quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não basta querer. É preciso esforço da nossa parte!


No Evangelho de hoje, Jesus anuncia Sua mensagem de salvação ensinando de cidade em cidade, de povoado em povoado. Ao mesmo tempo, Ele se aproxima de Jerusalém, onde alguém lhe pergunta: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”


Esta é a pergunta curiosa do devoto fiel, evidentemente pondo-se no grupo dos salvos. É a tentação de sempre, daqueles que se julgam “proprietários” da salvação, especialmente os fariseus. Mas é também a tentação que temos nós, discípulos, quando perdemos a dimensão da espera. Quando acreditamos que “os muros da nossa cidade interior” são tão seguros a ponto de não precisar de vigilância.



É terrível para nós, discípulos, quando, depois de uma bela experiência com Deus, sentimos imediatamente que entramos num grupo “à parte” e começamos a olhar com autossuficiência aos outros, àqueles que não entendem, que não conhecem, que têm seguido outros percursos diferentes ao de Jesus.



“Para mantermos a vida de fé necessitamos fazer todo o esforço possível para passar pela porta estreita”, diz o Senhor. Com este símbolo, Jesus não tem a intenção de dizer que, devido ao monte de gente que quer a vida eterna, tenhamos que “empurrar uns aos outros” pra poder garantir nosso lugar. Não! Devemos nos esforçar sim; não basta querermos.



É verdade que não podemos nos salvar por nossas próprias forças, mas isto não acontece sem a nossa ação, com uma atitude de pura passividade. Deus nos salva, mas nos leva a sério como pessoas livres e responsáveis. Devemos nos esforçar e lutar, aproximando-se decididamente e conscientemente do Senhor para superar os obstáculos e testemunhá-lo com a nossa vida.



Com a afirmação sobre a porta que é fechada pelo dono da casa, Jesus quer nos dizer que devemos nos esforçar, porque nosso tempo é curto. Não podemos adiar “pra não sei quando” o esforço de viver em comunhão com Deus. Com a nossa morte, a porta será fechada e será decidido o nosso destino. Então, será muito tarde para querer chamar e bater.



Devemos levar também em conta que o nosso tempo, além de limitado não é do nosso controle. Não podemos viver uma vida segundo o nosso bel-prazer e adiar para a velhice a preocupação pela salvação. Não somos nós que fechamos a porta, mas Deus. Por isso, devemos estar sempre prontos.



Nas palavras do dono da casa, vemos uma ênfase na justiça, na orientação da vida segundo a vontade do Senhor. Não basta uma comunhão somente externa com Ele, tê-Lo conhecido, ter ouvido Seus ensinamentos, conhecer o Evangelho e o Cristianismo, pois corremos o risco de Ele nos dizer: “Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!”.



Quem não se orienta pela vontade de Deus, quem rejeita, conscientemente, a comunhão com Ele, já excluiu a si próprio da salvação. Esta sua decisão é respeitada e confirmada pelo Senhor. E seria triste chorar de desgosto e ranger os dentes de raiva por se dar conta do que foi perdido.



A boa notícia de Jesus não nos diz coisas agradáveis nem nos promete uma vida fácil e sem esforços. A boa nova contém algumas verdades incômodas, mas justas, porque não nos esconde nada, mas manifesta a verdade completa e nos indica a verdadeira via para a felicidade plena. Aquilo que conta, enfim, é o empenho com o qual se vive a própria existência cristã, testemunhando uma pertença a Cristo.



Jesus nos interpela. Para chegarmos ao Reino, à vida plena, à felicidade eterna – dom de Deus oferecido a todos – é preciso renunciar a uma vida baseada naqueles valores que nos tornam orgulhosos, egoístas, prepotentes e autossuficientes para seguir Jesus no Seu caminho de amor, de entrega e dom da vida.


