segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Padre Caffarel: SE CRISTO VIVE EM VÓS, A SUA PRESENÇA É ORANTE.



Pois para Cristo, viver é rezar. Juntai-vos a Ele, apanhai-O, apropriai-vos da Sua oração. Ou antes – pois os termos que acabo de usar põem um acento excessivo sobre a vossa própria capacidade – deixai esta oração apanhar-vos, invadir-vos, elevar-vos e levar-vos para o Pai. Não vos prometo que O consigais perceber; peço-vos apenas que acrediteis nisso e que durante a oração Lhe deis, Lhe renoveis a vossa plena adesão.

Cedei-Lhe o lugar, por completo. Que a oração possa apoderar-se de todas as fibras do vosso ser, como o fogo penetra a madeira e a torna incandescente.

Rezar é acolher favoravelmente o pedido que Cristo nos dirige e satisfazê-lo: “Cede-me a tua inteligência, o teu coração, todo o teu ser, tudo o que na tua pessoa é susceptível de se tornar oração, a fim de que Eu possa fazer brotar de ti o grande louvor do Pai. Terei Eu vindo para outra coisa senão para acender o fogo sobre a terra, para que ele se comunique do próximo ao próximo, transformando todas as árvores da floresta em tochas vivas? Esse fogo é a Minha oração. Consente no fogo”.

Cristo está tão presente na criança batizada como no grande místico. Mas a vida de Cristo num e noutro não se encontra no mesmo estado de desenvolvimento. Se na alma do pequeno batizado vibra já a oração de Cristo, ela de fato encontra-se aí em embrião, um embrião de fogo. É ao longo da existência, na exata medida da nossa cooperação, que Ele (a vida de Cristo) se intensifica e pouco a pouco toma posse de todo o nosso ser.

A nossa cooperação, essa consiste primeiramente em aderir com o mais profundo do nosso querer à oração de Cristo em nós. A nossa cooperação consiste ainda em procurar com toda a nossa inteligência em que consiste a oração de Cristo em nós, nas suas grandes vertentes: o louvor, a ação de graças, o oferecimento, a intercessão….a fim de as assumir mais perfeitamente.

(Henri Caffarel - Profeta do Sacramento do Matrimónio)
Fonte: Adoração Eucarística em preparação ao XI Encontro Internacional das ENS
Super Região Portugal

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A TRISTEZA MATA !

Saiba transformar um momento de tensão num momento de descontração.
Com um rosto sorridente, o homem duplica as capacidades que possui. Um coração alegre faz tanto bem quanto os remédios; mas a tristeza mata. O povo diz sabiamente que quem canta seus males espanta.
Quando você mergulha na tristeza, não consegue subir um degrau; mas se se firma na alegria, consegue galgar montanhas.
Acho que você já ouviu a história daquele rapaz que andava triste porque não tinha sapatos, até que encontrou alguém que não tinha os pés... estancou as lágrimas no mesmo instante.

Veja o que a Palavra de Deus diz da tristeza:

"Ao justo nenhum mal pode abater, mas os maus enchem-se de tristezas" (Pr 12, 21).
"Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos" (Eclo 30,22).
"Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma" (Eclo 30,24-25).

"Um coração perverso é causa de tristeza, mas o homem experiente resistir-lhe-á" (Eclo 36,22).
"Pois a tristeza apressa a morte, tira o vigor, e o desgosto do coração faz inclinar a cabeça" (Eclo 38,19).
"Não entregues teu coração à tristeza, mas afasta-a e lembra-te do teu fim" (Eclo 38,21).


O remédio para a própria tristeza é procurar com presteza consolar a tristeza dos outros, e entregar a Deus a própria tristeza, na fé. Nada seca tão depressa como uma lágrima, quando enxugamos a lágrima alheia. A caridade produz a alegria; todas as pessoas e grupos que fazem o bem aos outros são alegres.

A alegria não está nas coisas, mas em nós, e ela é para o corpo humano o mesmo que o sol é para as plantas. Quem está contente jamais será arruinado. A vida não aprecia aqueles que se lamentam, mas o que sorriem. A vida coloca de lado os que vivem se lamentando, reclamando e criticando... Ela ama aqueles que a amam.

Nas horas difíceis ou constrangedoras, saiba vencer a tristeza e o mau humor com uma brincadeira saudável, sem ofender os outros. Certa vez, o Papa João XXIII fez uma visita a uma paróquia de Roma; e ao passar pelo povo ouviu uma senhora dizer para outra:
- Nossa, como ele é gordo! O Papa ouviu, virou-se para a mulher e disse sorrindo:
- Minha senhora, o conclave não é um concurso de beleza! E continuou a caminhada.

