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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Que os evangelizadores não sejam carreiristas!!





Papa Francisco na Missa na Santa MartaPapa Francisco na Missa na Santa Marta  (Vatican Media)

Que os evangelizadores não sejam carreiristas!

Na homilia da Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre as três dimensões da evangelização: anúncio, serviço e gratuidade.
Barbara Castelli – Cidade do Vaticano
A evangelização tem três dimensões fundamentais: o anúncio, o serviço e a gratuidade. Foi o que sublinhou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, 11, na capela da Casa Santa Marta.

Escolhas que não transformam o coração 

 

Inspirando-se nas leituras do dia, o Pontífice esclarece que o Espírito Santo é o “protagonista” do anúncio, que não apresenta uma simples “pregação” ou a “transmissão” de algumas ideias, mas é um movimento dinâmico capaz de “transformar os corações”, graças à ação do Espírito.
Ouça e compartilhe!
“Vimos planos pastorais bem feitos, perfeitos – precisa Francisco – mas que não eram instrumento de evangelização”, simplesmente porque eram finalizados em si mesmos, “incapazes de transformar os corações”:
"Não é uma atitude empresarial que Jesus nos manda ter, com uma atitude empresarial, não. É com o Espírito Santo. Isso é coragem. A verdadeira coragem da evangelização não é uma teimosia humana, assim... Não. É o Espírito Santo que nos dá coragem e leva você em frente".

Na Igreja é preciso servir

 

A segunda dimensão da evangelização destacada pelo Papa, é a do serviço, oferecido também “nas pequenas coisas”.
Equivocada, de fato, é a presunção de querer ser servido depois de ter feito carreira, na Igreja ou na sociedade: “o subir na Igreja – acrescenta – é um sinal que não se sabe o que é a evangelização”: “aquele que manda, deve ser como aquele que serve”:
“Nós podemos anunciar coisas boas, mas sem serviço não é anúncio, parece, mas não é. Porque o Espírito não somente leva você me frente para proclamar as verdades do Senhor e a vida do Senhor, mas leva você também aos irmãos, irmãs, para servi-los. Também nas coisas pequenas. É feio quando nos deparamos com evangelizadores que se fazem servir e vivem para serem servidos. É feio. São como príncipes da evangelização”.

Gratuidade da evangelização

 

Por fim, a gratuidade, porque ninguém pode redimir-se pelos próprios méritos. “Gratuitamente recebestes – nos recorda o Senhor - gratuitamente deveis dar”:
Todos nós fomos salvos gratuitamente por Jesus Cristo e portanto devemos dar gratuitamente. Os agentes pastorais da evangelização devem aprender isto, a vida deles deve ser gratuita, a serviço, ao anúncio, conduzidos pelo Espírito. A própria pobreza os impele a abrirem-se ao Espírito

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conheça as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Imagem relacionada“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”

Atualizada em 02/06/2016 às 09:26

(Imagem: ACI Digital)
“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem Jesus revelou as promessas que realizará aos devotos de seu Sagrado Coração.





As 12 principais promessas do Sagrado Coração de Jesus são:
1. Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte.
5. Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos.
6. Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
8. As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição.
9. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração.
12. A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Condições para obter as graças prometidas pelo Sagrado Coração de Jesus:
1. Receber sem interrupção a Sagrada Comunhão durante as nove primeiras sextas-feiras consecutivas.
2. Ter a intenção de honrar o Sagrado Coração de Jesus e de alcançar a perseverança final.
3. Oferecer cada Sagrada Comunhão como um ato de expiação pelas ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento.
Oração ao Sagrado Coração de Jesus
Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Sagrado Coração de Jesus, em Vós eu confio!

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Papa: "Compreender os pecadores e nunca negociar a verdade"


Papa celebra a missa com um grupo de fiéis - OSS_ROM
20/05/2016 11:21
Cidade do Vaticano (RV) – Manifestar a verdade de Deus não deve se desassociar da compreensão das fraquezas humanas. É o que Jesus ensina no Evangelho e que o Papa ressaltou, comentando, na Missa na Casa Santa Marta, esta sexta (20/05) o trecho evangélico em que Jesus fala com os fariseus sobre o adultério. Francisco afirmou que Cristo supera a visão humana que reduz a visão de Deus a uma ‘equação casuística’.
 
