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sexta-feira, 9 de março de 2018

Por que há pouca participação de fiéis nas igrejas?

artigo de 2011


As ausências na igreja podem provir de motivos circunstanciais!

É fato conhecido que a frequência de fiéis aos atos litúrgicos dominicais se apresenta de maneira muito diferenciada de um lugar para outro. Há aquelas regiões onde as igrejas estão sempre cheias aos domingos. Por isso elas têm mais facilidade para manter os trabalhos pastorais, ter boa catequese, erigir belas igrejas, despertar muitas vocações sacerdotais. "Uma só coisa peço ao Senhor: habitar em sua casa por toda a minha vida" (Sl 27,4).



Já em outras regiões, há muitas atividades civis no Dia do Senhor, mas, nas igrejas, só aparecem uns "gatos pingados". Nelas, há muita dificuldade em cumprir qualquer plano pastoral, os templos são desleixados, não há catequese e, no seu horizonte, não desponta nenhuma vocação sacerdotal nem líder religioso. Sempre fui curioso para descobrir por que algumas pessoas, apesar de serem convictamente católicas, raramente frequentam a igreja. "Vou propor-vos um enigma" (Jz 14,12).



As 4 razões poderiam ser estas, acrescidas de melhores explicações por parte de quem enxerga mais longe.

1 – As ausências à igreja poderiam provir de motivos circunstanciais, como estado de saúde precária, grave cansaço, distância, perigos de vida;

2 – Os serviçais da Liturgia são dirigidos por pessoas muito difíceis de lidar, o padre é muito temperamental, não existe esforço por parte de ninguém para melhorar o canto ou não há criatividade; só se percebe mesmice sem entusiasmo;

3 - Percebe-se uma solerte influência inibidora de religiões que não buscam a oração comum. Sua tradição está distante da vida comunitária. Os espiritualistas promovem atos de caridade – o que é louvável –, mas não estimulam seus membros a se reunir e prestar culto a Deus. Eles não ensinam isso aos católicos, mas essa mentalidade passa, "por osmose", onde sua presença é muito forte;

4 – O último motivo chega até a ser polêmico, mas muito real. Algumas pessoas não têm vida ilibada, podem ser mentirosos, injustos, devassos, infiéis no casamento, promotores de discórdia ou falhos na sua fé.



Tudo isso numa graduação diversificada. Tais pessoas não se sentem à vontade entre cristãos que querem praticar justamente o contrário. Ficar longe de tal comunidade é a tendência mais normal. "Os injustos não permanecem de pé junto da assembléia dos justos" (Sl 1,5). Você concorda? Ou podem existir mais razões?


D. Aloísio Roque Oppermann scj
domroqueopp@terra.com.br

20/10/2011 - 08h55

terça-feira, 6 de junho de 2017

Pastoral da Ecologia: na luta por um mundo melhor

Fonte: site A12

“A destruição do ambiente humano é um fato muito grave, porque, por um lado, Deus confiou o mundo ao ser humano e, por outro, a própria vida humana é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação. Toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas ‘nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades’”. 
meio ambiente ecologia
Esse foi o apelo do Papa Francisco na encíclica Laudato si. O pedido leva em consideração a gravidade dos problemas ambientais e a inconsciência generalizada. Para muitos a relação entre Igreja e Ecologia não é algo tão simples, mas existem muitos trabalhos eclesiais que manifestam a preocupação com as questões ambientais e realizam ações para que haja maior consciência da população diante da atual realidade.
No Brasil, por exemplo, algumas Campanhas da Fraternidade já evidenciaram a importância de discutir a questão e inúmeras dioceses já compreenderam a urgência do planeta e iniciaram um trabalho específico com a Pastoral da Ecologia. 
Foi o que ocorreu na Arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2013, com um grupo de fiéis da Paróquia São José e Nossa Senhora das Dores, no bairro do Andaraí. Mobilizados e preocupados com a falta de conscientização da população, deram corpo e voz para essa missão fundamental do ser humano com a Criação. O que segundo Francisco é “tarefa dos cristãos, não só dos ecologistas”. 
O trabalho na paróquia do Andaraí surgiu a partir da inspiração do engenheiro civil José Luiz Miranda, um paroquiano, que percebeu, em um momento de oração, que mesmo com todo o esforço dos trabalhos pastorais católicos, uma causa estava sendo deixada de lado: a ecologia. Então deu início a esse trabalho com o apoio do seu pároco. 
O grupo é composto por profissionais de diversas áreas como biologia, engenharia, administração, assistência social e pedagogia. 
Pastoral da Ecologia ou Pastoral do Meio Ambiente tem como proposta sensibilizar e desenvolver ações em prol da defesa da vida no planeta, sobretudo aquela sob grave ameaça, propiciando maior senso de justiça ambiental e de corresponsabilidade com a preservação e proteção dos diferentes biomas, da biodiversidade e do cuidado com todos os seres.
Pastoral da Ecologia do Rio enviou ao A12.com uma lista de práticas que cada paróquia e comunidade pode realizar a partir desse trabalho pastoral. A ideia é mostrar como pode ser feito um trabalho de qualidade além de incentivar o surgimento dessa iniciativa nas comunidades de todo o país. Veja a lista e mãos à obra! 
Pastoral da Ecologia lista de propostas

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Francisco: os pobres são a verdadeira riqueza da Igreja, não o dinheiro



◊  Cidade do Vaticano (RV) – O Papa celebrou a missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira (15/12), destacando que a pobreza é a primeira das bem-aventuranças. 
Francisco se inspirou nas leituras do dia para advertir quanto às tentações que hoje podem corromper o testemunho da Igreja.  No Evangelho, Jesus reprova com força os chefes dos sacerdotes e os adverte que até mesmo as prostitutas os precederão no Reino dos Céus. Também na primeira Leitura, extraída do Livro de Sofonias, se veem as consequências de um povo que se torna impuro e rebelde por não ouvir o Senhor.

A Igreja seja humilde
“Portanto, como deve ser uma Igreja fiel ao Senhor?”, questiona Francisco. Uma Igreja que se entrega a Deus, responde ele, deve “ter essas três características”: humildade, pobreza e confiança no Senhor:
“Uma Igreja humilde, que não se vanglorie dos poderes, das grandezas. Humildade não significa uma pessoa abatida, fraca, com os olhos sem expressão… Não, isso não é humildade, isso é teatro! É uma humildade faz de conta. A humildade tem um primeiro passo: ‘Eu sou pecador’. Se não é capaz de dizer a si mesmo que é pecador e que os outros são melhores que você, você não é humilde. O primeiro passo na Igreja humilde é sentir-se pecadora, o primeiro passo de todos nós é o mesmo. Se algum de nós tem o hábito de olhar os defeitos dos outros e comentar a respeito, se crê juiz dos outros.”

A Igreja não seja apegada ao dinheiro
Nós, retomou o Papa, devemos pedir “esta graça, que a Igreja seja humilde, que eu seja humilde, cada um de nós” seja humilde. Segundo passo: é a pobreza, que – observou – “é a primeira das bem-aventuranças”. Pobre no espírito quer dizer ser apegado somente às riquezas de Deus, explicou o Papa. Não, portanto, a uma “Igreja que vive apegada ao dinheiro, que pensa somente no dinheiro, que pensa somente em como ganhar dinheiro”. “Como se sabe – afirmou o Papa –, num templo da diocese, para passar na Porta Santa diziam ingenuamente às pessoas que era preciso fazer uma oferta: esta não é a Igreja de Jesus, esta é a Igreja desses chefes dos sacerdotes, apegada ao dinheiro”.
“O nosso diácono, o diácono desta diocese, Lorenzo, quando o imperador – ele era o econômo da diocese – lhe disse de levar as riquezas da diocese e, assim, pagar algo e não ser assassinado, ele volta com os pobres. Os pobres são a riqueza da Igreja. Se você tem um banco, é o dono de um banco, mas o seu coração é pobre, não apegado ao dinheiro, está a serviço, sempre. A pobreza é este desapego para servir os necessitados, para servir os outros”.



A Igreja confie no Senhor
Façamo-nos então esta pergunta, disse o Papa: se somos “uma Igreja, um povo humilde, pobre. ‘Eu sou ou não sou pobre?’”. Por fim, o terceiro ponto, a Igreja deve confiar no nome do Senhor:
“Onde está a minha confiança? No poder, nos amigos, no dinheiro? No Senhor! Esta é a herança que nos promete o Senhor: ‘Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre, e eles confiarão no nome do Senhor’. Humilde porque se sente pecador; pobre porque o seu coração é apegado às riquezas de Deus e se as tem, é para serem administradas; confiante no Senhor porque sabe que somente o Senhor pode garantir algo que lhe faça bem. E realmente esses chefes dos sacerdotes aos quais Jesus se dirigia não entendiam essas coisas e Jesus teve que dizer a eles que uma prostituta entrará antes deles no Reino dos Céus”.
“Nesta espera do Senhor, do Natal – concluiu Francisco – peçamos que nos dê um coração humilde, nos dê um coração pobre e, sobretudo, um coração confiante no Senhor porque o Senhor jamais desilude”.