Um casal viajava com os filhos e, de repente, a esposa começou a se queixar para o marido:

- Você não me abraça mais; não me faz mais aqueles carinhos gostosos que fazia quando a gente viajava junto...

E foi reclamando. Muito tranquilo e sem se ofender a esposa virou para ela e disse:

- Meu bem, naquele tempo a gente não viajava de Kombi com cinco crianças brigando nos bancos de trás! E foi só risada!

Saiba transformar um momento de tensão num momento de descontração, brincando. A lamentação é uma das coisas mais tristes do relacionamento humano; nada resolve e cria um clima de pessimismo, acusação, tristeza e amargura. Estamos acostumados a reclamar das coisas que nos aborrecem, mas não vemos o lado bom que também existe em nossa vida.
São Paulo pede aos filipenses que não fiquem murmurando:
"Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo" (Fl 2, 14-15).
Não fique se queixando tanto dos impostos que você paga, isso significa que você tem emprego, ou tem bens...Não reclame da confusão que você tem de limpar após uma festa, pois isso significa que você tem amigos...Não reclame das paredes que precisam ser pintadas, da lâmpada que precisa ser trocada, porque isso significa que você tem onde morar...Não devo me lamentar porque eu não achei um lugar para estacionar o carro, pois isso significa que além de ter a felicidade de poder andar, tenho um carro que muitos não têm.

Não reclame da senhora que canta desafinado atrás de você, ao menos isso significa que você pode ouvir.
Não reclame do cansaço e dos músculos doloridos que você sente ao final do dia porque isso significa que você tem saúde para trabalhar...
E assim, eu e você poderíamos multiplicar esses exemplos.
Por mais difícil que esteja sua situação, tente sorrir, você verá que será mais fácil passar por mais essa prova... Se não resolver seu problema, agradeça a Deus por eles e peça coragem para enfrentá-los com dignidade.
Não estrague o seu dia. A sua irritação não solucionará problema algum... Suas contrariedades não alteram a natureza das coisas... Seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar... O seu mau humor não modifica a vida.

A sua tristeza não iluminará os caminhos. O seu desânimo não edificará a ninguém. As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Se você acordou nesta manhã com mais saúde do que doença, você é mais abençoado do que um milhão que não sobreviverão neste período. Quantos por este mundo estão enfrentando os perigos das guerras, o horror das bombas, a solidão de uma prisão, ou as aflições da fome!

Quantos não podem frequentar uma igreja sem o medo de molestamento, prisão, tortura ou morte... Quantos não têm comida em casa, roupas, uma casa para morar... Tudo isso nos faz concluir que é uma grande blasfêmia ficar reclamando da vida e da própria sorte.
"O que perturba os homens não são as coisas que acontecem, mas sim a opinião que eles têm delas", disse Demócrito (461-361 a.C). Uma pedra pode ser vista de muitas maneiras, como vemos nesta conhecida mensagem:

O distraído nela tropeçou. O bruto a usou como projétil. O empreendedor, usando-a, construiu. O camponês, cansado, dela fez assento. Para meninos, foi brinquedo. Drummond a poetizou. Já, David matou Golias. Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura. E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu crescimento.
Como diz o povo: se a vida lhe der um limão... faça uma limonada!
Aprendi com o frei Pascoal, na Terra Santa: "Tudo o que nos acontece nos favorece, se a gente não se aborrece e ainda agradece!"
Felipe Aquino

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CANONIZARAM A DESONESTIDADE

O perigo de apontar o dedo contra os outros é que o mesmo dedo se entorte na direção de quem o apontou. Não há quem não tenha seus escorregões. Mas há uma enorme diferença entre o que erra por fraqueza e o que o faz com premeditação. Ele não se importa com os estragos que causa, erro após erro, corrupção após corrupção, desvio após desvio de verba. É o que tem acontecido há décadas no mundo e no Brasil. Se acreditam em Deus, a impressão é a de que agradecem a ele o enriquecimento do Brasil, porque isto significa mais dinheiro para desviarem…



As notícias do DNI e quejandas repartições pelas quais flui o rio das verbas do povo, administradas pelo Governo, lembram alguns dos Salmos e textos de Amós e Oséias. O leitor de Bíblia achará muitos outros… Também naqueles dias, 750 a 650 anos a.C. a corrupção grassava insanável. Era um escândalo atrás do outro! Com o passar do tempo, nem o Templo escaparia. A corrupção campeava generalizada. Não havia lugar onde os caçadores de dinheiro não se infiltrassem.

