terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Continuemos em oração pelo Leo (da Lidia)

O Leo Esta apresentando melhoras, acreditamos que conforme for o resultado dos exames que ele esta fazendo em breve deve estar em casa.

informação de Leonardo em 21 de fevereiro



alexandre e alana.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Repassamos pedido de orações da Lídia do Léo:

Orações pelo Léo da Lídia


Queridos intercessores,
 Repassamos pedido de orações da Lídia do Léo:
Olá queridos amigos . Mais uma vez venho pedir as orações para o meu Leozinho pois ainda está hospitalizado .Que a infinita Misericórdia de Deus conceda ao Leozinho a graça da cura de seu corpo sofrido e fragilizado . Que o Espírito Santo continue me dando Fé e Esperança para superar estes momentos tão difíceis. 03/02/2017
CAFFAREL, CAFFAREL, INTERCEDEI. PELO LEO.



Queridos intercessores,

Repassamos pedido de orações da Lídia do Léo:
Desejo pedir orações pelo Léo, pois ele fará uma delicada cirurgia na próxima quinta feira dia 15 de dezembro às 7:30 horas da manhã. Que Nossa Senhora nos dê a tranquilidade necessaria neste momento tão dificil para nós.
Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho,
inspirai os médicos naquilo que devem pensar,
naquilo que devem fazer, como devem agir,
para que, através deles, seja feita a vontade do Pai.
Padre Caffarel, intercedei!
Nossa Senhora, intercedei!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Minicurso sobre a Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida. Participe!



Olá, Boa Tarde!

Segue convite dos minicursos sobre a Campanha da fraternidade deste ano.
INSCRIÇÕES ABERTAS !
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ABRINDO A PROGRAMAÇÃO CULTURAL 2017,
a Paulinas apresenta:

Minicurso “Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida”.
*Objetivo: Promover formação para leigos e também religiosos com relação à Campanha da Fraternidade 2017, tendo como referência o texto base da Campanha (CNBB), dando ênfase a diversidade de cada bioma e criando relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho.

*Horário: 08h30 às 12h00
*Local: Auditório da Livraria Paulinas - Rua dos Andradas, 1212, Centro, Porto Alegre/RS.
*Taxa: R$ 40,00 ou R$ 25,00 para cada módulo.
Obs.: Certificado de 08h/aula emitido pela Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, frequência acima de 75%.

Programação:
Dias 18 de fevereiro

• Módulo I
Cantar a Terra em nome da Vida
Assessoria: Renato Ferreira, Dr. em teologia (EST-RS), coordenador dos cursos de Teologia e Pedagogia, e professor no PPG em Memória Social e Bens Culturais da Unilasalle.

Dias 04 de março 
• Módulo II
Biomas Pampas
Assessoria: Paulo Brack, biólogo e mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 1994, é professor do Departamento de Botânica da UFRGS.
Inscrições e Informações: Livraria Paulinas de Porto Alegre
Rua dos Andradas, 1212 – Centro de Porto Alegre - RS
Tel. 51 3221-0422
livpalegre@paulinas.com.br
Att

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Livraria: (51)3221-0422
Celular: (51)9679.2307

sábado, 14 de janeiro de 2017

Papa: a nossa vida é um "hoje" que não se repetirá


Para na missa celebrada em 12 de janeiro de 2017
12/01/2017 10:49
Cidade do Vaticano (RV) – A nossa vida é um hoje que não se repetirá. Na missa matutina (12/01) na Casa Santa Marta, o Papa exortou a não ter o coração endurecido, sem fé, mas aberto ao Senhor.
 
