sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conheça as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Imagem relacionada“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”

Atualizada em 02/06/2016 às 09:26

(Imagem: ACI Digital)
“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem Jesus revelou as promessas que realizará aos devotos de seu Sagrado Coração.





As 12 principais promessas do Sagrado Coração de Jesus são:
1. Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte.
5. Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos.
6. Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
8. As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição.
9. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração.
12. A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Condições para obter as graças prometidas pelo Sagrado Coração de Jesus:
1. Receber sem interrupção a Sagrada Comunhão durante as nove primeiras sextas-feiras consecutivas.
2. Ter a intenção de honrar o Sagrado Coração de Jesus e de alcançar a perseverança final.
3. Oferecer cada Sagrada Comunhão como um ato de expiação pelas ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento.
Oração ao Sagrado Coração de Jesus
Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Sagrado Coração de Jesus, em Vós eu confio!

Fonte: ACI Digital

No mundo atual ainda se reza?

Para muitos a oração não é mais atividade necessária.

As preocupações do homem moderno parece que se deslocaram. Seu comportamento é de quem assumiu com as próprias mãos o destino de seus dias. Os humanos não contam mais com auxílio externo para ter sucesso nos seus negócios. Os seus planos, a sua inteligência, e a sua capacidade de trabalho são a chave da vitória de seus empreendimentos. A atual crise econômica mundial, no entanto, vem desmentir essas soberanas convicções.
O que acontece é que a grande motivação cristã da felicidade, na eternidade, foi puxada para baixo. As promessas de plenitude do nosso ser aterrissaram. Tudo o que de belo a fé nos garantia virou paraíso terrestre.

O comunismo – que tinha alguns ideais muito interessantes - pecou por essa razão: seu olhar se baixou para o horizonte exclusivo desta vida. Por isso, nos dias atuais, a população quer cuidar do corpo, porque pretende viver sempre, precisa estudar sem parar para estar em condições de competir com qualquer contendor. O corpo deve ficar cada vez mais belo e perfeito; sente-se a necessidade de enriquecer para ter todo conforto possível; deve aprender a evitar conflitos desnecessários com o semelhante, pois a caminhada vai ser longa; a religião é proposta como garantia de prosperidade...neste mundo. Então, “comei, bebei, inebriai-vos” (Ct 5, 1). A oração toma contornos surreais; não é mais uma atividade necessária.

No entanto, o vazio da vida, que teima em nos incomodar, só o deixamos de sentir em comunicação com nosso Deus e amigo. "Por ti, ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42,1). Sem referência ao Eterno somos pássaros de uma asa só.

Jesus, o orante por excelência, nos mostrou que a atitude de busca pelo Pai se deve expressar no louvor, na humilde adoração, na gratidão. "Oferecei a Deus sacrifícios de louvor” (Am 4,5). É certo que, nós como Seus filhos, temos direito de pedir resultados para os nossos trabalhos. Mas Jesus selecionou – como forte sugestão – quais os pedidos, aos quais devemos dar preferência: que venha o Reino, que tenhamos o Espírito Santo e que se faça a vontade do Pai Criador.

Nada impede aos filhos acrescentar outras petições. O importante é nos aproximarmos desse Ser Amoroso, de cuja amizade depende a nossa realização.

Dom Aloísio R. Oppermann scj- Arcebispo de Uberaba
domroqueopp@terra.com.br

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ORAÇÃO PARA PEDIR O DOM DO DISCERNIMENTO

Fonte: site filhos espirituais do Padre PIO

No caminhar de minha vida, 
Senhor, vou me encontrando
com tuas Palavras, com o som 
nem sempre nítido de teus desejos.
Muitas vezes estou diante de teu 
Silêncio, Senhor.

Viver é um desafio, caminhar cristãmente 
no mundo agressivo, mentiroso, aparente, 
falso é tarefa árdua.
Meu interior está cheio de interrogações.
Que queres de mim? Quais os projetos 
que tens para a minha vida e para a vida 
daqueles que caminham a meu lado?
Que queres que eu e meus irmãos 
venhamos a realizar?
Como desejas que eu anuncie a 
Boa Nova que crepita em meu coração?
Como discernir a Tua Vontade?
Tu és realmente um Deus discreto!
Não me mostras, de uma vez para sempre, 
o caminho a seguir.
Queres que eu descubra a senda a cada dia,
em cada esquina ou encruzilhada da caminhada espiritual que vou tecendo 
com outros na história.