Sobre os portadores do Vírus da Corrupção, doença milenar que se instala em repartições do poder, ou onde há dinheiro grosso, dizia o salmista, possivelmente Davi: Disse o desinformado no seu coração: Deus não existe. Caem na corrupção, praticam atos abomináveis, não há ninguém que faça o bem. (Sl 14,1)

Aquele que preside desde a antiguidade (Selá), Deus, ouvirá, e reagirá, porque não há nesta gente nenhum desejo de mudança. Eles não temem a Deus. (Sl 55, 19)

Corrupção generalizada

Amós em Israel ao norte, gritava para governos, funcionários e ricos do seu tempo, todos eles surdos ante a sua profecia, que haveria fogo em Judá e que os palácios seriam consumidos. Todos haviam perdido o senso do correto. Havia gente se vendendo por qualquer dinheiro e até por um par de calçados… Enquanto isso os palácios estocavam ouro, violência e corrupção. Deus não ouviria mais suas violas e seus cantos. Um rio de justiça correria pela corrupta Israel. E os que dormiam em camas de marfim e nadavam no bem-bom e no melhor enchendo suas taças do vinho da melhor qualidade, veriam dias de sofrimento, porque aquela riqueza passaria mais rápido do que imaginavam.

A prosperidade não duraria e, porque Israel não soubera usar da riqueza da qual desfrutava, os risos dos palácios acabariam em prantos de rua. Não tem sido mais ou menos o quadro do Brasil corrupto e desperdiçados de agora? Os jardins e as flores andam escondidos atrás de muros de quatro metros de altura, ainda assim cercados de arame farpado, alarmes e cercas eletrificadas. Mas os ladrões e corruptos as invadem ou arrecadam quanto querem e o que podem arrancar do cidadão. Tempos houve em Israel em que os impostos chegavam a 60 % do que o povo produzia. Alguma ilação com o Brasil de agora?



Isaias na mesma época em Judá, ao sul, falava da nação pecadora cheia de malfeitores que haviam se apossado do poder, homens corruptos e corruptores que haviam abandonado as leis do Senhor . Ezequiel garantia que Deus não ficaria silencioso contra a corrupção. Enquanto isso, cantava-se nos templos : Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel. (Sl l7, 4)

A Bíblia denunciava

A Bíblia mostra os bons e os maus exemplos. Quando os que não roubam nem se deixam comprar ou corromper perdem a força; grupos organizados tomam de assalto instâncias do poder, e outros invadem casas e prédios, lojas e supermercados, porque lá está o dinheiro; quando traficantes vendem pó e crack aos jovens e adolescentes ferindo o futuro de uma nação; quando lá fora, uma cantora de sobrenome “Casa do Vinho (Winehouse)” se auto-destrói com overdose de tóxico e seus fãs a homenageiam com isqueiros, cigarros, garrafas de bebida e flores…não há como não concluir que estamos com estavam Judá e Israel no tempo de Jeremias e Amós.

Os que anunciavam que a prosperidade seria efêmera não foram ouvidos… Os profetas de agora também não são. Por que ouvi-los se há profecias bem mais gostosas e açucaradas a dizer que tudo vai bem e nada poderá ir mal neste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza?

Padre Zezinho SCJ

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A obra do Padre Henri CAFFAREL

Testemunho de um participante do Colóquio

Padre Louis de Raynal

Em dezembro passado, participei do primeiro colóquio organizado sobre a figura e a obra do Padre Henri CAFFAREL. Posso dizer o que mais me marcou? Como padre diocesano, fiquei sensibilizado de ver a prodigiosa fecundidade do ministério de um padre a serviço dos batizados e dos casais.
Sua vida inteira, afinal, terá tido este objetivo: ajudar as pessoas a realizarem sua vocação à santidade.

Um homem de seu tempo

Foi importante ouvir vários expositores situarem o contexto no qual Henri Caffarel nasceu, cresceu e realizou sua vocação. Notei a forte influência da Ação Católica na sua juventude e no início de seu ministério. A presença em nosso meio de testemunhas que conheceram intimamente o Padre Caffarel permitiu que eu compreendesse a humanidade dele. Um homem simples e discreto, exigente, mas com certeza apaixonado. Seu pronunciado gosto pela literatura mostra o lugar determinante que ele conferia à vida do pensamento.

Por meio das palavras dos escritores, ele celebra o mistério do amor. Ela estimula os casais para que leiam e assim alimentem sua oração e seu engajamento.

