terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão!

Evangelho - Mt 6,7-15Vós deveis rezar assim.


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.

8Não sejais como eles, Pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.
9Vós deveis rezar assim: Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus.
11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.

14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará.
15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes.

Palavra da Salvação.


Reflexão - Mt 6, 7-15A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A religiosidade sozinha, desvinculada da prática do amor, é causa de condenação e não de salvação.

Reflexão - Mt 25, 31-46

Jesus nos mostra no Evangelho de hoje que a verdadeira religião não é aquela que é marcada por ritualismos e cumprimento de preceitos meramente espirituais, afinal de contas ele não nos perguntará no dia do julgamento final se nós procuramos cumprir os preceitos religiosos, mas sim se fomos capazes de viver concretamente o amor. É claro que a religiosidade tem sentido, principalmente porque é através do relacionamento com Deus que recebemos as graças que nos são necessárias para a vivência concreta do amor, mas a religiosidade sozinha, desvinculada da prática do amor, é causa de condenação e não de salvação.


Evangelho - Mt 25,31-46             Assentar-se-á em seu trono glorioso e separará uns dos outros.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25,31-46

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso.

32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: `Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!

35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa;
36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar".

37Então os justos lhe perguntarão: `Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber?

38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos?
39Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?"
40Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!"

41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: `Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.
42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber;
43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar".

44E responderão também eles: `Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?"
45Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!"
46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna".

Palavra da Salvação.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Estímulos levam o jovem a experimentar o álcool



Levantamento realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em parceria com a Unidade de Pesquisa e Álcool e Drogas (Uniad), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostram que o consumo do álcool tem aumentado entre a juventude.




Pesquisas também comprovam que o uso abusivo desta substância por um membro da família pode despertar na criança, precocemente, o interesse pela bebida.



Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), o consumo de bebida alcoólica na adolescência tem início por volta de 13 a 14 anos, acentuando-se aos 16; podendo causar dependência entre os 18 e 24 anos.



“O Brasil possui números alarmantes de que os jovens estão começando a beber muito cedo. Na faixa etária entre 14 e 17 anos, 6% da população é consumidora de álcool”, explica a psicóloga Elaine Ribeiro.



Os efeitos do álcool no organismo de uma criança têm um impacto muito maior em relação aos adultos, pois, antes dos 14 anos, o fígado ainda não está pronto para absorver esta substância tóxica.



“A maioria dos jovens estão começando a beber com 10 anos.”

A vontade e a curiosidade de experimentar o álcool pode surgir em qualquer idade, podendo estar associada ao ambiente frequentado e também pela grande publicidade realizada em torno do consumo desta bebida.



Podemos dizer que, inicialmente, os jovens são atraídos pelos famosos coquetéis de aparência agradável e gosto bem propício ao paladar, mas neles se escondem os riscos do álcool.



Além da bebida ter uma aparência que estimule o consumo, as campanhas publicitárias são criativas e transmitem ao consumidor uma sensação de alegria, euforia e bem-estar. Geralmente, as propagandas que os jovens mais gostam e se identificam são aquelas que trazem uma pitada de humor, mulheres bonitas, roda de amigos e eventos esportivos.



A psicóloga ressalta que as agências publicitárias vendem uma imagem positiva do uso álcool. “Não é apenas a beleza do comercial, pois a mensagem que é repassada para os nossos neurotransmissores fazem com que tenhamos uma dependência; assim, ao pensarmos em bebida, vamos despertar uma memória afetiva de alegria e de momentos de descontração”, enfatizou Elaine.



Por isso, quando um indivíduo pensa em bebida, o cérebro recorda situações agradáveis, e isto faz com que ele associe festa a álcool. Todo este estímulo visual leva as pessoas a beberem e consumirem cada vez mais.



O álcool é visto e aceito pela sociedade como algo natural e normal, mas que traz malefícios para aqueles que bebem com frequência. São muitos os fatores que ajudam os jovens a desenvolver este vício, desde o ambiente familiar até a influência gerada pelas mídias em torno do consumo do álcool.


FONTE:http://destrave.cancaonova.com/estimulos-levam-o-jovem-a-experimentar-o-alcool-2/




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

35ª Romaria da Terra , UMA VOZ PROFÉTICA!

Diocese Jubilar acolheu a 35ª Romaria da Terra.

Bom dia! Apesar do cansaço, pois foram 18 horas de viagem, de Porto Alegre até Santo Cristo (550 KM), foi revigorante a participação nesta romaria, juntamente com os 15.000 romeiros. Rezamos, cantamos e caminhamos, pedindo Luz ao Divino Espírito Santo na nossa batalha pela saúde do ser humano e CONTRA o seu envenenamento com os alimentos contaminados com agrotóxicos.
Maravilhosa a homília do Bispo Dom Guilherme e a presença de outros tantos bispos. A participação da pastoral da juventude, sua acolhida, foi excelente!
 Fiquem com alguns momentos marcados pelas fotos. E um pequeno vídeo.
Até 2013 em Caxias do Sul!
alexandre










Uma multidão de mais de 15.000 romeiros e romeiras participou da 35ª Romaria da Terra. "Agricultura familiar camponesa: vida com saúde" foi o tema refletido e celebrado pelos fiéis das Igrejas do RS, reunidos no interior de Santo Cristo.