A vida é feita de dilacerações, tensões,
de sim e de não, de claro e de escuro.
Há vidas que estão diante de mim e 
esperam decisões.
Revelo-lhes a verdade, ou espero
que a descubram por si mesmos?
Entrego-lhes boa parte de meus bens
ou ajudo-os a ser gente?
Rompo meus compromissos para estar 
mais na oração ou transformo minha 
vida num ininterrupto serviço aos outros?
Sinto o peso da terra, da carne, das solicitações, de todas as insinuações que 
me faz ser habitante das coisas de baixo e 
me tiram o desejo de olhar para o alto.
Vislumbro horizontes belos de despojamento total, de renúncia que liberta, de serviço e 
de entrega, mas não tenho coragem de assumi-los.

Que o teu Espírito me dê o Dom do Discernimento:
entre os bens, escolher o melhor,
entre os males optar pelo menor,
sempre ter a tua luz para sabiamente discernir.

Que a Igreja de Jesus seja banhada pela luz do Espirito para mudar o que precisa ser mudado
e conservar sabiamente aquilo que vem do passado de teu amor e nos encaminha 
para o futuro de todas as belezas.

Com Samuel repito até não mais poder:
“Fala. Senhor, que teu servo escuta!”

Amém.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O modo como o outro nos trata é problema dele, o modo como reagimos é problema nosso


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A gente se machuca, fica triste, porque não vê mais gentilezas, não recebe gratidão, nem sorrisos sinceros. Mas é possível mudar isso

Ouso dizer que vivemos a “era do grito”, haja vista as farpas que se trocam, principalmente através das redes sociais. Muitas pessoas respondem agressivamente aos posts alheios, sentindo-se protegidos pela tela do computador, como se estivessem no anonimato, tal é a violência com que se expressam virtualmente. No dia-a-dia, da mesma forma, o estresse tomou conta da maioria das pessoas, pois muitas delas vivem de cara amarrada, soltando fogo pelas ventas.
E a gente se fragiliza, sente-se mal, porque esse mal estar todo que permeia os relacionamentos interfere em nossa autoestima, em nosso respirar, em nossa essência. E a gente se machuca, fica triste, porque não vê mais gentilezas, não recebe gratidão, nem sorrisos sinceros. Porque já temos tanta bagagem pra carregar, já criamos tantos problemas por nossa conta mesmo, que ninguém mais precisaria nos perturbar com assuntos que não são nossos.
Infelizmente, jamais teremos poder algum sobre o comportamento das pessoas à nossa volta, uma vez que ninguém parece querer poupar ninguém, hoje em dia, muito menos escolher as palavras e ponderar no tom de voz ou da escrita. O que poderemos – e deveremos – fazer é controlar a nós mesmos, tentando equilibrar nossos sentimentos enquanto vamos recebendo as porradas que teremos pela frente. Se o outro não tem freios, nosso íntimo que o freie.
Fato é que a forma como a violência e a agressividade são acolhidas determinarão o grau de sua intensidade no outro. Caso os gritos ecoem no vazio, caso os arroubos agressivos não encontrem terreno onde se instalar, a dor não vai para a frente. Isso quer dizer que a maneira como nós recebemos o que nos oferecem é o que importa, pois seguramos em nós apenas o que quisermos. Não é fácil, mas será essencial ignorar aquilo de ruim e inútil que chegar até nós, com elegância e firmeza.
Embora iremos nos decepcionar com as pessoas e com o que dizem – com a maneira como dizem -, não poderemos acumular a negatividade que nos rodeia aqui dentro, ou nos tornaremos a cada dia menos fortalecidos para buscar os nossos sonhos. Teremos que lutar com o que temos, assim como deveremos deixar as pessoas se virarem com o que possuem, com a violência que carregam. Além disso, sempre haverá jardins gentis e coloridos onde poderemos repousar as nossas forças, junto a quem sabe argumentar sem agredir a ninguém.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Papa: obra de misericórdia não é fazer algo para descarregar a consciência