A vida de oração

Vários expositores do Colóquio nos fizeram compreender o lugar central que o Padre Caffarel dava à oração na vida cristã. Não estaria aí o segredo da fecundidade de seu ministério? Aos 20 anos, Henri tem um encontro decisivo com o Senhor. É um homem que, aos poucos, se deixa arrebatar por Deus. Ele procura captar os apelos do Senhor na oração, nos encontros, nos acontecimentos. Ouvi esta frase de Xavier Lacroix a respeito da oração: “Não é uma obra a realizar, mas uma desistência a realizar”. A oração conjugal é o primeiro ato da missão dos esposos.

Uma espiritualidade conjugal

A palestra do Padre Alain MATTHEEUWS nos ajudou a compreender o que é uma vida espiritual, ao enfatizar o quanto a ação do Espírito Santo se faz numa humanidade e, portanto, num corpo. Os caminhos do Espírito Santo estão nos sinais que se pode ver, ouvir, tocar. É uma pista essencial para aprofundar a espiritualidade conjugal, colocada em evidência pelo Padre CAFFAREL. Os esposos, por meio de todos os atos de sua vida conjugal e familiar, passam a ser eles mesmos sinais e, logo, evangelizadores. A missão do casal realiza-se no corpo eclesial.

A missão universal
No casal, a vocação à santidade realiza-se no e por seu amor de esposos e de pais. Eis aí uma Boa Nova! O testemunho de um casal brasileiro me fez tomar consciência da catolicidade do Movimento das ENS, com essa capacidade de unir em seu seio casais de países, culturas, sensibilidades extremamente diferentes. Foi muito bonito ouvir esse casal dizer: “É preciso levar a boa nova do sacramento do matrimônio até os confins do mundo”.

Afinal, o que eu guardo desse Colóquio? Uma formidável esperança para a Igreja! Desde a morte do Padre CAFFAREL, em 1996, o grãozinho de trigo caído em terra continua trazendo muito fruto, fazendo germinar, no coração e na vida de muitas pessoas uma sólida espiritualidade cristã, baseada nos sacramentos do batismo e do matrimônio.

NB : O Padre Louis de Raynal é autor de uma obra publicada em en 2010 : “A boa noiva do matrimônio – O Padre Caffarel profeta para nosso tempo”- Ed. Echelle de Jacob
 
Fonte: O BOLETIM DOS AMIGOS DO PADRE CAFFAREL


BOLETIM DE LIGAÇÃO N° 9     Julho-Agosto 2011

ASSOCIATION DES AMIS DU PÈRE CAFFAREL

49 RUE DE LA GLACIERE

F-75013 PARIS

www.henri-caffarel.org

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CARTA AOS PAIS


Linda esta carta de Dom Orlando Brandes, que recebi da Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ, por isso encaminho para meus amigos

. Sejamos perseverantes na oração, para que Deus nos conceda força e perseverança no caminho do bem. A família é o berço de pais e padres , se a família está perto de Deus, certamente o mundo será melhor!
Desejo a todos um Feliz dia dos Pais!

alexandre


A CARTA DE  Dom Orlando Brandes
Estimados pais, o segundo domingo de agosto é dedicado a vocês. Aceitem esta festa porque é um gesto de gratidão, admiração, compreensão e oração por vocês. Se esta festa não existisse precisaríamos criá-la, pois, tal é a necessidade que as pessoas e a sociedade têm da pessoa do pai.



Vocês são o rosto de Deus Pai do qual vem toda paternidade. Ninguém nasce sabendo ser pai, nem mesmo é fácil assumir esta missão. Trata-se de uma arte, uma sabedoria, uma tarefa marcada por sacrifícios e alegrias. Como é necessário o colo, o abraço, a presença, o tempo, a fé, e a orientação paterna.



É comovente a gente ver o pai ao lado da esposa e perto dos filhos. O pai livra o filho da dependência da mãe, indica rumo e direção na vida, é esteio e ponto de referência na família. Sem você pai, crescemos inseguros, tímidos, indecisos. Não vale a pena um pai ter sucesso financeiro e fracasso familiar. O maior tesouro e o capital mais precioso é a família. Pais, vocês são lideres, condutores, provedores, mestres, protetores da família. Nós queremos dizer-lhes que os amamos e queremos ajudá-los a serem bons pais.



No passado tivemos pais proibitivos, hoje temos pais permissivos, mas precisamos de pais participativos que sejam a fascinação de seus filhos, o pai herói, mesmo sendo limitado. Sabemos que vocês pais não são deuses, nem onipotentes, nem perfeitos. O que importa mesmo é o seu jeito de ser pai ao ponto dos filhos poderem dizer: “Eu quero ser como meu pai. Meu pai e eu somos um. Quero ser digno desse pai”.



