terça-feira, 29 de julho de 2014

AVISOS PAROQUIAIS


AVISOS PAROQUIAIS
O final da missa é um momento complicado para informações. Quando o padre diz: “por favor, sentem um pouco para ouvir os avisos paroquiais”, logo se ouve o cochicho rolando. São as pessoas reclamando, por terem que esperar cinco ou dez minutos, até que acabem os intermináveis e confusos avisos.
Se forem dados apenas três avisos, muito bem elaborados, um simples fiel conseguirá memorizar, pelo menos, um. Ao sair da igreja, provavelmente, já não lembrará dos outros dois avisos. É tempo perdido dar mais do que três avisos. É constatado que o fiel comum não lembra o Evangelho que foi proclamado e não lembra de nenhuma prece dos fiéis, que foi lida na missa. Se há vários avisos que são imprescindíveis, a solução é imprimir cópias em papel e distribuir no final da missa ou fixá-los no mural.
O aviso de missa tem que levar em conta que é um texto que é redigido para ser falado (código oral) por uma pessoa (emissor) e ouvido por outras (receptores). É um texto diferente daquele que é escrito para ser lido com os olhos (código criptografado) e compreendido pelo intelecto.
Um aviso eficiente segue as leis do marketing: anunciar uma novidade, despertar um interesse, mover para uma ação, ter um objetivo alcançado. Se um aviso de missa não motiva ninguém a participar de algum evento (retiro, encontro de formação, visita, palestra…), o aviso foi ineficiente.
 Técnica – um aviso tem que levar em conta a técnica de redação de uma notícia, priorizando a clareza e a objetividade. Uma boa dica é responder às seguintes perguntas:
O quê? (o que é a ação)
Quem? (quem realização a ação)
Quando? (quando acontece – dia, hora)
Onde? (Onde acontece – local)
Como? (como acontece)
Por quê? (o porque da ação, objetivos etc)
 Por exemplo: A Pastoral da Catequese está com inscrições abertas para a Primeira Eucaristia. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de maio, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Secretaria Paroquial. No ato da inscrição, é exigida uma taxa de cinco reais. As aulas terão início dia primeiro de junho.
Quem avisa – de preferência, um agente da Pastoral da Comunicação. Uma sugestão: antes da missa, o agente da Pascom recolha todos os avisos, faça uma seleção dos mais importantes e dê uma redação clara e objetiva.
Quando se avisa – depois da oração pós-comunhão, antes da bênção final; não no momento da ação de graças.
O que se avisa – na igreja, se avisa aquilo que tem a ver com a evangelização, com a pastoral, com a catequese, com a liturgia… O público-alvo dos avisos são os fiéis presentes na celebração. Desta forma, a prioridade é para os avisos que são de interesse de coletividade. Não se deve avisar, por exemplo, uma reunião ordinária dos membros da Pastoral da Juventude. Este aviso só vai interessar aos vinte membros da Pastoral da Juventude.
Uma dica: afixar, no mural, uma cópia, digitada, com os avisos. Se alguém se interessou por algo e não conseguir memorizar, pode conferir no mural.
Leitura dos avisos
Não basta somente dar uma redação simples, objetiva e clara aos avisos. É fundamental, também, apresentá-los bem.Abaixo, algumas dicas:
01)Entrar bem: caminhar para a estante, onde vai ler os avisos, com postura correta. Olhar para o povo, pelo menos entre um aviso e outro.
02) Ser simpático: nada de sorrisos exagerados, mas passar simpatia, com uma expressão facial serena.
03) Boa dicção: ter cuidado para pronunciar bem as palavras, com todos os “s”, “das” e “des”.
04) Entonação: A leitura do aviso requer uma entonação semelhante à da notícia. Não é entonação de poema, nem de carta; é entonação própria de notícia.
05) Ritmo: cuidado para não fazer o povo dormir, nem assustar o povo, lendo rápido demais. A leitura de um aviso, assim, como de qualquer outro texto, deve ser feito com tranqüilidade, de forma que todos compreendam.
Uma sugestão: as pessoas escaladas para lerem na missa, devem fazer exercícios vocais e de respiração, diariamente. Aprender a respirar, suavemente, armazenando ar nos pulmões, para não “matar” a frase, antes do ponto. Fazer caretas, massagear o rosto e repetir trava-língua, são boas sugestões para se adquirir uma boa dicção e melhorar nossa leitura.
 Elaboração: Cacilda Medeiros
Pastoral da Comunicação – Arquidiocese de Natal
Natal, abril de 2006

Nenhum comentário: