quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Escutar não é ouvir


Achei o texto interessante. Boa leitura.
alexandre

Escutar não é ouvir. Ouvir a gente ouve o que é dito no campo do significado estrito das palavras. Bola é bola, coca é coca, mulher é mulher. Escutar é bem diferente e requer treino, autoconhecimento e conhecimento do outro. Escutar é do campo da significação das coisas para cada um, diferente para cada um sempre.

Ouvir é do campo dos sentidos e Escutar é do campo do Inconsciente. Escutamos sem precisar ouvir. A Escuta é muitas vezes silenciosa, escuta–se o não verbal, a entrelinha, o gesto, a atuação.

E afirmo que saber desta diferença e saber explorar a escuta muda tudo neste campo de atuação que é o Atendimento. Ter análise e conhecer alguns fundamentos da psique e do comportamento humano inconsciente é uma ferramenta de trabalho que “não tem preço”.

Quando falamos de Atendimento muitas analogias com o atendimento psicanalítico podem e devem ser feitas, pois em ambas as situações trata–se de escutar e não de ouvir.

No consultório o analista escuta o desejo inconsciente do paciente e no atendimento publicitário o atendimento escuta o desejo inconsciente do cliente, que é uma soma do desejo da pessoa do cliente com o desejo “corporativo” do qual ele é porta voz.

Atender um cliente e escutar sua demanda requer uma boa dose de maturidade psíquica para acreditar no que escutamos, pois é muito fácil confundir o desejo da pessoa do cliente com o desejo corporativo que ele deve transmitir.

Para isto devemos sempre estar atentos a todas as percepções que temos do cliente, desde um tom de voz diferente, um jeito novo de falar ao telefone, uma frase mais ríspida no e–mail, uma recepção mais carinhosa, enfim, existem uma série de sinais que vão compondo um todo que nos dá a dica de por onde e como devemos nos conduzir naquele dia, reunião, etc.

E tudo depende de nós, do quanto escutamos de verdade e do quanto levamos à sério aquilo que percebemos nas coisas não ditas diretamente, naquilo que nossa “intuição” (escuta) nos revela.

Sabem aquela sensação de “a pulga atrás da orelha?”. São sensações, físicas até, que apontam e revelam certa situação. E, se não damos a devida atenção à tal da pulga, sempre nos damos mal, porque com certeza, inexoravelmente, a pulga acaba nos picando.

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Autora: Ana Clara Cenamo (ana.cenamo@gmail.com), geógrafa, psicóloga e publicitária, é diretora de Atendimento da Ogilvy Interactive.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24)

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 ECUMÊNICA
Tema: ECONOMIA E VIDA
Lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24)
Objetivos desta Campanha da Fraternidade Ecumênica
Objetivo geral: Unir Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, contruindo uma cultura de solidariedade e paz.
Objetivos específicos:
- denunciar a perversidade de um modelo econômico que visa em primeiro lugar o lucro, aumenta a desigualdade e gera miséria, fome, morte
- educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como bem mais precioso
- conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para a implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todos.
Esses objetivos devem ser trabalhados em quatro níveis:
- social – eclesial – comunitário - pessoal
Por que escolhemos esse tema?
Um olhar, mesmo rápido, sobre o mundo em que vivemos nos mostra sinais preocupantes, em relação ao sistema econômico e cultural em que estamos vivendo. Alguns são fatos bem comuns do cotidiano. À nossa volta estão coisas assim: Diz o anúncio de automóvel: É carro silencioso, mas fala muito sobre você. - Bill Gates anuncia que o objetivo de seu negócio é “tornar nossos produtos obsoletos, antes que os concorrentes o façam”. - Tantas vezes se diz: Não vale a pena consertar... é melhor jogar fora. - O anúncio de cartão de crédito promete: “As melhores coisas da vida passam por aqui.”: O jornal narra o dia de uma coletora de lixo. Ela não tem o mínimo necessário, mas o filho quis e ela arranjou para ele um video game e um celular. Mas vemos à nossa volta também outra vida e outro mundo Gente sofre nas filas dos hospitais... e o dinheiro que deveria ir para a saúde tem outros destinos. Crianças estão na escola, mas não aprendem a ler... Idoso aposentado sustenta a família desempregada.
Pense no que está por trás de tudo isso, condicionando os desejos da população e/ou criando situações desumanas. As necessidades básicas são atendidas? Como o desejo do supérfluo acaba se tornando mais dominante? Há pessoas enriquecendo a cada dia e pessoas pedindo esmola. Há corrupção e aplicação de dinheiro público para favorecer os que já têm demais e falta de recursos para saúde, educação, alimentação. Há pessoas egoístas e há pessoas generosas e solidárias.
Que sistema é esse? Que política é essa?
Enquanto isso, continuamos vendo gente vivendo na rua, migrantes que deixam sua terra com tristeza, enganados por falsas promessas ou expulsos pelo avanço de uma indústria que consegue tudo o que quer, serviços públicos funcionando mal enquanto o dinheiro dos impostos acaba servindo para proteger os mais poderosos.
Multidões não têm o necessário. Mas uma minoria não consegue nem usufruir o que têm, por excesso de riqueza. E, no meio, gente de todas as classes está sendo pressionada a se avaliar pelos padrões do consumo e não por seu valor pessoal.
Criticando com ironia esse sistema que faz das pessoas meras vitrines do que o mercado exibe, que faz cada um se auto afirmar pelos objetos que usa, Carlos Drummond de Andrade escreveu o poema “Eu, etiqueta”, que termina assim:
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de não ser eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
O poeta não queria gente se comportando como coisa, escrava do mercado. Deus também não quer. O ser humano tem um valor que precisa estar acima de tudo que é “coisa”, lucro, pressão de mercado.