“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”. A homilia de Francisco foi inspirada na primeira leitura, extraída da Carta aos Hebreus, e se desenvolveu em torno de duas palavras: “hoje” e “coração”.
O hoje do qual fala o Espírito Santo é “a nossa vida”, um hoje “repleto de dias”, mas “depois do qual não haverá um replay, um amanhã”, “um hoje no qual recebemos o amor de Deus”, a promessa de Deus de encontrá-lo”, explicou o Papa, “um hoje” no qual podemos renovar “a nossa aliança com a fidelidade de Deus”.
Porém, há “somente um só hoje na nossa vida” e a tentação é de dizer: “Sim, farei amanhã”. A tentação do amanhã que não haverá”, como o próprio Jesus explica nas parábolas das dez virgens: as cinco tolas não levaram o óleo e as lâmpadas, e quando foram comprar, encontraram a porta fechada. Francisco fez referência também à parábola daquele que bate à porta pedindo ao Senhor: “Comi contigo, estive contigo …”.  “Não te conheço: chegastes tarde …”:
“Eu digo isso não para assustar, mas simplesmente para dizer que a nossa vida é um hoje: hoje ou nunca. Eu penso nisto. O amanhã será o amanhã eterno, sem anoitecer, com o Senhor, para sempre. Se eu sou fiel a este hoje. E a pergunta que lhes faço é esta que faz o Espírito Santo: ‘Como eu vivo este hoje?’”.
A segunda palavra que é repetida na Leitura é “coração”. Com o coração, de fato, “encontramos o Senhor” e muitas vezes Jesus repreende, dizendo: “tardos de coração”, tardos no compreender. Portanto, o convite é para não induzir o coração e a questionar-se se não seja “sem fé” ou “seduzido pelo pecado””:
“No nosso coração se joga o hoje. O nosso coração é aberto ao Senhor? Sempre me impressiona quando encontro uma pessoa idosa – muitas vezes sacerdotes ou freirinhas – que me dizem: ‘Padre, reze pela minha perseverança final’ – ‘Mas viveu bem toda a vida, todos os dias do seu hoje foram no serviço do Senhor, mas tem medo …?’ – ‘Não, não: a minha vida ainda não findou: eu gostaria de vivê-la plenamente, rezar para que o hoje chegue pleno, pleno, com o coração firme na fé, e não destruído pelo pecado, pelos vícios, pela corrupção…”.
Portanto, o Papa exorta a interrogar-nos sobre o nosso “hoje” e sobre o nosso coração. O “hoje” é repleto de dias, mas não se repetirá. Os dias se repetem até quando o Senhor dirá “chega”.
Mas o “hoje” não se repete: é esta a vida. O coração é aberto ao Senhor, não fechado, não endurecido, não sem fé, não perverso, não seduzido pelo pecado. O Senhor encontrou tantas pessoas que tinham o coração fechado: os doutores da Lei, todos os que o perseguiam, que o colocavam à prova para condená-lo... até que conseguiram. Voltemos para as nossas casas somente com estas duas perguntas: como está o meu “hoje”? O ocaso pode ser hoje mesmo, neste mesmo dia ou em tantos outros. Mas, como está o meu “hoje” na presença do Senhor? O meu coração, como está? Está aberto? Está firme na fé? Ele se deixa conduzir pelo amor do Senhor? Com estas duas perguntas peçamos ao Senhor a graça da qual cada um de nós necessita.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Como ter o melhor ano da sua vida?

“Comece de onde você está. Use o que você tiver. Faça o que você puder.” ARTHUR ROBERT ASHE JR



Como ter o melhor ano da sua vida?