Pai, como faz bem sua presença em casa e como prejudica a sua super proteção com dinheiro, presentes, liberdades sem limites aos filhos. O amor é exigente. Não troquem o lar pelo bar, pelo campo de futebol, pela empresa, pela internet ou pela televisão. A atual geração está crescendo com sensação de abandono, de orfandade, de ausência, de distância do pai . Hoje, nós pedimos a vocês, aceitem ajuda, procurem as soluções, desejem ser melhores. Nós sabemos que seus erros são “erros de amor”. Não duvidamos de sua vontade e reta intenção. Estamos conscientes que gerar um filho é fácil, difícil é ser pai desde a concepção, durante a gravidez e em todas as etapas da vida. Hoje se fala muito do “pai grávido” que compartilha e participa de todo o processo da gravidez e pela vida afora é companheiro e educador.



Está mudando o jeito de ser pai. Muitos ainda confundem o pai com o patrão, o reprodutor, o macho, o patriarca. Outros, porém, pensam que o pai é apenas um servo super-protetor que faz todas as vontades dos filhos. Criou-se também o “mito do pai perfeito” e assim muitos pais desanimam, se estressam e se omitem. A verdade é que pai ausente, filho carente. Pai permissivo, filho prepotente. Pai irreligioso, filho incrédulo. Pai profissional, filho consumista e folgado. Pai fraco, filho desnorteado, às vezes efeminado.



Queremos abraçar afetuosamente neste dia o pai migrante, o padrasto, o desempregado, o doente, o preso, o viúvo, o separado. Tanto o pai que alcançou a terceira idade, como o pai ainda adolescente, necessitam de nosso apoio e compreensão. Os filhos que sofrem a ausência do pai procuram segurança na religião, nas leis, nas instituições. Uns se tornam conservadores outros delinqüentes. Lembremos, porém, os conselhos bíblicos ensinam: “Aquele que respeita o pai obtém o perdão dos pecados, aquele que honra o pai, viverá muito tempo. Filho cuida de teu pai na velhice. O amor para com o pai, nunca será esquecido” (cf Eclo. 3).



Cada pessoa leva dentro de si o pai que a gerou ou adotou. A reconciliação com o pai através do perdão tem o poder de curar carências, ressentimentos e rejeições que sofremos. Um grande presente de aniversário a ser dado a nossos pais é o perdão. É um presente de preço inestimável. Quem não resolve seus problemas com o pai, vai repeti-los vida afora de diversas maneiras. Podemos solucionar todas as questões de antipatias e rejeição da autoridade através do perdão aos nossos pais. A você pai, parabéns, benção e gratidão.



Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

Folha de Londrina, sábado, 7 de agosto de 2010



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Parabéns, preces e presentes aos nossos Pais na Terra e no Céu!



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Zilda Arns e a Pastoral da Criança


Dra. Zilda Arns Neumann, 75 anos, é médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dra. Zilda Arns também é representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).



Nascida em Forquilhinha (SC), reside em Curitiba (PR), é mãe de cinco filhos e avó de dez netos. Escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba (PR), e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.



Em 1983, a pedido da CNBB, a Dra. Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15). A educação das mães por líderes comunitários capacitados revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças facilmente preveníveis e a marginalidade das crianças. Após 25 anos, a Pastoral acompanha mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros. Seus mais de 260 mil voluntários levam fé e vida, em forma de solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.



Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.



Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Quem é o maior no Reino dos Céus?"

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 18,1-5.10.12-14

"Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo. Cuidado! Não desprezeis um só destes pequenos! Eu vos digo que os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. "Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos morros, para ir à procura daquela que se perdeu? E se ele a encontrar, em verdade vos digo, terá mais alegria por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequenos."

 
Meditação:

Para entender melhor a mensagem de Jesus, é interessante criar mentalmente o contexto no qual aconteceu esta cena...

Certamente os discípulos estavam com Jesus na presença de uma pequena multidão. Imaginemos Jesus observando o movimento das pessoas, algumas crianças acompanhando os pais, algumas sentadas, outras inquietas, e todos esperando o momento em que Jesus começasse a falar...

A comunidade cristã não é a reprodução de uma sociedade que se baseia na riqueza e no poder. Nela, é maior ou mais importante aquele que se converte, deixando todas as pretensões sociais, para pertencer a um grupo que acolhe fraternalmente Jesus na pessoa dos pequenos, fracos e pobres.

