O final da missa é um momento complicado para informações. Quando o padre diz: “por favor, sentem um pouco para ouvir os avisos paroquiais”, logo se ouve o cochicho rolando. São as pessoas reclamando, por terem que esperar cinco ou dez minutos, até que acabem os intermináveis e confusos avisos.
Ousar o Evangelho
“E não cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”. Gálatas 6:9
segunda-feira, 6 de abril de 2026
AVISOS PAROQUIAIS
O final da missa é um momento complicado para informações. Quando o padre diz: “por favor, sentem um pouco para ouvir os avisos paroquiais”, logo se ouve o cochicho rolando. São as pessoas reclamando, por terem que esperar cinco ou dez minutos, até que acabem os intermináveis e confusos avisos.
domingo, 5 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
A Sabedoria do Padre Caffarel
1/96 avos
Num editorial de Novembro de 1952, o Padre Caffarel punha diante dos olhos dos seus leitores uma régua graduada com 96 divisões.
«Olhai para esta régua. Noventa e seis divisões: os 96 quartos de hora que compõem um dia. Contai, a partir da esquerda, o número de horas que reservais para o sono e marcai um traço vertical. Contai a seguir o número de horas de trabalho, profissional ou doméstico: outro traço. Depois as horas das refeições, os tempos de deslocações, da leitura do jornal, etc. Finalmente, desta vez a partir da direita, o tempo que consagrais a oração. A seguir, comparai!
Dir-me-eis: "Não há nada mais enganador do que este tipo de cálculos. O senhor compara realidades que não se podem comparar. A oração não é uma questão de tempo. Tal como o amor: não é por passar dez horas por dia a trabalhar e muito pouco tempo a conversar com a minha mulher e com os meus filhos que não os amo ou que os amo menos do que o meu emprego. O amor não é uma questão de tempo".
Ora vejamos! Quantas vezes o amor dos esposos e o afecto entre pais e filhos periclitam justamente porque não são alimentados nem aprofundados. Os nossos amores humanos exigem encontros, permutas, momentos de coração a coração. Isso é vital.
O mesmo acontece com o amor a Deus, que enfraquece na alma do crente que não reserva todos os dias
momentos de encontro com o seu Senhor, momentos de permuta, de intimidade, isto é, de oração. E isto não é menos vital.E quem me responde: "Mas onde quer que eu arranje tempo para rezar?" deixa-me perplexo… Ou não compreendeu o carácter vital da oração para alimentar a vida religiosa ou então isso já tem a ver com o psiquiatra, como é o caso da mãe de família numerosa que sofre de uma grave anemia e responde ao médico: "Como quer que arranje tempo para comer, com oito filhos e tudo o que isso implica, os biberões, as fraldas a lavar, os banhos dos mais pequenos, as traduções de latim dos mais crescidos…?".
Toda a questão está em saber se é vital comer, toda a questão está em saber se é vital rezar.
Afinal, talvez seja por culpa nossa, dos padres, se os cristãos não acreditam no valor da oração: prevenimo-los o suficiente de que a anemia espiritual os espreita? Quando se vêm confessar de cobardias, de orgulho, de impureza, em vez de os pressionar a não recomeçar, chamamos a sua atenção para a causa: o seu estado de menos resistência, que os torna terrivelmente vulneráveis? Recomendamos-lhes a única coisa que lhes permitirá adquirir uma vitalidade espiritual e, portanto, resistir às ameaças do exterior e do interior: a oração?
O grande remédio não será antes a Eucaristia?, perguntar-me-eis. Sem dúvida, mas a Eucaristia na alma que não reza é semente em terra não lavrada, não pode produzir frutos. Creio poder dizer isto com segurança depois de vinte anos de ministério: o cristão que não consagra todos os dias dez a quinze minutos (uma nonagésima sexta parte do dia) a essa forma de oração a que chamamos oração interior ou meditação permanecerá sempre infantil, ou melhor, definhará. Conhecerá crises graves, das quais não sairá glorioso, de que talvez mesmo nem saia senão daí a muito tempo.