Chegamos no fim de mais um ano! Devemos nos preparar para viver o próximo ano

É comum, no fim de ano, as pessoas se confraternizarem e fazerem votos de felicidades, realizações e prosperidade uns aos outros. A frase: “Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”, de forma cantada ou falada, é celebre neste tempo.
Isso é muito bom, porque percebemos que a maioria dos seres humanos tem boa intenção e preza pelo bem. No entanto, quando assim nos expressamos e desejamos todo o bem para o outro, estamos nos referindo quase que exclusivamente ao que é material ou emocional, ou seja, ao que é passageiro e frágil. Prova disso é que, quando alcançamos esse tipo de alegria, nos satisfazemos no momento, mas isso não basta. Essas conquistas, no máximo, podem trazer a sensação de dever cumprido para uma etapa da vida, como o estudo por exemplo. Se fazemos a viagem dos sonhos, quereremos viajar uma vez mais; se adquirimos um bem, este se depreciará e, uma hora ou outra, perderá seu status; se nos formamos num curso, em breve este conhecimento ficará desatualizado exigindo que façamos outras formações; na área afetiva teremos sempre o desafio de manter o vínculo com a outra pessoa e que não estaremos bem com ninguém se não nos encontramos conosco mesmos primeiramente.
Como ter o melhor ano da sua vidaDireito autoral:PonyWang
E diga-se de passagem, até entre nós cristãos, que nos “gabamos” de nos atentarmos mais as coisas espirituais, quando dizemos “feliz ano novo!”, geralmente nos referimos a uma felicidade que coloque a outra pessoa numa comodidade emocional e espiritual. Desejamos a paz do tipo que é resultado da ausência de qualquer desafio, queremos que o outro alcance o milagre como um passe de mágica, muitas vezes sem o efeito que o processo de busca da graça constrói na pessoa.
Por isso, cansamo-nos quando correndo atrás de uma falsa realização, que mais é um êxtase de momento, e não investimos na verdadeira felicidade e sentido existencial. Nenhum ano será bom o suficiente para quem alimenta de coisas terrenas sua alma e seu coração que pertencem ao Céu.
Exatamente para não ficarmos apenas na impressão passageira das coisas, é que eu quero trazer dicas de como ter o melhor ano da sua vida, pois falaremos aqui de tudo o que envolve o ser humano.

Ame mais

Amar mais, não quer dizer, beije mais, namore mais. Amar significa ir em direção de todos, também daquelas pessoas que não merecem o seu amor e quem sabe nem a sua consideração. Jesus já disse: “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? {…} Não fazem isto também os pagãos?” (Mt. 5, 45-46). Qualquer um tem bons sentimentos para com quem lhe faz bem, o desafio aqui é amar de verdade. Dê chance as pessoas que você não gosta, ou que te decepcionaram.
E o perdão é uma das faces mais nobres do amor. Dê perdão a quem te magoou, quem te feriu, isso primeiramente vai te libertar do sentimento ruim, do seu orgulho de se considerar o prejudicado (e talvez seja mesmo) e ficar  esperando que de alguma forma o agressor seja punido (se não a justiça humana, quem sabe pela justiça  divina). Livrar-se de todo resquício de mágoa e ódio já dá alívio ao seu coração e alma. As vezes nos agarramos tanto a vontade de justiça que nos tornamos justiceiros e a simples torcida de prejuízo ao outro é um modo do mal se instalar em nós. Quem deseja o mal tem o mal dentro de si, e é impossível ser feliz carregando o mal.
Ao contrário, quem ama traz o amor em si e o amor nunca causa prejuízo, pois se você amou você cresceu espiritualmente.
Quantas pessoas, mesmo quando “passadas para traz”, enganadas, decepcionadas, com a sensação de derrota, conseguem dormir tranquilas porque puderam ao fim dizer: “Fiz tudo que podia pelo outro!”?
Amar só nos faz melhores. Sai pior como pessoa, quem não amou.
Veja que amar não é só num relacionamento de enamorados ou esponsal, mas nas amizades, familiares e outros.
E amor e perdão não dependem de sentimentos, mas sim de decisão. Você pode sentir raiva, mas se  decidir ter atitudes cristãs – isso é amar – com quem o ofendeu, a raiva irá se quebrando aos poucos.  Deixe o amor entrar definitivamente em sua vida e você verá a felicidade entrando junto.

