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terça-feira, 4 de setembro de 2018

TEXTOS DO PADRE CAFFAREL - tema de estudo


Outro ministério do casal é a hospitalidade.
 
Muitas vezes não foi levado em conta pelos casais cristãos, de maneira que não foi concebido como uma missão importante da Igreja, ainda que os apóstolos dissessem continuamente: 
“Praticai a hospitalidade” (...).

Para tantos de nossos contemporâneos, ser acolhido no coração de um verdadeiro lar é fundamental. A descoberta dos amores familiares - conjugal, paternal, maternal, filial, fraternal – os introduz em um mundo novo onde encontram o equilíbrio interno que precisamente lhes faltava, por não terem podido crescer em um meio tão insubstituível como é o de uma família feliz (...).



Devemos pensar que no Plano de Deus o lar cristão é uma “área de descanso” no caminho da Igreja. Sem saber, o infiel tem um primeiro contato com a Igreja, o pecador experimenta sua misericórdia, os pobres e abandonados descobrem sua maternidade. Não se sentem assustados por esta descoberta da Igreja, porque, segundo a expressão de um amigo: “o lar é o rosto sorridente e amável da igreja” (...).


Não há nada mais importante que fazer as famílias cristãs compreenderem que, pela hospitalidade e
acolhida, exercem uma mediação insubstituível entre o mundo e a Igreja.



(Padre Caffarel, “Não esqueçais a hospitalidade”,
L’Anneau d’Or, nº 107, setembro-outubro, 1962).

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

“ Santidade não é algo pronto, mas, um projeto em construção. ”

Lago em montanhaLago em montanha

Padre Renato: Nunca estaremos sozinhos na estrada da santidade

Faz bem compreender que o gostoso de uma festa não é a celebração da festa em si, mas, a preparação dela. Um fato a ser celebrado tem sempre um antes, um durante e, um depois.
Padre Renato dos Santos - SDB - Cidade do Vaticano
Nunca estaremos sozinhos na estrada da santidade: Muitas pessoas já nos precederam...
Quando buscamos conhecer com mais profundidade e realismo a história da Igreja católica, fundada por Cristo, percebemos que a santidade será, sempre, um projeto possível. O convite explícito à santidade feito por Jesus terá sua validade em todos os tempos, em todos os lugares e, para todas as pessoas que querem segui-lo com radicalidade. Em todos os séculos, não obstante as tribulações enfrentadas pelas comunidades eclesiais, a santidade de muitos batizados e batizadas sobressaiu de maneira luminosa. Afirma o Papa Francisco: “Com efeito, a chamada à santidade está patente, de várias maneiras, desde as primeiras páginas da Bíblia; a Abraão, o Senhor propô-la nestes termos: «anda na minha presença e sê perfeito» (Gn 17,1).(GE 1)
Ouça a meditação
Torna-se incalculável o número de pessoas que não tiveram medo de entregar a vida, radicalmente, no seguimento de Jesus Cristo, fonte de toda santidade. A própria Sagrada Escritura nos mostra isso de forma magistral quando fala dos que tiveram suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro. “Então, um dos Anciãos falou comigo, perguntando: ‘Estes, que estão vestidos com túnicas brancas, quem são e de onde vieram?’ Eu respondi: ‘Tu é que sabes, meu senhor’. Ele então me disse: ‘Estes são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro.'” (Apoc. 7, 13-14)
Diz o Papa: “E, entre tais testemunhas, podem estar a nossa própria mãe, uma avó ou outras pessoas próximas de nós (cf. 2 Tm 1, 5). A sua vida talvez não tenha sido sempre perfeita, mas, mesmo no meio de imperfeições e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor”. (GE 3) No projeto de construção da santidade importa correr com perseverança, sem perder o foco do essencial: “Corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da nossa fé.” (Hb12.1-2)
“ Santidade não é algo pronto, mas, um projeto em construção. ”
Faz bem compreender que o gostoso de uma festa não é a celebração da festa em si, mas, a preparação dela. Um fato a ser celebrado tem sempre um antes, um durante e, um depois. Se o sentido maior de um evento fosse tão somente a sua celebração, tudo estaria terminado com a sua realização. Pelo contrário, a festa é boa quando precedida por uma planificação consistente, bem ordenada, contemplando o que é viável, oportuno, necessário, etc. E, durante a preparação de uma festa, tantas são as situações difíceis e desafiadoras que vão aparecendo. Todavia, não são as dificuldades que nos farão desanimar.
Assim acontece no projeto de construção da santidade. Santidade, não é um “pacote pronto” que se pode comprar. Santidade é um caminho a ser percorrido, não sem dificuldades e enfrentamentos, evidentemente. Na construção da santidade virão as tempestades e soprarão os ventos contra nós, mas, se o fundamento da nossa opção pela santidade for Cristo Ressuscitado, tudo encontrará n’Ele a sua consistência essencial. Portanto, santidade diz de construção com empenho, com determinação, com coragem, com criatividade, com ousadia e, constância.  Santidade é luta cotidiana. Afirma o Papa na Exortação: “Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4, 3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho. (EG 19)
Quanto mais claros e consistentes forem os nossos objetivos na construção da santidade, tanto mais beleza e sentido encontraremos na caminhada. Enquanto Deus nos permitir viver, o projeto de santidade será uma construção permanente. Em Cristo, o caminho de santidade será construído com muito amor, carinho, dedicação, criatividade e muita ousadia. Afirma o Papa Francisco: “Ao mesmo tempo, a santidade é ousadia, é impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser possível, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: «não temais!» (Mc 6, 50). «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20).  (GE 129)
Para refletir:
1.     Qual corrida estamos correndo? É a corrida da santidade?
2.     Não obstante as minhas imperfeições, contemplo em meu projeto de vida a possibilidade de percorrer um caminho de santidade?
Na próxima semana continuaremos a reflexão sobre a Exortação Apostólica Gaudete et Exultate.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Papa: ser bom pastor é ter a capacidade de se comover!!