O planeta, uma grande vítima da idolatria do mercado
Deus criou a vida. O planeta tem o necessário para sustentá-la e para nos maravilhar com a variedade, a sabedoria e a beleza da Criação. As montanhas, rios, florestas bonitas que Deus nos deu não podem ser sepultadas sob as conseqüências das sobras dos sistemas de produção que servem ao lucro. Nossa casa planetária precisa ser bem cuidada, é a única que temos e pertence a todos.

Fonte: http://www.conic.org.br/index.php?system=news&news_id=805&action=read

O que nós equipistas podemos fazer??


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sem um coração apaixonado por Jesus não se comunica nada

Sem um coração apaixonado por Jesus não se comunica nada, diz bispo

Kelen Galvan
Da Redação


TV Canção Nova
Dom Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais
"Se vocês não estão 'enamorados' por Jesus Cristo podem ter todos os meios [de comunicação] modernos e sofisticados deste mundo, mas não vão comunicar nada, porque a comunicação brota de um coração enamorado", ressaltou o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, em entrevista no Mutirão de Comunicação que acontece em Porto Alegre (RS).

O arcebispo recordou que a Igreja vive um grande desafio em viver uma autêntica pastoral no mundo digitalizado, e explicou que "um bom comunicador cristão, católico, deve começar passando muitos momentos em silêncio, escutando a seu Senhor".

Dom Celli explicou que assim se faz a comunicação dentro da Igreja, independente dos meios tecnológicos que se tem ou da qualidade deles. "Quando eu tenho que comunicar algo, não é um problema de 'meios tecnológicos', é colher o que tenho em meu coração. Porque vou comunicar aos outros o que eu guardo como riqueza, como tesouro em meu coração".

"Eu não tenho que transformar-me em um meio sociológico. As pessoas não pedem sociologia ou 'ideologias raras', mas pedem a Palavra. E a Palavra é Jesus Cristo, é a presença de Deus amor entre nós, porque só a Palavra que nos converte", enfatizou.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"O Chamado"


Ao longo da história, Deus sempre chama pessoas

e as envia para realizar os seus planos.


O texto apresenta uma Catequese sobre: O QUE É SER CRISTÃO.

- É ESTAR com Jesus "no mesmo barco".

É desse barco (a comunidade cristã), que Jesus fala ao mundo.

- É ESCUTAR a proposta de Jesus, fazer o que ele diz,

mesmo quando suas propostas podem parecer ilógicas e incoerentes.

"Porque tu o dizes, lançarei as redes".

- É RECONHECER Jesus como "o SENHOR": É o que Pedro faz,

ao perceber que a proposta de Jesus gera vida e fecundidade para todos.

- É ACEITAR a missão que Jesus propõe:

Ser pescador de gente: Significa continuar a obra libertadora de Jesus.

- É DEIXAR tudo e seguir Jesus.

A generosidade e o dom total devem ser sinais distintivos dos que o seguem.

O texto é rico de outros detalhes:

- Jesus proclama a Palavra da Barca de Pedro:

Essa barca representa a comunidade cristã. (Jesus foi expulso da sinagoga)

Embora ocupada por pecadores, é dessa barca que ecoou a voz de Deus.

- O Anúncio da Palavra acontece num dia de semana:

no ambiente de trabalho, sem ser no sábado...

A Palavra de Deus deve ser anunciada sempre e em todos os lugares...

- "Avança para águas mais profundas"...

É o convite para os novos pescadores superarem a rotina da ação pastoral,

sempre agarrada às margens que não dão mais peixe!

Precisa buscar sempre um novo jeito de "pescar".

- É Pedro quem conduz a barca para o lugar indicado...

e a ele Jesus diz: "Serás pescador de homens..."

A ele é confiado um ministério especial na Igreja,

que navega nos mares da história...

- A Pesca milagrosa não é resultado da habilidade de Pedro,

mas da força da Palavra de Deus.

Por que muito trabalho não produz fruto?

Em nome de quem estamos pescando?

- A Missão é ser pescador de gente:

Jesus escolhe pessoas simples para uma missão tão importante...

Deus não olha tanto as qualidades humanas... mas a generosidade...

- Essa Missão é confiada a toda a Comunidade, apesar de suas limitações.

Deus só espera a disponibilidade em acolher o seu convite e deixar tudo...

* Todos somos chamados por Deus a sermos profetas como Isaías,

e pescadores de homens como Pedro.

- O chamado pode chegar até nós através do padre... da comunidade...

Vocês não imaginam como é difícil essa missão de convidar!...

"Quem poderia, não aceita... e quem aceitaria, a comunidade não aprova!..."

Qual é a nossa Resposta? Acolhemos com a generosidade...

- de Isaías: "Eis-me aqui... envia-me..."

- de Paulo: "Senhor, que queres que eu faça?"

- dos primeiros Apóstolos: "Largaram tudo e o seguiram"

- Às vezes, esquecendo que somos pecadores, podemos confiar demais em nós,

ou então não confiar em nós e na ação de Deus em nós.

- Se confiarmos na força da Palavra de Deus e tivermos a coragem

de deixar tudo, a pesca milagrosa continuará acontecendo, ainda hoje...

Cristo ainda hoje precisa de pescadores de gente.

Ele pode contar com você?

FONTE: http://buscandonovasaguas.com/index.php?menu=home