Reclame menos

Quando não lançamos a palavra maldizente, fruto da nossa opinião que as vezes é equivocada, proporcionamos ao menos alguns segundos – dependendo da gravidade do fato dias, meses – de reflexão interior. Isso nos faz olhar novamente, agora mais devagar e atento para o acontecido, podendo nos dar condições de responder melhor e mais acertadamente ao caso.
Quanta gente não “enfia os pés pelas mãos” porque tomado de ira, age impensadamente?
Quando meditamos o fato, podemos também enxergar saídas, possibilidades e adequações ao ocorrido.
Reclamar pode bloquear em parte esse processo interior. Além de que o “reclamão” é uma pessoa chata de lidar.

Faça o bem

O mundo precisa urgentemente de gente que promova o bem. Você pode aderir uma causa, mas dentro das nossas casas, nos ambientes de trabalho, nas Apaes, em lugares tão próximos a nós existem várias realidades de pessoas que precisam de sua “mãozinha”.
Costumo dizer que fazer algo para o outro com gratuidade dá mais alegria do que realizar alguma coisa para você mesmo. Quer ver só? Imagine-se indo comprar um agasalho para você. Você chega a loja, escolhe uma bela roupa, paga e sai todo contente. Quando chega na esquina encontra uma mãe com seu filhinho na chuva e ambos tremendo de frio. Você não pensa duas vezes e dá seu agasalho, recém adquirido, a essa mãe.
Qual sentimento te satisfaz mais, o de comprar algo novo ou de ter doado algo a quem tinha mais necessidade do que você?
Tenho certeza que você não só sairá contente porque foi capaz de se desapegar de algo seu e fazer outra pessoa feliz, como, se não tivesse doado a roupa sairia com peso de consciência.
Ao invés de brigar no trânsito, dê a passagem você. Abra mão, um pouco mais, dos seus direitos, dê preferência ao que pede seu cônjuge, seu(sua) namorado(a), ao jeito dela, ao que ele(a) quer. Ajude seus pais nos serviços de casa, se você tem habilidade de produzir algo, faça também a quem não tem condições de te pagar, faça favores, seja disponível.
Estas atitudes dão leveza a nossa alma, pois “há mais alegria em dar do que em receber”.
Eu desafio você a fazer essa experiência e ver se a felicidade não invadirá seu coração.

Tenha metas

Não é porque estamos tentando plasmar as coisas do céu em nós, que eliminamos toda dimensão terrena. Para ter o melhor ano da sua vida, todas as áreas de nossa humanidade merecem atenção. É importante ter objetivos materiais, intelectuais e emocionais.
Estude, poupe, ou invista em um bem, busque ter emoções equilibradas.
Contudo, tenha metas espirituais também. Aliás, a próxima dica diz sobre isso.

Ore mais

Tenha mais intimidade com o Senhor. Invista na oração pessoal, individual “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo” (Mt 6, 6), e também na oração em grupo “se dois de vós se unirem para pedir” (Mt 18, 19).
Leia a Palavra de Deus, faça o propósito de ir mais a Santa Missa, a confissão, aos sacramentos. Deus quer te orientar segundo a Sabedoria que é Ele, é dom do Espírito Santo, pois só a inteligência e percepções humanas são limitadas.
Esteja atento as sutilezas de Deus. O modo como Ele manifesta a fala e a vontade Dele em sua vida.

Simplifique as coisas

Descomplique, favoreça, tire os empecilhos, quem sabe os melindres, jeitos e manias que temos, em favor daquilo que o outro precisa ou requer.
Não esperemos tudo estar pronto e do nosso jeito para fazermos o nosso melhor.
Explique as coisas as pessoas, dialogue, programe-se a sair de casa com seu bom humor, a bem recepcionar as pessoas, prefira servir bem, se você pode e não for ilegal ajeite as coisas para o outro, antecipe-se as necessidades das outras pessoas.