Papa Francisco na Capela Santa Marta
05/06/2017 12:19
Cidade do Vaticano (RV) - As obras de misericórdia não sejam um dar esmolas para descarregar a consciência, mas um participar do sofrimento dos outros, mesmo a seu próprio risco e deixando-se incomodar. Foi o que disse o Papa na missa desta manhã de segunda-feira na Casa Santa Marta.
 
O ponto de partida da homilia do Papa Francisco foi a primeira leitura do Livro de Tobias. Os hebreus foram deportados para a Assíria: um homem justo, chamado Tobit, ajuda compatriotas pobres e - com o risco da própria vida - secretamente enterra os hebreus que são mortos impunemente. Tobit fica triste diante do sofrimento dos outros. Daqui a reflexão sobre 14 obras de misericórdia corporais e espirituais. Realizá-las - explica Francisco - não significa somente compartilhar o que se tem, mas compadecer:
“Isto é, sofrer com quem sofre. Uma obra de misericórdia não é fazer algo para descarregar a consciência: uma boa ação, assim estou mais tranquilo, tiro um peso das costas... Não! É também sofrer a dor dos outros. Compartilhar e compadecer: caminham juntos. É misericordioso aquele que sabe compartilhar e também se compadecer os problemas de outras pessoas. E aqui a pergunta: “Eu sei compartilhar? Eu sou generoso? Eu sou generosa? Mas também, quando vejo uma pessoa que está sofrendo, que está em dificuldade, também eu sofro? Sei colocar-me nos sapatos dos outros? Na situação de sofrimento?".
Aos judeus era proibido enterrar seus compatriotas: eles mesmos poderiam ser mortos. Então Tobit corria perigo. Realizar obras de misericórdia - disse o Papa - não significa apenas partilhar e ter compaixão, mas também arriscar:
“Mas, muitas vezes se corre o risco. Pensemos aqui, em Roma. Em plena guerra: quantos  se arriscaram, começando por Pio XII, para esconder os hebreus, para que não fossem mortos, para que não fossem deportados. Eles arriscaram a sua pele! Mas era uma obra de misericórdia, salvar a vida daquelas pessoas! Arriscar".
O Papa Francisco enfatiza dois outros aspectos. Quem faz obras de misericórdia pode ser ridicularizado por outros - como aconteceu com Tobias - porque é considerada uma pessoa que faz coisas loucas, em vez de estar tranquilo. E é alguém que se incomoda:
“Fazer obras de misericórdia é desconfortável. “Mas, eu tenho um amigo, um amigo doente, gostaria de visitá-lo, mas ... não tenho vontade ... prefiro descansar ou assistir TV ... tranquilo...”. Fazer obras de misericórdia é sempre desconfortável. É inconveniente. Mas o Senhor sofreu a inconveniência por nós: foi para a cruz. Para nos dar misericórdia”.
Quem “é capaz de fazer uma obra de misericórdia” - disse o Papa - é “porque sabe que ele recebeu misericórdia antes; que foi o Senhor a conceder misericórdia a ele. E se nós fazemos essas coisas, é porque o Senhor teve misericórdia de nós. E pensemos aos nossos pecados, aos nossos erros e a como o Senhor nos perdoou; perdoou-nos tudo, teve esta misericórdia” e “nós façamos o mesmo com os nossos irmãos”. “As obras de misericórdia - concluiu Francisco - são as que tiram você do egoísmo e nos fazem imitar Jesus mais de perto”. (SP)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Pastoral da Ecologia: na luta por um mundo melhor

