segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Reflexão para o I Domingo do Advento: "Vigiar, sempre"!


O Evangelho de hoje nos fala em vigiar e vigiar sempre! - AFP
02/12/2017 07:56
Cidade do Vaticano (RV) - A graça de Deus nos oferece um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã haurida da Sagrada Escritura.
 
A primeira leitura nos relata uma situação muito difícil na vida do Povo de Israel: ele vive um momento de exílio. Suas cidades foram destruídas, sua população assassinada, inclusive suas crianças, e os que restaram foram feitos escravos. Nessa situação de extrema dor e total carência, os que sobraram dirigem seus olhares para o Senhor, chamando-o de Pai, de Redentor, para que se manifeste e mantenha suas promessas de proteção e amparo.
Deus não se manifesta e aparentemente não mantém as promessas feitas anteriormente. Essa ocasião propicia ao povo um exame de consciência que os leva à conclusão de que foram eles, com suas más ações, que romperam a aliança.
Por outro lado, esse exame mostrou a todos a própria incapacidade de serem fiéis e até a fragilidade de seus atos religiosos.
Nesse momento o povo chegou ao grau máximo de lucidez e percebeu que somente Deus poderia salvá-lo, redimi-lo. Nesse exato momento, de profunda humildade, ele foi salvo.
O Evangelho nos fala em vigiar e vigiar sempre. Quando alguém vigia é porque deseja não ser surpreendido. Quando a enfermeira fica de plantão vigiando um doente em estado grave, ela está atenta para impedir que o quadro da saúde piore; quando um policial permanece de plantão ao lado de um banco, seu intuito é evitar a ação de um ladrão.  
E para Jesus, o que significa para ele vigiar? Para Jesus significa um constante estado de alerta à espera da chegada do mundo novo, ou melhor, do homem novo, dele mesmo, Jesus Cristo, o Messias, o Redentor.Essa vigília significa não dormir no pecado, mas estar acordado pela fé, pela esperança, praticando aquilo que é justiça, que é amor.
Somente aqueles que estão antenados na chegada do Redentor é que irão conhecer o momento e poderão abrir seus corações ao Salvador, como aconteceu em sua primeira vinda.
As pessoas estavam tão voltadas para si mesmas, que não tiveram sensibilidade para perceber a necessidade de uma grávida prestes a dar à luz, e simplesmente se fecharam no seu conforto, mesmo miserável; também aquelas pessoas que não foram lúcidas para distinguir entre um benfeitor que curava, alimentava, perdoava, reconciliava e um bandido, ladrão e assassino, pediram a libertação deste e a crucifixão do outro.
Estejamos acordados, lúcidos para podermos acolher o nosso Salvador. Como os israelitas da primeira leitura, sejamos humildes e abertos ao Redentor. Reconheçamos nossos limites e digamos “Vem Senhor Jesus, Vem”!
Com a frase que encerra o trecho da carta de Paulo da liturgia de hoje, encerramos nossa reflexão: ”Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor”».
(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o I Domingo de Advento – B)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

“Se o homem soubesse as vantagens de ser bom, seria homem de bem por egoísmo”, diz Santo Agostinho.

Fonte:FILHOS ESPIRITUAIS DE PE. PIO

Demoramos a entender que quando nos dispomos a ajudar o irmão, somos nós os primeiros a ser ajudados, nada fica escondido aos olhos de Deus. Crescemos e nos fortalecemos a medida que buscamos formas de consolar o nosso semelhante. A nossa salvação passa pela salvação do irmão, e tudo que fazemos ao outro é a Deus que estamos fazendo. Lembra o que disse Jesus: “’Eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar'... 'Senhor, quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' ...’todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram.'” (Mt 25) 

Em toda a história do povo de Deus sempre ouve a figura do intercessor, desde Abraão, passando pelos Apóstolos até chegar a nós. A humanidade sempre precisou de pessoas que silenciosamente, quase que de maneira anônima, se colocam na presença de Deus em favor do irmão. Devemos ter consciência de que a graça será alcançada não por nossos méritos, mas sim pelos méritos Daquele que deu a vida por nós. 

“Se o homem soubesse as vantagens de ser bom, seria homem de bem por egoísmo”, diz Santo Agostinho. Fazer o bem sem olhar a quem, fazer sem esperar receber; quando gastamos o nosso tempo e as nossas forças pelo irmão anônimo, - apesar do anônimo ter nome, chama-se Jesus – estamos juntando tesouros incontáveis. 

Quanto ao desejo primeiro de Deus nós sabemos muito bem qual é, e Paulo enfatiza quando diz que “todos devem chegar ao conhecimento da verdade”. Verdade que vai muito além de termos a certeza de que há um só Deus; a verdade que devemos descobrir é que enquanto não enxergarmos Deus na pessoa do irmão, e principalmente, de olharmos no espelho e ver Deus em nós, não seremos capazes de pensar, amar, perdoar, sentir e desejar como Deus. 