Papa celebra missa na capela da Casa Santa Marta
30/10/2017 10:27
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta (30/10).
Em sua homilia,  Francisco comentou o episódio narrado por Lucas no Evangelho do dia, da cura da mulher encurvada.
 
Na sinagoga, no sábado, Jesus encontra uma mulher que não conseguia endireitar-se, “uma doença na coluna que há anos a obrigava a viver assim”, explicou o Papa. E o evangelista usa cinco verbos para descrever o que faz Jesus: a viu, a chamou, lhe falou, impôs as mãos sobre ela e a curou.
Cinco verbos de proximidade, destacou Francisco, porque “um bom pastor está próximo, sempre”. Na parábola do bom pastor, ele está próximo da ovelha perdida, deixa as outras e vai procurá-la. Não pode ficar distante do seu povo.
Ao contrário, os clérigos, doutores da Lei, fariseus,  saduceus, os ilustres viviam separados do povo, repreendendo-o continuamente. Eles não eram bons pastores, esclareceu o Papa, estavam fechados no próprio grupo e não se interessavam pelo povo. “Talvez estivessem preocupados, quando acabava o serviço religioso, em controlar quanto dinheiro havia nas ofertas”. Mas não estavam próximos às pessoas.
Jesus, ao contrário, é próximo, e a sua proximidade vem daquilo que Cristo sente no coração: “Jesus se comoveu”, diz outro trecho do Evangelho.
“Por isso, Jesus sempre estava ali com as pessoas descartadas por aquele grupinho clerical: estavam ali os pobres, os doentes, os pecadores e os leprosos; estavam todos ali, porque Jesus tinha essa capacidade de se comover diante da doença, era um bom pastor. Um bom pastor que se aproxima e tem a capacidade de se comover. Eu diria que é a terceira característica de um bom pastor é a de não se envergonhar da carne, tocar a carne ferida, como fez Jesus com esta mulher: tocou, impôs as mãos, tocou os leprosos, tocou os pecadores.”
“Um bom pastor”, prosseguiu o Papa, “não diz: sim, está bom. Sim, sim eu próximo a você no Espírito. Isso é distância. Mas fazer o que Deus  Pai fez, aproximar-se, por compaixão, por misericórdia, na carne de seu Filho”.
O grande pastor, o Pai, nos ensinou como faz um bom pastor: abaixou-se, esvaziou-se a si mesmo, aniquilou-se, tomou a condição de servo.
“Mas, e esses outros, aqueles que seguem o caminho do clericalismo, aproximam-se de quem?” Aproximam-se sempre ao poder de turno ou ao dinheiro. São pastores maus. Eles pensam apenas como subir no poder, ser amigos do poder, negociam tudo ou pensam nos bolsos. Estes são hipócritas, capazes de tudo. O povo não tem importância para essas pessoas. Quando Jesus lhes diz aquele adjetivo que utiliza muitas vezes com eles, hipócritas, eles se ofendem: Mas nós, não, nós seguimos a lei”. 
Quando o povo de Deus vê que os maus pastores são espancados, fica feliz, recorda Francisco, e isso é um pecado, sim, mas eles sofreram tanto que “gostam” um pouco disso.
Mas o bom pastor, enfatiza o Pontífice, é Jesus que vê, chama, fala, toca e cura. É o Pai que se faz no seu Filho carne, por compaixão:
“É uma graça para o povo de Deus ter bons pastores, pastores como Jesus, que não tem vergonha de tocar a carne ferida, que sabem que sobre isso - e não apenas eles, mas também todos nós - seremos julgados: estava com fome, estava na prisão, estava doente ... Os critérios do protocolo final são os critérios da proximidade, os critérios dessa proximidade total, o tocar, o compartilhar a situação do povo de Deus. Não nos esqueçamos disso: o bom pastor está sempre perto das pessoas sempre, como Deus nosso Pai se aproximou de nós, em Jesus Cristo feito carne”. (BF-MJ-SP)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conheça as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Imagem relacionada“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”

