segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Evangelizar, um exercício de criatividade

Amigos , este texto abaixo nos leva a uma reflexão profunda, de como anda nossa evangelização.

Belo material para uma reunião em nossa paróquia, movimento ou grupo!!




boa semana a todos! peço suas orações, pois tenho mais uma prova da faculdade e na sexta uma apresentação para uma banca de 10 professores.




alexandre

Paróquias, sejam laboratórios da perfeição da vida cristã!

“A Igreja tem consciência viva de que a palavra do Salvador, 'Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus', se aplica a ela com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: 'Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho' [...]. Nós queremos confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da Sua morte e gloriosa ressurreição” (EN 14).


Anunciar Jesus Cristo começa com o testemunho de vida. Nossas Paróquias, com suas Comunidades, Pastorais, Movimentos e Serviços, são chamadas a resplandecer pela alegria da acolhida. Conheço uma família que retornou à prática da vida cristã apenas porque encontrou o Pároco cumprimentando os fiéis à porta da Paróquia. A resposta que esta esperava chegou antes do sermão!


Nossas Paróquias são chamadas a serem verdadeiros laboratórios da perfeição da vida cristã, o que se alcança na abertura à graça de Deus expressa numa intensa vida sacramental. A prática do sacramento da penitência será um dos “treinamentos intensivos” nesta estrada de santidade. A Eucaristia, bem preparada e celebrada, será o ponto alto de nossa vida, pois para ela convergem nossos esforços para viver como cristãos e de lá, fonte inesgotável, brotam todas as graças, pois perfeição cristã é antes dom do que conquista.


Evangelizar é falar de Deus! Faz-se necessário rever continuamente nossa linguagem de evangelizadores. Da Homilia à Leitura Orante da Palavra, das Comunidades menores aos Grupos de reflexão dos diversos movimentos, todos são chamados a rever sua forma de comunicar a Palavra do Evangelho. Deus não é complicado, mas vem ao nosso encontro, tanto que o Verbo se fez carne! É bom aprender de novo com as parábolas do Evangelho e aceitar o desafio de chegar, com palavras atuais, mas verdadeiras, ao coração de todos, especialmente os jovens. Recentemente fiz um convite a um grupo de universitários e o estendo a todos: a se tornarem parábolas vivas para o mundo em que vivemos.


Evangelizar é ainda um exercício de criatividade, numa Igreja que é muito rica de manifestações da fé. Não desejamos passar um "rolo compressor", escolhendo apenas uma forma de trabalho, mas estar abertos aos caminhos suscitados pelo Espírito Santo. Ser criativos é também valorizar o que os outros sabem e podem fazer, sem ciúme nem inveja. Que todos os grupos e métodos de apostolado aqui existentes olhem todo o bem que se faz e todos os métodos de trabalho como propriedade da família dos filhos de Deus, sem exclusivismos nem julgamentos. Da parte do Pastor da Igreja, saibam que haverá a plena abertura para o discernimento e o apoio a quem quer anunciar o Evangelho, inclusive abrindo fronteiras até agora inexploradas.


Enfim, evangelizar é justamente olhar com abertura para o horizonte missionário que se abre, pois muitas pessoas ainda se encontram ou se sentem afastadas da Igreja. Trata-se de uma verdadeira conversão pastoral, como pediu o Documento de Aparecida, uma “firme decisão missionária que deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja. Nenhuma comunidade deve se isentar de entrar decididamente, com todas suas forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DA 365).

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

“Deus nunca sonha”

“Deus nunca sonha”
Padre Paul-Dominique Marcovits , o.p.


Mesmo quando há muito amor no casal, podem existir tensões
ligadas ao fato de que o outro não corresponde à nossa expectativa. Se não se
tomar cuidado, essa diferença pode ser fonte de muito sofrimento e, quem
sabe, sofrimento inútil. “Meu marido é silencioso demais. Seu trabalho
parece absorvê-lo demais e eu tenho a impressão que eu não conto o
suficiente”. Essa mulher tem razão de pensar dessa forma? E os queixumes
que se seguem não correrão o risco de cavar um fosso entre os dois? Sem
querer esgotar o assunto, eis uma reflexão do Padre Caffarel cheia de saúde:


“Mas minha senhora, se espera que Estevão seja exatamente o marido
que a senhora sonha, não o amará nunca! Comece pois a amá-lo como ele é
e nem no paraíso ele será o homem com quem a senhora sonha, ele será o
homem que ele é. Porque eu penso justamente – e esta é a grande coisa que
gosto de dizer às pessoas – que Deus, Ele, sabe amar e que ele me ama
assim como sou, com meu bem e meu mal, com minhas boas ações, com
meus pecados. Quando Deus ama um ser, ele o ama como ele é e procura,
eu is dizer “gentilmente”, encaminhá-lo para o que espera dele. Ele não
espera, para nos amar, que sejamos como ele nos sonha. Deus nunca
sonha!”


Padre Caffarel em Radioscopie, por Jacques Chancel,
15 de março de 1973)

fonte: BOLETIM DE LIGAÇÃO N° 7
Julho - Agosto 2010
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PADRE CAFFAREL
49 RUE DE LA GLACIERE
F-75013 PARIS
www.henri-caffarel.org