e pelo testemunho de Dom Patrício e seus sacerdotes.
Trinta anos se passaram e já existiam 365 igrejas, centenas de conventos e escolas. A ilha estava toda dividida em dioceses e as dioceses em paróquias. Foi tamanha expansão do Cristianismo na Irlanda e o crescimento da Igreja Católica, que o país passou a ser chamado de: “Ilha dos Santos”.
Dom Patrício foi o modelo de missionário Católico, cujas principais virtudes devem ser: zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas, dedicação ao trabalho, coragem nas dificuldades, conformidade com a vontade de Deus, amor ao sofrimento, à Cruz e à oração.
Antes de chegar à ilha, Patrício em visão foi-lhe mostrado, que a ilha se achava sob o poder de muitos maus espíritos, que se oporiam ao seu apostolado. São Patrício estendeu a mão direita contra eles, invocou o nome de Jesus e os afugentou pelo Sinal da Cruz. (os espíritos maus estavam representados por cobras e serpentes).
Os milagres, os fatos extraordinários e as bênçãos eram tantas que o próprio São Patrício exclamava: “De onde provem estas maravilhas? Como os filhos da Irlanda, que jamais haviam conhecido o verdadeiro Deus e adoravam ídolos impuros, tornaram-se um povo Santo, uma geração de filhos de Deus.”
São Patrício recrutou seus mais fiéis discípulos, de maneira que muitos mosteiros fundados por ele tornaram-se o lar da poesia céltica. Eles souberam tão bem adaptar seu talento ao cristianismo em seus cânticos, que segundo se diz, os próprios anjos do céu vinham ouvi-los. Por isso a harpa dos Bardos tornou-se o símbolo e brasão da Irlanda Católica. 
Por meio dos milagres de São Patrício, como os apóstolos do Senhor, aplainou o caminho à verdade e, do mesmo modo que Jesus Cristo podia afirmar: os cegos enxergavam, os surdos ouvem, os paralíticos andam e aos pobres é pregado o evangelho. No fim da vida São Patrício pode verificar a conversão de quase toda a ilha.
A morte de São Patrício se deu na cidade de Down, em 17 de março de 461, estava com 84 anos, trinta e quatro como bispo da Irlanda. È comum no dia de sua festa, os irlandeses, ingleses etc, fixarem á roupa um trevo (planta cujas folhas se dividem em três), por que São Patrício se servia desta planta para dar uma idéia da santíssima trindade: “Um só Deus em três pessoas”.
Que o testemunho e a persistência de São Patrício nos inspirem a prática do bem e do amor; á Deus, a Igreja e a salvação das almas.
Paz e Bem

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Minicurso sobre a Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida. Participe!



Olá, Boa Tarde!

Segue convite dos minicursos sobre a Campanha da fraternidade deste ano.
INSCRIÇÕES ABERTAS !
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ABRINDO A PROGRAMAÇÃO CULTURAL 2017,
a Paulinas apresenta:

Minicurso “Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida”.
*Objetivo: Promover formação para leigos e também religiosos com relação à Campanha da Fraternidade 2017, tendo como referência o texto base da Campanha (CNBB), dando ênfase a diversidade de cada bioma e criando relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho.

*Horário: 08h30 às 12h00
*Local: Auditório da Livraria Paulinas - Rua dos Andradas, 1212, Centro, Porto Alegre/RS.
*Taxa: R$ 40,00 ou R$ 25,00 para cada módulo.
Obs.: Certificado de 08h/aula emitido pela Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, frequência acima de 75%.

Programação:
Dias 18 de fevereiro

• Módulo I
Cantar a Terra em nome da Vida
Assessoria: Renato Ferreira, Dr. em teologia (EST-RS), coordenador dos cursos de Teologia e Pedagogia, e professor no PPG em Memória Social e Bens Culturais da Unilasalle.

Dias 04 de março 
• Módulo II
Biomas Pampas
Assessoria: Paulo Brack, biólogo e mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 1994, é professor do Departamento de Botânica da UFRGS.
Inscrições e Informações: Livraria Paulinas de Porto Alegre
Rua dos Andradas, 1212 – Centro de Porto Alegre - RS
Tel. 51 3221-0422
livpalegre@paulinas.com.br
Att

logo80
Heloisa Fernandes
Promoção | consultoria
Livraria: (51)3221-0422
Celular: (51)9679.2307

terça-feira, 7 de junho de 2016

Papa: não à “espiritualidade do espelho”, o cristão seja luz para todos


Papa preside missa matutina na Casa Santa Marta - OSS_ROM
07/06/2016 11:14
Cidade do Vaticano (RV) – A pilha para que o cristão ilumine é a oração. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã de terça-feira (07/06) na Casa Santa Marta.
 
