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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Padre Caffarel, “Não há vida sem exigência”!

Fonte: tema de estudo 2018, pagina 124

O Padre Caffarel, em seu texto intitulado “Não há vida sem exigência”, aborda o tema de viver com verdade nosso encontro com Jesus para a situação concreta de nossa reunião de equipe.

(Texto publicado na revista L’Anneau d’Or; maio-agosto 1956).

“UMA REUNIÃO DE EQUIPE que não seja desde o princípio um esforço em comum para encontrar Jesus, é algo muito diferente de uma reunião de uma Equipe de Nossa Senhora. Ser exigente, com uma exigência amorosa, não é tanto deleitar-se com os defeitos do outro (todo professor sabe bem) quanto favorecer no coração, como se atiça uma chama, o crescimento na entrega a Deus e ao próximo...

Enfim, que vosso amor seja paciente, com essa paciência camponesa que confia nas estações.

 Então vosso amor exigente dará seus frutos.
´Teu amor sem exigência me diminui; a tua exigência sem amor me revolta; teu amor exigente me engrandece`.

Quando os casais se exercitam no amor fraterno, pouco a pouco, seu coração se engrandece. E, progressivamente,seu amor conquista a casa, o bairro, o país... até chegar aos mais distantes lugares...
Onde os cristãos se amam, ali está a Igreja. Com a condição de que esta pequena comunidade se sinta parte da Igreja, dedicada ao serviço da Igreja.

O poder de intercessão dos cristãos quando estão reunidos é enorme. O amor fraternal tem uma fecundidade excepcional. Perto dele, o mal se retira e o deserto floresce.

Uma comunidade fraterna é um sinal de Deus para os homens. É sua mensagem mais importante, o que revela a vida íntima de Deus, sua vida trinitária. Não há discurso mais eloquente sobre Deus e ao mesmo tempo mais persuasivo que o espetáculo dos cristãos que “são um”, como o Pai e o Filho são um.

Que esta seja, pois, vossa obsessão: Fazer de vossa equipe um êxito de caridade.”

(Henri Caffarel)

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Convite para o Terço Mensal da SRB - 09/04 às 20h00

 


Queridos equipistas, ALANA e ALEXANDRE, alegria e paz!

No próximo dia 09 de Abril, às 20h00, teremos o nosso Terço Mensal da SRB, um momento especial de oração e união. Convidamos todos a se juntarem a nós para este momento de fé, onde pediremos juntos pela intercessão de Nossa Senhora.

Quando: 09/04, às 20h00

Onde: Assista ao vivo no nosso canal do YouTube

participação de todos é fundamental para fortalecer nossa união e espiritualidade. Cada um de nós tem um papel importante na construção da nossa comunidade de fé. Ao nos reunirmos em oração, fazemos com que a força da nossa intercessão se multiplique, tocando os corações de todos.

Além de participar ao vivo, aproveite para curtir nosso canal no YouTube e ativar o sininho para receber as notificações sempre que tivermos eventos ao vivo ou novos vídeos. Assim, você não perde nenhuma oportunidade de se unir a nós em oração e reflexão.

Contamos com sua participação para tornar este momento ainda mais especial e fortalecer nossa espiritualidade.

Com carinho,


Equipe da Super-Região Brasil


quarta-feira, 10 de julho de 2024

Pe. Henri Caffarel sobre o Encontro Internacional


O porquê da importância de um Encontro Internacional, explicado pelo Pe. Henri Caffarel aquando da realização da 1a Peregrinação Internacional das ENS, em 1954.

“UM GESTO QUE SE IMPÕE”

É uma das alegrias, um dos orgulhos desta nossa geração ter, se não descoberto, ter pelo menos tomado consciência das grandezas cristãs do Matrimónio. Amor conjugal, paternidade, maternidade, procriação, missão do casal, já não evocam para nós só realidades terrenas, mas realidades sacramentais, ou seja, realidades humanas transfiguradas pela graça, portadoras de graças, todas falando das realidades divinas.

Acabei de dizer que é um dos orgulhos da nossa geração. Sim, e isso é legítimo num sentido: procurámos, encontrámos, felicitamo-nos por ter encontrado. Mas, por vezes, há uma nota de ingenuidade e de presunção no nosso orgulho. Encontrámos, sim, mas porque Deus deu. Não somos nós que merecemos felicitações, é a Deus que é preciso agradecer.