Padre Bantu Mendonça
fonte; http://blog.cancaonova.com/homilia/2011/10/26/nao-basta-querer-e-preciso-esforco-da-nossa-parte/

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Diocese de Caxias do Sul em transformação

Parabens caxienses por este Bispo! Li esta entrevista no jornal Correiro riograndense!
alexandre

Dom Alessandro Ruffinoni completa, nesta quarta 19, 103 dias como bispo da diocese de Caxias do Sul. Com mais os 10 meses em que atuou como coadjutor de seu antecessor, dom Paulo Moretto, soma tempo suficiente para uma avaliação mais aprofundada dos municípios e dos cerca de 800 mil habitantes que compõem a diocese que administra. Foi isso que ele fez ao atender o Correio Riograndense. Dom Alessandro, nascido em 26 de agosto de 1943, em Piazza Brembana (Bergamo, Itália), com 26 anos de Brasil, foi além: revelou surpresas que teve, em especial o pluriculturalismo que encontrou; disse que prepara a implantação do diaconato permanente, necessidade para suprir o encolhimento das vocações; que estuda o vicariato episcopal (espécie de pré-diocese) para Farroupilha, Bento Gonçalves e Nova Prata; que quer priorizar as pastorais do migrante e da juventude; e que já tem projeto pronto para reformar a casa episcopal.


A seguir, principais trechos da entrevista concedida ao editor-chefe Ibanor Sartor e ao editor-assistente Marcelino Dezen.



Correio Riograndense - Que avaliação o senhor faz da realidade caxiense e da região da diocese que o senhor comanda?

Dom Alessandro Ruffinoni - Hoje já posso fazer uma análise um pouco melhor - embora tenha ainda muito a conhecer. Por exemplo: a cidade de Caxias, com seus mais de 400 mil habitantes, é cosmopolita, não é mais só de origem italiana. Estive presente em alguns batizados e não tinha nenhuma de sobrenome italiano. Caxias cresceu, por sua indústria e capacidade de oferecer mão de obra a muita gente, mas cresceu também culturalmente, tornando-se pluricultural.



CR - E quanto à questão social, à distribuição de riquezas?

Dom Alessandro - Com a entrada de novas forças, entra também a pobreza. Nem todo mundo consegue alcançar o sonho de vir para Caxias e conseguir emprego. Os bairros vão se enchendo de gente e surgem dificuldades. Aquilo que aparece é uma Caxias rica, com capacidade de absorver mão de obra. Escuto com frequência: é só estar bem de saúde e com vontade de trabalhar para ser empregado em Caxias.

A periferia da cidade é formada de gente mais humilde, mais pobre. Mas não vejo aqui sinais mais graves como os que se notam em Porto Alegre, com muita gente deitada na rua, pedindo esmola... só alguns, na escada da catedral.



CR - Algo lhe surpreendeu em relação à imagem que o senhor fazia?

Dom Alessandro - A pluricultura. Pensava que a cidade era só de uma cultura, não só de italianos, mas com grande predomínio de italianos. Não é bem assim. Agora, há áreas do interior em que há só descendentes de italianos.



CR - E isso mudou algum projeto, alguma linha de ação que o senhor pretendia implantar aqui?

Dom Alessandro - Nossa preocupação, minha e dos padres, é como ir ao encontro desta realidade. Insistimos muito na pastoral da acolhida, para que a pessoa que chega em Caxias se sinta acolhida. A gente nota também na cidade muitas religiões e manifestações de religiosidades não cristãs.


CR - Como o senhor vê esse crescimento de outras religiões?

Dom Alessandro - Eu não tenho medo ou fico triste, porque se uma religião ensina a se querer bem, a fazer o bem, que seja bem-vinda. Que elas ajudem as pessoas a amar a Deus e ao próximo. Não devemos ver outras religiões como inimigas. O Vaticano II e a Verbum Domini nos ensinam que as outras religiões também têm a semente do Verbo, quer dizer, que também têm alguma coisa de Deus. Todas as pessoas vêm de Deus, desde a antiguidade - o confucionismo, o induísmo... Alguma coisa, alguma semente boa eles receberam de Deus e Deus fala também através dessas pessoas. A Igreja Católica não é dona da verdade.