Em vez de me deter no aspecto negativo da questão, prefiro terminar evocando tantos homens e tantas mulheres que conheço bem, não menos sobrecarregados com filhos, não menos assoberbados pelos trabalhos profissionais e domésticos do que os outros, cuja vida cristã se aprofunda, desabrocha e resplandece porque a oração mediata é o seu alimento diário. Perceberam que ela é vital. Vivem dela».
(Carta mensal, Novembro de 1952)
"O verdadeiro poder é o serviço"
O Papa reitera às religiosas: "O verdadeiro poder é o serviço"
“Centralidade de Cristo, autoridade como serviço de amor, e ouvir a Mãe-Igreja”. Estas foram as três principais indicações sugeridas pelo Papa às religiosas, ao se dirigir a elas.
“O que seria da Igreja sem vocês? Faltaria o carinho, a maternidade, a ternura, a intuição das mães. Queridas irmãs, disse Francisco, fiquem certas de que eu as acompanho de perto, rezo por vocês, mas por favor, rezem também por mim!”, pediu.
Em sua fala, o Papa também lembrou que “adorar e servir são dois comportamentos que não se separam, mas caminham sempre juntos; e disse que obediência é ouvir a vontade de Deus e aceitar que a obediência passe através das mediações humanas”.
“Lembrem-se que a relação autoridade/obediência se insere no contexto maior do mistério da Igreja e constitui uma atuação especial de sua função mediadora”.
Outra questão recomendada para a reflexão das religiosas foi a pobreza, que – disse – não è a pobreza teórica:
“A pobreza teórica não nos interessa, a pobreza se aprende tocando a carne de Cristo pobre”; e insistiu na necessidade de que as religiosas sejam espiritualmente fecundas e neste sentido, ‘sejam mães’ e não ‘solteironas’.
Avançando, Papa Francisco passou ao segundo elemento no exercício da autoridade: o serviço, que teve seu ápice luminoso na cruz. “Para o homem – especificou – quase sempre a autoridade è sinônimo de posse, mas a autoridade como serviço è sinônimo de amor, significa entrar na lógica de Jesus que se inclinou para lavar os pés aos pobres. Quem quiser ser grande será servidor e antes ainda, escravo”.

Após criticar comportamentos carreiristas de homens e mulheres da Igreja, que usam o povo como trampolim para suas ambições pessoais, pediu às religiosas que exerçam autoridade compreendendo, amando, ajudando, abraçando todos, especialmente quem se sente excluído, nas periferias existenciais do mundo humano.
“È impossível – acrescentou – que uma consagrada e um consagrado não sintam com a Igreja, e a eclesialidade é uma das dimensões constitutivas de sua vocação, é um carisma fundamental para a Igreja. O ‘sentir com a Igreja’ – explicou – se expressa na fidelidade ao magistério, em comunhão com os pastores e com o bispo de Roma, sinal de unidade visível”.
“O anúncio – reafirmou o Pontífice, citando Paulo VI – não é jamais um ato isolado ou de grupo. A evangelização se realiza graças a uma inspiração pessoal, em união com a Igreja e em nome dela”. (CM)
segunda-feira, 30 de março de 2026
quinta-feira, 26 de março de 2026
Padre Caffarel, Fundador das Equipes de Nossa Senhora (ENS) se torna venerável
Após decreto do Papa Leão XIV, Igreja reconhece vida exemplar de Henri Caffarel e avança com o processo de canonização do sacerdote.
O Papa Leão XIV autorizou, nesta segunda-feira (23), a promulgação dos decretos do Dicastério para as Causas dos Santos, de seis novos veneráveis. Entre eles está o reconhecimento das virtudes heroicas do fundador do movimento Equipes de Nossa Senhora (ENS), padre Henri Caffarel. Dessa forma, a Igreja reconhece que ele viveu de forma exemplar as virtudes cristãs, confirmando a profundidade espiritual de sua vida e de sua missão.