As Romarias da Terra organizadas pela Comissão Pastoral da Terra são hoje uma voz profética na Sociedade e se constituem como evento já tradicional no calendário religioso do RS.



A comunidade de Bom Princípio Baixo, com expressiva experiência de práticas de agricultura familiar, preparou esse grande acontecimento. O dia 21 de fevereiro de 2012 ficará marcado na memória do povo dessa comunidade.

Pela 4ª vez a Diocese de Santo Ângelo sediou a realização da Romaria da Terra. Dessa vez como evento integrante das celebrações do Jubileu de Ouro da Diocese.

O debate de questões importantes da agricultura familiar foi um dos propósitos da Romaria. A denúncia dos sistemas de produção baseados no uso intensivo de agrotóxicos; o alerta sobre os projetos de construção das grandes barragens; a proposição de alternativas de práticas agrícolas baseadas na sustentabilidade; a proclamação das conquistas do movimento popular, foram aspectos marcantes dessa celebração.



A vibrante acolhida aos romeiros, a caminhada de fé, de testemunho com quadros temáticos, a solene celebração eucarística, o almoço partilhado, a convivência fraterna e apresentações artístico-culturais ajudaram a renovar a fé e o entusiasmo dos romeiros vindos de tantos recantos do Estado.



O pregador da Romaria foi D. Guilherme Werlang, bispo presidente da Comissão de Justiça e Paz da CNBB. Em sua homilia destacou a importância da luta de todas as entidades populares na defesa da agricultura familiar e de sistemas de produção pautados pelo cuidado com a mãe terra.

A presença de lideranças religiosas, 9 bispos, várias dezenas de padres, pastores de Igrejas cristãs, lideranças políticas e autoridades, representantes de várias entidades sindicais e movimentos populares fortaleceu o ânimo dos participantes e aprofundou as relações de parceria na luta por uma sociedade mais justa e fraterna para todos.



Também esteve presente e saudou os romeiros, o governador do Estado, Tarso Genro.



Desde o fim da tarde de domingo, dia 19, cerca de uma centena de jovens participou do acampamento da juventude. Jovens vindos de várias partes do RS refletiram, rezaram e participaram, com pessoas voluntárias, dos trabalhos de organização do local da Romaria.



Mais uma vez a Romaria da Terra cumpriu com suas finalidades:
- representa um espaço importante para o exercício de participação das pessoas da comunidade que a acolhe e organiza;

- significa um sinal profético para a sociedade ao refletir temas importantes;



- constitui uma oportunidade de celebração e missão do povo de Deus, fiéis das Igrejas comprometidas com sua realização;



- constrói a aliança dos pobres e pequenos em sua luta pela vida.







CARTA DA 35ª ROMARIA DA TERRA

A Terra é de Deus, nos ensina a Bíblia (Lv.25,23) e nós somos todos hóspedes. A terra só será suja quando nós, seres humanos gananciosos, a sujamos com venenos, agrotóxicos, plásticos, poluições das mais diversas. Nós, infelizmente, temos o poder de "sujá-la", de prostituí-la e mesmo, de matá-la. D. Guilherme Werlang.
Nós romeiros e romeiras da 35ª RT, reunidos na Comunidade de Bom Princípio Baixo, município de Santo Cristo, diocese de Santo Ângelo, com o tema AGRICULTURA FAMILIAR CAMPONESA: VIDA COM SAÚDE, reafirmamos a importância da Romaria da Terra, pois renova nossa fé, nossa esperança e nosso compromisso com a vida.

Sendo assim, defendemos e lutamos:






· pela agricultura familiar camponesa promotora do desenvolvimento rural sustentável e solidário;

· pela produção de alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos como atitude concreta em defesa da vida, das pessoas e do meio ambiente;



· pela preservação do patrimônio natural das sementes, ervas medicinais, raças crioulas, da biodiversidade, como sinal do entendimento que Deus, se manifesta em todas as formas de vida;
· pelo consumo consciente e responsável, com sentido de suficiência para a sobrevivência e não da acumulação capitalista;
· pela prática de diminuir a produção de lixo (resíduos sólidos) e promover as iniciativas de reciclagem no meio rural e urbano;
· pelo fortalecimento da formação e motivação das lideranças comunitárias, na promoção do bem comum das comunidades rurais como sinal da verdadeira vivência de fé;
· pela valorização das mulheres e da juventude no meio rural em suas relações de trabalho na agricultura familiar e camponesa;
· pelo fortalecimento das agroindústrias familiares, cooperativas da agricultura familiar e camponesa como instrumento de promoção da economia solidária;
· pela produção de energia renovável como o biogás, energia solar e outras e pela não construção de barragens com a consequente expulsão do homem do campo;
· pela unidade dos movimentos sociais do campo em um projeto popular para nosso país que promova a justiça social.

Santo Cristo, 21 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As nossas Equipes são clubes fechados ou comunidades onde os casais são amados?