Há muito tempo que eu sonhava com um grande gesto dos casais cristãos, através do qual eles iriam expressar publicamente o seu reconhecimento a Deus por serem deste tempo a que foram concedidas as suas luzes.

Esse gesto será a nossa peregrinação a Lourdes nos dias 5, 6 e 7 de Junho.

Gesto de reconhecimento para com Deus “autor de todo o dom”. Mas também gesto de reconhecimento para com a Igreja.

Demasiado influenciados por uma educação individualista, temos, por vezes, dificuldade em nos convencermos de que os dons de Deus não nos chegam senão na Igreja e através da Igreja – aquilo que São Cipriano traduzia por: Ninguém tem Deus por pai se não quiser ter a Igreja por mãe. Não foi em terras estrangeiras, há que entender bem, que fomos procurar essas riquezas do matrimónio, mas no inesgotável tesouro da nossa mãe, a Igreja. Recebemo-las das suas mãos.

Não temos o direito de as guardar como açambarcadores gananciosos. Uma vez que as recebemos da Igreja, é preciso que a Igreja seja a primeira beneficiária. O nosso reconhecimento não deve ser apenas uma palavra dos lábios, mas um dom de si.

Dom de si, vontade ardente e deliberada de pôr os nossos casais ao serviço da Igreja:

·         fazer dos nossos filhos seus filhos

·         oferecer-Lhe prontamente aqueles que Deus chamar para “o mais alto serviço”

·         trabalhar com todas as nossas forças no sentido de transmitir o que compreendemos do matrimónio a tantos casais que o ignoram e que o esperam

·         colaborar na sua tarefa missionária, a começar pelas nossas paróquias.

Perguntar-me-ão: porquê Lourdes? Porque este é o Ano Mariano. Porque as nossas Equipas estão sob a protecção de Maria e fazem questão de a ter como testemunha e garante do seu reconhecimento e da sua promessa.

In Henri Caffarel, Editorial publicado na «LETTRE MENSUELLE DES ÉQUIPES NOTRE-DAME» em Janeiro de 1954.



fonte: https://torino2024.equipes-notre-dame.com/pt-pt/pe-henri-caffarel-sobre-o-encontro-internacional/

terça-feira, 30 de abril de 2024

Père Caffarel


Qui était donc le Père Henri Caffarel ? Né en 1903 à Lyon, mort en 1996,
ordonné prêtre à Paris en 1930, il est surtout connu comme le fondateur
des Equipes Notre-Dame, mouvement catholique qui rassemble des
couples mariés qui désirent approfondir
et pleinement vivre leur sacrement de mariage. Officiellement lancées en 1938,
les Equipes Notre-Dame sont reconnues par le Conseil pontifical pour les laïcs et
réunissent aujourd'hui des dizaines de milliers de couples à travers le monde.

Le Père Caffarel est également le fondateur d'une revue de spiritualité
conjugale et familiale, L'Anneau d'Or, du Centre de Préparation au Mariage
et des « Cahiers de L'Oraison », centrés sur l'approfondissement de la
prière. Le 25 avril 2006, soit près de dix ans après sa mort, le cardinal
André Vingt-Trois, alors archevêque de Paris, décide d'ouvrir la cause de
béatification du Père Caffarel. Pour quelles raisons souhaite-t-on encore
aujourd'hui sa béatification ? Où en est le ce procès ? Que sont et que
font aujourd'hui les Equipes Notre-Dame ? Pour y répondre, Régis Burnet
reçoit le Père Paul-Dominique Marcovits, postulateur de la cause de
béatification du Père Caffarel, ainsi qu'Antoine et Camille Renaud
membres des Equipes Notre-Dame.

Quem foi o Padre Henri Caffarel? Nasceu em 1903 em Lyon, morreu em 1996,

 ordenado sacerdote em Paris em 1930, é mais conhecido como o fundador

 das Equipes de Notre-Dame, movimento católico que reúne casais que desejam aprofundar  e viver plenamente o sacramento do matrimônio. Lançado oficialmente em 1938,as Equipes Notre-Dame são reconhecidas pelo Pontifício Conselho para os Leigos ehoje reúnem dezenas de milhares de casais em todo o mundo.