O Evangelho é repleto de ‘ciladas’, como quando os fariseus e os doutores da lei tentam enganar Jesus, fazendo-o cair em contradição, ameaçando a sua autoridade e a confiança de que goza entre o povo. Uma das ‘emboscadas’ contidas no Evangelho do dia fala dos fariseus que perguntam a Jesus se é lícito repudiar a própria esposa.
Verdade, e não casuística
O Papa Francisco a definiu ‘a cilada da casuística’, montada por um ‘pequeno grupo de teólogos iluminados’ convencidos de possuir toda a ciência e a sabedoria do povo de Deus. Um risco do qual Jesus escapa indo ‘além’, indo até ‘a plenitude do matrimônio’.
E já o havia feito no passado com os saduceus, em relação à mulher que tinha tido sete maridos, mas que na ressurreição não será esposa de nenhum, porque no céu não se tem ‘mulher nem marido’.
Naquele caso Cristo, observou o Papa, se referiu à ‘plenitude escatológica’ do matrimônio. Com os fariseus, ao contrário, ‘vai à plenitude da harmonia da criação’. ‘Deus os criou homem e mulher, os dois serão uma só carne’.
“Não são mais dois, mas uma só carne. Assim, ‘o homem não divida o que Deus uniu. Seja no caso do levirato, seja neste, Jesus responde da verdade esmagadora, da verdade contundente – esta é a verdade! – da plenitude sempre! E Jesus nunca negocia a verdade. E estes, este pequeno grupo de teólogos iluminados, negociavam sempre a verdade, reduzindo-a à casuística. Jesus não negocia a verdade e esta é a verdade sobre o matrimônio, não existe outra”.
Verdade e compreensão
“Mas Jesus – prossegue Francisco – é tão misericordioso, tão grande, que jamais, jamais, fecha a porta aos pecadores. Por isso, não se limita a expressar a verdade de Deus, mas pergunta também aos fariseus o que Moisés estabeleceu na lei. E quando os fariseus lhe repetem que contra o adultério é lícito escrever ‘um ato de repúdio’, Cristo replica que aquela norma foi escrita ‘para a dureza do seu coração’. Ou seja, explicou o Papa, Jesus distingue sempre entre a verdade e a fraqueza humana, sem rodeios”.
“Neste mundo em que vivemos, com esta cultura do provisório, a realidade do pecado é muito forte, mas Jesus, recordando Moisés, nos diz: ‘Se há dureza do coração, se há pecado, algo se pode fazer: o perdão, a compreensão, o acompanhamento, a integração, o discernimento destes casos... Mas a verdade não se pode vender nunca! E Jesus é capaz de dizer esta verdade tão grande e, ao mesmo tempo, ser tão compreensivo com os pecadores, com os fracos”.
Perdoar não é uma equação
Assim, sublinhou Francisco, estas são as duas coisas que Jesus nos ensina: a verdade e a compreensão, o que os ‘teólogos iluminados’ não conseguem fazer porque estão fechados na cilada da ‘equação matemática ‘pode?’ ou ‘não pode?’ e, portanto, são incapazes de horizontes maiores e de amar a fraqueza humana.
É suficiente ver – concluiu o Papa – a delicadeza com a qual Jesus trata a adultera quando está para ser lapidada. ‘Eu também não te condeno; vai e de agora em diante, não peque mais’.
“Que Jesus nos ensine a ter, com o coração, uma grande adesão à verdade e também com o coração, uma grande compreensão e acompanhamento a todos os nossos irmãos que estão com dificuldades. E este é um dom, isto o ensina o Espírito Santo, não estes doutores iluminados, que para nos ensinar, precisam reduzir a plenitude de Deus a uma equação casuística. Que o Senhor nos dê esta graça”. 
(CM)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

"Que o tempo no cárcere seja experiência de crescimento"


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Cidade do Vaticano (RV) - “Não se fechem no passado; transformem-no em caminho de crescimento, de fé e de caridade. Deem a Deus a possibilidade de fazê-los brilhar através desta experiência”. É o que escreve o Papa em uma carta aos detentos do cárcere de Velletri, nas proximidades de Roma. A carta de Francisco é uma resposta à mensagem recebida pelo Bispo Dom Marcello Semeraro em sua visita à prisão, em 5 de março passado, quando celebrou uma missa. 