Quem é o mais importante no Reino do Céu? Mateus não chega a dizer qual dos discípulos fez a pergunta. Verdade é que Jesus de tanto falar bem do Reino dos Céus, todos os discípulos fariam tudo por tudo para entrar nele, e com o maior destaque possível!

Ante a pergunta do discípulo, em três partes Jesus dividi o seu discurso. Primeira: Desmonta as grandezas dos pensamentos dos seus discípulos. Pois o Reino não é para aqueles que se fazem grandes mas sim os pequeninos.

Depois, Ele ameaça a quem fizer qualquer mal a um pequenino. E, por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição de superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarem o poder, a vaidade, são levados a se colocarem à disposição. E Jesus faz tudo isso porque percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus!

O Evangelho conclui falando ainda que Deus se agrada mais de um pequenino que é resgatado, do que de 99 que não precisaram ser resgatados.
Eis uma boa pista para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar no Reino dos Céus. Ir ao encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa que qual ovelha perdida anda longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo.

Por que alguém se extravia, isto é, se distancia da comunidade? Certamente por causa do escândalo (vv. 6-9), ou do desprezo daqueles que buscam poder e prestígio.

A parábola mostra que a comunidade inteira deve preocupar-se e procurar aquele que se extraviou. A comunidade se alegra quando ele volta para o seu meio, porque a vontade do Pai foi cumprida.

Eis, Portanto, a lição prática que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e sempre:

1) A humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração representados pela criança símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e marginalizados pela sociedade;
2) A acolhida que se deve dar a estes excluídos condenados à comer o pão que o diabo amassou ou seja acolhida aos pequeninos;
3) E por último não só acolher, mas e, sobretudo, sair em busca dos pequeninos que se perderam, e resgatá-los.

Isso é deixar as 99 ovelhas e ir ao encontro de uma única ovelha que se perdeu. Esta um dia foste tu encontrada por Jesus e que agora Ele te consagra em Seu missionário. Não interessa que tipo de vida levamos, o importante é que Ele nos faz Seus discípulos e missionários, com uma vocação específica.

bom dia a todos! Obrigado pela meditação Venâncio e Xisto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O poder do diálogo no matrimônio - "Dever de Sentar-se"

Bom dia a todos! O final de semana foi corrido, sexta formatura de meu irmão em Administração, sábado consultoria em Agronomia e auxílio no jantar pelas vocações, na comunidade. Domingo festa pelos 25 anos de sacerdócio da padre Heitor Didomenico na cidade de Anta Gorda.  Demos Graças a Deus! Para começar a semana, deixo este artigo, que poderia ser o Dever de Sentar-se.
alexandre



Muitas vezes, as pessoas se fecham para quem se ama.

 
A última Encíclica do Santo Padre, o Papa Bento XVI, “Caritas in Veritate”, de 29 de junho de 2009, apresenta uma proposta de vida, na qual as pessoas devem viver a verdade. Esta verdade deverá ser procurada, expressa e encontrada na caridade; e toda caridade precisa ser compreendida, avaliada e praticada à luz da verdade. O Papa usa a expressão “ágape” para falar de caridade e “logos” para dizer da verdade. E afirma que da verdade (logos) sai a palavra dia-logos: diálogo, comunicação, comunhão. A comunhão é fruto do diálogo.

No matrimônio, o diálogo entre os cônjuges é a fonte para que o amor se alimente, cresça e frutifique em obras na própria vida do casal e também frutos de transformação da sociedade. A base do diálogo é e será sempre a verdade, mas a forma de se dizer a verdade precisa ser a caridade, com respeito à outra pessoa. Vemos muitos casais em crises conjugais por causa da falta de diálogo, por não expressarem livremente a sua opinião, causando sempre a depressão no outro, que se sente sufocado por viver a partir da verdade do cônjuge, sem poder se dizer. Eu diria até sem ser valorizado como pessoa. Por isso, o diálogo é fundamental no matrimônio.

O que seria, então, o diálogo? Arrisco afirmar que a base é a escuta; não o falar. Para se aprender a dialogar com os outros é preciso aprender a ouvi-lo sem qualquer preconceito, sem querer corrigi-lo ou interferir em sua fala. Toda pessoa precisa ser ouvida, precisa ter alguém que a escute e dê atenção às suas aspirações, sofrimentos, anseios diários... Enfim, todos precisamos que alguém nos acolha com amor e nos escute por um momento do dia. Acho este o ponto essencial no diálogo: um fala e o outro escuta, depois o outro fala e o primeiro escuta. O fruto do diálogo deverá ser o consenso, uma opinião comum.