Luz e sal: Comentando o Evangelho do dia, Francisco ressaltou que Jesus fala sempre “com palavras fáceis, com comparações simples, para que todos possam entender a mensagem”.
Daqui a definição do cristão que deve ser luz e sal. Nenhuma das duas coisas é finalizada a si mesma, explicou o Pontífice. “A luz é para iluminar algo; o sal é para dar sabor” a outro alimento.
Oração ilumina o cristão
O Papa então se pergunta: mas como o cristão pode fazer para que não faltem sal e luz, para que não acabe o óleo para acender a lâmpada?
“Qual é a pilha para que o cristão ilumine? Simplesmente a oração. Você pode fazer tantas coisas, tantas obras, inclusive obras de misericórdia, pode fazer tantas coisas grandes para a Igreja – uma universidade católica, um colégio, um hospital... – podem até fazer a você um monumento como benfeitor da Igreja. Mas se não rezar, será um pouco obscuro, tenebroso. Quantas obras se tornam obscuras por falta de luz, por falta de oração. Aquilo que mantém, que dá vida à luz cristã, aquilo que ilumina é a oração”.
O Papa completou: mas esta oração deve ser “para valer”: “a oração de adoração ao Pai, de louvor à Trindade, a oração de agradecimento, pode ser também a oração para pedir coisas ao Senhor, mas a oração do coração”.
O cristão dá sabor à vida dos outros com o Evangelho
Este é o óleo, a pilha que dá vida à luz”, prosseguiu Francisco. Também o sal, acrescentou, não dá sabor a si mesmo”:
“O sal se torna sal quando se doa. E esta é outra atitude do cristão: doar-se, dar sabor à vida dos outros, dar sabor com a mensagem do Evangelho. Doar-se. Não preservar si mesmo. O sal não é para o cristão, é para doar. O cristão recebe para doá-lo, mas não para si mesmo. Os dois – isso é curioso –, luz e sal, são para os outros, não para si mesmo. A luz não ilumina a si mesma; o sal não dá sabor por si só”. 
Certo – observou - pode-se perguntar até quando o sal e a luz podem durar se continuarmos a doar-nos sem parar. Ali - responde Francisco - “entra a força de Deus, porque o cristão é um sal doado por Deus no Batismo”, é “uma coisa que é dada como dom e continua a ser doada se continuarmos a dá-la, iluminando e dando. E não termina nunca”.
Defender-se da tentação da ‘espiritualidade do espelho’
Isto é precisamente o que acontece na Primeira Leitura com a viúva de Sarepta que confia no Profeta Elias e por isso, sua farinha e o óleo não acabam nunca. O Papa então dirigiu um pensamento à vida presente do cristão:
“Ilumina com a sua luz, mas defenda-se da tentação de iluminar a você mesmo. Isto é uma coisa feia, é um pouco como a espiritualidade do espelho: ilumino a mim mesmo. Defenda-se da tentação de cuidar de si mesmo. Seja luz para iluminar, seja sal para dar sabor e conservar”.
O sal e a luz, afirmou ainda, “não são para si mesmos”, são para dar aos outros “boas obras”. E assim, exortou, “resplandeça a sua luz diante dos homens. Para que? Para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o seu Pai, que está nos céus. Ou seja: retornar Àquele que lhe deu a luz e lhe deu o sal”. “Que o Senhor nos ajude nisso – retomou o Papa – a cuidar sempre da luz, a não escondê-la, mas colocá-la em prática”. E o sal... “dar o justo, o necessário, mas doá-lo”, porque assim não acaba. “Estas – concluiu – são as boas obras do cristão”. 
(BF/CM)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Pratique o perdão e liberte-se

BY  · 19/03/2015

Free-Yourself

Não somos ensinados a lidar com situações que envolvem os nossos sentimentos e emoções.

Desde criança, somos educados com alguns princípios básicos da boa educação como pedir licença, dizer por favor, agradecer. Também, muitas vezes, ouvimos de nossos pais ou dos mais velhos em geral que devemos pedir desculpas a alguém que pudéssemos ter feito algo: “peça desculpas!”. E, assim, crescemos aprendendo a como se portar de forma educada em meio às situações.
Porém muito pouco, pra não dizer raro, nos é ensinado a como lidar com essas situações internamente, isto é, quando essas situações envolvem os nossos sentimentos e emoções, principalmente quanto ao ato de pedir desculpas. Na medida em que vamos ficando mais crescidinhos e compreendendo a “vida real”, o pedir desculpas não parece mais algo tão simples e, então, deparamo-nos com o perdão – “perdoar ou não perdoar, essa é a questão” – e das problemáticas que o envolve em nossa vida.
Perdoar é um ato, mental ou emocional (espiritual eu ainda diria), de acabar com o ressentimento, raiva ou mágoa quanto a uma outra pessoa. O ato de perdoar pressupõe que alguém nos tenha feito algo que tenha nos magoado profundamente, como uma traição, um erro ou fracasso (muitas vezes, de nós mesmos) e que estamos direcionando uma culpa, uma punição.
Porém, na teoria, perdoar parece muito mais fácil do que é de fato. O ser humano, devido ao seu ego, comumente desenvolve um orgulho exacerbado frente a sua vida e às situações pelas quais passa, portanto, perdoar exige um esforço muito, muito grande. Tentar perdoar, em um primeiro momento, é muito doloroso e envolve a pessoa em um misto de sentimentos que só trazem prejuízos para a saúde mental e emocional. Perdoar é se igualar ao outro, é amá-lo incondicionalmente, e isso para o ego é quase impossível, quando cego pelo orgulho irracional.

Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.

Com o tempo, por mais que nosso ego nos diga que aquela pessoa não merece nosso perdão por ter feito algo de tão ruim e impossível de relevar, vamos experimentando um gosto amargo do próprio ressentimento que vamos alimentando. Conforme uma frase bem esclarecedora de Nelson Mandela: “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.
O que muitas vezes não paramos pra pensar é que o perdão é algo que acontece muito mais dentro da gente do que qualquer outra coisa que possamos projetar sobre o perdão. O perdão não é sobre decidir se a outra pessoa merece ou não o nosso julgamento, se a pessoa está correta ou não. O perdão é muito mais do que isso. O perdão significa a nossa própria liberdade! O fato de não perdoar faz com que criemos uma prisão a nossa volta e somente quem sai prejudicado somos nós, ninguém mais. Afinal, não é à toa que em Aramaico, a palavra perdão significa literalmente “desvencilhar-se”.
Novamente, o grande Nelson Mandela brilhantemente nos presenteia com uma frase sua: “quando eu saí em direção ao portão que me levava à liberdade, sabia que, se não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, ainda estaria na prisão”. Portanto, que conclusões tirar a partir disso? Perdoar não é fácil, mas é possível sim e muitas vezes exige passos mais simples do que projetamos que realmente sejam.

A libertação depende de uma atitude de nossa parte e de mais ninguém.

Por mais que não seja necessário voltar a conviver com quem causou o desafeto, por mais difícil que seja esquecer de tudo, o perdão deve vir do coração e da alma, deve ser sincero, deve ser generoso. E, assim, ele nos livra do fel que derramamos em nosso próprio ser, livra-nos das amarras que nós mesmos criamos, que nos prendia a algo, a alguém, a uma situação que roubou a nossa paz interior. Perdoar pressupõe o amadurecimento de entender que nada fará apagar o que aconteceu, mas a libertação frente ao ocorrido depende de uma atitude de nossa parte e de mais ninguém.
Por isso, perdoar, antes de tudo, é se perdoar. É entender que não precisamos mais suportar algo que não precisa nos pertencer. São situações que acontecem e devemos encará-las como aprendizados, como direcionadoras de nossas relações, como formas de nos auto-descobrirmos e entendermos as nossas verdadeiras fragilidades. Pois, muitas vezes, aquilo que nos incomoda no outro é puro reflexo do que está em nós mesmos.
Não ser capaz de autoperdoar-se é não respeitarmos a nossa condição humana, uma vez que erros são normais, o problema são as exigências duras e severas que nos autoimpomos. Errar é humano e perdoar é divino. E isso não significa que somente sejam capazes do perdão seres de grande evolução. Qualquer um possui a sua própria divindade interior e é ela quem irá atuar em prol do perdão, seja aos outros ou a nós mesmos.

Perdoar é ganhar uma disputa que travamos conosco mesmo.