Perca tempo

Gaste tempo com seus filhos, seu cônjuge, brinque mais, faça coisas inéditas com quem você ama, com quem compartilha a vida com você.
Os momentos que ficam marcados em nossa vida, geralmente foram aqueles em que perdemos tempo com coisas simples.
Enfim, busquemos nesse ano novo elevar a alma e o espírito, pois aí está o segredo da verdadeira realização. Invista em sua humanidade, mas não fique só na dimensão terrena, invista também em coisas que não passam, coisas que imprimem o eterno em nossa alma.
Se você seguir essas dicas, com certeza terá o melhor ano da sua vida. Se já as faz, faça novamente, e 2017, 2018 serão cada vez melhores.
Feliz Ano Novo para você!
Deus abençoe!

Sandro Arquejada

"IR PARA A FRENTE APESAR DOS OBSTÁCULOS"



Cada dificuldade ou sofrimento vividos me dão mais força para seguir em frente. Não motivado por frases de auto ajuda, mas por uma realidade viva: Jesus Crucificado e Abandonado, porque nele está toda a força da superação, está o saber acolher as adversidades e transformá-las em amor, está a entrega total nas mãos de Deus e a esperança da ressurreição. 

Posso somar a minha dor à sua e acolher também a dor do irmão ao meu lado e estabelecer com Ele e com todos um laço mais forte que morte.

Nada me pode frear, nada me pode turbar a alma porque além de suas chagas está o Paraíso que me dá paz, luz e serenidade.

Jesus na cruz é o farol da história, da minha história e daquela de toda a humanidade.

Abraços
Apolonio

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vivências do Padre Caffarel III


A oração – a meditação
Sabemos quanto o Padre. Caffarel se empenhou, até ao limite das suas forças, para conduzir os leigos a
fazerem a experiência de oração.
Consagrou a isso os seus últimos anos de vida, em Troussures, com as suas memoráveis semanas de
oração. Lembremos ainda os Cadernos de Oração, ou as noites que ele animava em Paris, na Mutualité.
É preciso que cada um se comprometa neste caminho secreto, único que permite encontrar pessoalmente
Cristo.
Às objecções e às diferentes questões que lhe punham, o Padre. Caffarel responde sempre com firmeza:
“Precisam de um guia? Nós damo-lo; podem encontrá-lo. Falta-vos tempo? Têm tempo para comer e
para dormir, não deixem a vossa alma morrer de inanição! ” (cf. Reflexões, pp. 128-129)
A “oraison”, a que podemos chamar Meditação, significa abandonar estes arredores tumultuosos do
nosso ser, de que tanto falou, é recolhermo-nos, reunir todas as nossas faculdades e mergulharmos na
noite árida a caminho da profundidade da nossa alma. “Aí, à entrada do santuário, basta fazer silêncio e
prestar atenção. Não se trata de uma sensação espiritual, de uma experiência interior, trata-se de Fé:
acreditar na Presença. Adorar em silêncio a Trindade viva. Oferecer-se e abrir-se à sua vida
