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terça-feira, 10 de abril de 2018

"ESCUTAR O PRÓXIMO SEM PRESSA"

"ESCUTAR O PRÓXIMO SEM PRESSA"

Saber escutar os outros sem pressa nos traz muitas vantagens: aprendemos coisas certas e boas e discernimos o que é errado.
 
 Escutar não é o mesmo que concordar, é respeitar a ideia do outro, mesmo que seja contrária à nossa.

A maior vantagem em saber escutar é que aprendemos também a escutar a voz de Deus: na nossa consciência, nas circunstâncias ou através de alguém.

Além disso, quem sabe escutar aprende a falar sem desperdiçar palavras, fala somente no momento certo.
 
Quando escutamos o próximo sem pressa, Deus se apressa em nos escutar.

Abraços
Apolonio

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Papa: pedir a graça da vergonha e jamais julgar os outros !

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)


O Papa começou a semana celebrando a missa na Casa Santa Marta. Na homilia, comentou o Evangelho de Lucas.
Cidade do Vaticano -
Não julgueis e não sereis julgados. Na homilia da Missa celebrada na segunda-feira (26/02) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco repete com força este convite de Jesus no Evangelho do dia (Lc 6,36-38).
Ninguém, de fato, poderá fugir do juízo universal: todos seremos julgados. Nesta ótica, a Igreja faz refletir justamente sobre a atitude que temos com o próximo e com Deus.
Em relação ao próximo, nos convida a não julgar, mas a perdoar. “Cada um de nós pode pensar: ‘Mas nunca julgo, eu não faço o juiz”, notou Francisco que convidou, ao invés, a examinar as nossas atitudes: “quantas vezes o argumento das nossas conversas é julgar os outros!”, dizendo “isto não está correto”. “Mas quem o nomeou juiz”, advertiu o Papa: “julgar os outros é algo feio – afirmou – porque o único juiz é o Senhor” que conhece a tendência do homem a julgar os outros:
Nas reuniões que nós temos, um almoço, o que quer que seja, pensemos em duas horas de duração: dessas duas horas, quanto minutos foram usados para julgar os outros? Este é o ‘não’. E qual é o ‘sim’? Sejam misericordiosos. Sejam misericordiosos como o Pai é misericordioso. E mais: sejam generosos. Dai e vos será dado. O que me será dado? Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. A abundância da generosidade do Senhor, quando nós seremos plenos da abundância da nossa misericórdia em não julgar.
O convite, portanto, é ser misericordiosos com os outros porque do mesmo modo o Senhor será misericordioso conosco. A segunda parte da mensagem da Igreja, hoje, é o convite a ter uma atitude de humildade com Deus, reconhecendo-se pecadores.
E nós sabemos que a justiça de Deus é misericordia. Mas è preciso dizê-lo: “A Ti convém a justiça; a nós, a vergonha”. E quando se encontra a justiça de Deus com a nossa vergonha, ali está o perdão. Eu creio que pequei contra o Senhor? Eu acredito que o Senhor é justo? Eu acredito que é misericordioso? Eu me vergonho diante de Deus, de ser pecador? Tão simples: a Ti a justiça, a mim a vergonha. E pedir a graça da vergonha.
Por fim, o Papa recordou que na sua língua materna, das pessoas que fazem mal aos outros se diz “sem vergonha”, e reiterou o convite a pedir a graça “de que jamais nos falte a vergonha diante de Deus”.
É uma grande graça, a vergonha. Assim recordamos: a atitude em relação ao próximo, recordar que com a medida com a qual julgo serei julgado. E se digo algo sobre o outro, que seja generosamente, com muita misericórdia. A atitude diante de Deus, este diálogo essencial: “A Ti a justiça, a mim a vergonha”.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Papa: quem não sabe escutar transforma a fé em ideologia

Papa: “A insensatez é não escutar, literalmente ‘não saber’, ‘não ouvir’: a incapacidade de escutar a Palavra.

"Quando não entra a Palavra de Deus, não há lugar para o amor e enfim, não há espaço para a liberdade"
17/10/2017 10:56
Cidade do Vaticano (RV) – “Não cair na insensatez que consiste na incapacidade de escutar a Palavra de Deus e conduz à corrupção”. Foi o conceito expresso pelo Papa na homilia da missa matutina, presidida na Casa Santa Marta. Jesus chora com nostalgia – recorda o Papa – quando o povo amado se afasta, por insensatez, preferindo aparências, ídolos ou ideologias.
 