Atualizada em 02/06/2016 às 09:26

(Imagem: ACI Digital)
“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem Jesus revelou as promessas que realizará aos devotos de seu Sagrado Coração.





As 12 principais promessas do Sagrado Coração de Jesus são:
1. Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte.
5. Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos.
6. Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
8. As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição.
9. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração.
12. A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Condições para obter as graças prometidas pelo Sagrado Coração de Jesus:
1. Receber sem interrupção a Sagrada Comunhão durante as nove primeiras sextas-feiras consecutivas.
2. Ter a intenção de honrar o Sagrado Coração de Jesus e de alcançar a perseverança final.
3. Oferecer cada Sagrada Comunhão como um ato de expiação pelas ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento.
Oração ao Sagrado Coração de Jesus
Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Sagrado Coração de Jesus, em Vós eu confio!

Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Papa Francisco: os ‘modos’ de olhar de Nossa Senhora


O Papa, que visitou o México em fevereiro passado, revelou aos participantes do encontro que quando esteve diante da imagem da Virgem de Guadalupe, rezou e pediu a Ela pelos sacerdotes, para que sejam bons padres. Então lhes falou sobre os ‘modos’ de olhar de Nossa Senhora.

Acolhida, tecelagem, atenção 
O primeiro é o olhar que acolhe, onde os homens, sempre órfãos e deserdados, buscam um abrigo, um lar. Um outro ‘modo de olhar de Maria’ tem a ver com a tecelagem: Ela olha ‘tecendo’, vendo como pode combinar para bem todas as coisas que o povo Lhe apresenta:
“A misericórdia faz a mesma coisa: não nos ‘pinta’ por fora uma cara de bons, não faz ‘photoshop’, mas com os fios de nossas ‘misérias’ e pecados, entrelaçados com amor de Pai, tece-nos de tal maneira que a nossa alma se renova recuperando a sua verdadeira imagem: a de Jesus”. Consequentemente, exortou os sacerdotes:
“Sejam capazes de imitar esta liberdade de Deus; não se deixem levar pela vã pretensão de mudar o povo, como se o amor de Deus não tivesse força suficiente para o mudar”.  
O terceiro modo de olhar é o da atenção: Maria se concentra e se envolve inteiramente com a pessoa que tem à sua frente, como uma mãe quando só tem olhos para o seu filho que lhe conta alguma coisa.
“Nestas situações, alertou Francisco, nunca falte a sua paternidade de bispos para com os seus sacerdotes. Encorajem a comunhão entre eles; façam com que possam aperfeiçoar os seus dons; insiram-nos nas grandes causas, porque o coração do apóstolo não foi feito para coisas pequenas”.
Finalmente, Maria olha de modo ‘integral’, unindo tudo: o nosso passado, presente e futuro. Não tem uma visão fragmentada, pois a misericórdia sabe ver a totalidade e intui aquilo que é mais necessário.   
Maria, sinal e sacramento da misericórdia de Deus
O Pontífice conclui rezando a Maria, Mãe da Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa: “Seus olhos misericordiosos são aqueles que consideramos o melhor recipiente da misericórdia, nos fazem ver as obras da misericórdia de Deus na história dos homens e descobrir Jesus em seus rostos”.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Papa: #Santidade é caminho que só se percorre ao lado de Deus


Francisco durante a celebração desta manhã - OSS_ROM
24/05/2016 10:30
Cidade do Vaticano (RV) – “Caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível”. Isto, segundo o Papa, quer dizer caminhar rumo à santidade. É um compromisso que necessita, no entanto, de um coração que saiba esperar com coragem, se coloque em discussão e se abra com simplicidade à graça de Deus.
O tema esteve ao centro da homilia de Francisco nesta manhã de terça-feira, (24/05), na Casa Santa Marta.
 
