Ousar o Evangelho
“E não cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”. Gálatas 6:9
terça-feira, 5 de maio de 2026
Seja um voluntário na pastoral da criança
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Padre Caffarel, “Não há vida sem exigência”!
(Texto publicado na revista L’Anneau d’Or; maio-agosto 1956).
“UMA REUNIÃO DE EQUIPE que não seja desde o princípio um esforço em comum para encontrar Jesus, é algo muito diferente de uma reunião de uma Equipe de Nossa Senhora. Ser exigente, com uma exigência amorosa, não é tanto deleitar-se com os defeitos do outro (todo professor sabe bem) quanto favorecer no coração, como se atiça uma chama, o crescimento na entrega a Deus e ao próximo...
Enfim, que vosso amor seja paciente, com essa paciência camponesa que confia nas estações.
´Teu amor sem exigência me diminui; a tua exigência sem amor me revolta; teu amor exigente me engrandece`.
Quando os casais se exercitam no amor fraterno, pouco a pouco, seu coração se engrandece. E, progressivamente,seu amor conquista a casa, o bairro, o país... até chegar aos mais distantes lugares...
Onde os cristãos se amam, ali está a Igreja. Com a condição de que esta pequena comunidade se sinta parte da Igreja, dedicada ao serviço da Igreja.
O poder de intercessão dos cristãos quando estão reunidos é enorme. O amor fraternal tem uma fecundidade excepcional. Perto dele, o mal se retira e o deserto floresce.
Uma comunidade fraterna é um sinal de Deus para os homens. É sua mensagem mais importante, o que revela a vida íntima de Deus, sua vida trinitária. Não há discurso mais eloquente sobre Deus e ao mesmo tempo mais persuasivo que o espetáculo dos cristãos que “são um”, como o Pai e o Filho são um.
Que esta seja, pois, vossa obsessão: Fazer de vossa equipe um êxito de caridade.”
(Henri Caffarel)
terça-feira, 7 de abril de 2026
programa RAINHA DO CÉU - EPISÓDIO ´2
Apresentado por: Padre Anilson Alves de Oliveira Colabore com a Fundação Fraternidade! Pix: fraterpix@gmail.com Nos acompanhe pelas redes sociais: Facebook: Fundação Fraternidade Instagram: @fundacaofraternidade
1 - programa RAINHA DO CÉU
Apresentado por: Padre Anilson Alves de Oliveira Colabore com a Fundação Fraternidade! Pix: fraterpix@gmail.com Nos acompanhe pelas redes sociais: Facebook: Fundação Fraternidade Instagram: @fundacaofraternidade
segunda-feira, 6 de abril de 2026
AVISOS PAROQUIAIS
O final da missa é um momento complicado para informações. Quando o padre diz: “por favor, sentem um pouco para ouvir os avisos paroquiais”, logo se ouve o cochicho rolando. São as pessoas reclamando, por terem que esperar cinco ou dez minutos, até que acabem os intermináveis e confusos avisos.
domingo, 5 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
A Sabedoria do Padre Caffarel
1/96 avos
Num editorial de Novembro de 1952, o Padre Caffarel punha diante dos olhos dos seus leitores uma régua graduada com 96 divisões.
«Olhai para esta régua. Noventa e seis divisões: os 96 quartos de hora que compõem um dia. Contai, a partir da esquerda, o número de horas que reservais para o sono e marcai um traço vertical. Contai a seguir o número de horas de trabalho, profissional ou doméstico: outro traço. Depois as horas das refeições, os tempos de deslocações, da leitura do jornal, etc. Finalmente, desta vez a partir da direita, o tempo que consagrais a oração. A seguir, comparai!
Dir-me-eis: "Não há nada mais enganador do que este tipo de cálculos. O senhor compara realidades que não se podem comparar. A oração não é uma questão de tempo. Tal como o amor: não é por passar dez horas por dia a trabalhar e muito pouco tempo a conversar com a minha mulher e com os meus filhos que não os amo ou que os amo menos do que o meu emprego. O amor não é uma questão de tempo".
Ora vejamos! Quantas vezes o amor dos esposos e o afecto entre pais e filhos periclitam justamente porque não são alimentados nem aprofundados. Os nossos amores humanos exigem encontros, permutas, momentos de coração a coração. Isso é vital.