Fonte: site A12

“A destruição do ambiente humano é um fato muito grave, porque, por um lado, Deus confiou o mundo ao ser humano e, por outro, a própria vida humana é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação. Toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas ‘nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades’”. 
meio ambiente ecologia
Esse foi o apelo do Papa Francisco na encíclica Laudato si. O pedido leva em consideração a gravidade dos problemas ambientais e a inconsciência generalizada. Para muitos a relação entre Igreja e Ecologia não é algo tão simples, mas existem muitos trabalhos eclesiais que manifestam a preocupação com as questões ambientais e realizam ações para que haja maior consciência da população diante da atual realidade.
No Brasil, por exemplo, algumas Campanhas da Fraternidade já evidenciaram a importância de discutir a questão e inúmeras dioceses já compreenderam a urgência do planeta e iniciaram um trabalho específico com a Pastoral da Ecologia. 
Foi o que ocorreu na Arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2013, com um grupo de fiéis da Paróquia São José e Nossa Senhora das Dores, no bairro do Andaraí. Mobilizados e preocupados com a falta de conscientização da população, deram corpo e voz para essa missão fundamental do ser humano com a Criação. O que segundo Francisco é “tarefa dos cristãos, não só dos ecologistas”. 
O trabalho na paróquia do Andaraí surgiu a partir da inspiração do engenheiro civil José Luiz Miranda, um paroquiano, que percebeu, em um momento de oração, que mesmo com todo o esforço dos trabalhos pastorais católicos, uma causa estava sendo deixada de lado: a ecologia. Então deu início a esse trabalho com o apoio do seu pároco. 
O grupo é composto por profissionais de diversas áreas como biologia, engenharia, administração, assistência social e pedagogia. 
Pastoral da Ecologia ou Pastoral do Meio Ambiente tem como proposta sensibilizar e desenvolver ações em prol da defesa da vida no planeta, sobretudo aquela sob grave ameaça, propiciando maior senso de justiça ambiental e de corresponsabilidade com a preservação e proteção dos diferentes biomas, da biodiversidade e do cuidado com todos os seres.
Pastoral da Ecologia do Rio enviou ao A12.com uma lista de práticas que cada paróquia e comunidade pode realizar a partir desse trabalho pastoral. A ideia é mostrar como pode ser feito um trabalho de qualidade além de incentivar o surgimento dessa iniciativa nas comunidades de todo o país. Veja a lista e mãos à obra! 
Pastoral da Ecologia lista de propostas

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

PADRE PIO INTERCEDE E TROCA O CÉREBRO GRAVEMENTE DOENTE POR NOVO




O doutor Francesco Fontana, tabelião de Florença, recorda que, durante uma de suas idas a San Giovanni Rotondo, o doutor Sanguinetri confiou-lhe que uma paciente sua de vinte anos, atingida por uma GRAVE DOENÇA CEREBRAL, JÁ NÃO REAGIA A MEDICAMENTOS, sendo necessário operá-la o quanto antes.

Sanguinetti ponderava se devia fazer a intervenção em Roma ou Bari. Por essa razão, decidiu consultar o Padre Pio.

O doutor Fontana e o pai da paciente o acompanharam ao convento. Ao entrar na cela do Padre Pio e relatar-lhe o caso da jovem, o capuchinho exclamou: “Ah... inspirações eu não tenho!”.

Quando escutou essas palavras, o pai da paciente começou chorar.

Visivelmente comovido, o Padre Pio incorporou-se energicamente para dizer ao idoso: “Eh... não chore! Leve-a a Bari!”

Em seguida sussurrou: “E esperemos que antes de chegar ali...”

Não disse mais nada; olhou o doutor Sanguinetti e se despediu de todos.

A paciente foi trasladada para Bari em uma ambulância. A viagem foi dramática, por causa das fortes dores de cabeça e da febre altíssima da jovem. Mas, antes de chegar a Bari, repentinamente, parou de se queixar, passando a ter um ar distendido e sereno. Pediu inclusive para levantar-se da cama, alegando sentir-se bem.

O médico obrigou-a a permanecer recostada, pensando que talvez estivesse delirando. Mas, diante da insistência da jovem, comprovou que não havia nem rastro da febre nem das dores, e que seu aspecto era também normal.