A reflexão do Papa Francisco começa pela palavra ‘insensatos’, que consta duas vezes na Liturgia do dia. Jesus a diz aos fariseus e São Paulo aos pagãos. Mas também aos Gálatas, cristãos, o apóstolo dos gentios havia dito “tolos”. Esta palavra, além de uma condenação, é uma assinalação – afirma Francisco – porque mostra o caminho da insensatez, que conduz à corrupção. “Estes três grupos de insensatos são corruptos”, observa o Papa.
Aos doutores da lei, Jesus havia dito que pareciam sepulcros decorados: tornam-se corruptos porque se preocupavam apenas em embelezar ‘o exterior’ das coisas, mas não daquilo que estava dentro, onde está a corrupção. Eram, portanto, “corruptos pela vaidade, pela aparência, pela beleza exterior, pela justiça exterior”.
Os pagãos, ao contrário, têm a corrupção da idolatria: se tornaram corruptos porque trocaram a glória de Deus pelos ídolos. Existem também idolatrias de hoje, como o consumismo - nota o Papa –, procurar um deus ‘cômodo’.
Enfim, os Gálatas, os cristãos, que se deixaram corromper pelas ideologias, ou seja, deixaram de ser cristãos para serem ‘ideólogos do cristianismo’.
Todos os três grupos, por causa desta insensatez, acabam na corrupção. Francisco explica no que consiste esta insensatez:
“A insensatez é não escutar, literalmente ‘não saber’, ‘não ouvir’: a incapacidade de escutar a Palavra. Quando a Palavra não entra, eu a deixo entrar porque não a escuto. O tolo não escuta. Ele crê que ouve, mas não ouve, não escuta. Fica na dele, sempre. E por isso, a Palavra de Deus não pode entrar no coração e não há lugar para o amor. E quando entra, entra destilada, transformada pela mia concepção da realidade. Os tolos não sabem ouvir. E esta surdez os leva à corrupção. Quando não entra a Palavra de Deus, não há lugar para o amor e enfim, não há espaço para a liberdade”. 
E eles se tornam escravos porque trocam “a verdade de Deus com a mentira” e adoram as criaturas em vez do Criador.

“Não são livres, e não escutam, essa surdez não deixa espaço para o amor nem para a liberdade: isso sempre nos leva à escravidão. Eu ouço a Palavra de Deus? Mas a deixo entrar? Esta Palavra, da qual ouvimos cantando o Aleluia, a Palavra de Deus é viva, eficaz, revela os sentimentos e os pensamentos do coração. Corta, vai para dentro. Esta Palavra, eu a deixo entrar ou sou surdo a essa palavra? E a transformo em aparência, a transformo em idolatria, hábitos idólatras ou a transformo em ideologia? E não entra ... Esta é a insensatez dos cristãos”.
O Papa exorta, em conclusão, a olhar para os “ícones dos tolos de hoje”: “há cristãos tolos e também pastores tolos”. “Santo Agostino - afirma -, “ataca-lhes duro, com força”, porque “a tolice dos pastores faz mal ao rebanho”. A referência é à “tolice do pastor corrupto”, à “insensatez do pastor satisfeito de si  mesmo, pagão”, e à “insensatez do ideólogo”.
“Olhemos o ícone dos cristãos tolos” - insiste o Papa – “e ao lado desta insensatez, olhamos para o Senhor que está sempre à porta”, ele bate e espera. Seu convite final é, portanto, de pensar na nostalgia do Senhor por nós: “do primeiro amor que ele teve conosco”:
“E se caímos nesta insensatez, nos afastamos dele e ele sente essa nostalgia. Nostalgia de nós. E Jesus com essa nostalgia chorou, chorou sobre Jerusalém: era precisamente a nostalgia de um povo que tinha escolhido, tinha amado, mas que tinha se afastado por insensatez, que tinha preferido as aparências, os ídolos ou as ideologias”. (CM-SP)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Apenas uma coisa é necessária. O que?

