quinta-feira, 12 de julho de 2018

O PEREGRINO E O TURISTA !!



O peregrino e o turista são pessoas que se parecem muito em alguns aspectos, mas na verdade existem mais diferenças do que semelhanças entre ambos.
O turista está somente de passagem pelo lugar. Ali não é a sua morada. O peregrino também está somente de passagem. Essas são as semelhanças entre ambos.
Agora vamos ver as diferenças existentes entre eles. Primeiramente quero analisar como um turista se comporta em um lugar que nunca esteve ou que está voltando após um longo período longe do mesmo.
O principal objetivo do turista é ir para algum lugar ou lugares diferentes onde possa desfrutar de coisas diferentes, descansar e esquecer por algum tempo as coisas rotineiras que fazem parte da sua vida.
Ele fica extasiado, se gosta, com as belezas do lugar. Admira ou estranha a maneira como as pessoas vivem. Completamente diferente, muitas vezes, de como vivem em sua terra natal. Tudo para ele é maravilhoso no momento, mas, depois as conclusões tiradas é que valem.
Para o turista, tudo vale o preço que ele paga, pois economizou para se divertir e a diversão não tem um preço estabelecido.  É facilmente distinguido pela população por vestir-se de uma forma bem esportiva e diferente da cultura local e também por carregar consigo uma infinidade de malas, bolsas e sacolas.
Compra objetos para depois recordar os lugares por onde passou ou para mostrar aos amigos, com orgulho, as suas aventuras turísticas.  Na maioria das vezes anda em grupo e sempre acompanhando um guia local para não se perder e conhecer um pouco da cultura.
Ele é “amado”, admirado e bem tratado pelos anfitriões segundo a quantidade de compras e outros gastos que faz.
Enfim, o turista é uma pessoa que passa por algum lugar diverte-se, descansa sai da rotina. Depois volta para a sua cidade e retoma as atividades rotineiras e estressantes da vida. Agora ele não é mais um visitante. Liberta os problemas aprisionados no esquecimento e começa a tentar resolver os primeiros que batem à porta da nostalgia de uma féria que acabou.
Porém. O peregrino como já disse, é uma pessoa que está de passagem por um determinado lugar. Normalmente é alguém que não está satisfeito com o lugar onde vive. Sai da sua terra, deixa amigos e parentes e vai em busca de um lugar melhor para viver. Ele fica por um tempo num lugar, depois vai para outro.
Empreendendo muitas vezes longas jornadas em busca de coisas melhores. Na verdade não é uma pessoa errante, caminhando sem destino. O peregrino sabe muito bem o que quer e para onde está indo.
Por onde passa é admirado pelas suas qualidades. Mas, também pode causar espanto por ser um estrangeiro em terra estranha. É uma pessoa rara, extraordinária e excepcional. Na verdade o peregrino é um estrangeiro passando por uma terra estranha, carregando consigo o fardo da esperança de dias melhores para sua vida.
Amigo leitor. Apresentei até aqui dois tipos de gente definidas como o turista e o peregrino. Agora veremos que no âmbito espiritual também podemos reconhecer esses dois tipos de gente.
Os salvos por Jesus Cristo, na verdade, são peregrinos neste mundo. Sabem que a sua pátria não é aqui. Carregam o fardo da esperança de uma nova vida com Jesus no céu. O peregrino, nesse sentido, aguarda o grande dia do encontro com o Senhor. Seja apos sua morte ou quando Jesus voltar para buscar os seus remidos. Então, o salvo que peregrina por este mundo está sempre preparado para a partida. O mundo não é o seu lar. Ele sabe que haverá um novo céu e uma nova terra para ele viver.
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. Isaías 66:17

“Ouve,  SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou um estrangeiro contigo e peregrino, como todos os meus pais”.  Salmos 30:12
O grande desafio do peregrino, estrangeiro neste mundo é manter o caráter e a postura de um cidadão, mas não deste mundo, e sim um cidadão do céu. Prosseguir neste mundo sem se corromper com o pecado e manter vivo os mandamentos do Senhor em uma terra estranha.
Não se identificando com o mundo, para que o mundo saiba que é um cidadão do céu. Ele é admirado e ao mesmo tempo um espanto para muitos.
“Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos”. Salmos 119:19
Sendo diferente do turista que olha para o mundo e só pensa em desfrutar dos prazeres oferecidos por ele, que mais tarde, a lembrança será sua única companheira nas horas mais difíceis da vida.
A minha pergunta é a seguinte. Com qual tipo de pessoa você se identifica: com o turista ou com o peregrino?  Caso a sua resposta tenha sido o turista. A minha recomendação é a seguinte. Deixe de ouvir os guias que ensinam somente os costumes e as tradições deste mundo.
Pare de se encantar com as lindas palavras, mas, vazias dos falsos profetas e passe a ouvir o verdadeiro guia que é Jesus Cristo. Ele é o único caminho que pode te levar para o céu. Guiado pelo seu amor e pelo seu poder, você poderá entrar nas mansões celestiais preparadas por Jesus, para quem Nele crer.  Ali desfrutarás a verdadeira vida. Estude a bíblia que é a Sua palavra e passe a viver como um peregrino neste mundo, caminhando rumo ao lar celestial.
“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”. 1  Pedro 1:17