Ao chegar à clínica de Bari, o especialista submeteu a jovem a todos os exames pertinentes, após os quais CONCLUIU. DESCONCERTADO: “NÃO ENTENDO POR QUE A TROUXERAM AQUI; NÃO APENAS ESSE ÓRGÃO ESTÁ PERFEITO COMO NUNCA ESTEVE DOENTE”.

No dia seguinte, os doutores Sanguinetti e Fontana coataram ao Padre Pio o que ocorrera, brincando e lamentando ao mesmo tempo por terem ficado em maus lençóis com o médico de Bari.

O Padre Pio se divertiu também, exclamando com um grande sorriso: “Demos graças a Deus! Demos graças a Deus!”.

Fonte: ZAVALA, J. M. Padre Pio: os milagres desconhecidos do santo dos estigmas. São Paulo: Paulus, 2012.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

GENTILEZA, BONDADE, COMPAIXÃO - QUALIDADES INATAS QUE PRECISAMOS TREINAR PARA NÃO ESQUECERMOS

Fonte: site greenme.com.br

  • por Alice Branco
gentileza bondade compaixão
Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva, demonstrou que é possível treinar nosso cérebro para a bondade e a compaixão, com enormes benefícios para nós próprios e, consequentemente, para toda a humanidade.
Uma entrevista do cientista publicada no La Vanguardia nos diz que o básico para se ter um cérebro saudável é a bondade e, esse estado pode ser resultante de treinamento, através da meditação.
A história dessa pesquisa começa quando Davidson pesquisava os mecanismos cerebrais que acontecem nas situações de ansiedade e depressão e cruzou seus passos com a necessidade de aprender a meditar e treinar sua mente - viajou para a Índia, se enfronhou no Budismo, conheceu o Dalai Lama e, como ele diz:
“Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas”.
Segundo Davidson constatou por exames laboratoriais realizados em meditadores, as alterações atingem, inclusive, a expressão genética do indivíduo que a prática.
Conversar com o Dalai Lama, a quem conheceu pessoalmente em 1992, foi decisivo para a mudança de rumo de quais parâmetros deveríamos pesquisar - abriu seu campo para avaliar, no cérebro, as alterações produzidas pelo cultivo da gentileza, da ternura, da compaixão.
“Admiro seu trabalho – ele [Dalai Lama] me disse -, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”.

Empatia e compaixão são duas coisas diferentes

Segundo Davidson, “há uma diferença substancial entre empatia e compaixão. A empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. A compaixão é um estado superior. É ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento.”
E concluiu que os circuitos neurológicos que levam à empatia ou à compaixão também são diferentes.

Gentileza e ternura pertencem ao circuito da compaixão

Na entrevista, Davidson afirma que: ”Uma das coisas mais importantes que descobri sobre a gentileza e a ternura é que se pode treiná-las em qualquer idade. Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes, melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles.”
Esse treinamento, com crianças e jovens, é importante para a redução substancial do bullying nas escolas.
Mas, o desenvolvimento da compaixão ativa também a capacidade de se agir para aliviar o sofrimento.

Demonstração científica pode convencer muita gente

Davidson procura influenciar essa mudança nos meios científico e político pela apresentação dos resultados de uma pesquisa que fez com bebês de diversas culturas diferentes - ele comprova que a amabilidade, a generosidade, a cooperação são inatas em todos nós mas, também, que são frágeis e, caso não sejam cultivadas, se perdem.
Por isso é importante o treinamento, permanente, da bondade, da compaixão, da gentileza e, na verdade, esse transcende a prática da meditação pois, é preciso que tenhamos o propósito de cultivar, exatamente, esses valores inatos, expandi-los, em ações e pensamentos - isso se chama “aumentar o nível de boa energia circundante”.
A pesquisa de Richard Davidson está centrada nas bases neurais da emoção e nos meios científicos para promover o florescimento humano, dentre os quais estão a meditação e as práticas contemplativas.
Richard Davidson é fundador e presidente do Centro de Investigação de Mentes Saudáveis na Universidade de Wisconsin-Madison e orienta diversas pesquisas interdisciplinares com rigor científico sobre as qualidades positivas da mente (gentileza, bondade, compaixão)