 

 Padre Caffarel é também fundador de uma revista de espiritualidade casamento e família, O Anel de Ouro, do Centro de Preparação para o Casamento e “Cahiers de L’Oraison”, centrados no aprofundamento da  rezar. No dia 25 de abril de 2006, quase dez anos depois da sua morte, o Cardeal  André Vingt-Trois, então arcebispo de Paris, decidiu abrir a causa da  beatificação do Padre Caffarel. Por que razões ainda queremos  hoje sua beatificação? Onde está esse julgamento? O que são e o que  as equipes de Notre-Dame estão fazendo hoje? Para responder, Régis Burnet recebe o Padre Paul-Dominique Marcovits, postulador da causa da beatificação do Padre Caffarel, bem como de Antoine e Camille Renaud

membros das Equipes Notre-Dame.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Por que entrar nas Equipes de Nossa Senhora é perigoso?



Quando ainda não tínhamos a Carta (Os Estatutos), as equipes corriam o perigo que espreita todo Movimento cuja mística não é alicerçada sobre obrigações (Pontos Concretos de Esforço): os ânimos se inflamam no sopro desta mística, mas a vida continua estagnada. Graças à Carta, hoje os equipistas estão firmemente sustentados  pelas obrigações (PCEs). Mas, atenção para este novo perigo: esvaziar as obrigações de seu espírito. 

É preciso, de fato, temer que a prática das obrigações se torne um fim, um ideal, o máximo, e que pareça aos membros das equipes de que a perfeição cristã consiste em cumprir as obrigações da Carta. Eles se considerarão perfeitos e dormirão confortavelmente sobre o travesseiro da autossatisfação e da consciência tranquila... Recentemente, recebi uma carta provando-me que este perigo não é ilusório. Ela vem de um casal de grande estatura humana e espiritual. 

Eis o que ele me escreveu: “Deixamos a nossa Equipe de Nossa Senhora depois de ter feito parte dela por muitos anos. Sentíamo-nos sufocados: tínhamos a impressão de que vivíamos em um mundo fechado em seus pequenos problemas, em um mundo que não queria ver as reais necessidades do ideal evangélico. A observância da Carta tornava-se, em determinados dias, como um biombo de hipocrisia que deixava que cada um ficasse contente consigo mesmo de forma barata e fechasse os olhos e os ouvidos para todos os questionamentos da sociedade atual”. Da mesma forma, aconteceu comigo mais de uma vez, em viagem, ouvir críticas relacionadas com uma equipe: acusavam-na de ser fechada, de constituir “o clã dos justos”, a “seita dos puros”. 

Eu sei que a maioria das equipes não merecem essas críticas. Mesmo assim, não posso deixar de me fazer essa pergunta angustiante: Nossas equipes são elas formadoras de cristãos, ou produzem fariseus? [...] A finalidade (das equipes) é a vida cristã em sua plenitude, assim como é definida na primeira página da Carta: “Sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito”.

Editorial da Carta Mensal francesa, nº 3, ano XIII, dezembro de 1959. Padre Caffarel

Capítulo 4 tema de estudo 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Igreja Católica lança serviço de escuta e oração em Porto Alegre

Igreja Católica lança serviço de escuta e oração em Porto Alegre

14.05.2020

A Igreja Católica lança na próxima segunda-feira (18) o TelePaz, serviço telefônico que buscará atender todos que desejam um momento para expressar as preocupações trazidas pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e uma companhia para rezar. Com apoio e suporte técnico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a iniciativa atenderá de segunda a domingo, das 9h às 12h, das 15h às 19h e das 20h às 23h e estará aberto a todos os interessados por meio do telefone (51) 3320-3800.

 

O TelePaz não tem caráter de aconselhamento, dedicando-se apenas à escuta e oração.  Os atendimentos serão realizados por pessoas vinculadas à Igreja Católica e com experiência neste tipo de acolhimento, prestando conforto a quem necessitar de amparo e apoio espiritual. As ligações não serão gravadas e haverá sigilo sobre tudo que for dito. 