“Agradeço por pensarem em mim em meio às dificuldades da sua vida atual”, afirma o Papa. “Confesso que eu também muitas vezes penso em vocês e nas pessoas que vivem nas prisões. “É por isso que quando faço visitas pastorais, peço sempre – quando é possível – para encontrar irmãos e irmãs como vocês, que vivem uma liberdade com limites, para levar o meu carinho e a minha proximidade”.

“Vocês vivem uma experiência na qual o tempo parece estar parado, parece que não passa nunca, mas a dimensão real do tempo não é a do relógio. Estejam certos de que Deus nos ama pessoalmente; para Ele a sua idade e cultura não têm importância, nem mesmo o que vocês foram, as coisas que fizeram, as metas que alcançaram, os erros que cometeram, as pessoas que feriram”.
“Na história da Igreja, muitos chegaram à santidade através de experiências duras e difíceis”, conclui o Papa, fazendo um convite aos detentos: “Abram a porta de seu coração a Cristo e será Ele a reverter a sua situação”. 
O cárcere de Velletri foi construído em 1999 e abriga atualmente 505 detentos, em dois pavilhões.
(CM)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Jejum: uma prática em desuso?


Publicado em 29/3/2015 por: Maria Clara Bingemer
Dizem que, enquanto um terço da humanidade passa fome, há pelo menos outro terço que come mais do que o necessário e sofre de obesidade. E há outra expressiva quantidade de pessoas que vivem de dieta, fazendo regime para emagrecer, correndo atrás da última novidade para adquirir o corpinho das modelos que vê na televisão. Sem falar no outro grupo de pessoas que adoece e morre de anorexia. Por outro lado, há o jejum, praticado por motivos religiosos, sobretudo, mas também éticos e políticos.
Qual o sentido de jejum? O dicionário nos ajuda com algumas definições: abstinência ou abstenção total ou parcial de alimentação em determinados dias, por penitência ou prescrição religiosa ou médica; privação ou abstenção de alguma coisa.
Dentro de certas escolas filosóficas greco-romanas e fraternidades religiosas jejuar, como um aspecto de ascese, foi aproximado à convicção de que a humanidade tinha experimentado um estado primordial de perfeição que foi perdida por uma transgressão original. Por várias práticas ascéticas como jejuar, praticar a pobreza voluntária e a penitência, o indivíduo poderia restabelecer um estado onde a comunicação e a união com o divino foram tornadas possíveis novamente.
Consequentemente, em várias tradições religiosas, um retorno a um estado primordial de inocência ou felicidade ativou várias práticas de ascese julgadas necessárias ou vantajosas, provocando tal retorno. Para tal se agrupa a suposição subjacente básica de que aquele jejum era de algum modo propício para iniciar ou manter contato com Deus. Em alguns grupos religiosos (por exemplo, Judaísmo, Cristianismo e Islã) jejuar gradualmente se tornou um modo de expressar devoção e adoração a um ser divino específico.
Além da suposição subjacente básica de que jejuar é uma preparação essencial para revelação divina ou para algum tipo de comunhão com o transcendente ou o sobrenatural, muitas culturas acreditam que o jejum é um prelúdio em tempos importantes na vida de uma pessoa. Purifica ou prepara a pessoa (ou grupo) para maior receptividade em comunhão com o espiritual.