O mesmo acontece com o amor a Deus, que enfraquece na alma do crente que não reserva todos os dias
momentos de encontro com o seu Senhor, momentos de permuta, de intimidade, isto é, de oração. E isto não é menos vital.E quem me responde: "Mas onde quer que eu arranje tempo para rezar?" deixa-me perplexo… Ou não compreendeu o carácter vital da oração para alimentar a vida religiosa ou então isso já tem a ver com o psiquiatra, como é o caso da mãe de família numerosa que sofre de uma grave anemia e responde ao médico: "Como quer que arranje tempo para comer, com oito filhos e tudo o que isso implica, os biberões, as fraldas a lavar, os banhos dos mais pequenos, as traduções de latim dos mais crescidos…?".
Toda a questão está em saber se é vital comer, toda a questão está em saber se é vital rezar.
Afinal, talvez seja por culpa nossa, dos padres, se os cristãos não acreditam no valor da oração: prevenimo-los o suficiente de que a anemia espiritual os espreita? Quando se vêm confessar de cobardias, de orgulho, de impureza, em vez de os pressionar a não recomeçar, chamamos a sua atenção para a causa: o seu estado de menos resistência, que os torna terrivelmente vulneráveis? Recomendamos-lhes a única coisa que lhes permitirá adquirir uma vitalidade espiritual e, portanto, resistir às ameaças do exterior e do interior: a oração?
O grande remédio não será antes a Eucaristia?, perguntar-me-eis. Sem dúvida, mas a Eucaristia na alma que não reza é semente em terra não lavrada, não pode produzir frutos. Creio poder dizer isto com segurança depois de vinte anos de ministério: o cristão que não consagra todos os dias dez a quinze minutos (uma nonagésima sexta parte do dia) a essa forma de oração a que chamamos oração interior ou meditação permanecerá sempre infantil, ou melhor, definhará. Conhecerá crises graves, das quais não sairá glorioso, de que talvez mesmo nem saia senão daí a muito tempo.
Em vez de me deter no aspecto negativo da questão, prefiro terminar evocando tantos homens e tantas mulheres que conheço bem, não menos sobrecarregados com filhos, não menos assoberbados pelos trabalhos profissionais e domésticos do que os outros, cuja vida cristã se aprofunda, desabrocha e resplandece porque a oração mediata é o seu alimento diário. Perceberam que ela é vital. Vivem dela».
(Carta mensal, Novembro de 1952)
"O verdadeiro poder é o serviço"
O Papa reitera às religiosas: "O verdadeiro poder é o serviço"
“Centralidade de Cristo, autoridade como serviço de amor, e ouvir a Mãe-Igreja”. Estas foram as três principais indicações sugeridas pelo Papa às religiosas, ao se dirigir a elas.
“O que seria da Igreja sem vocês? Faltaria o carinho, a maternidade, a ternura, a intuição das mães. Queridas irmãs, disse Francisco, fiquem certas de que eu as acompanho de perto, rezo por vocês, mas por favor, rezem também por mim!”, pediu.
Em sua fala, o Papa também lembrou que “adorar e servir são dois comportamentos que não se separam, mas caminham sempre juntos; e disse que obediência é ouvir a vontade de Deus e aceitar que a obediência passe através das mediações humanas”.
“Lembrem-se que a relação autoridade/obediência se insere no contexto maior do mistério da Igreja e constitui uma atuação especial de sua função mediadora”.
Outra questão recomendada para a reflexão das religiosas foi a pobreza, que – disse – não è a pobreza teórica:
“A pobreza teórica não nos interessa, a pobreza se aprende tocando a carne de Cristo pobre”; e insistiu na necessidade de que as religiosas sejam espiritualmente fecundas e neste sentido, ‘sejam mães’ e não ‘solteironas’.
Avançando, Papa Francisco passou ao segundo elemento no exercício da autoridade: o serviço, que teve seu ápice luminoso na cruz. “Para o homem – especificou – quase sempre a autoridade è sinônimo de posse, mas a autoridade como serviço è sinônimo de amor, significa entrar na lógica de Jesus que se inclinou para lavar os pés aos pobres. Quem quiser ser grande será servidor e antes ainda, escravo”.