CR - A complexidade da região oferece realidades diferentes, a começar pela formação dos povos - açorianos, italianos. Como lidar com elas?

Dom Alessandro - Notei grande diferença. São Francisco de Paula, Jaquirana (origem açoriana)... É outro tipo de gente. Tem que ter outro padre, porque o padre italiano, se não tem vocação carismática, não é capaz de cativar essa gente. Não pode só ir lá dar ordens, avisos. O padre tem que ir na casa deles, fazer amigos. Uma vez conquistados, são melhores que os outros. Mas é preciso fazê-los amigos.

CR - E as outras, de origem italiana, como Farroupilha, Bento Gonçalves?


Dom Alessandro - Bento é mais católica que Caxias. Não sei se é oportuno dizer, mas até os industriais de Bento são muito mais ligados aos padres, à Igreja, do que em Caxias. Isso está relacionado ao tamanho, um pouco menor, e porque, talvez, em Bento a presença de padres que souberam atrair tenha marcado mais. Aqui em Caxias, sem medo de ofender aos padres diocesanos, a Imaculada Conceição, dos capuchinhos, é uma força muito importante para atrair gente, para conquistar, para participar.



CR - Considerando toda área, aonde a participação é maior?

Dom Alessandro - Não sei se é porque a presença é maior quando o bispo está presente, mas a impressão é de que nessas comunidades, em especial do interior, estão participando intensamente. Essas comunidades mantêm valores. Acho que o interior é ainda muito bom.


CR - Sua grande preocupação sempre foi o migrante. Que projetos o senhor tem em mente para favorecer, acolher melhor essas pessoas?

Dom Alessandro - Como scalabriniano, carlista, trabalhei muito com migrantes. Meu trabalho foi mais na formação de novos padres, mas sempre vivi o clima dos migrantes - atuando no Paraguai, em Porto Alegre e agora. Chegando aqui, achei que pudesse me dedicar melhor ao migrante, mas não está sendo possível. A estrutura da diocese é muito pesada, com muitas pastorais, muitas reuniões. A gente fica presa a essa estrutura, mas irmãs e padres sabem do meu apoio à Pastoral da Acolhida.

CR - Que outra pastoral terá atenção especial?

Dom Alessandro - A da juventude. É um grande desafio. Em vista também da Jornada Mundial da Juventude, no Brasil, em 2013. Eu vejo os movimentos de jovens (Emaús, RCC, Eja, Cenáculo), os grupos das paróquias, a pastoral juvenil... Poderia existir a Pastoral da Juventude Agrária... Outro desafio é a universidade, onde não estamos presentes diretamente. Uma pastoral universitária seria interessante.


O restante da entrevista está em http://www.editorasaomiguel.com.br/correio/edicoes/frame.php?edicao=275certo e agora volta novamente a ideia. Esses devemos dar mais atenção.


Dom Alessandro Ruffinoni é o quarto bispo da diocese de Caxias do Sul, criada no dia 8 de setembro de 1934, pela Bula “Quae Spirituali Christifidelium”, do Papa Pio XI. O primeiro bispo foi dom José Barea (1931-1951); o segundo, dom Benedito Zorzi (1952-1983) e o terceiro, dom Paulo Moretto (1983-2011).