 

“Queremos proporcionar uma oportunidade para as pessoas partilharem suas preocupações e angústias, especialmente diante do atual contexto. Desejar a paz, ou ‘shalom’, em hebraico, significa pedir que Deus conceda o que o ser humano mais precisa naquele momento. Para um doente, paz é saúde; para um desempregado, é trabalho; para um angustiado, é serenidade. Esta é a paz de Cristo que queremos compartilhar”, explica Dom Leomar Antônio Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre e coordenador do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Teologia da PUCRS.

 

O serviço é coordenado pelo padre Eduardo Kologeski, vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Porto Alegre.

 

Serviço:

 

O que: TelePaz - Serviço de escuta e oração da Igreja Católica em Porto Alegre.

Realização: Arquidiocese de Porto Alegre com apoio e suporte técnico da PUCRS.

Início: 18 de maio de 2020

Atendimento: segunda-feira a domingo, das 9h às 12h, das 15h às 19h e das 20h às 23h.

Telefone TelePaz: (51) 3320-3800

 

sábado, 9 de março de 2019

Equipes de Nossa Senhora - Orientações 2019 - “NÃO TENHAM MEDO, SAIAMOS...”,

Carta mensal 523


Queridos amigos equipistas, Primeiramente gostaríamos de desejar um ótimo e abençoado ano a todos.
Um novo ano se inicia e o Movimento mais uma vez nos oferece grandes possibilidades de crescimento através do Tema de Estudo e das Orientações para 2019.

Vejamos:
Iniciando uma nova etapa de formação, o Movimento através do Encontro de Fátima nos apresenta a orientação geral que deverá nortear os nossos temas nos próximos anos de 2019 a 2024.
Sendo assim, em 2019 o tema Reconciliação - Sinal de Amor está baseado na parábola do Filho Pródigo à luz do Evangelho de Lucas 15, 11-32. Esta foi qualificada como a obra mestra de todas as parábolas de Jesus, na qual o evangelista comenta situações que encerram variadas atitudes humanas e familiares, como a liberdade, a responsabilidade, a saudade, o retorno, a alegria, a festa, a reconciliação, a graça etc., que são traços universais da vida.

E com o lema: “Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos” (Lc 15, 20).
Isso quer dizer que: Não podemos ser indiferentes ao convite que a Igreja e o Movimento nos fizeram repetidamente nos últimos anos, para que respondamos
de forma coerente como corresponsáveis pela construção de um mundo guiado pelos valores que sustentam nosso caminho de fé, na graça sacramental de nossa conjugalidade.

É por isso que a orientação geral para os próximos seis anos, “NÃO TENHAM MEDO, SAIAMOS...”, procura concretizar a nossa condição de discípulos missionários, não como uma saída para a conquista de quilômetros ou números, não como uma saída para fazer proselitismo a fim de alimentar nossas vaidades, senão como uma saída que o fogo do Espírito nos leva a tocar e a ajudar a curar as feridas de nossas periferias que podem estar fora e, até mesmo, dentro do Movimento.

Esse sair não abandona nem negligencia, de modo algum, a nossa essência; pelo contrário, é uma saída que leva consigo tudo o que somos, que continua cuidando e cultivando este nosso Ser Equipista A orientação específica para o primeiro ano deste novo ciclo é um convite para servir dentro e fora do Movimento, sem ignorar nossas próprias fragilidades, que também necessitam ser atendidas, e sem deixar de cultivar nosso caminho espiritual.

A este respeito, somos encorajados pelas palavras do Papa Francisco, em sua recente Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate: “... Somos chamados a viver a contemplação mesmo no meio da ação, e santificamo-nos no exercício responsável e generoso de nossa missão” (GE 26).
A partir da animação que cada um de nós oferece em seu serviço, propomos três linhas de ação:

1. Saiamos para servir, discernindo.
2. Saiamos para servir, a partir da vivência plena dos PCE.
3. Saiamos para servir, conhecendo e divulgando.
 