Posted: 28 Jul 2015 08:01 PM PDT
Marta recebeu Jesus em sua casa
Preparo-me para a Leitura Orante,em sintonia com todas as pessoas conectadas para meditar e viver a Palavra. Juntas rezamos:
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 10,38-42 e observo pessoas, palavras, relações com Jesus.
Jesus e os seus discípulos continuaram a sua viagem e chegaram a um povoado. Ali uma mulher chamada Marta o recebeu na casa dela. Maria, a sua irmã, sentou-se aos pés do Senhor e ficou ouvindo o que ele ensinava. Marta estava ocupada com todo o trabalho da casa. Então chegou perto de Jesus e perguntou:
- O senhor não se importa que a minha irmã me deixe sozinha com todo este trabalho? Mande que ela venha me ajudar.
Aí o Senhor respondeu:
- Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela.
Refletindo
Jesus chama a atenção de Marta. Mas ela não foi censurada porque estava trabalhando, mas porque estava “agitada, ansiosa, inquieta por tantas coisas”.
Maria é elogiada não por estar sentada, acomodada, mas por estar “à escuta da Palavra”.
A escuta da Palavra de Deus deve ter prioridade em relação as nossas ocupaçõesdo dia-a-dia.
A preocupação e a correria pelo trabalho, não só causam cansaço e até estresse;mas podem também reduzir nossa atividade a simples barulho, se não houver uma pausa para a escuta da Palavra. Jesus nos quer ensinar que - escuta da Palavra e trabalho - não devem constituir um dualismo. Tanto uma como outra são atividades que nos acompanham e nos sustentam .
O Evangelho de hoje não conclui qual foi a decisão de Marta, após as palavras de Jesus. Provavelmente foi se acalmar aos pés do Mestre. E, no fim deste momento especial, Maria e Marta foram, juntas, preparar a refeição.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como me organizo em minhas atividades?
Tenho muitas preocupações e agito-me com muitas coisas como Marta?
Ou, sou capaz de escolher a “melhor parte”, à escuta da Palavra? Como Marta implico-me que outras pessoas ficam tranquilas , “sentadas”, em oração ou à escuta da Palavra?
Consigo ser uma pessoa ativa e reflexiva, ao mesmo tempo? Os bispos na conferência de Aparecida disseram:
Atualizando
 “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações
e concluo:
Espírito vivificador,
a ti consagro o meu coração:
aumenta em mim o amor a Jesus,
Vida da minha vida.
Faze-me sentir filho amado do Pai.
Amém.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é hoje direcionado à centralidade do mandamento do amor. Não me deixarei vencer pela ansiedade, pela agitação. Terei meu olhar voltado para o que é mais importante.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp

patricia.silva@paulinas.com.br


"Elogie sempre que puder. O ser humano precisa de um estímulo para crescer. Mostre o sabor da bondade para os outros"  Arthur Hisoka

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Padre Caffarel. Escutai-O Enquanto os Evangelhos nos oferecem um sem-número de palavras de Cristo, só trazem três do Pai.



Extraída da série “Iniciação III” dos “Cadernos sobre a Oração”, eis a seguir uma carta de dezembro 1966, do Padre Caffarel. Escutai-O Enquanto os Evangelhos nos oferecem um sem-número de palavras de Cristo, só trazem três do Pai. O quanto essas deveriam ser preciosas para nós! Uma delas é um conselho, o único conselho do Pai para seus filhos. Com que infinita, que filial deferência deveríamos recebê-la, com que dedicação deveríamos seguí-la! Esse conselho, que detém o segredo de toda santidade é simples e é contido numa palavra.

“Escutai-o” (Mt 17, 5) diz o Pai, mostrando seu Filho Amado. Orar, portanto, é o grande ato de obediência ao Pai; como para Madalena, consiste em sentar-nos aos pés de Cristo para escutar sua palavra, ou melhor, para escutá-lo, a Ele que nos fala. Pois de fato é a Ele, mais ainda que às suas palavras, que devemos estar atentos.

Segue daí que começar a oração a partir de uma página de Evangelho é muito recomendável, a condição de não se ler como um professor de literatura e sim como uma namorada que, para Dos Arquivos Carta sobre a Oração do Padre Caffarel 13 além das palavras das cartas que recebe, ouve bater o coração de seu amado. É uma arte grande, saber escutar.

 O próprio Cristo nos alerta: “Olhai a maneira como ouvis!” (Lc 8, 18). Se formos beira do caminho, pedregulho, espinheiros, sua Palavra não poderá crescer em nós. Devemos ser esse terreno fértil onde as sementes encontram o necessário para desabrochar, desenvolver-se, amadurecer.

 Escutar, aliás, não é somente uma questão de inteligência. É o nosso ser inteiro, alma e corpo, inteligência e coração, imaginação, memória e vontade que deve estar atento à palavra de Cristo, abrirse a ela, ceder-lhe o lugar, se deixar tomar, invadir, apanhar por ela, dar-lhe uma adesão sem reservas. Vocês entendem por que uso a palavra escutar em vez de meditar. Ela tem um acento mais evangélico e, sobretudo, não designa uma ação solitária, mas um encontro, uma troca de coração para coração: a oração é essencialmente isso.

 Na verdade, sem a graça ninguém poderia escutar Cristo, pois somos todos surdos de nascença, filhos de uma raça de surdos. Mas no nosso batismo, Cristo pronuncio a palavra que desde a cura do surdo-mudo da Decápole, abriu as orelhas de milhões de discípulos: “Efatá!” (Mc 7, 34). Quando lhe damos acesso por meio da oração, a palavra de Cristo nos converte, nos faz “passar da morte para a vida” (Jo 5, 24), nos ressuscita; torna-se em nós, para nós uma fonte que jorra, a vida eterna.