terça-feira, 26 de junho de 2018

Um advogado que era devoto de Padre Pio

Posted: 25 Jun 2018 05:35 PM PDT

Um advogado que era devoto de Padre Pio contou:

"Uma vez eu estava numa velha igreja do convento escutando a Santa Missa do Padre Pio, e no momento da consagração do pão fiquei distraído, pensando em outra coisa. Eu era a única pessoa que se levantou no meio da multidão que estava ajoelhada. De repente eu senti um odor penetrante de violetas que me fizeram voltar à realidade e dando uma olhada ao redor de mim, eu também ajoelhei sem pensar no estranho perfume.

Como sempre, depois da missa, eu fui cumprimentar Padre Pio que me deu boas-vindas dizendo: "Você estava um pouco desorientado hoje? "- "Sim, eu estava Padre; Minha mente se ausentou hoje mas felizmente seu perfume me acordou." E ele me disse: "Para você o perfume é necessário, para você os tapas são necessários."

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Que os evangelizadores não sejam carreiristas!!





Papa Francisco na Missa na Santa MartaPapa Francisco na Missa na Santa Marta  (Vatican Media)

Que os evangelizadores não sejam carreiristas!

Na homilia da Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre as três dimensões da evangelização: anúncio, serviço e gratuidade.
Barbara Castelli – Cidade do Vaticano
A evangelização tem três dimensões fundamentais: o anúncio, o serviço e a gratuidade. Foi o que sublinhou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, 11, na capela da Casa Santa Marta.

Escolhas que não transformam o coração 

 

Inspirando-se nas leituras do dia, o Pontífice esclarece que o Espírito Santo é o “protagonista” do anúncio, que não apresenta uma simples “pregação” ou a “transmissão” de algumas ideias, mas é um movimento dinâmico capaz de “transformar os corações”, graças à ação do Espírito.
Ouça e compartilhe!
“Vimos planos pastorais bem feitos, perfeitos – precisa Francisco – mas que não eram instrumento de evangelização”, simplesmente porque eram finalizados em si mesmos, “incapazes de transformar os corações”:
"Não é uma atitude empresarial que Jesus nos manda ter, com uma atitude empresarial, não. É com o Espírito Santo. Isso é coragem. A verdadeira coragem da evangelização não é uma teimosia humana, assim... Não. É o Espírito Santo que nos dá coragem e leva você em frente".

Na Igreja é preciso servir

 

A segunda dimensão da evangelização destacada pelo Papa, é a do serviço, oferecido também “nas pequenas coisas”.
Equivocada, de fato, é a presunção de querer ser servido depois de ter feito carreira, na Igreja ou na sociedade: “o subir na Igreja – acrescenta – é um sinal que não se sabe o que é a evangelização”: “aquele que manda, deve ser como aquele que serve”:
“Nós podemos anunciar coisas boas, mas sem serviço não é anúncio, parece, mas não é. Porque o Espírito não somente leva você me frente para proclamar as verdades do Senhor e a vida do Senhor, mas leva você também aos irmãos, irmãs, para servi-los. Também nas coisas pequenas. É feio quando nos deparamos com evangelizadores que se fazem servir e vivem para serem servidos. É feio. São como príncipes da evangelização”.

Gratuidade da evangelização

 

Por fim, a gratuidade, porque ninguém pode redimir-se pelos próprios méritos. “Gratuitamente recebestes – nos recorda o Senhor - gratuitamente deveis dar”:
Todos nós fomos salvos gratuitamente por Jesus Cristo e portanto devemos dar gratuitamente. Os agentes pastorais da evangelização devem aprender isto, a vida deles deve ser gratuita, a serviço, ao anúncio, conduzidos pelo Espírito. A própria pobreza os impele a abrirem-se ao Espírito

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Papa: evitar a intriga para caminhar na verdadeira unidade

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaNa missa matutina, Francisco condenou a intriga como método utilizado ainda hoje para dividir, seja na Igreja, seja na vida política.
Debora Donnini - Cidade do Vaticano
Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.
Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.
Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:
Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.
Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:
Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.
Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco
Veja um trecho da homilia do Santo Padre