Saiamos para servir, discernindo em nosso entorno os desafios que podemos responder como Movimento. Viver a Missão a partir do nosso carisma, abordando os desafios sobre os quais nos propomos a atuar, partirá sempre de três premissas:
a) Realizá-la em casal;
b) Compartilhá-la em Equipe;
c) Contando com o impulso e o respaldo do Movimento.
Há inúmeros desafios que podemos discernir dentro e fora do Movimento.
Para dentro do Movimento:
O crescimento que o Movimento alcançou nos últimos anos nos deve questionar sobre vários pontos:
• A nossa Província / Região / Setor tem sido uma parte ativa deste crescimento?
• De que forma estamos inculturando a proposta das ENS para realizar a expansão?
• As nossas Equipes e os quadros de Casais Responsáveis vivem fielmente a pedagogia do Movimento?
• Nossos quadros de Casais Responsáveis possuem uma sólida formação?
• Nossa Equipe e as Equipes do nosso Setor, Região, Província, Super- Região são verdadeiras Equipes de Nossa Senhora, onde se vivem o Carisma, a Mística e a Pedagogia com fidelidade?
Esta linha de ação não é apenas para os quadros de Casais Responsáveis; é uma revisão crítica e construtiva do nosso “ser equipista” em todos os níveis do Movimento.

Para fora do Movimento:
Incentivar e formar na arte do acompanhamento, promovendo novas iniciativas e fortalecendo as já existentes.
• Os primeiros anos de vida conjugal;
• As etapas de crises e dificuldades;
• As situações complexas derivadas de fracassos, abandonos e incompreensões;
• A preparação para o casamento;
• As segundas uniões (novas núpcias);
• As viúvas e os viúvos;
• Os idosos.
No Brasil já temos várias propostas que atendem a esse apelo como:
• As Experiências Comunitárias,
• As EJNS que trabalham com os jovens onde temos casais acompanhadores;
• As Comunidades Nossa Senhora da Esperança, que trabalham com viúvos, viúvas e pessoas sós;
• O “Crescer no Amor”, que trabalha com casais que coabitam e não têm o sacramento do matrimônio também acompanhados por casais equipistas;
• A Pastoral Familiar, que atua com os jovens casais, preparação para o matrimônio e casais de segunda união, com cerca de 75% de casais equipistas atuando.
E em todos esses serviços necessitamos de muitos operários ainda.
Devemos incentivar sempre, particularmente esse ano, a assumirem, na medida do possível, sua missão junto das respectivas comunidades, particularmente na Pastoral Familiar, a partir da vivência plena dos PCEs.


Saiamos para servir, a partir da vivência plena dos PCEs. Por isso, deve-se promover e trabalhar o sentido profundo da partilha do PCE na Reunião de Equipe. Na prática dos PCEs e na dinâmica da participação, aceitamos Cristo, permitimos que Ele nos envolva, para poder ser seu testemunho ao sair.
É um propósito concreto deste ano: fortalecer a vivência da partilha.
Neste ano iremos dar maior ênfase ao PCE Regra de Vida.
 
Saiamos para servir, conhecendo e divulgando. A riqueza que o Movimento sempre colocou ao nosso alcance deve ser disseminada, aproveitada e colocada
em prática, fazendo-a chegar a todos os equipistas de base.
Como podem ver, temos muito a fazer e a crescer na fé e na espiritualidade.

Mãos à obra.
 
Afetuoso abraço.
Lu e Nelson
CR Super-Região

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

OS MAGOS e a estrela de BELEM!