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

FIM DO ANO É TEMPO DE BALANÇO. ENS




Momento de parar para refletir sobre a nossa caminhada equipista. Nesta hora muitas perguntas nos desviam do mais importante, que são os pontos fundamentais para o nosso crescimento como casal. 





Comecemos refletindo sobre a preparação:

 1. Como é feita a Reunião Preparatória? 

2. Como foi a sua atuação como Casal Animador este ano? E em relação ao SCE da sua Equipe: 

3. Como tem sido a participação do SCE na sua Equipe?

 4. Como você percebe que o SCE da sua Equipe o(a) ajuda a crescer na espiritualidade? Agora pensando na reunião propriamente dita:

 5. Na sua equipe se vive a Reunião Mensal como uma verdadeira celebração? (seriedade nos cinco pontos exigidos pelo Movimento: oração, refei- ção, partilha, coparticipação e resposta do tema) Pensando nisso, como está sua Equipe quanto a: - Mística – Como é vivido o auxílio mútuo? Como é percebido o testemunho? Reunimo-nos em nome de Cristo? - Carisma – “A espiritualidade conjugal a serviço da felicidade e da santidade do casal”. São percebidos o esforço e o compromisso do casal para alcançar a espiritualidade conjugal? Como? - PCE – A busca, o esforço, a seriedade de cada um e do casal com os PCE. 

O que vocês podem dizer sobre isto? Na Partilha se percebe a vivência dos PCE? Que atitudes para a minha vida eles têm despertado? - Estudo do Tema Há empenho em estudar o tema em casal? Como é a vivência deste tema? - Reunião de Equipe Há preparação para a reunião pelo casal? Qual o comprometimento e a participação do casal nos vários momentos da reunião? - Correção Fraterna Você se acha capaz de fazer ou de receber? O que pode ser melhorado? - Oração A oração tem favorecido a reunião tornar-se uma verdadeira celebração eucarística? 

6. A Coparticipação tem sido um momento de abertura e de ajuda mútua? 



7. Que importância tem sido dada à Carta Mensal como um dos pontos de unidade do Movimento? Vamos refletir também sobre nossa vida de equipe: 

8. Nós somos úteis e ajudamos a Equipe e o Movimento nessa caminhada de espiritualidade e vida comunitária ou apenas nos servimos da nossa equipe? 

9. A sua participação na vida de sua equipe o(a) motiva a participar também da vida do Movimento? Conforme o planejamento do Setor vocês casais participaram dos eventos promovidos (missa mensal, noite de aprofundamento, noite de oração, equipe mista, formações, peregrinação)? Qual destes eventos mais contribuiu para o crescimento de sua vida espiritual, conjugal e de equipe? Comente. Aproveitemos este momento para fazer uma reflexão sincera que nos permita enxergar nossos erros e acertos para que possamos continuar entusiasmados e crescendo na espiritualidade conjugal. 

Regina e Sergio Eq.06B - N. S. Anunciação Setor B - São José dos Campos-SP (Adaptado dos documentos do Movimento)

CARTA MENSAL 512 / NOVEMBRO 2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Papa: escândalos ferem e matam corações e esperanças

“Muitos cristãos com o seu exemplo distanciam as pessoas, com a sua incoerência, com a própria incoerência: a incoerência dos cristãos é uma das armas mais fáceis que o diabo tem para enfraquecer o povo de Deus e distanciar o povo de Deus do Senhor. Dizer uma coisa e fazer outra.”

Papa Francisco durante a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta - AFP
13/11/2017 10:45
Cidade do Vaticano (RV) - “Escândalos que ferem os corações e matam esperanças e ilusões”, palavras proferidas pelo Papa Francisco na missa matutina celebrada, nesta segunda-feira (13/11), na Capela da Casa Santa Marta.
 