Quando tudo isso não acontece, as pessoas acabam se fechando e não se comunicando com quem ama, porque este não soube ouvi-la ou, então, interpretou a sua fala de forma errônea, distorcendo aquilo que ouviu e reagindo de forma agressiva ou indeferente.

O centro do diálogo é a busca da verdade, e a verdade é Jesus Cristo. Nele podemos encontrar o ponto de unidade para o diálogo, por isso a importância do casal rezar juntos. Quem reza junto consegue conversar e dialogar de forma madura, com respeito. Podemos até discordar da opinião dos outros, mas é sempre bom separar o fato da pessoa. Separe e preserve sempre a pessoa; discuta opiniões. Toda discussão tem de ter como base o amor.

A verdade dita sem amor torna-se agressiva e não produz o efeito de ajuda para a melhora do outro. Se aprendermos a viver o diálogo pela verdade, mas ajustado ao amor de Deus, poderemos ser mais felizes no nosso matrimônio. Leia a Encíclica do Papa Bento XVI.

Deus o abençoe!

Diácono Paulo Lourenço

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Onde está Deus?


Muitas vezes nos perguntamos: "Onde está Deus?" "Onde o podemos encontrar?"

As Leituras do final de semana têm duas cenas muito bonitas, que mostram como Deus SE REVELA.
Na 1a Leitura, Deus se revela a Elias, na BRISA suave. (1Rs 19,9a.11-13)


Cansado e perseguido de morte por Jesabel, Elias foge para o deserto, a caminho do Monte Horeb, onde Moisés se encontrara com Deus...
- Lá, Elias o esperava no vento, no terremoto, no fogo, mas ele não estava lá.
Deus vai ao seu encontro de uma forma completamente diferente: "no sopro suave de uma BRISA..." e ali lhe fala...
* Deus geralmente se manifesta na humildade, na simplicidade, na interioridade.

Por isso, é preciso calar o ruído excessivo, moderar a atividade desenfreada, encontrar tempo para consultar o coração, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presença e as suas indicações, nos sinais, quase sempre discretos, que ele deixa na história e em nossa vida.

Na 2ª Leitura, Paulo fala que Deus se revelou, oferecendo a todos uma proposta de Salvação, mas o seu povo infelizmente a rejeitou. (Rm 9,1-5)

No Evangelho, Deus se revela na TEMPESTADE. (Mt 14,22-33)
- Jesus envia os discípulos em missão na outra margem do lago e, cansado, retira-se da multidão... vai ao monte para rezar...
- Enquanto isso, os apóstolos navegam "de noite" preocupados,na barca agitada pelos ventos contrários.
- Jesus interrompe o descanso... vai ao encontro, "caminhando sobre o MAR".
- Eles o confundem: "É um fantasma..."
- E Jesus se identifica: "Coragem, SOU EU, não tenham MEDO".
- Pedro o desafia: "Se és Tu, manda-me caminhar sobre as águas".
- Jesus aceita: "Vem!"
- Pedro vai ao encontro de Jesus; mas, assustado pelo vento, começa a duvidar e afundar. Então grita por socorro: "Salva-me, Senhor!".
- Jesus antes estende a mão e depois o questiona:

"Por que duvidaste, homem de pouca fé?"

- Jesus entra na Barca e a tempestade se acalma.
- Então todos se prostram em adoração diante de Jesus, dizendo:

"Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus".

* Deus se manifesta em meio às dificuldades, aos ventos da tempestade.

Enquanto Jesus está em diálogo com o Pai, os discípulos estão sozinhos, em viagem pelo lago. Essa viagem, no entanto, não é fácil e serena… É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e navega dificilmente, com vento contrário. Os discípulos estão inquietos e preocupados, pois Jesus não está com eles…

Esse BARCO é a COMUNIDADE CRISTÃ:

A "noite" representa as trevas, a escuridão, a confusão, a insegurança em que tantas vezes "navegam" através da história os discípulos de Jesus,sem saberem exatamente que caminhos percorrer nem para onde ir…
As "ondas" representam a hostilidade do mundo,que bate continuamente contra o barco em que viajam os discípulos…
Os "ventos contrários" representam as resistências ao projeto de Jesus.

Os discípulos de Jesus se sentem perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades que as forças da morte e da opressão (o "mar") lançam contra eles…

É precisamente aí, que Jesus manifesta a sua presença. Ele vai ao encontro dos discípulos "caminhando sobre o mar".