Biografia
Padre Henri Caffarel nasceu em Lyon em 1903. Ele foi ordenado em Paris, em abril de 1930. Em resposta ao apelo dos casais que querem viver o sacramento do matrimônio, ele começou na paróquia de Santo Agostinho, as equipes de casais, cujo número cresceu rapidamente. Pouco a pouco, Padre Caffarel deu
orientação espiritual a estes casais a fim de aprofundar a própria graça do sacramento do matrimônio.
Para ajudar essas equipes, em 1947, ele escreveu a Carta das Equipes de Nossa Senhora para ajuda-los a viver o Evangelho, especialmente através de pontos concretos de esforço. Além disso, ele incentivou todos os membros das Equipe para seguir seu apostolado em suas Paróquias e dar testemunho no mundo. No mesmo período ele fundou dois outros movimentos: Esperança de Vida, movimento de viúvas, e a Irmandade de Nossa Senhora da Ressurreição, um Instituto de viúvas seculares. Ele morreu em 18 de setembro de 1996.
Próximos Passos na Causa de Canonização
Com o título de Venerável, a fase romana do processo avança para a análise de possíveis milagres.
“Caffarel nos ensinou que a felicidade no casamento não é um acidente, mas um projeto de Deus”, afirmou um dos postuladores da causa.
O Padre Henri Caffarel faleceu em 18 de setembro de 1996, em Troussures, mas sua voz continua ecoando através de milhares de casais que, todas as noites, praticam o “Dever de Sentar-se” e buscam a santidade no cotidiano.
As Equipes de Nossa Senhora (ENS) hoje
O movimento fundado por Caffarel expandiu-se rapidamente pelo mundo e é hoje uma das maiores associações de fiéis da Igreja Católica.
- Presença Global: O movimento está presente em mais de 90 países, nos cinco continentes.
- A Estrutura: Grupos de 5 a 7 casais, acompanhados por um conselheiro espiritual (sacerdote), que se reúnem mensalmente para partilhar a vida, orar e estudar.
- O Legado em números: Estima-se que existam mais de 160 mil membros ativos no mundo, com uma presença fortíssima no Brasil, que é uma das maiores super-regiões do movimento.
Para saber mais sobre a vida e o legado do agora Venerável Padre Henri Caffarel, e descobrir como o carisma das Equipes de Nossa Senhora pode fortalecer a espiritualidade do seu casal, convidamos você a explorar os canais oficiais de comunicação do movimento. Visite o portal das ENS (www.ens.org.br) e acompanhe as redes sociais @ensbrasil para ficar por dentro das atualizações sobre o processo de canonização, além de acessar conteúdos formativos e testemunhos sobre a mística da vida conjugal.
segunda-feira, 23 de março de 2026
VIA SACRA: percorramos mentalmente o caminho de Jesus ao Monte Calvário....
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
O SENTIDO DA LIGAÇÃO . ENS

Unir, misturar, combinar.
Nós podemos começar por olhar para a ligação à luz das cartas pastorais de São Paulo às primitivas
comunidades cristãs, como por exemplo, as epístolas a Tito e a Timóteo. Nos escritos do Apóstolo Paulo
ele faz apelo aos seus discípulos para ir ao encontro das comunidades assegurando a ligação com o fim
específico de preservar a unidade. São Paulo trabalha para ajudar as diferentes comunidades a viver a
mesma fé e o mesmo espírito. Ele quer que todas as situações novas e todas as dificuldades encontradas
sejam no único espírito de caridade e de Paz.
O Casal Ligação precisa estar atento à sua própria FORMAÇÃO para promover a dos outros casais sob
sua responsabilidade.