“Vai, e também tu, faze o mesmo!” (Lc 10,37)


O ano de 2012 é muito especial para nós, equipistas brasileiros. Pela primeira vez o Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora acontecerá fora da Europa.Nós temos o privilégio e a alegria de sediar o Encontro, nesse ano, aqui no Brasil. Tudo que vamos fazer requer uma preparação. O Tema de Estudo desse ano será em preparação para o nosso XI Encontro Internacional que acontecerá em Brasília, em julho próximo. Propõe uma profunda reflexão sobre o itinerário ideal da vida cristã. O texto que será o fio condutor do próximo Encontro será o da parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 30-37).

A parábola do Bom Samaritano é tão conhecida que podemos perder o sabor e o sentido que dela podemos tirar para a nossa vida. Sabemos bem que Jesus muda a ordem das coisas: não se trata de saber quem é o meu próximo, mas de me fazer, eu, o próximo de qualquer homem e mulher. Assim, para o discípulo de Jesus, não há mais estrangeiro. Todo homem torna-se próximo para mim, na medida em que eu o considero como um irmão. Sem dúvida, temos ainda muito trabalho para concretizar nas nossas vidas o ensinamento do Senhor, é preciso OUSAR O EVANGELHO.

Neste gesto do samaritano, a Igreja de todos os tempos reconhece um aspecto fundamental da sua missão: a de levantar todos os homens e mulheres caídos nos caminhos da vida. E nas ENS esse caminho se faz através da vivência e do testemunho dos valores da vida conjugal.

As nossas Equipes são clubes fechados, “reservados a sócios”, onde é “proibida a entrada aos estranhos”, ou comunidades onde são amados e têm lugar todos aqueles casais que a vida atira para a beira da estrada, mas que com a nossa ajuda e testemunho conseguem redescobrir os valores da vida conjugal como caminho de santificação e felicidade plena?

Tantas são as partilhas que escuto sobre as maravilhas que as Equipes fizeram nas vidas de tantos casais que conseguiram entender o sentido do matrimônio, depois que entraram no Movimento das ENS! Quantas equipes “enfraquecidas” podem ser fortalecidas com a abertura a novos casais que, por sua vez, serão igualmente fortalecidos com a riqueza da vivência de uma equipe!

A Igreja tem suas regras, as ENS têm suas regras. Por exemplo, é bom não faltar à missa aos domingos; é bom ir às reuniões mensais etc. Mas se, no resto da minha vida, esqueço as exigências evangélicas do amor, arrisco passar ao lado do meu irmão ferido. Estou do lado do sacerdote e do levita, ou do lado do samaritano? Também a mim, Jesus diz-me: “Vai, e também tu, faze o mesmo!” (Lc 10,37)



Bom ano equipista a todos! Um abraço com carinho.



No Coração de Jesus,



Pe. Miguel Batista, SCJ

SCE da Super-Região Brasil

FONTE: Carta Mensal fevereiro 2012 http://www.ens.org.br/site/index.php?secao=4&edicao=201202&texto=566







sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Clube dos Cinco: a peça

BOM DIA! Ontem assistimos no teatro renascença, a peça " clube dos cinco". Fazia muito tempo que não íamos ao teatro, mas foi ótimo!
ESTA PEÇA merece ser apreciada por todos nós pais!
Quantas verdades e conflitos familiares.
PARABENS AOS ATORES!
bom carnaval a todos!
alexandre




Não seria exagero dizer que a década de 80 foi o momento aonde a juventude norte-americana foi melhor retratada no cinema. O número de produções focadas no público adolescente era imenso, consolidando uma gama de novos diretores que ansiavam por uma mudança nos padrões estéticos da sétima arte.

Caro leitor, te convido a fazer uma rápida viagem no tempo! Vem comigo: estamos em Pelotas, e o ano é 1987. Era o boom do video-cassete. Num belo final de tarde, minha mãe pega eu e meu irmão mais novo na escola e damos um passeio até a vídeo-locadora, que era próxima do colégio e na esquina de nosso apartamento. Após dar uma boa vasculhada, minha mãe opta por levar um filme com uma capa intrigante, cinco jovens com fisionomias bastante diversas ocupando um espaço, todos aparentando algo a dizer, a revelar, a desabrochar. Minha mãe explicou que adorava uma das atrizes, uma tal de Molly Ringwald, então fomos para casa com o filme da capa intrigante, um vhs do tranformers para o meu irmão e outro do changeman para mim. Eu tinha nove anos na ocasião.

Na noite daquele mesmo dia, após o jantar, seria exibido no nosso recém-adquirido video-cassete de última geração esse filme, que mostrava a situação de cinco estudantes enclausurados em sua escola por terem cometido “infrações”. Como forma de redenção, devem redigir um texto falando sobre si mesmos e as reais razões que os levaram a cometer tais atos. Todos completamente diferentes na moldura, mas extremamente parecidos na essência. O nome: Clube dos Cinco.