A diocese abrange uma área de 11,9 mil quilômetros quadrados, formada por 29 municípios. Atualmente, são 71 paróquias e quase mil comunidades-igreja. Atuam na diocese cerca de 200 sacerdotes, metade do clero diocesano e outra metade formada por religiosos de oito diferentes ordens/congregações. Também atuam na diocese duas congregações de irmãos, com cerca de 60 religiosos, e 21 congregações femininas, com 450 religiosas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não espere acontecer uma tragédia para perceber o milagre

Sabe quando nos deparamos com uma palavra que, embora conhecida, disperta algo novo em nosso mais profundo ser? Foi isso que experimentei estes dias enquanto rezava com a passagem de João 11, a qual narra a Ressurreição de Lázaro. Fiquei "encantada" com o que ela me despertou. Diz a Palavra que Jesus era amigo de Lázaro e de suas irmãs Marta e Maria, mas sendo avisado da doença de seu amigo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar, ao invés de ir socorrê-lo imediatamente. Compreendi neste fato, que Jesus não se deixava levar pelos sentimentos, mas tinha como meta principal fazer a vontade do Pai que, pelo visto, naquele momento, seria que Ele continuasse pregando o Evangelho em Jerusalém por mais dois dias.


Como a viagem até Betânia era longa, Jesus chegou à casa do amigo quatro dias depois de seu sepultamento. Aos olhos humanos, um quadro angustiante: Marta chorando de um lado, Maria do outro e a casa cheia de judeus que tinham vindo apresentar condolências à família e, certamente, chorar também. Era uma situação tão crítica que diz a Palavra: "Jesus pôs-se a chorar". Diga-se de passagem, é a única vez que a Bíblia narra o choro de Jesus.



Bom, mas aí vem o mais importante, como o próprio Jesus declarou ao saber da infermidade do amigo: "... esta doença tem por finalidade a glória de Deus. Pois por ela será glorificado o Filho do Altissímo" (Jo 11,4). Realmente foi o que aconteceu, pois a morte e a ressurreição de Lázaro glorificram tanto a Deus, que despertou ainda mais a ira dos fariseus que procuravam, à partir disso, matar não somente Jesus, mas também Lázaro por causa do número de pessoas que, atraídos por sua vida nova, vinham ao seu encontro e acabavam seguindo seu Mestre e amigo. Imagine a amizade entre Jesus, Lázaro, Marta e Maria; imagine o quanto ela deve ter crescido depois deste fato! Foi, sem dúvida, um dos maiores milagres narrados na Bíblia. O fato reforça a ideia que tenho de que a amizade alicerçada em Cristo produz milagres em nossa vida.


Uno minha reflexão à do saudoso padre Léo; ele nos chama à atenção em seu livro “Experienciai Milagres” para percebermos e valorizarmos os milagres que acontecem todos os dias diante de nossos olhos e que não os valorizamos ou não os percebemos. Um exemplo é o caso de estarmos vivos agora, depois de já termos superado tantas coisas desde o dia do nosso nascimento.


É realmente oportuno se perguntar: "Será que alguma coisa só é milagre quando vem precedida de uma desgraça? Será que só valorizamos a saúde depois que aparece a doença? Se andar depois de se ter ficado paralítico é um milagre, por que não consideramos um milagre o fato de podermos andar, pular e correr todos os dias?


Parece que é até natural ao homem valorizar mais as coisas e pessoas depois que as perde. Basta observar que os momentos de maiores elogios e boa fama são concedidos às pessoas depois de sua morte. Isso não faz sentido. "Uma simples flor dada com carinho em vida, vale mais que grandes coroas de flores enviadas durante o velório".

A reflexão a respeito da vida nova que o Senhor concedeu a Lázaro me faz valorizar mais meus amigos e os milagres do hoje. Faz-me também lembrar que o tempo de Deus é diferente do meu e que, portanto, preciso estar atenta à sua vontade que não pode ser confundida com meus sentimentos.

Hoje, quero dar o devido valor ao milagre que é a minha vida, a saúde, o trabalho e as pessoas que de alguma forma ajudam-me a ser quem sou.

Se você quiser faça o mesmo. Não espere acontecer uma tragédia para perceber o milagre que está ao seu lado! Valorize cada ação, cada fato, cada pessoa e cada acontecimento da sua história. Valorize sua vida, porque ela é o maior milagre de Deus! E como Jesus disse a Lázaro, ouso dizer a você hoje, em nome de Jesus: "...Vem para fora!". E feliz vida nova!