Após criticar comportamentos carreiristas de homens e mulheres da Igreja, que usam o povo como trampolim para suas ambições pessoais, pediu às religiosas que exerçam autoridade compreendendo, amando, ajudando, abraçando todos, especialmente quem se sente excluído, nas periferias existenciais do mundo humano.
“È impossível – acrescentou – que uma consagrada e um consagrado não sintam com a Igreja, e a eclesialidade é uma das dimensões constitutivas de sua vocação, é um carisma fundamental para a Igreja. O ‘sentir com a Igreja’ – explicou – se expressa na fidelidade ao magistério, em comunhão com os pastores e com o bispo de Roma, sinal de unidade visível”.
“O anúncio – reafirmou o Pontífice, citando Paulo VI – não é jamais um ato isolado ou de grupo. A evangelização se realiza graças a uma inspiração pessoal, em união com a Igreja e em nome dela”. (CM)
segunda-feira, 30 de março de 2026
quinta-feira, 26 de março de 2026
Padre Caffarel, Fundador das Equipes de Nossa Senhora (ENS) se torna venerável
Após decreto do Papa Leão XIV, Igreja reconhece vida exemplar de Henri Caffarel e avança com o processo de canonização do sacerdote.
O Papa Leão XIV autorizou, nesta segunda-feira (23), a promulgação dos decretos do Dicastério para as Causas dos Santos, de seis novos veneráveis. Entre eles está o reconhecimento das virtudes heroicas do fundador do movimento Equipes de Nossa Senhora (ENS), padre Henri Caffarel. Dessa forma, a Igreja reconhece que ele viveu de forma exemplar as virtudes cristãs, confirmando a profundidade espiritual de sua vida e de sua missão.
Biografia
Padre Henri Caffarel nasceu em Lyon em 1903. Ele foi ordenado em Paris, em abril de 1930. Em resposta ao apelo dos casais que querem viver o sacramento do matrimônio, ele começou na paróquia de Santo Agostinho, as equipes de casais, cujo número cresceu rapidamente. Pouco a pouco, Padre Caffarel deu
orientação espiritual a estes casais a fim de aprofundar a própria graça do sacramento do matrimônio.
Para ajudar essas equipes, em 1947, ele escreveu a Carta das Equipes de Nossa Senhora para ajuda-los a viver o Evangelho, especialmente através de pontos concretos de esforço. Além disso, ele incentivou todos os membros das Equipe para seguir seu apostolado em suas Paróquias e dar testemunho no mundo. No mesmo período ele fundou dois outros movimentos: Esperança de Vida, movimento de viúvas, e a Irmandade de Nossa Senhora da Ressurreição, um Instituto de viúvas seculares. Ele morreu em 18 de setembro de 1996.
Próximos Passos na Causa de Canonização
Com o título de Venerável, a fase romana do processo avança para a análise de possíveis milagres.
“Caffarel nos ensinou que a felicidade no casamento não é um acidente, mas um projeto de Deus”, afirmou um dos postuladores da causa.
O Padre Henri Caffarel faleceu em 18 de setembro de 1996, em Troussures, mas sua voz continua ecoando através de milhares de casais que, todas as noites, praticam o “Dever de Sentar-se” e buscam a santidade no cotidiano.
As Equipes de Nossa Senhora (ENS) hoje
O movimento fundado por Caffarel expandiu-se rapidamente pelo mundo e é hoje uma das maiores associações de fiéis da Igreja Católica.
- Presença Global: O movimento está presente em mais de 90 países, nos cinco continentes.
- A Estrutura: Grupos de 5 a 7 casais, acompanhados por um conselheiro espiritual (sacerdote), que se reúnem mensalmente para partilhar a vida, orar e estudar.
- O Legado em números: Estima-se que existam mais de 160 mil membros ativos no mundo, com uma presença fortíssima no Brasil, que é uma das maiores super-regiões do movimento.
Para saber mais sobre a vida e o legado do agora Venerável Padre Henri Caffarel, e descobrir como o carisma das Equipes de Nossa Senhora pode fortalecer a espiritualidade do seu casal, convidamos você a explorar os canais oficiais de comunicação do movimento. Visite o portal das ENS (www.ens.org.br) e acompanhe as redes sociais @ensbrasil para ficar por dentro das atualizações sobre o processo de canonização, além de acessar conteúdos formativos e testemunhos sobre a mística da vida conjugal.