É claro que na época eu não tive a maturidade para absorver toda a temática do filme, mas alguma coisa havia despertado em mim, uma identificação imediata com aquelas situações vivenciadas, o castigo deles e a “ficha-espelho” minha (uma espécie de bloco de anotações dos professores aonde anotavam as infrações de cada aluno). E fiquei fascinado com aqueles jovens, como se alguém realmente me compreendesse.



Pois 24 anos depois o diretor Bob Bahlis transpôs esse universo para o teatro. E fascinado fiquei, por constatar que todas aquelas situações que me marcaram de forma absolutamente arrebatadora foram preservadas e recriadas de forma impecável por parte desse jovem elenco que esbanja talento e frescor cênico. Da rebeldia que esconde a fragilidade de Pingo Alabarce, da empáfia que sucumbe na doçura de Catharina Cecato Conte, da timidez que engana o anseio de Thiago Tavares, da esquisitice que denota insegurança de Mariana Del Pino e da rigidez que abafa o medo de Gabriel Ditelles, está tudo lá, todas aquelas entrelinhas e subtextos criados de forma espetacular por John Hughes. Isso porque o temor frente à vida, o medo do amanhã e a incerteza em relação ao futuro são temas eternos que encucam jovens do mundo inteiro.












FICHA TÉCNICA

Direção e texto: Bob Bahlis

Elenco: Pingo Alabarce – o aluno rebelde – Thiago Tavares – o CDF – Catharina Cecato Conte – a patricinha – Gabriel Ditelles – o atleta – Mariana Del Pino – a esquisita – Beto Mônaco – o professor.

Coreografias: Thais Petzhold

Iluminação: Marga Ferreira

Trilha Sonora: Banda Tequila Baby (Duda Calvin – vocal – James Andrew – guitarra – Davi Pacote – baixo – Rafael Heck – bateria);
FONTE: http://www.ocafe.com.br/2011/06/21/clube-dos-cinco-a-peca/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

35ª edição da ROMARIA DA TERRA, em Santo Cristo RS

A agricultura familiar em discussão

Pequenos agricultores de todo o Estado participam da 35ª edição da romaria, em Santo Cristo


A agricultura familiar camponesa como um espaço bom de viver com qualidade de vida, é a temática que move a 35ª Romaria da Terra, evento que será realizado no dia 21 de fevereiro de 2012 em Bom Princípio Baixo, Santo Cristo (RS). Promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela diocese de Santo Ângelo, a romaria tem como tema “Agricultura familiar camponesa: vida com saúde”.

Para a CPT, é pertinente enfocar a temática da agricultura familiar camponesa. Os movimentos sociais atuantes e participantes do processo consideram oportuno destacar a expressão “camponesa”, um elemento central daqueles que cuidam do campo e, em especial, da vida.

Se nas suas origens a Romaria da Terra tinha como bandeira a função social da propriedade, passadas quase quatro décadas outros temas importantes são contemplados nas celebrações e reflexões da romaria. Questões fundamentais como os agrotóxicos e os decorrentes problemas ambientais, a preservação das sementes crioulas e da sabedoria popular, a água como um direito humano, o consumismo, a exploração abusiva do solo, os problemas decorrentes das barragens entram na pauta das reflexões e discussões propostas pela romaria.

Especificamente, a 35ª Romaria da Terra se propõe motivar os participantes a tomar consciência das dificuldades enfrentadas por quem trabalha na agricultura familiar; celebrar as conquistas e os projetos representados por essa iniciativa popular; assumir o compromisso de fortalecer essa perspectiva de vida; sinalizar tais projetos como caminhos de vida com saúde.

Desta forma, a Romaria da Terra ocorre, a cada ano, como um momento profético de denúncia e anúncio, oportunizando exemplos concretos que se traduzem em propostas de viabilidade da agricultura familiar camponesa como um espaço bom de viver com qualidade de vida, sem o uso de venenos e outros produtos prejudiciais à vida.

Bispo gaúcho preside celebração

Realizada todos os anos na terça-feira de Carnaval, a 35ª edição da romaria, no dia 21 de fevereiro, inicia com acolhida aos romeiros de todas as dioceses gaúchas, de outros Estados e também da Argentina. Às 9 horas inicia a caminhada, na comunidade Bom Princípio, até Bom Princípio Baixo, num trajeto de dois quilômetros.

Na chegada, momento celebrativo com a pregação de dom Guilherme Werlang, bispo gaúcho que atua na diocese de Ipamiri (GO) e que integra a Comissão de Justiça e Paz. Em seguida, pronunciamento das autoridades presentes. Ao meio-dia, almoço partilhado e também disponibilizado pela comunidade de Bom Princípio Baixo e, na parte da tarde, momento cultural, com artistas da terra; e encerramento, às 15h30, com bênção do envio.
No final também será anunciado o local da 36ª Romaria da Terra, que deverá ocorrer num município da diocese de Caxias do Sul, no dia 12 de fevereiro de 2013.


“Alto lá, esta terra tem dono”

A Romaria da Terra é, desde suas origens, um momento forte, privilegiado, de mobilização, celebração e conscientização. A primeira romaria foi realizada no dia 7 de fevereiro de 1978, em Caiboaté, São Gabriel, no dia exato e no local onde há 222 anos, Sepé Tiaraju e 1.500 companheiros índios foram massacrados na luta em defesa da terra.