O episódio reflete a fragilidade da fé dos discípulos, quando tiveram de enfrentar as forças adversas, sem a presença de Jesus na barca. Os discípulos seguem a Jesus de forma decidida, mas se deixam abalar quando chegam as perseguições, os sofrimentos, as dificuldades…

Então, começam a afundar e a ser submergidos pelo "mar" da morte, da frustração, do desânimo, da desilusão… No entanto, Jesus lá está para lhes estender a mão e para os sustentar. Finalmente, a desconfiança dos discípulos transforma-se em fé firme:

"Tu és verdadeiramente o Filho de Deus".

Esse texto é uma CATEQUESE sobre a caminhada da Comunidade de Jesus, enviada à "outra margem", para convidar todos para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos.

- A caminhada não é um caminho fácil. A comunidade (o "barco") dos discípulos deve abrir caminho através de um mar de dificuldades, pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projetos de Jesus.
- Os discípulos devem estar conscientes da presença de Jesus. O "fantasma" do MEDO desvanece e as crises de fé são superadas, quando aceitamos a presença de Deus em nossa vida pessoal e comunitária.

Ele continua a garantir: "Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo".  + Dia do Padre: O padre também não está isento de "tempestades",  que se formam dentro e fora da Comunidade.  Nesse dia a ele consagrado, rezemos para que, nesses momentos em que possa ter a sensação de afundar no mar da frustração e do desânimo, possa perceber essa presença de Cristo, que vem ao seu encontro com palavras de esperança. "Coragem! Sou eu. Não tenhas medo!"

Quando Cristo entra na BARCA, o vento e as ondas param... e volta a tranqüilidade... a paz.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 07.08.2011

http://www.buscandonovasaguas.com/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Padre mendigo que confessou o Papa João Paulo II

Bom dia! Desde a nossa juventude tivemos a oportunidade de ter amigos padres, no grupo de jovens. Depois no MCJ, nas CEBS, CLJ, paróquia São José - Vila Nova e nos últimos anos as ENS, nos proporcionaram conhecer e conviver com sacerdotes. Todos estão em nossos corações! Parabens pelo vosso dia , caros amigos sacerdotes!


Alexandre e alana


Há alguns dias, no programa de televisão da Madre Angélica nos Estados Unidos (EWTN), relataram um episódio pouco conhecido da vida do Papa João Paulo II, li também no livro do Dom Rafael Cifuentes “Sacerdotes para o terceiro milénio, mas é um belíssimo exemplo de humildade e misericórdia de um coração que soube ser amigo da humanidade:

Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York se dispunha a rezar em uma das paróquias de Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote se deu conta de que conhecia aquele homem. Era um companheiro do seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.

O padre, depois de identificar-se e cumprimentá-lo, escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido sua fé e sua vocação. Ficou profundamente estremecido. No dia seguinte o sacerdote vindo de Nova York tinha a oportunidade de assistir à Missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é de costume. Ao chegar sua vez sentiu o impulso de ajoelhar-se frente ao Santo Padre e pedir que rezasse por seu antigo companheiro de seminário, e descreveu brevemente a situação ao Papa.

Um dia depois recebeu o convite do Vaticano para cear com o Papa, e que levasse consigo o mendigo da paróquia. O sacerdote voltou à paróquia e comentou a seu amigo o desejo do Papa. Uma vez convencido o padre mendigo, levou ao seu lugar de hospedagem, ofereceu-lhe roupa e a oportunidade de assear-se.


O Pontífice, depois da ceia, indicou ao sacerdote que os deixasse a sós, e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu: “uma vez sacerdote, sacerdote para sempre”. “Mas estou fora de minhas faculdades de presbítero”, insistiu o mendigo. “Eu sou o Bispo de Roma, posso me encarregar disso”, disse o Papa.

 
O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe que por sua vez escutasse sua própria confissão. Depois dela chorou amargamente. Ao final João Paulo II lhe perguntou em que paróquia tinha estado mendigando, e o designou assistente do pároco da mesma, e encarregada da atenção aos mendigos.

Oração: Obrigado Senhor pelo dom da amizade, ela é uma vocação tão rica e necessária para os nossos dias. Dai aos nossos sacerdotes a graça de serem profundamente amigos do Coração de Jesus e Maria para que eles saibam ser amigos e companheiros do teu povo. Concede também Senhor que os nossos padres encontrem em meio ao seu trabalho pessoas amigas que possam ser para eles um sinal de Tua presença confortadora. Que pela fé e pelo poder do Divino Espírito Santo sacerdotes e leigos descubram a graça da direção espiritual através da amizade e possamos viver como as primeiras comunidades: “eles tinham um só coração e uma só alma”.

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