Dentro da tradição judaica um só dia de jejum foi imposto pela lei de Moisés, o Yom Kippur, o Dia do Perdão (Lv. 16:29-34), mas foram acrescentados quatro dias adicionais depois do exílio babilônico (Zac. 8:19), a fim de fazer memória de desastres que tinham acontecido. As escrituras judaicas fixaram o jejum dentro do contexto da vigilância no serviço de Yahveh (por exemplo, Lv. 16:29ff.; Jz. 20:26), e foi considerado elemento importante como preliminar para profecia (por exemplo, Moisés jejuou quarenta dias no Sinai; Elias jejuou quarenta dias quando foi ao Horeb).
No entanto, a Bíblia também entende o jejum em outra chave de leitura: a prática da justiça e a solidariedade com os oprimidos. O profeta Isaías, em seu capítulo 58, 3-10 diz:
De que nos serve jejuar, se tu não vês,
humilhar-nos, se não ficas sabendo?
Ora, no dia do vosso jejum, sabeis fazer bom negócio
e brutalizais todos os que por vós labutam.
Jejuais, mas procurando contenda e disputa
e golpeando maldosamente com o punho!
Não jejuais como convém num dia
em que quereis fazer ouvir no alto a vossa voz.
Deve ser assim, o jejum que eu prefiro,
o dia em que o homem se humilha?
Trata-se por acaso de curvar a cabeça como um junco,
de exibir na liteira saco e cinza?
É para isto que tu proclamas um jejum,
um dia favorável junto ao Senhor?
O jejum que eu prefiro, acaso não é este:
desatar os laços provenientes da maldade,
desamarrar as correias do jugo,
dar liberdade aos que estavam curvados,
em suma, que despedaceis todos os jugos?
Não é partilhar o teu pão com o faminto?
E ainda: os pobres sem abrigo, tu os albergarás;
se vires alguém nu, cobri-lo-ás:
diante daquele que é a tua própria carne, não te recusarás.
Então a tua luz despontará como a aurora,
e o teu restabelecimento se realizará o bem depressa.
Tua justiça caminhará diante de ti
e a glória do Senhor será a tua retaguarda.
Então tu clamarás e o Senhor responderá,
tu chamarás e ele dirá: Aqui estou!
Se eliminares de tua casa o jugo,
o dedo acusador o , a palavra maléfica,
se cederes ao faminto o teu próprio bocado,
e se aliviares a garganta do humilhado,
tua luz se levantará nas trevas,
tua escuridão será como o meio-dia.
Assim como o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, Jesus de Nazaré também relativiza o jejum formal (Mt. 6:16-6:18). E justamente porque o primordial é a prática da caridade. Vários textos neo-testamentários o demonstram (cf. Mt 6, 16-18), ao mesmo tempo em que afirmam que o dar de comer a quem tem fome não somente é o centro da mensagem evangélica, mas é critério fundamental para a salvação (cf. Mt 25, 36 ss).
Esta síntese cristã da prática ascética do jejum não desapareceu da espiritualidade cristã. Pelo contrário; tornou-se a prática ascética favorita dos monges do deserto. Homens e mulheres viram isto como uma medida necessária para livrar a alma dos apegos mundanos. A própria tradição cristã fixou e desenvolveu gradualmente jejuns sazonais, ou seja, próprios a uma determinada época do ano litúrgico.
Nos tempos que correm, onde o consumo é estimulado até o paroxismo, onde as ânsias viscerais e os frenesis possuidores se multiplicam, há vários jejuns que, se praticados, nos farão imenso bem. E refiro-me aqui não somente ao jejum alimentar. Mas ao jejum dos vícios, legais ou ilegais, quais sejam: o álcool, o fumo, a internet em quantidade desordenada e excessiva, o jogo, o consumo desenfreado. E tantos, tantos outros. Neste movimento de despojamento que o jejum dos impulsos vários que nossa ânsia consumista inventa e estimula, estaremos mais livres para receber e perceber as graças que Deus nos dá e as necessidades e dores que o irmão sofre.
Que um jejum sensato e criativo não seja uma prática em desuso para nós. Eis um saudável testemunho a dar neste início de milênio.