Dijanira Silva
Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.

19/10/2011 -

sábado, 15 de outubro de 2011

« Conversão é caminhar contra-corrente »

« Conversão é caminhar contra-corrente », entendendo « corrente » como um « estilo de vida superficial, incoerente e ilusório, que muitas vezes nos arrasta, nos domina e nos torna escravos do mal, ou, em todo o caso, prisioneiros da mediocridade moral ». Palavras de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, inteiramente dedicada à Quaresma, que agora inicia com o rito da imposição das Cinzas.

« A conversão a que somos chamados não deve ser entendida como um simples ajustamente na nossa vida, mas como uma autêntica inversão de marcha. Converter-se significa precisamente ir em contra-corrente. Converter-se significa mudar direcção no caminho da vida : não um pequeno ajustamento, mas uma autêntica inversão de marcha.
Converter-se significa caminhar em contra-corrente, ententendo por corrente um estilo de vida superficial e incoerente que muitas vezes nos arrasta, nos domina e nos torna prisioneiros do mal e da mediocridade ».

Comentando o rito da imposição das cinzas, Bento XVI observou que a primeira fórmulas prevista pela liturgia – « Convertei-vos e acreditai no Evangelho » exprime uma única atitude fundamental : « converter-se e acreditar no Evangelho não são realidades distintas » entre si. A outra fórmula « Lembra-te, homem, que és pó e em pó te hás-de tornar » recorda-nos as nossas fragilidades, incluindo a maior de todas, a morte. Mas se é verdade que não somos mais do que pó – acrescentou o Papa – é também verdade que este nosso pó é precioso aos olhos de Deus, que fez da nossa morte, partilhada por Jesus Cristo, o caminho da ressurreição gloriosa ».


fonte Radio Vaticano 17/02/2010
http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=357719

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pedimos mais orações pela Marilda do Marco

Segundo as últimas notícias precisamos de mais orações pela Marilda e por tantos pedidos que chegam aos intercessores das ENS.
Reze conosco!
alexandre


Amigos que a paz de Cristo esteja com todos voces e suas famílias.

Hoje estou chateada. Estive no Hospital para rezar com a Marilda e as noticias pioraram. O Quadro retrocedeu. Ela mesmo sem sedaçãop não consegue sair da situação de delirio que eles dizem, não acorda.

Em virtude disso ela esta entubada novamente, com respirador e com o pulmão encharcado de liquido.

O quadro é grave como era na segunda feira passada Foi chamado um neurologista para avaliá-la.

Precisamos rezar muito por ela e por toda a sua família, bem como pela equipe médica.

Continuemos com nossa corrente de oração.
Um grande abraço em Cristo.
Aida

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A decisão é sua... São muitos os convidados, quase ninguém tem tempo...

+ A Igreja continua convidando... A grande função da Igreja é chamar para essa festa.

A mesa do banquete está preparada e os convidados somos todos nós, mas quantos continuam não tendo tempo... Não basta pertencer materialmente a Cristo e à Igreja,  mas, no fundo do coração, não ser de Cristo, nem para Cristo...

Ser convidado ao banquete não é somente vir à igreja, acompanhar procissões e receber os sacramentos.
Isto é importante, mas deve nos levar a melhorar o mundo, trabalhando pela libertação evangélica dos irmãos em todos os lugares onde a vida está sendo ameaçada.


Nos últimos domingos, refletimos sobre a realidade da IGREJA: como uma "Vinha" e nós éramos convidados a trabalhar nessa vinha.

Hoje: As leituras nos falam de um BANQUETE solene ao qual somos todos convidados a participar...
Na 1ª leitura, temos uma visão profética de Isaías, em que nos fala de um banquete preparado por Deus para todos os povos. (Is 25, 6-10a)
Para o Povo da Bíblia, o banquete sempre foi sinal de amizade, partilha, momento em que se trocam presentes. Mas esse banquete seria especial, pois será promovido pelo próprio Deus.