Posted: 06 Jan 2019 03:59 AM PST
Resultado de imagem para a estrela dos reis magos
Tendo nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos – homens sábios, conselheiros de reis – vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo”.
Viram a sua estrela e ela lhes indicou uma meta, assinalando um rumo: ir ao país dos judeus para adorar o Messias Rei. Fazia mais de mil anos que esse misterioso Rei universal havia sido anunciado pelos profetas, inclusive por um pagão, o amonita Balaão: Uma estrela sai de Jacó, um cetro levanta-se em Israel. Disso, no Oriente, muitos tinham ouvido falar. E os Magos sabiam.
***
Vimos a sua estrela. Não foi nada fácil ver aquela estrela. Observaram a cintilação de uma estrela nova e começaram a pesquisar o que significava. Podiam ter deixado de fazê-lo, para não complicar a vida.
Quando descobriram o que era, para eles foi uma chamada, e não duvidaram em fazer tudo o que era preciso para seguir o que essa mensagem de Deus lhes indicava.
Lá do Presépio, Deus também parece dizer-nos: “Por acaso você pensa que não tem estrela? Será que você veio a este mundo por engano, sem finalidade nem missão alguma para cumprir?”
A nossa estrela é a nossa vocação – de casado, de mãe ou pai de família, de sacerdote, de mestre…–, que sempre nos pede cumprir uma missão. Quando descobrimos essa luz, fica claro o sentido da nossa existência
No momento em que um casal cristão, por exemplo, descobre que o seu casamento é uma chamada de Deus, é uma vocação, então  a estrela. Em qualquer circunstância da vida, marido e mulher – se tiverem fé e boa vontade – poderão ouvir Deus que lhes diz: “Olhem para a estrela. Ela lhes marca o rumo. Deus conta com vocês. Sejam fiéis à sua estrela, aconteça o que acontecer!”
Seguir a estrela não é fácil, porque às vezes fica encoberta ou porque nos guia por caminhos difíceis. Assim aconteceu com os Magos. A estrela revelou-lhes o destino e meteu-os numa aventura exigente, mas depois desapareceu.
O caminho foi longo e áspero. Tiveram cansaço e hesitações, mas nada os deteve. Não traíram a estrela!
Quando chegam a Jerusalém, onde o rei dos judeus tinha o palácio, disseram simplesmente: Vimos a sua estrela e por isso viemos.
***
Os Magos  julgavam ter alcançado a meta, mas ficaram assombrados quando comprovaram que lá em Jerusalém ninguém sabia de nada. Nem os sacerdotes, nem o rei Herodes, nem o povo. Apesar disso, não desconfiaram da estrela, da chamada de Deus.
Firmes na sua fidelidade, eles só se preocuparam de indagar dos sábios de Israel onde seria o lugar do nascimento do Messias anunciado pelas profecias.
Responderam-lhes que a  Escritura indicava Belém. Imediatamente para lá se encaminharam com a mesma determinação com que tinham saído de casa e enfrentado as asperezas do caminho.
Então, a estrela que tinham visto no Oriente os foi precedendo, até chegar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição da estrela os encheu de profundíssima alegria.
Deus sempre cumula de alegria os que se esforçam por ser-lhe fiéis, especialmente se a fidelidade lhes custa sangue, suor e lágrimas. Deus lhes mostra então mais amor e lhes concede mil graças.
***
Vimos e viemos. Isso faz pensar. Quantas coisas nos sugere o exemplo dos Magos! Peçamos a Maria e José – fidelíssimos à sua vocação e à sua missão −  que nos ajudem a ser homens e mulheres que sabem ver … e ir.
Tomara que sempre possamos dizer: “Estou fazendo isto ou aquilo, me comportando assim, vencendo essa crise ou esse cansaço, porque vi, eu vi mesmo a estrela e entendi a razão porque Deus me pôs no mundo. Quero seguir essa luz divina, custe o que custar, pois aí está a verdade da minha vida e a garantia da minha felicidade”.

Resumo do trecho de um capítulo do livro de F. Faus Contemplar o Natal

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Dizer e fazer. Areia e rocha. Alto e baixo. A homilia do Papa Francisco na capela da Casa Santa Marta se inspira nesse jogo de palavras.

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Papa Francisco: o Senhor é a rocha sobre a qual construir a vida

Dizer e fazer. Areia e rocha. Alto e baixo. A homilia do Papa Francisco na capela da Casa Santa Marta se inspira nesse jogo de palavras.
Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano
Na homilia da missa matutina (06/12), o Papa Francisco, referindo-se ao trecho do Evangelho de hoje de Mateus e na Primeira Leitura extraída do livro do Profeta Isaías, indica uma série de palavras em contraste umas com as outras.
Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Dizer e fazer

As primeiras palavras, “dizer e fazer”, marcam dois caminhos opostos da vida cristã:
“O dizer é um modo de acreditar, mas muito superficial, na metade do caminho: eu digo que sou cristão, mas não faço as coisas do cristão. É um pouco – para dizê-lo simplesmente – maquiar-se como cristão: dizer somente é um truque, dizer sem fazer. A proposta de Jesus é concretude, sempre concreto. Quando alguém se aproximava e pedia conselho, sempre coisas concretas. As obras de misericórdia são concretas”.