Não se compra a santidade; nem as melhores forças humanas a podem ganhar. Não, ‘a santidade simples, de todos os cristãos’, ‘a nossa, a de todos os dias’, é um caminho que pode ser percorrido somente se sustentado por quatro elementos imprescindíveis: coragem, esperança, graça, conversão.
O caminho da coragem
Francisco comenta o trecho litúrgico extraído da Primeira Carta de Pedro, definindo-a como um ‘pequeno tratado sobre a santidade’. Esta é, antes de tudo, “caminhar de modo irrepreensível diante de Deus”:
“Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”. 
Esperança e graça
“O Reino dos Céus de Jesus”, repetiu o Papa, é para “aqueles que têm a coragem de ir avante” e a coragem, observou, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança
na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
Converter-se todos os dias
Francisco prosseguiu: na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”.
(CM/BF)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

"Que o tempo no cárcere seja experiência de crescimento"


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Cidade do Vaticano (RV) - “Não se fechem no passado; transformem-no em caminho de crescimento, de fé e de caridade. Deem a Deus a possibilidade de fazê-los brilhar através desta experiência”. É o que escreve o Papa em uma carta aos detentos do cárcere de Velletri, nas proximidades de Roma. A carta de Francisco é uma resposta à mensagem recebida pelo Bispo Dom Marcello Semeraro em sua visita à prisão, em 5 de março passado, quando celebrou uma missa. 

“Agradeço por pensarem em mim em meio às dificuldades da sua vida atual”, afirma o Papa. “Confesso que eu também muitas vezes penso em vocês e nas pessoas que vivem nas prisões. “É por isso que quando faço visitas pastorais, peço sempre – quando é possível – para encontrar irmãos e irmãs como vocês, que vivem uma liberdade com limites, para levar o meu carinho e a minha proximidade”.

“Vocês vivem uma experiência na qual o tempo parece estar parado, parece que não passa nunca, mas a dimensão real do tempo não é a do relógio. Estejam certos de que Deus nos ama pessoalmente; para Ele a sua idade e cultura não têm importância, nem mesmo o que vocês foram, as coisas que fizeram, as metas que alcançaram, os erros que cometeram, as pessoas que feriram”.
“Na história da Igreja, muitos chegaram à santidade através de experiências duras e difíceis”, conclui o Papa, fazendo um convite aos detentos: “Abram a porta de seu coração a Cristo e será Ele a reverter a sua situação”. 
O cárcere de Velletri foi construído em 1999 e abriga atualmente 505 detentos, em dois pavilhões.
(CM)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Retiro da Quaresma ON LINE - “Chamados a ser Santos”

Bem-vindo ao Retiro para a Quaresma.
A Quaresma, como tempo privilegiado de encontro com Deus, de preparação e de mudança do nosso coração para acolher a Páscoa de Jesus, pede-nos uma maior atitude de recolhimento e atenção aos desafios da Palavra de Deus.
Para ajudar este caminho de Quaresma, o Passo-a-Rezar, em colaboração com o Lugar Sagrado faz a proposta de um Retiro, para ser lido, ou para ser ouvido, em casa ou em qualquer lugar. Consta de uma introdução e sete sessões, divididas em várias etapas. 
O tema do Retiro é “Chamados a ser Santos”, inspirado na Carta de S. Paulo aos Romanos.
O retiro pode ser feito de várias formas:
  • Descarregando as várias sessões, ou o zip, aqui no Passo-a-rezar e fazer este retiro no lugar que achares mais conveniente.
  • Ouvir o retiro através da Aplicação Móvel do Passo-a-Rezar, na secção Passos para Mais.
  • Através da página própria do Retiro, no site do Lugar Sagrado, onde, para além de escutares as meditações, divididas em várias etapas, poderás ler os textos, diante do computador.
Escolhe o modo, o tempo e o lugar que mais te ajude a estar concentrado. Podes optar por ouvir todas as sessões no mesmo momento, ou rezar uma sessão por dia, ou com alguns dias de intervalo, de forma a melhor saborear e interiorizar o que é proposto.
Uma Santa Quaresma e bom Retiro!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Jesus nos chama a um ideal mais pleno, mais radical: AMAR O INIMIGO.

São Paulo, 11/09/2014
Olá, alexandre panerai, a paz de Jesus!