O evento, que iniciou tímido - apenas 400 participantes -, tomou forma a tal ponto de reunir milhares de camponeses e simpatizantes da causa dos pequenos produtores. A maior das romarias ocorreu em Tenente Portela, no ano de 1985, quando participaram 70 mil pessoas.

A diocese de Santo Ângelo, no ano de celebração de seu jubileu de ouro, acolhe pela quarta vez a Romaria da Terra. “A diocese missioneira quer expressar seu comprometimento firme e vigoroso com essa iniciativa das Igrejas do RS. A caminhada de preparação, a disposição de acolhida aos romeiros, os esforços na realização da romaria constituem expressivos jeitos de participação do povo de Deus de nossa diocese jubilar”, salienta dom José Clemente Weber, bispo diocesano.


Na terra do homem da terra

Santo Cristo, o município que acolhe a 35ª Romaria da Terra, é conhecido como a “Terra do homem da terra”. Localiza-se no noroeste gaúcho, na região da Grande Santa Rosa. A colonização local iniciou em 1910, por migrantes alemães, e a emancipação municipal ocorreu em 1955.

Com cerca de 14,5 mil habitantes, o município revela uma economia dinâmica, muito diversificada. Na agricultura familiar destaca-se a produção de leite (250 mil litros/dia) e a suinocultura (100 mil animais/mês). Nesses dois segmentos, o município ocupa os primeiros lugares no Estado. Também destaca-se o cultivo de milho, trigo, hortigranjeiros e mandioca.

Diversas agroindústrias estão instaladas em comunidades rurais de Santo Cristo e é forte a atuação do cooperativismo de crédito e de produção. Os agricultores contam com o apoio permanente da prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. E também existe a Casa Familiar Rural, a educação de sua gente e a influência secular da própria Igreja.

Alimento para 70% da humanidade

O modelo agrícola do agronegócio é definido pela Via Campesina Internacional - organização que reúne cerca de 100 milhões de pequenos agricultores - como uma “agricultura petrolífera sem agricultores”. Os métodos (monocultura, maquinaria pesada, pesticidas, fertilizantes químicos, sementes trânsgênicas etc) estão degradando as melhores terras do planeta.

A população urbana ultrapassou a população rural. Mas ainda há 1,5 bilhão de camponeses que trabalham em 380 milhões de propriedades, 800 milhões que produzem em área urbana, 410 milhões que coletam frutos das florestas, 190 milhões são pastores... No total, são mais de 3 bilhões de pessoas. Segundo a Via Campesina, 70% da humanidade é alimentada por esses trabalhadores, que cultivam menos de metade da terra disponível.

FONTE: correiro riograndense

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Desistir?! Jamais

Talvez a sua próxima tentativa seja a que fará aquela real diferença em sua vida!


Quando Albert Sabin e Hugo Rafael descobriram a vacina contra a poliomielite, um repórter perguntou a Hugo Rafael:


— Como é a sensação de ter obtido sucesso, depois de ter fracassado nas duzentas tentativas anteriores? Hugo respondeu-lhe:

— Não houve duzentos fracassos. Meus amigos, minha família e todos os que acompanharam o processo sabem disso. Na verdade, fizemos duzentas descobertas, sem as quais não teria sido possível descobrir a vacina que pôs fim à poliomielite.


Ainda bem que eles não desistiram na ducentésima vez! Há tesouros incalculáveis na arca da perseverança. Muitas conquistas teriam sido perdidas se não fosse por alguém acreditar e tentar mais uma vez...

Talvez a sua próxima tentativa seja a que fará aquela real diferença em sua vida. Talvez ela traga o resultado há tanto tempo esperado... Muitas pessoas desistem de modificar aspectos da sua vida, quando se frustram nas primeiras experiências. Não percebem que esse aparente fracasso as adestra para uma investida mais arrojada e que estão mais preparadas que antes, porque tentativa frustrada se converte em experiência para aqueles que não desistem.


Quem faz escolhas pode errar, mas não precisa se obstinar no erro. Quem avança pode se enganar no caminho, mas não é preciso desistir de caminhar. No momento certo, Deus dará a força e a sabedoria necessárias para retomar o caminho correto. E esse momento pode ser hoje. Um só dia pode ser mais importante que muitos anos...

Você não imagina a força de uma pessoa impulsionada pelo Espírito Santo. É simplesmente incalculável... Uma pessoa sem Deus é desprovida de qualquer poder real. Mas, se ela se deixar conduzir pelo Espírito Santo, se Ele a abrasar, poderá agir em favor da transformação de situações muito além de seu alcance e de suas forças.


Se o Espírito Santo soprar sobre ela e a impelir, poderá levar consigo muitas outras pessoas a uma experiência latente, efetiva e poderosa de Deus.

Trecho do livro: Vencendo Aflições Alcançando Milagres

Márcio Mendes

marciomendes@cancaonova.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Histoire d'une Vie - Père Caffarel por HDECORN



História de uma Vida - Padre Caffarel POR HDECORN


Resumo da vida do Padre Caffarel (excertos) apresentado no Simpósio da Associação de Amigos do Padre Caffarel Colégio Bernardino 3 e 4 de Dezembro de 2010. Esta apresentação foi feita por Agnes e Marie-Christine Walch Genillon.


Résumé de la vie du Père Caffarel (extraits) présentée lors du Colloque de l'Association des Amis du Père Caffarel au Collège des Bernardins les 3 et 4 décembre 2010. Cette présentation a été réalisée par Agnès Walch et Marie-Christine Genillon.


Histoire d'une Vie - Père Caffarel por HDECORN

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Acreditem Milagres acontecem

Amigos
É com grande alegria que repasso este e-mail, por solicitação da Marilda, a todos voces, que estiveram estes quatro meses e alguns dias, em constante oração pela recuperação dela. Agora temos que agradecer esta graça, da qual todos participamos e continuar rezando pela sua total recuperação.
Que Deus os abençoe e proteja sempre.

Aida e Jurandir

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De: Marilda Passos Silveira
Enviada em: sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 14:30

Assunto: Acreditem milagres acontecem

Meus queridos,

O milagre aconteceu mais uma vez pelo poder de Deus, a intercessão de nossa amada Mãe Maria Santíssima e pela força da oração de todos vocês e eu tive o privilégio da graça.

Sobrevivi para a glória de Deus, estou indo para casa amanhã pela manhã se Deus quiser.

Estou muito feliz, morrendo de saudade da minha comunidade que eu tanto amo.

Obrigada meus queridos pelas orações, com certeza foi graças a elas que estou aqui para conviver e amar cada vez mais todos vocês.

Que Deus abençoe cada um,

Milhões de beijos

Marilda

- Quais são os NOSSOS leprosos... que excluímos do nosso convívio?

  
Marcos, no seu Evangelho, vai mostrando: "Quem é Jesus".

Não se preocupa com definições abstratas... mas apresenta concretamente Jesus agindo.
A partir de seus gestos, podemos descobrir quem ele é:

- Jesus liberta o homem possuído por um espírito mau;

- Estende a mão à sogra de Pedro e ajuda a levantar-se;

- HOJE vemos a sua atitude para com os marginalizados e EXCLUÍDOS.

A 1 a Leitura mostra severa discriminação dos LEPROSOS, na lei de Moisés:

"O leproso andará com vestes rasgadas, cabelos soltos e barba coberta...
Viverá isolado, morando fora do acampamento...

Ao se encontra com alguém, deve gritar: sou impuro..." (Lv 13,1-2.44-46)
O preceito se explica pela preocupação de contágio

e pelo conceito dos hebreus, que viam na lepra um castigo de Deus...
O Leproso era assim um castigado de Deus e um excluído da comunidade.

Na 2ª Leitura, Paulo convida a "fazer tudo para a glória de Deus". (1Cor 10,31-11,1)

No Evangelho, vemos a atitude de Cristo para um LEPROSO:

purifica o doente e o reintegra na sua comunidade. (Mc 1,40-45)

- Um leproso, contrariando a lei, aproxima-se de Jesus... e de joelhos implora: "Se queres, podes limpar-me..."
- Jesus "se compadece", "estende a mão e toca-o..."e restitui a saúde: "Eu QUERO, fica curado..."


Ao acolher e tocar o leproso, Jesus transgredia a lei, que proibia tocar neles. Mas logo em seguida a cumpre: manda apresentar-se ao Sacerdote,a quem cabia a decisão de reconhecer a cura e reintegrar na comunidade.

Para Cristo, a caridade está acima da Lei... Jesus "compadecido" cura dois males: o mal da solidão e o mal da lepra.E reintegra o leproso na convivência fraterna...
- O Leproso, ao experimentar o poder salvador de Jesus, torna-se um ardoroso testemunha do amor e da bondade de Deus.


* Deus não exclui ninguém.
Todos são chamados a integrar a família dos filhos de Deus.O Leproso não é um marginal, um pecador condenado, um homem indigno, mas um filho amado a quem Deus quer oferecer a Salvação e a vida.


* O Caminho do leproso deve ser o caminho de todo discípulo:
- Vir a Jesus, aceitar a própria limitação humana,
- experimentar a misericórdia e o poder libertador do Senhor
- e finalmente tornar-se testemunha das grandes obras de Deus.

* Outros vêm nesse episódio elementos do Sacramento da Penitência:
A Penitência é um encontro com Jesus, que cura da lepra do pecado e re-introduz na comunidade eclesial.

Os leprosos de hoje...
Infelizmente a "lepra" ainda hoje existe em nossa sociedade e na Igreja.  Há muitos excluídos, mantidos "fora do acampamento".
- São rejeitados, como se fossem leprosos, todos os "DIVERSOS":
os que pensam ou agem diferente de nós....
- E quando alguém se sente um "leproso", a quem ele deve se dirigir?

Será que poderá contar com o apoio dos cristãos de sua comunidade, com a mesma confiança do leproso que procurou Jesus ?
Leprosos de hoje são os que vivem nos barracos das favelas das cidades ricas; são os desempregados das cidades industriais; os jovens drogados, vítimas de uma sociedade consumista; são as crianças abandonadas;  são os idosos sem vez no emprego e na família, como produto descartável...

= São lepras que matam muito mais do que a lepra do tempo de Jesus.
+ Jesus não teve repugnância dos leprosos...
Pelo contrário, aproxima-se deles, porque vê neles um filho de Deus.

* Qual é a nossa atitude para com eles?
Nossos preconceitos, nosso legalismo não estão criando  marginalização e exclusão para os nossos irmãos?

- Jesus sentiu "compaixão"...

* O que sentimos diante do sofrimento, da injustiça, da miséria de um irmão?
"Estendemos a mão" ou apenas lamentamos: "Coitado"?

- A cura da lepra era um Sinal dos tempos messiânicos...

No Antigo Testamento, só dois grandes profetas tinham curado a lepra:  Moisés (sua irmã Maria) e Eliseu (Naaman, o Sírio).
- Os guias religiosos não reconhecem o dia da libertação...
- O leproso curado o vislumbra e o testemunha com entusiasmo.
O encontro com Jesus transformou totalmente a vida do leproso.
Ele não podia esconder a alegria, que esse encontro produziu na sua vida e sentiu a necessidade de dar testemunho.

* O nosso encontro com Cristo nessa eucaristia nos torna capazes de testemunhar no meio de nossos irmãos, com alegria e entusiasmo, a libertação que Cristo nos trouxe?
- Quais são os NOSSOS leprosos... que excluímos do nosso convívio?

Estamos dispostos, a exemplo de Cristo, nos aproximar deles e estender a nossa mão?

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.02.2012
SITE http://www.buscandonovasaguas.com/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OUSAR O EVANGELHO ENS - A ARTE DE OUSAR

BOM DIA! O tema do XI encontro internacional das ENS em Brasília é "OUSAR O EVANGELHO".

Mas o que é OUSAR???

Gostei do texto abaixo e partilho.
alexandre

A Arte de Ousar


Por Nospheratt


Ousar é o verbo. Coragem o substantivo.
Hoje, sempre, os advérbios.Nunca pensei em mim mesma como uma pessoa ousada. Aliás, esse é um conceito bastante “demodé” hoje em dia: qualificar alguém como ousado.

Esse termo nos remete à épocas passadas, quando se usavam palavras como galhardia, cavalheirismo, casadoira e fósseis afins.
E no entanto… procurando um ângulo para este texto, percebi que sim, sou uma pessoa ousada. Tanto no sentido positivo como no sentido pejorativo da palavra – dependendo do ponto de vista de quem me observa.

O que me levou do microcosmo – eu – ao macrocosmo – a sociedade, a humanidade. Quanto de nós se perde por falta de ousadia?

Ousadia – Definição

Mas primeiro vamos definir o que é ousar. O dicionário diz:

Ousar v. tr., atrever-se a; ter a ousadia, a coragem de; empreender, abalançar-se.

E ainda:
Ousadia s. f., qualidade do que é ousado; ato audacioso; atrevimento; destemor; arrojo; coragem; audácia;
galhardia.

Empreender, atrever-se a; ato audacioso, destemor, coragem. Palavras grandiosas, muito distantes do nosso dia-a-dia, não é? Não deveria ser assim. Retomo minha pergunta:
Quanto de nós se perde por falta de ousadia?

Perdemos oportunidades; não ousamos tentar, por medo de errar. Perdemos afetos; não ousamos amar. Perdemos pessoas; não ousamos dizer “eu te amo”, “você é importante”. Perdemos descobertas; não ousamos experimentar coisas novas.

Perdemos tempo; não ousamos dizer não, nem sim. Perdemos personalidade; não ousamos “sacudir o barco”, dizer o que realmente pensamos. Perdemos vida, por que não ousamos viver. Sem uma certa dose de ousadia, a vida nada mais é do que um tedioso corredor da morte.

Há que se diferenciar ousadia de comportamento impensado (e até mesmo estúpido). Ousar é uma arte. Se você está pensando que ousar é dizer umas quantas verdades ao seu chefe, sem pensar nas consequências, está muito enganado!

A ousadia frutífera tem dois pilares: a coragem e a inteligência. Por tanto, não venha se queixar se acabar jogando fora seu emprego, inspirada no meu texto!

Ousadia: Medo X Coragem

Quando se trata de ousar, estamos falando de dar um passo em direção ao desconhecido, e o medo quase sempre se faz presente – se você tem um mínimo de bem senso e instinto de auto-conservação, claro. Aqui entra em cena um famoso clichê-verdade: coragem não significa não sentir medo, mas seguir em frente apesar do medo.

Nem todo mundo tem capacidade para isso. A covardia, o comodismo, a mediocridade, são moedas correntes na nossa sociedade. Aprendemos desde cedo a “deixar pra lá”, a escolher o caminho mais fácil, a baixar a cabeça, a seguir a opinião da maioria, a “encaixar”.

Somos ensinados a permitir que a atração natural que sentimos pelo que é prazeiroso, bloqueie nossa aceitação de experiências menos agradáveis. Rejeitamos a mudança porque ela nos causa insegurança. Concordamos com o outro, com o único intuito de evitar o confronto. Evadimos a todo custo qualquer tipo de problema ou desconforto; vivemos no que eu chamo de “mentalidade de boiada”.

 
Nem só de Prazer Vive o Homem

A busca do prazer acima de todas as coisas, e a rejeição de tudo o que não produz prazer, é um estágio infantil da psicologia humana.

Após uma certa idade (que eu localizaria nos anos que transitam entre o final da adolescência e o começo da idade adulta) o ser humano deveria amadurecer, e aprender que a vida é mais do que somente prazer.

A partir daí é que a arte de ousar pode ser exercida com consciência, de forma produtiva e frutífera. As crianças ousam por instinto; por necessidade de conhecer o mundo que as rodeia e estabelecer seus limites; por completa ignorância dos riscos inerentes aos seus atos.

E aí temos outra diferença, que expressa o quanto uma pessoa cresceu e amadureceu. A criança ousa para saber quem é. O adulto necessita saber quem é, para poder ousar.

É Preciso Auto-conhecimento

Explico: somente sabendo quem você é – quais são suas fortalezas e debilidades, suas virtudes e defeitos, seus princípios e expectativas, quê coisas são importantes para você – poderá definir com propriedade o que realmente deseja, quanto está disposto a arriscar, o que é inaceitável, e de quais coisas está disposto a abrir mão.

Baseando-se nessa claridade, é que se pode ousar, não com segurança (o que seria uma incongruência) mas com consciência.

Lembre-se: ousar é um risco, uma aposta; não há garantias, é impossível ganhar sempre. Perder faz parte do jogo. Você decide quanto quer arriscar.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Audioteca Sal e Luz




A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros).



Mas o que é isto?

São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.



Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.



Nos ajude divulgando!!!



Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale do nosso trabalho, DIVULGUE!!!

Para ter acesso ao nosso acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 - Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.



A outra opção foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade.

Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios.



A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.



Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...



Ajudem-nos. Divulguem!



Atenciosamente,



Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz. Rua Primeiro de Março, 125- 7º Andar. Centro - RJ. CEP 20010-000

Fone: (21) 2233-8007

Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

http://audioteca.org.br/noticias.htm


A Audioteca não precisa de Dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO! Então conto com a ajuda de vocês: repassem! Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo. É um belo trabalho! Quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, por favor fique à vontade. É tudo do que eles precisam.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Por que nos incomodamos com os que nos detestam?


O que fazer com as opiniões a nosso respeito?

 
Todos nós gostaríamos de exclamar: "Não tenho inimigos! Dou-me muito bem com todos!". A realidade nos mostra que, via de regra, todos temos uma pedra no sapato. Há sempre alguém que nos espicaça e nos tira o bom humor. Na maior parte das vezes é por motivos fúteis. Alguém é frontalmente contra nós por causa do nosso jeito, porque a nossa fisionomia lembra a de um conhecido adversário, porque deixamos de atender um pedido que envolvia corrupção, porque não somos do partido tal...


Posso dizer, pessoalmente, que despertei vários inimigos irreconciliáveis por ter tomado posição em favor daquilo que é ensinamento de Cristo. Outras vezes, não foi possível atender uma solicitação, inteiramente de interesse pessoal, por contrariar o bem comum. Eu tenho muitíssimos amigos. Sinto uma onda de simpatia pela minha pessoa, mas não posso dizer que não tenho inimigos. Existem alguns poucos que me odeiam. Às vezes, nem eles sabem direito o porquê. Chego a gemer na dor: “Salva-me, Senhor, dos meus inimigos” (Sl 143,9).


Fico conjeturando: "Por que passamos por essa provação de encontrar alguém que nos detesta?”. O primeiro motivo pode ser nós mesmos, quando prejudicamos alguém irremediavelmente. Neste caso, estejamos abertos para um reatamento da amizade. Todos temos um dia em que cometemos algum erro. Entre os que tomam a iniciativa de nos odiar (sim, isso existe), quem são os nossos inimigos? Não são diretamente os ateus, os espíritas, os evangélicos; são aqueles que deveriam ter um vínculo conosco. “Os inimigos do homem são os da sua casa” (Mt 10,36).


A definição das nossas ideologias costuma ser outro fator de desunião. Os amigos vão até ficar estupefatos com minha afirmação, mas um divisor de águas é uma velha ideologia do século XIX. Trata-se do socialismo. A partir dele o homem de Igreja é classificado de “avançado”, “libertador”, "retrógrado”, “tridentino”, “moderno”, “atualizado”, “amante dos ricos” ou “inteligente”.

O critério não é o Evangelho. Em muitos casos, somos obrigados a conviver com tais pessoas sem esperança de reconciliação e rezar por elas. Mas a pergunta, diante de muitos casos inexplicáveis, sempre permanece: "Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 22,7).


Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba - MG