Areia e rocha

As outras duas palavras em contraste são “areia e rocha”. A areia “não é sólida”, é “uma consequência do dizer”, um maquiar-se como cristão, uma vida construída “sem fundamentos”. A rocha, ao invés, é o Senhor.
É Ele, a força. Mas muitas vezes quem confia no Senhor não aparece, não tem sucesso, está escondido … mas é firme. Não tem a sua esperança no dizer, na vaidade, no orgulho, nos efêmeros poderes da vida … O Senhor, a rocha. A concretude da vida cristã nos faz ir avante e construir sobre aquela rocha que é Deus, que é Jesus; sobre o sólido da divindade. Não sobre as aparências ou as vaidades, o orgulho, as recomendações... Não. A verdade.

Alto e baixo

O terceiro binômio, alto e baixo, contrapõe os passos dos orgulhosos, dos vaidosos aos passos dos humildes. Recordando a primeira leitura extraída do livro do profeta Isaías, Francisco destacou que o Senhor “derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar chão. Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.
Este trecho do profeta Isaías parece o canto da Nossa Senhora, do Magnificat: o Senhor eleva os humildes, os que estão na concretude de todos os dias, e abate os soberbos, os que construíram a sua vida na vaidade, no orgulho...estes não duram.

Perguntas para o Advento

Neste Advento, concluiu o Papa, nos ajudarão algumas perguntas cruciais: "Eu sou cristão do dizer ou do fazer? Construo a minha vida sobre a rocha de Deus ou sobre a areia da mundanidade, da vaidade? Sou humilde, procuro caminhar sempre por baixo, sem orgulho, e assim servir o Senhor?".

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Papa: Ai dos cristãos hipócritas, que deixam Jesus na Igreja

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Na homilia da missa na Casa Santa Marta, o Papa convida a refletir sobre a hipocrisia dos justos, que vivem o cristianismo “como um costume social”.
Alessandro Di Bussolo – Cidade do Vaticano
Nós que nascemos numa sociedade cristã, corremos o risco de viver o cristianismo “como um costume social”, formalmente, com a “hipocrisia dos justos”, que têm “medo de deixar-se amar”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa convida todos a um exame de consciência, comentando o Evangelho de São Lucas e a advertência de Jesus aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum, que não acreditaram nele não obstante os milagres.
Jesus “está triste por ter sido rejeitado”, explicou Francisco, enquanto cidades pagãs como Tiro e Sidônia, vendo os seus milagres “com certeza teriam acreditado”. E chora, “porque essas pessoas não foram capaz de amar”, enquanto Ele “queria chegar a todos os corações com uma mensagem que não era uma mensagem ditatorial, mas era uma mensagem de amor”.

Cristianismo formal

Vamos nos colocar no lugar dos habitantes das três cidades, prosseguiu o Papa. “Eu que recebi muito do Senhor, nasci numa sociedade cristã, conheci Jesus Cristo, conheci a salvação”, fui educado à fé. E com muita facilidade me esqueço de Jesus. Depois, ao invés, “ouvimos notícias de outras pessoas que ouviram o anúncio de Jesus, se converte e o segue”. Mas nós, comentou o Pontífice, estamos “acostumados”.
E esta é uma atitude que nos faz mal, porque reduzimos o Evangelho a um fato social, sociológico, e não a uma relação pessoal com Jesus. Jesus fala a mim, fala a você, fala a cada um de nós. A pregação de Jesus é para cada um de nós. Como é possível que aqueles pagãos, que ao ouvirem a pregação de Jesus o seguem, e eu, que nasci aqui, numa sociedade cristã, me acostumo, e o cristianismo é como se fosse um costume social, uma veste que visto e depois a deixo? E Jesus chora sobre cada um de nós quando nós vivemos o cristianismo formalmente, não realmente.