“É inevitável que aconteçam escândalos”, recordou o Pontífice, retomando as palavras de Jesus no Evangelho do dia, “mas ai daquele que produz escândalos!”. E Jesus adverte os seus discípulos: “Prestem atenção em vocês mesmos!”.
“Ou seja, fiquem atentos a não escandalizar. O escândalo é feio porque o escândalo fere, fere a vulnerabilidade do povo de Deus, fere a fragilidade do povo de Deus e muitas vezes essas feridas são carregadas pro toda a vida. Não somente fere, o escândalo é capaz de matar: matar esperanças, matar ilusões, matar famílias, matar muitos corações.”
“Prestem atenção em vocês mesmos” é uma advertência a todos, sublinhou Francisco, especialmente a quem se diz cristão, mas vive como pagão. Este é “o escândalo do povo de Deus”.
“Muitos cristãos com o seu exemplo distanciam as pessoas, com a sua incoerência, com a própria incoerência: a incoerência dos cristãos é uma das armas mais fáceis que o diabo tem para enfraquecer o povo de Deus e distanciar o povo de Deus do Senhor. Dizer uma coisa e fazer outra.”
Esta é a “incoerência” que faz escândalo, que deve hoje nos fazer perguntar – disse o Papa -: “como é a minha coerência de vida? Coerência com o Evangelho, Coerência com o Senhor?” Francisco citou como exemplo os empreendedores cristãos que não pagam os salários justos e se servem das pessoas para se enriquecerem e também o escândalo dos pastores na Igreja que não cuidam das ovelhas e se afastam.
“Jesus nos diz que não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro, e quando o pastor é alguém apegado ao dinheiro, escandaliza. E as pessoas se escandalizam: o pastor apegado ao dinheiro. Todo pastor deve se perguntar: como é minha amizade com o dinheiro? Ou o pastor que procura subir, a vaidade o leva a escalar, em vez de ser gentil, humilde, porque a gentileza e a humildade favorecem a proximidade com as pessoas. Ou o pastor que se sente senhor e comanda todos, orgulhoso, e não o pastor servidor do povo de Deus”…
“Hoje pode ser - concluiu Francisco a sua homilia - um bom dia para fazer um exame consciência sobre isso: escandalizo ou não, e como? E assim poderemos responder ao Senhor e nos aproximarmos um pouco mais d’Ele”. (MJ-SP)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Papa: "intuição cristã e oração pelos corruptos"


Missa da manhã começa às 7h na Capela da Santa Marta
10/11/2017 10:23
Cidade do Vaticano (RV) - Um caso de corrupção cotidiana. É o que narra o Evangelho de Lucas através da figura do administrador que desperdiça os bens do patrão e que, quando descoberto, ao invés de encontrar um trabalho honesto, continua a roubar com a cumplicidade de outros, “uma verdadeira ‘rede’ de corrupção”, na definição do Papa Francisco, relacionando o episódio com os nossos dias:
 
"São poderosos eles, hein? Quando fazem ‘redes de corrupção’ são potentes. Chegam a cometer atitudes mafiosas. Esta é a história, não é uma fábula, não é um caso que devemos procurar nos livros de história antiga. Nós a vemos todos os dias nos jornais, todos os dias. Isto acontece também hoje, sobretudo com aqueles que têm a responsabilidade de administrar os bens do povo, não os bens próprios. Com os próprios bens ninguém é corrupto, porque os defende”.
Assim, a consequência que Jesus tira deste Evangelho, observou o Papa, é justamente a maior astúcia dos “filhos deste mundo” em relação aos “filhos da luz”: a sua corrupção maior, a esperteza levada adiante “também com cortesia”, com “luvas de seda”. Francisco questionou se existe a “esperteza cristã”:
"Mas se estes são mais astutos do que os cristãos - mas não vou dizer cristãos, porque também muitos corruptos se dizem cristãos - se eles são mais astutos do que os fiéis a Jesus, eu me pergunto: existe uma astúcia cristã? Há uma atitude para aqueles que querem seguir Jesus, (de modo que), mas que não acabem mal, que não acabem sendo comidos vivos - como minha mãe dizia: “Comidos crus”” – pelos outros? Qua é a astúcia cristã, uma astúcia que não seja pecado, mas que sirva para me levar ao serviço do Senhor e também para ajudar os outros? Existe uma esperteza cristã?
Sim, há uma “intuição cristã para ir avante sem cair na rede da corrupção” e no Evangelho, explica o Papa, Jesus o indica com algumas contraposições, quando fala, por exemplo, dos cristãos que são como “ovelhas entre lobos” ou “prudentes como as serpentes e simples como a pomba”. Então, o que fazer? Francisco indica três atitudes: a primeira é uma “saudável desconfiança”, estar atentos, isto é, a quem “promete muito” e “fala demais” como “aqueles que dizem a você, “ faça o investimento no meu banco, eu lhe darei juros em dobro”. A segunda atitude é a reflexão, diante das seduções do diabo que conhece nossas fraquezas; e, finalmente, a oração.
"Rezemos hoje ao Senhor para que nos dê essa graça de sermos espertos, cristãos espertos, de termos esta esperteza cristã. Se há uma coisa que o cristão não pode se dar ao luxo de ser é ser ingênuo. Como cristãos, temos um tesouro dentro: o tesouro que é o Espírito Santo. Devemos preservá-lo. E um ingênuo se deixa roubar o Espírito. Um cristão não pode se permitir de ser um ingênuo. Peçamos essa graça da esperteza cristã e da intuição cristã. É também uma boa oportunidade para rezar pelos corruptos. Fala-se de poluição atmosférica, mas também há uma poluição da corrupção na sociedade. Rezemos pelos corruptos: pobrezinhos, que encontrem o caminho para sair daquela prisão na qual eles quiseram entrar!".