transbordante. Aderir, comungar o seu Ato eterno”.
A “oraison”, é uma “conversa com Deus”, escrevia Clemente d’Alexandria. […] Para Santa Teresa
d’Avila, a oração de encontro pessoal é “um comércio de amizade onde mantemos uma conversa a sós
com Deus por quem nos sabemos amados”. […]
Apesar de querermos respeitar o tempo que nos foi dado para esta palestra queríamos referir ainda Os
objectivos do Movimento, de Caffarel em duas das suas intervenções: Uma conferência dada em 1952
aos Responsáveis; e mais tarde, a conferência aos casais regionais europeus, em Chantilly, 40 anos após
a carta, em 1987.
 O Movimento das Equipas de Nossa Senhora é então:
- uma escola de vida cristã: « adquirir a compreensão da vida cristã, do que ela é, de todas as
riquezas do dogma», e particularmente a descoberta das Escrituras, à luz da tradição.
- um centro de difusão: Um dos objetivos é o de contribuir para a preparação dos jovens para o
casamento. Igualmente, numa «dinâmica de círculos concêntricos», o Padre Caffarel pede às
equipas que trabalhem não apenas na sua expansão, mas ainda que levem outros casais à
espiritualidade
- um testemunho: Simplesmente o testemunho da caridade fraterna, no espírito da palavra de Jesus :
«Reconhecerão por este sinal que sois os meus discípulos, porque vos amais uns aos outros». Os
Casais, diz a Carta, «querem que o seu amor, santificado pelo sacramento do matrimônio, seja um
louvor a Deus, um testemunho para os homens provando-lhes com evidência que Cristo salvou o
amor…»
Em Chantilly, o Padre Caffarel registra ainda o que foi menos bem compreendido nas ENS até aquele
momento: a abnegação, ao lado do amor, como o dom de si mesmo, o esquecimento do próprio.
Fazendo uma referência à sexualidade, ele afirma que era preciso guiar os casais em direção à perfeição
da vida sexual.
Ele espera que a missão das ENS na Igreja sirva para renovar a antropologia, reconhecendo totalmente a
complementaridade dos sexos, rejeitando o maniqueísmo corpo-alma. Desenvolver a entre ajuda para
caminhar em direção à santidade, santidade dinâmica, ativa, participante na evolução do mundo.
Este dom que o Senhor concedeu à Igreja e ao mundo através do padre Caffarel não foi entregue para
ser guardado como um tesouro, mas para ser transmitido com muito amor. Foi dado para responder a
uma necessidade e, por isso, para ser partilhado.
Acreditamos que a grande riqueza da vida está na partilha do amor e se os Carismas estão ao serviço do
amor, sucedem-se na História como resposta aos sinais dos tempos.
Não esquecendo ainda que no Carisma há vocação, que tem de ser vivida segundo o seu espirito,
escolhemos três palavras muito queridas do Padre Caffarel, porque são o eixo que nos suporta para
manter a fidelidade e a unidade no nosso Movimento. - REZAR, SERVIR, AMAR –