Não é um papel burocrático para transmitir informações vindas do setor. A utilização dos meios de
comunicação não pode abolir e deve privilegiar a “Ligação pessoal e visual”. O contato e a comunicação
dão vida e incentivo.
É preciso buscar na ORAÇÃO a vontade de Deus para as ENS e procurar ajudar a todos os casais sob
nossa responsabilidade a viverem o mais integralmente possível esta Vontade Divina.
A ligação deve ser exercida com espírito de serviço e de humildade, de transmitir nossa experiência, mas
também de estar disposto a aprender. A MISSÃO DO CASAL RESPONSÁVEL DE EQUIPE

Animação: que significa dar alma, dar vida, vida espiritual. Sendo um Movimento de espiritualidade, isso acentua a prioridade do espiritual sobre os métodos e a organização, embora esses também sejam importantes. O CRE é antes de tudo um animador espiritual.
É sua obrigação lembrar sempre que se reúnem em nome de Cristo, para se ajudarem e progredirem no amor a Deus e ao próximo. Deve cuidar para que a partilha seja sempre bem preparada, motivar os casais a assumirem os pontos concretos de esforço na perspectiva da formação das três atitudes cristãs.
Além disso, deve ajudar os casais a viverem a sua missão como Igreja, de modo particular no âmbito da especificidade dos casais, testemunhando os valores do Sacramento do Matrimônio e no engajamento apostólico.
Ligação: uma Equipe não pode viver isolada. Cabe ao Casal Responsável cuidar para que a sua Equipe se integre na Comunidade das Equipes com todos os demais membros, casais e sacerdotes, unidos pela oração diária do Magnificat, atualizados pelos seus documentos, em especial pela Carta Mensal, participando de suas atividades, encontros, Missas mensais, formações, assumindo as responsabilidades, dando uma justa contribuição mensal e partilhando com os outros os dons e riquezas das ENS; e estar em sintonia com o Conselheiro Espiritual e se abrir ao auxílio do Casal Ligação que precisa ser muito bem acolhido na Equipe.
Gestão: significa organizar e gerir a Equipe; fazer logo no início do ano o Planejamento da Equipe e um calendário, em colegiado com os seus membros, a fim que todos possam se organizar durante o ano; elaborar o relatório mensal das atividades da Equipe, de conformidade com a orientação e prazo estabelecidos; agendar sua entrega ao Casal Ligação de modo que se permitam diálogos oportunos, francos e abertos e trocas de informações e orientações; recolher no prazo indicado a contribuição mensal; zelar pela manutenção do Carisma e Mística das ENS; transmitir com fidelidade as comunicações e orientações do Setor; participar do EACRE e das reuniões organizadas pelo Setor; zelar para que as reuniões não sejam por demais demoradas, rotineiras e cansativas usando de criatividade.
É oportuno lembrar que a vida humana é muito complexa. Há fases mais difíceis em que uns se apegam mais à oração e outras de aridez. O CRE também está sujeito a estes momentos na vida. Por isso, precisa estar mais atento a si próprio e a cada pessoa, porque é fundamental que cada pessoa (não só o casal) seja ouvido. É preciso estar atento e se preocupar com as necessidades de cada um, casais e conselheiros.

Em suma, cabe ao Casal Responsável de Equipe fazer acontecer o Movimento em sua Equipe de base, à medida que sua união íntima de oração com o Espírito Santo busque pautar a sua ação e intervenção na realidade de sua Equipe, dos seus casais, nunca perdendo de vista que esta sua responsabilidade tem por objetivo e missão, dar cada um a resposta que Deus lhe incute de amor e santificação.
Com aqueles que foram CRE de sua Equipe durante esse ano, sejam agradecidos. Nada mais dolorido que padecer de ingratidão pelo serviço prestado gratuitamente.
Lourdes e José Benedito de Faria
Equipe 18 Nossa Senhora Mãe das Graças
São Carlos-SP