   
Grupo Sementes do Espírito
Participe: todas as segundas-feiras, às 20h,
na Paróquia Nossa Senhora do Brasil - São Paulo, SP.

Jesus não se satisfaz “compartilhando”; quer tudo. (São Josemaria Escrivá)
 
  
EVANGELHO DO DIA
Lc 6,27-38
  
SANTO DO DIA
Santa Beatriz da Silva
  
ROSÁRIO
Mistérios luminosos
 
 
COMENTÁRIO DA PALAVRA
Jesus nos chama a um ideal mais pleno, mais radical: AMAR O INIMIGO. Não há nada mais evangélico do que esta máxima de Lucas, certamente difícil de ser colocada em prática. Este ideal pressupõe naturalmente um uso da liberdade muito maduro: ser livre para amar não como eu quero, mas como Deus quer que nos amemos. Sem condições. Assim o Cristo instaurou a Nova Criação para nós, e a Nova Criação é este ideal para o qual somos hoje convocados: amar criativamente, como Deus quer. Criar um mundo novo a partir deste Amor incondicional, radical, universal. Como Cristo se torna o Novo Adão, também nós nos tornamos, com o nosso amor. Esta é a Vida Nova e a beleza do Cristianismo que não existe em nenhum outro lugar. Peçamos a graça de buscar viver fraternalmente a alegria do Ressuscitado em nossas vidas!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Francisco: santos não são herois, mas humildes testemunhas de Cristo!

Cidade do Vaticano (RV) – Os santos não são heróis, mas são pecadores que seguem Jesus no caminho da humildade e da cruz: na homilia desta sexta-feira, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou a primeira leitura, que narra a conversão de São Paulo.

O Pontífice explicou o que se entende quando dizemos que a “Igreja é santa”:
Mas como pode ser santa se todos nós estamos dentro? Somos todos pecadores, aqui. E a Igreja é santa. É a esposa de Jesus Cristo e Ele a ama, Ele a santifica, a santifica todos os dias com o seu sacrifício eucarístico. E nós somos pecadores, mas numa Igreja santa. E também nós nos santificamos com esta pertença à Igreja: somos filhos da Igreja e a Mãe Igreja nos santifica, com o seu amor, com os Sacramentos do seu Esposo.

Nas suas cartas – recordou o Papa –, São Paulo fala aos santos, a nós: “pecadores, mas filhos da Igreja santa, santificada pelo Corpo e o Sangue de Jesus”:
Nesta Igreja santa, o Senhor escolhe algumas pessoas para que a santidade fique mais evidente, para mostrar que Ele é quem santifica, que ninguém santifica si mesmo, que não existe um curso para se tornar santo, que ser santo não é ser faquir ou algo desse estilo… Não! A santidade é um dom de Jesus à sua Igreja, e para mostrar isso Ele escolhe pessoas em que o seu trabalho para santificar fica evidente.
No Evangelho – observou ainda Francisco –, existem muitos exemplo de santos: há Madalena, Mateus, Zaqueu e muitos outros que nos mostram qual é a primeira regra da santidade: “é necessário que Cristo cresça e nós nos rebaixemos”.

Assim, Cristo escolheu Saulo, que era um perseguidor da Igreja. E de tão grande que era, se tornou pequeno, obedeceu. Mas Paulo não se tornou um herói, explicou o Papa. Ele, que pregou o Evangelho em todo o mundo, “terminou a sua vida com um pequeno grupo de amigos, aqui em Roma, vítima dos seus discípulos”. Do grande homem que era, morreu decapitado. “Rebaixou-se, rebaixou-se, rebaixou-se….” A diferença entre os heróis e os santos – explicou por fim Francisco – “é o testemunho, a imitação de Jesus Cristo. Percorrer o caminho de Cristo, o caminho da cruz. Penso, afirmou ainda, nos últimos dias de São João Paulo II...”:
 

Não podia falar, o grande atleta de Deus, o grande guerreiro de Deus acaba assim: aniquilado pela doença, humilhado como Jesus. Este é o percurso da santidade dos grandes. Também é o percurso da nossa santidade. Se nós não nos deixarmos converter o coração por este caminho de Jesus – carregar a cruz todos os dias, a cruz ordinária, a cruz simples – e deixar que Jesus cresça; se não percorrermos este caminho, não seremos santos. Mas se o percorrermos, todos nós testemunharemos Jesus Cristo, que nos ama tanto. E daremos testemunho que, não obstante sejamos pecadores, a Igreja é santa. É a esposa de Jesus.

(BF)