Iniciemo-nos então na arte de escutar, assente nessas três palavras intermutáveis que nos conduzem
sempre uma às outras, não importando a ordem como estão dispostas

REZAR
Revelar o amor de Deus aos outros não se busca pelo sucesso, mas na e com a oração. É um longo
processo que vamos experimentando e vamos guardando no coração, como Nossa Senhora o fez. E tudo
quanto nos chega pela Palavra de Deus, decerto um dia nos desenvolverá o seu sentido profundo. É Nele
que se pode estabelecer a intimidade necessária, promovendo o Encontro para fazer desabrochar as
potencialidades dos outros.

Se procurarmos no mais fundo de nós mesmos, vemos que aí permanece uma ânsia não satisfeita, o
desejo de responder à Palavra de Deus, que vindo ao nosso encontro nos chama, nos convida para o Seu
Amor. A escolha de qualquer pedagogia corresponde a uma mística e a um discernimento das
necessidades que só pode ser feito através da oração.
SERVIR
Não é possível aceitar as coisas sem as compreender, nem propô-las sem lhes dar uma razão.
É preciso fazer um esforço permanente para aprofundar os meios que o nosso Movimento nos propõe.
“É como quando tiramos água de um poço e ela está um pouco turva, é preciso aprofundá-lo para
encontrar água cada vez mais clara”.
Temos que conhecer cada vez mais e melhor o Carisma do nosso Movimento e caminhar em direcção a
esse Carisma para melhor o podermos servir.
No serviço, começa-se por silenciar o próprio eu. Esse eu que tem sempre alguma coisa a dizer, para
escutarmos Deus e podermos descobrir o fogo escondido que cada um trás em si e colocá-lo no seu
lugar. Tomemos então uma atitude interior que nos faça procurar e reconhecer em cada pessoa esta parte
do mistério de Deus que o habita.
O Padre Caffarel dizia numa conferência feita nos anos setenta:
“Se nos limitarmos ao dom de um ao outro, como casal, os dois riachos formarão uma lagoa, e numa
lagoa a água bem depressa estagna; mas, se além de nos darmos um ao outro, nos dermos juntos aos
outros, forma-se um rio de água corrente. Acredito mais do que nunca que o casal cristão tem um papel
extremamente importante na Igreja e na sociedade.
É bom desenvolvermos esta regra em casal, mas quem assumiu uma responsabilidade de serviço tem de
ter sempre presente este estado de espírito.”
E porque estamos a falar de serviço, queremos partilhar convosco um momento difícil da nossa vida,
mas transformado pelo amor ao nosso Movimento e a todos os seus casais.
Éramos, na altura, responsáveis da SR de Portugal e tínhamos chegado do Encontro Internacional de
Santiago de Compostela, a 22 de Setembro de 2000. (como vêm temos estas datas bem guardadas no
nosso coração). A 28 desse mês, tínhamos reservado a noite no Secretariado para um encontro de
Formação aos casais de Angola e Moçambique, vindos de Santiago que antes de regressarem a Africa
fariam formação em Lisboa.
Tudo tinha sido planeado ao pormenor, queríamos aproveitar bem a permanência destes casais para
preparar a expansão das ENS em África.
A Tó, que se sentia muito cansada, tinha ido fazer nessa tarde uns exames e soube nessa mesma tarde
que tinha um cancro e teria de fazer uma cirurgia urgente, o que veio a acontecer poucos dias depois.
Saímos de casa depois de jantar, como gente sem norte, que partia sem saber para onde ia. Fizemos a
reunião no secretariado, num
ambiente de alegria, sem nada dizer o que nos ia na alma, tendo terminado os trabalhos à meia-noite.
Contudo, era necessário deixar uns casais de África onde estavam instalados, a mais de 80 km.
Metemo-nos todos no carro e com alegria começamos a cantar e rezar, dando graças a Deus pelo êxito
da reunião.
No regresso a casa, à uma e tal da manhã, caímos na realidade e sentíamo-nos frágeis como as
crianças que começam a andar. Com uma certa angústia, fizemos uma oração em que os dois nos
entregamos a Deus e debaixo de lágrimas dissemos - Lhe que fizesse o que quisesse das nossas vidas. E
já lá vão 15 anos, e graças a Deus estamos aqui…
A partir desse dia, e sobretudo depois de muita coisa passada, mudamos a nossa idéia do que é partir
em missão. Antes estávamos muito seguros de nós, com muitos projetos que preparávamos com muito
detalhe, para nada falhar. Sonhávamos com grandes feitos, com viagens a África para dinamizar a
expansão do Movimento, etc, etc…
A partir de Setembro de 2000, aprendemos que servir o Senhor é acima de tudo, confiar mais Nele do
que em nós, e partir sem medos. Aprendemos que servir o Senhor em casal é darmos os dois um “Sim”
incondicional, para que faça, através de nós, o que Ele quiser até ao último dia das nossas vidas.
AMAR
Deus não nos pede que sejamos outra pessoa, pede-nos apenas que celebremos o amor para que ele não
morra.
A experiência de Amor, a experiência de filhos de um Pai, que está sempre nos momentos de alegria, de
projeto, de sonho e também nos de dor, de fracasso, de cegueira, de crises… é uma experiência decisiva.
Ao longo da nossa vida temos descoberto que é uma pedagogia muito própria, a de Deus. Deus não
planeia os nossos caminhos como nós e então sim, aqui começa o nosso discernimento.
Pensamos muitas vezes que ao acabarmos uma responsabilidade já não voltamos a ser chamados. Isso
mesmo aconteceu conosco.
Começamos em 1981 por ser chamados para pertencermos à Equipa Coordenadora de Informação e
Pilotagem, depois para responsáveis do Sector de Cascais, mais tarde responsáveis da Região, a seguir
da Supra Região de Portugal e por último, quando pensávamos ir descansar finalmente, para a Equipa
Responsável Internacional (ERI), os seis primeiros anos como responsáveis das Equipas Satélites e
desde 2012 como casal responsável internacional … onde continuamos ao serviço, até Deus querer.
Precisamente nesses momentos, naqueles em que já não esperávamos comprometermo-nos mais, é nessa
altura que o Senhor volta e chama o casal que somos, com as coisas boas e más.
Mas Ele olha-nos de novo nos olhos, pega-nos na mão e diz-nos com paciência e ternura: Vem!
Aqui está claro. Ele chama-nos a um Amor maior.
Aquele que já fez esta experiência, desse olhar de amor imerecido, desta chamada insistente, mas ao
mesmo tempo enternecedora…, sabe que Ele nos trata pelo nome próprio.
E este apelo modifica por completo a qualidade da nossa entrega, porque compreendemos que não
fomos chamados pelos nossos talentos, nem porque não haja outros, nem sequer por casualidade.
Afinal, Ele chama-nos só para que O amemos mais e disso todos somos capazes.
Amar exige conhecer e Ele conhece-nos, mas quer que o conheçamos também.
A ação do Espírito nestes chamamentos é uma experiência impressionante, que nos faz viver num estado
de alma diferente: o do serviço gratuito e desinteressado, que nos chega só através da oração.
Os que se sentem amados por Deus, nosso Pai, descobrem os outros como irmãos, dão-se conta que a
sua primeira Missão é de Amar: “Vede como eles se amam”. Sem este testemunho de amor nada, mesmo
nada tem sentido; nem reuniões, nem documentos, nem organizações exemplares. O amor divino não é
teórico nem utópico. È real e prático, o mais prático que existe, e, por isso, só tem sentido se for vivido,
praticado.
Amar é o grande testemunho que uma equipa de responsáveis deve dar!
Como é exigente esta etapa! Todos somos diferentes, mas todos iguais aos olhos de Deus, enquanto
filhos, com carismas diferentes, e talentos próprios, é certo, mas como é gratificante ultrapassar esta
etapa e avançar em conjunto, procurando a vontade de Deus.
Deus chamou-nos, a todos, a este Amor tão grande, pelo que não podemos calar o que vivemos e
precisamos de arrastar os outros. O testemunho arrasta…
Não é movido pelo testemunho do Padre Caffarel que nos encontramos de novo, hoje, aqui reunidos?
Animados pelo modo como o nosso fundador amou o Movimento, alegremo-nos e encorajemo-nos para
sairmos daqui mais fortes, como filhos do mesmo Pai, irmãos do mesmo Senhor Ressuscitado, com a
convicção de que há muito a fazer no mundo que nos rodeia.
O que conta não é a importância do que fazemos, mas sim a necessidade de nos unirmos a Ele, numa
entrega total, com um amor incondicional, estejamos na etapa de vida que estivermos.
Quando uns casais das ENS - que nos seus últimos anos de vida do P. Caffarel o visitaram em
Troussures – lhe pediram que os aconselhasse como fazer a sua oração, ele apenas lhes dizia que
repetissem sempre:
 “ Senhor, Eu quero o que Tu queres “
E o Senhor responde sempre: “ Eu amo-te.”
O chamamento é aqui e agora, não quando tivermos tempo, amanhã, não sei quando posso, depois talvez
Foi Ele que tomou a iniciativa de nos escolher, como pessoas, como casal, inclusive para pertencermos
às ENS e depois para nos dar uma Missão.
Renunciemos a tudo a que o nosso coração esteja apegado e partamos sem medo, dando a mão a Maria -
que o Padre Caffarel tanto amava - com a certeza que nos dirá sempre o que Ele quer que façamos.

Tó e Zé CRERI