Como presentes, Deus irá acabar com as lágrimas, o luto e a tristeza e sobretudo oferecerá a vitória sobre a morte.* Esse Banquete expressa a esperança humana num futuro de alegria e de Salvação para todos.

A 2ª Leitura mostra que a força de Cristo ressuscitado sustenta Paulo em meio às dificuldades:"Tudo posso naquele que me dá força". (Fl 4.12-14.19-20) No Evangelho, Jesus retoma essa imagem do Banquete. (Mt 22, 1-14)O Reino de Deus é comparado ao Banquete para uma festa de casamento.
- O Rei é Deus que organiza a festa de núpcias de seu Filho (Jesus).
- A Esposa é a humanidade inteira... a própria Igreja....
- O Banquete representa a felicidade dos tempos messiânicos.

Quem acolhe o convite experimenta profunda alegria...
- Os Servos representam os profetas... Os Apóstolos... e todos nós...
- Os Convidados ao longo do caminho... são os homens do mundo inteiro...os pecadores e os desclassificados o acolheram de braços abertos.
- Os Primeiros convidados não entram na festa: representam os líderes de Israel, preferem seus interesses, estão satisfeitos com sua estrutura religiosa...
- O Convidado sem o traje nupcial foi retirado da sala. Aceitou o convite, mas não vestiu o traje apropriado...

+ Alguns convidados recusam... Se a festa é tão boa, por que alguns recusam?
A parábola fala de dois tipos de recusa:
- Indiferentes, que preferem cuidar de seus negócios particulares e não são motivados para a busca da alegria coletiva...
- Violentos: Os que eliminam os que se empenham na construção do Reino. Os que não querem mesmo que a festa aconteça...
+ Todos são convidados: Deus não desiste. Continua chamando:

"Ide pelas encruzilhadas... e convidai todos os que encontrardes..."

E esses aceitam o convite e participam do banquete. E a sala do festim ficou cheia de convivas... "bons e maus..."
+ Não basta ser convidado e entrar na sala do banquete:
Um até foi expulso... não tanto porque não tinha a roupa do banquete,  mas porque não tinha a disposição correta para participar da festa.
+ E conclui: "Muitos são os chamados... poucos os escolhidos..." Não quer dizer que poucos se salvam... mas sim que o número é inferior ao dos chamados... por não corresponder ao chamado divino.
+ E Deus continua convidando... "Ide pelas encruzilhadas, pelas periferias das cidades e convidai a todos os que encontrardes..."
+ Cristo nos convida também para o Banquete da Eucaristia...

"Felizes os convidados para o banquete de núpcias do Cordeiro!" (Ap 9, 19)
- Aceitamos, com alegria, esse convite ou encontramos inúmeras desculpas para não comparecer?
- Nesse Banquete, "participamos" revestidos de uma roupagem de fé em plena COMUNHÃO com Deus e com os irmãos,procurando viver intensamente a presença de Cristo no meio de nós?
- Ou apenas "assistimos" a missa por motivos humanos?
- A nossa participação no banquete nos torna merecedores de sermos "convidados" e também "escolhidos"?

+ Qual a nossa resposta?
Estou no primeiro, ou no segundo grupo?
- dos primeiros que encontram motivos, desculpas, talvez até importantes, mas que impedem de participar do Banquete divino?Dos que estão tão imersos nos afazeres terrenos, que julgam tempo perdido pensar em Deus e na vida eterna...
- ou do segundo grupo, dos humildes, encontrados nas encruzilhadas...mas que acolhem com alegria o convite do Senhor e provam a alegria profunda da festa preparada pelo Senhor?
A mesa do banquete está preparada. e o convidado é também você...
A decisão é sua... São muitos os convidados, quase ninguém tem tempo...

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 09.10.2011
http://www.buscandonovasaguas.com/