Hipocrisia dos justos

Se agimos assim, esclareceu Francisco, somos um pouco hipócritas, com a hipocrisia dos justos.
Há a hipocrisia dos pecadores, mas a hipocrisia dos justos é o medo ao amor de Jesus, o medo de deixar-se amar. E, na realidade, quando nós fazemos isso, nós tentamos administrar a relação com Jesus. “Sim, eu vou à Missa, mas você fique na Igreja que eu depois vou para casa”. E Jesus não volta conosco para casa: na família, na educação dos filhos, na escola, no bairro…

Exame de consciência

E assim Jesus permanece lá na Igreja, comentou Francisco amargurado, “ou permanece no crucifixo ou na imagem”.
Hoje pode ser para nós um dia de exame de consciência, com este refrão: “Ai de ti, ai de ti”, porque eu dei muito, dei a mim mesmo, escolhi você para ser cristão, ser cristã, e você prefere uma vida pela metade, uma vida superficial: um pouco sim de cristianismo e água benta, mas nada mais. Na realidade, quando se vive esta hipocrisia cristã, o que nós fazemos é expulsar Jesus do nosso coração. Fazemos de conta tê-lo conosco, mas o expulsamos. “Somos cristãos, orgulhosos de sermos cristãos”, mas vivemos como pagãos.
Cada um de nós, concluiu o Papa, deve pensar: “Sou Corazim? Sou Betsaida? Sou Cafarnaum?”. E se Jesus chora, pedir a graça de chorar também nós. Com esta oração: “O Senhor me deu muito. O meu coração é tão duro que não o deixa entrar. Pequei de ingratidão, sou um ingrato, sou uma ingrata”. “E peçamos ao Espírito Santo que nos escancare as portas do coração, de modo que Jesus possa entrar e não só ouçamos Jesus, mas ouçamos a sua mensagem de salvação e “assim dar graças por tantas coisas boas que ele fez por cada um de nós”.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

TEXTOS DO PADRE CAFFAREL - tema de estudo


Outro ministério do casal é a hospitalidade.
 
Muitas vezes não foi levado em conta pelos casais cristãos, de maneira que não foi concebido como uma missão importante da Igreja, ainda que os apóstolos dissessem continuamente: 
“Praticai a hospitalidade” (...).

Para tantos de nossos contemporâneos, ser acolhido no coração de um verdadeiro lar é fundamental. A descoberta dos amores familiares - conjugal, paternal, maternal, filial, fraternal – os introduz em um mundo novo onde encontram o equilíbrio interno que precisamente lhes faltava, por não terem podido crescer em um meio tão insubstituível como é o de uma família feliz (...).



Devemos pensar que no Plano de Deus o lar cristão é uma “área de descanso” no caminho da Igreja. Sem saber, o infiel tem um primeiro contato com a Igreja, o pecador experimenta sua misericórdia, os pobres e abandonados descobrem sua maternidade. Não se sentem assustados por esta descoberta da Igreja, porque, segundo a expressão de um amigo: “o lar é o rosto sorridente e amável da igreja” (...).


Não há nada mais importante que fazer as famílias cristãs compreenderem que, pela hospitalidade e
acolhida, exercem uma mediação insubstituível entre o mundo e a Igreja.



(Padre Caffarel, “Não esqueçais a hospitalidade”,
L’Anneau d’Or, nº 107, setembro-outubro, 1962).

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Textos do Padre Caffarel - tema de estudo 2018 - capítulo 6

Às vezes nos encontramos frente a dois erros
frequentes quando tratamos do apostolado, a palavra
sem ação e a ação sem palavra. E a Bíblia nos
ajudaria a vê-los claro. Ao longo de todo o Antigo
Testamento, Deus fala e atua simultaneamente. Fala
para fazer conhecer seu pensamento, sua vontade,
seu amor. Atua na liberação dos hebreus do Egito,
socorre-os de múltiplas formas. E se revela tanto por
seus atos como por suas palavras. (...) E o próprio Jesus
Cristo fala e atua. (...)

Assim deve ser o cristão. Enquanto discípulo de Cristo,
deve falar e atuar. Tem que ser o primeiro a ajudar
os que sofrem, os que estão aflitos, os oprimidos; deve
dedicar-se às grandes tarefas humanas, entregar-se até
o sacrifício; mas também por meio da palavra deve revelar
o segredo dessa lembrança de si mesmo e esse
dom aos demais, o amor e a graça do Deus em que crê.
Tem que dar conhecimento da esperança que há nele.
(Henri Caffarel, L’Anneau d’Or, nº 109,
O leigo, portador da Palavra, janeiro-fevereiro 1963).