Assista em VaticanBR
(BF)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

“A Igreja somos todos, não apenas os bispos e o Papa”, afirma Francisco


Uma multidão para a primeira audiência do Papa Francisco, após as férias de verão. 
Mas de 50.000 pessoas lotaram a Praça de São Pedro, e fora, para além da ‘fronteira’ entre a Cidade do Vaticano e o Estado Italiano.
 O Papa Francisco se aproximou delas, para saudá-las, com um carro aberto. Nos últimos dias, a Prefeitura da Casa Pontifícia havia distribuído mais de 20.000 bilhetes para esta primeira audiência de setembro. O Papa Francisco centrou sua catequese na maternidade da Igreja; e teve palavras fortes para os cristãos iraquianos e de solidariedade para com a diocese de Terni, Amelia e Narni, cujos cidadãos estão preocupados com o fechamento de uma fábrica que oferece muitos empregos. Com uma expressão séria, o Papa Francisco recordou que em cada questão, também nas do trabalho, “a pessoa e sua dignidade estão em primeiro lugar. Com o trabalho não se brinca! Quem por motivos de negócios, dinheiro e lucros maiores tira o trabalho, que saiba que está tirando a dignidade das pessoas”.
 
Fonte: http://goo.gl/C4YqqW 
A reportagem é de Marco Tosatti, publicada por Vatican Insider, 03-09-2014. A tradução é do Cepat.
Durante sua catequese, o Papa Francisco falou, de modo particularmente apaixonado, sobre a “maternidade” da Igreja, intercalando muitas vezes o texto preparado com frases e observações para reforçar o sentido do texto. “Não se converte uma pessoa em cristão por meio de um laboratório, nem sozinho, cresce-se na fé de uma comunidade”, recordou oPontífice, confirmando um conceito sobre o qual já refletiu recentemente, e que, especialmente, parece lhe preocupar neste momento.
Igreja é mãe e “nos amamenta com a palavra de Deus, desde a infância”, revelou o Pontífice, sorrindo. E “uma mãe sempre defende os filhos”. A Igreja é, sobretudo, mãe. “AIgreja – disse o Papa – recebeu de Jesus o dom precioso doEvangelho, não para guardá-lo, mas para oferecê-lo aos demais, como faz uma mãe. É nisto que se demonstra o perfil da Igreja em dar aos seus filhos a nutrição espiritual para fortificar a vida cristã. Todos nós somos chamados a acolher, com a mente e o coração abertos, a Palavra de Deus que todos os dias a Igreja nos oferece, porque esta palavra tem a capacidade de nos mudar a partir de dentro”.
“E quem nos dá a palavra de Deus?” – perguntou o Pontífice – “A mãe Igreja nos amamenta desde a infância com esta palavra, cria-nos durante toda a vida com esta palavra, e isto é algo grande. É a Igreja que com a palavra de Deus nos muda a partir de dentro. A Palavra de Deus, que a Igreja nos oferece, transforma-nos, não segundo a mundanidade da carne, mas, sim, segundo o espírito”.
É a Palavra de Deus, e a graça dos sacramentos, que nos permite “orientar nossas escolhas para o bem e atravessar com coragem e esperança os momentos de escuridão e os caminhos mais tortuosos”. Porém, não é suficiente. Não devemos esquecer que a possibilidade do Mal está sempre presente. A Igreja nos guia para nos dar “a capacidade de nos defender do mal”. “A Igreja tem a coragem de uma mãe que sabe que tem o dever de defender seus filhos dos perigos, devido à presença de Satanás no mundo, e de levá-los até Jesus – explicou. Uma mãe sempre defende seus filhos. Esta defesa também consiste em exortar à vigilância: vigiar contra o engano e a sedução do maligno, porque ainda que Deus tenha vencido Satanás, este sempre volta com suas tentações”.
Sorrindo, acrescentou: “Todos nós sabemos, somos tentados e depende de nós não ser ingênuos. Ele vem como um leão que ruge, disse o apóstolo, e depende de nós estar atentos e resistir, sendo firmes em nossa fé. Resistir com a ajuda da mãe Igreja, que como uma boa mãe sempre acompanha seus filhos nos momentos difíceis”.
Em seguida, com um grande sorriso, exclamou: “Esta é a Igreja, esta é a Igreja que todos nós amamos, esta é aIgreja que eu amo: uma mãe que se preocupa com o bem de seus próprios filhos e que é capaz de dar leite aos seus filhos”.
“Não, somos todos, a Igreja somos todos nós. E também nós somos filhos e somos mães de outros cristãos. Todos os batizados, homens e mulheres juntos – concluiu Bergoglio –, somos a Igreja”. E se perguntou: “Quantas vezes não damos testemunho desta maternidade da Igreja? Quantas vezes somos covardes? Confiemos em Maria para que, como mãe de nosso irmão Jesus, ensine-nos a ter seu mesmo espírito maternal diante de nossos irmãos, com a capacidade de acolher, de perdoar, de dar força, confiança e esperança. E isto é o que uma mãe faz”.
Aos cristãos iraquianos disse: “A Igreja é mãe e sabe acompanhar o filho necessitado, e defender os filhos indefesos e perseguidos. Gostaria de afirmar, especialmente a estes últimos, especialmente indefesos e perseguidos, a proximidade da Igreja. Vocês estão no coração da Igreja. A Igreja está orgulhosa de vocês, orgulhosa por ter filhos como vocês. Vocês são a sua força e o testemunho concreto e autêntico da sua mensagem de amor!”.