E como saber que realmente conseguimos perdoar? O perdão é um sentimento e sentimentos, muitas vezes, não possuem verbalizações suficientes para que possam ser explicados. Perdão é um sentimento puro que deixa um rastro de alívio, de relaxamento, de paz interior, de consciência leve e um coração feliz. Perdoar é cessar um sofrimento, é um caminho para o auto-conhecimento, de saber das próprias possibilidades e reconhecê-las como importantes e capazes de tudo.
Perdoar é voltar para casa, para a morada do nosso ser, onde podemos encontrar a verdadeira felicidade. Perdoar é ganhar uma disputa que travamos conosco mesmo. Perdoar é alcançar a vitória: a vitória com o nosso próprio interior.
Para sair um pouco da teoria e ajudar de forma prática a quem precisa exercitar o perdão, abaixo relacionamos algumas dicas e passos de como começar a praticar o perdão:
– O ódio e ressentimento são criados por nós mesmos e, muitas vezes, nem afetam a pessoa que é “alvo” de nossos desafetos. Entenda de que modo você mesmo cria os pensamentos e sentimentos e comece, pouco a pouco, a se libertar deles;
– Vingança não leva a nada e só fará com que você atraia ainda mais sofrimento para a sua vida. O melhor que você pode fazer, para si mesmo e pelo outro, é seguir adiante de cabeça erguida, paz no coração e sorriso no rosto;
– Compreensão e compaixão estão intimamente ligadas. Compreenda por que tudo aconteceu, entenda que aquilo que você julga errado pode ter mais relação sobre quem você é do que de fato algo que a pessoa fez. E, então, tenha compaixão pela situação e pelo outro, e até por si mesmo. Errar é humano e perdoar é divino, portanto, exerça a sua divindade. Transforme o que é ruim em algo bom, você é capaz disso! E quando você menos esperar, sua vida será abençoada com prosperidade. Semelhante atrai semelhante, não esqueça disso;
– Mude a perspectiva com que você enxerga as situações. Pare de focar no lado negativo das coisas e passe a focar no lado positivo. Todo acontecimento traz consigo um aprendizado e, geralmente, ele serve como um direcionador para a nossa vida, seja nas situações, seja nas relações, seja frente a nós mesmos. Liste as mudanças para melhor que aconteceram na sua vida após o desafeto ocorrido;
– Acima de tudo, use o perdão com sabedoria. Perdoar não significa ser conivente nem abandonar os seus princípios de vida. Perdoar é também exercer o respeito, principalmente a si mesmo. Como já comentamos, perdoar é um sentimento. Portanto, saiba diferenciar o que está ocorrendo no seu interior, como seu coração se sente, e então você estará conseguindo praticar o perdão de forma sábia e verdadeira.

Juliana Xavier
Juliana Xavier é formada em Relações Públicas e atualmente trabalha como redatora. Vegetariana pela própria saúde e consciência, pelos animais e pelo planeta, criou e gerencia a página Eu, Vegetariano no Facebook – http://facebook.com/euvegetariano
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Apenas uma coisa é necessária. O que?

Posted: 28 Jul 2015 08:01 PM PDT
Marta recebeu Jesus em sua casa
Preparo-me para a Leitura Orante,em sintonia com todas as pessoas conectadas para meditar e viver a Palavra. Juntas rezamos:
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 10,38-42 e observo pessoas, palavras, relações com Jesus.
Jesus e os seus discípulos continuaram a sua viagem e chegaram a um povoado. Ali uma mulher chamada Marta o recebeu na casa dela. Maria, a sua irmã, sentou-se aos pés do Senhor e ficou ouvindo o que ele ensinava. Marta estava ocupada com todo o trabalho da casa. Então chegou perto de Jesus e perguntou:
- O senhor não se importa que a minha irmã me deixe sozinha com todo este trabalho? Mande que ela venha me ajudar.
Aí o Senhor respondeu:
- Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela.
Refletindo
Jesus chama a atenção de Marta. Mas ela não foi censurada porque estava trabalhando, mas porque estava “agitada, ansiosa, inquieta por tantas coisas”.
Maria é elogiada não por estar sentada, acomodada, mas por estar “à escuta da Palavra”.
A escuta da Palavra de Deus deve ter prioridade em relação as nossas ocupaçõesdo dia-a-dia.
A preocupação e a correria pelo trabalho, não só causam cansaço e até estresse;mas podem também reduzir nossa atividade a simples barulho, se não houver uma pausa para a escuta da Palavra. Jesus nos quer ensinar que - escuta da Palavra e trabalho - não devem constituir um dualismo. Tanto uma como outra são atividades que nos acompanham e nos sustentam .
O Evangelho de hoje não conclui qual foi a decisão de Marta, após as palavras de Jesus. Provavelmente foi se acalmar aos pés do Mestre. E, no fim deste momento especial, Maria e Marta foram, juntas, preparar a refeição.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como me organizo em minhas atividades?
Tenho muitas preocupações e agito-me com muitas coisas como Marta?
Ou, sou capaz de escolher a “melhor parte”, à escuta da Palavra? Como Marta implico-me que outras pessoas ficam tranquilas , “sentadas”, em oração ou à escuta da Palavra?
Consigo ser uma pessoa ativa e reflexiva, ao mesmo tempo? Os bispos na conferência de Aparecida disseram:
Atualizando
 “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações
e concluo:
Espírito vivificador,
a ti consagro o meu coração:
aumenta em mim o amor a Jesus,
Vida da minha vida.
Faze-me sentir filho amado do Pai.
Amém.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é hoje direcionado à centralidade do mandamento do amor. Não me deixarei vencer pela ansiedade, pela agitação. Terei meu olhar voltado para o que é mais importante.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp

patricia.silva@paulinas.com.br


"Elogie sempre que puder. O ser humano precisa de um estímulo para crescer. Mostre o sabor da bondade para os outros"  Arthur Hisoka