Porém, escutar a Palavra não basta. “Felizes, diz Cristo, os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam” (Lc 11, 28), regozijam-se e alimentam-se com ela, a levam com eles, como Maria levava o filho que havia concebido – e que era a Palavra substancial. Por intermédio de Jesus, ela santificava os que encontrava, fazia estremecer de alegria o Batista no seio de sua mãe.

 É o que ele quer fazer por meio de nós. Mas não basta dizer só isso. Essa Palavra escutada, guardada, importa “pô-la ativamente em prática” (Tg 1, 25). 

Entendam que é preciso, durante todo o dia, estar atentos à sua presença que age em nós, entregar-se a suas sugestões, seus incentivos. É seu dinamismo que nos levará a multiplicar as boas obras, a trabalhar, a padecer, a viver, a morrer pelo advento do Reino do Pai.

 E se formos fiéis, nossa alegria será grande, porque Jesus disse: “Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 8, 21) Henri Caffarel

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Muita gente ficou no meio do caminho, porque até ouviu muito a Palavra de Deus, mas não teve disposição o suficiente para colocá-la em prática.

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”(Lucas 8, 21).
A maravilha da Palavra de Deus hoje nos ensina o caminho, o segredo, para nos tornar também parentes do Senhor; irmãos, mãe, aqui não importa o grau de parentesco. Talvez você pense que Maria é a Mãe de Jesus só porque ela O gerou, mas a ligação aqui não é simplesmente sanguínea, é uma ligação tão e mais profunda do que esta, é espiritual! Maria não é somente Mãe de Jesus – essa já é uma graça grande demais, mas ela também é discípula do Seu Filho.
Qual é a condição para ser discípulo e discípula de Jesus? Primeira coisa: ouvir a Palavra de Deus, ouvir aquilo que vem do coração de Jesus, deixar os nossos ouvidos atentos para sermos alimentados, formados e conduzidos por essa Palavra. Quem ouve o Senhor tem a mentalidade d’Ele!
Se você escuta só as pessoas do mundo e o que os outros dizem, você vai adquirindo a mentalidade daqueles a quem você escuta. Ao passo que, quem ouve o Senhor, pensa como Ele, começa a ter dentro de si a mentalidade de Deus. Por isso, ouvir não é uma atitude qualquer, é a atitude da pessoa que está vigilante.
Pode ser que você esteja ouvindo o que estou falando, mas não esteja absorvendo o que está sendo dito. Ouvir é, antes de tudo, abrir-se para acolher, para que entre dentro de você aquilo que está sendo semeado. A atitude do discípulo, a cada dia, é ouvir as palavras, é ouvir aquilo que vem do coração do Seu Mestre, que orienta, conduz e direciona a nossa vida. Contudo, não basta só as ouvir!
A segunda disposição para ser um discípulo do Senhor é colocar em prática aquilo que ouviu, aquilo que aprendeu, que escutou, que foi ensinado aos nossos corações. Para se colocar em prática é preciso ter atitude para ouvir e para colocar em prática o que se ouviu: são necessários atos, disposições, abnegações, renúncias; deixar talvez muitas coisas, que até gostamos, para abraçar a vida que estamos recebendo da Palavra de Deus.
Muita gente ficou no meio do caminho, porque até escutou muito a Palavra de Deus, mas não teve disposição o suficiente para colocá-la em prática. Louvamos o nosso Deus, porque nos deu Sua Mãe como modelo de mulher, de discípula, de mãe, como aquela que escuta e põe em prática a Palavra de Deus. Pedimos que o Senhor nos conceda também a mesma disposição, que nos ajude a escutar a cada dia Sua Palavra e nos dê as inclinações necessárias para que coloquemos em prática aquilo que escutamos do coração de Deus.
Que o bom Deus abençoe você!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pensar no Reino de Deus como a semente e o fermento é pensar em algo muito dinâmico.




Lc 13,18-21

Jesus disse:
- Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar? Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos.
Jesus continuou:
- Que comparação poderei usar para o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa.


Leitura Orante


- A nós todos, reunidos pela comunicação digital,
A paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco, aqui reunidos (pela web),
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos,
para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Lc 13,18-21, e observo as comparações que Jesus faz para fazer compreender o Reino.

Pensar no Reino de Deus como a semente e o fermento é pensar em algo muito dinâmico. Na primeira parábola vemos o Reino como uma grande árvore que nasce de uma minúscula semente plantada por um homem. Na segunda, vemos o Reino como a massa que uma mulher faz e que cresce sob a força do fermento. O crescimento não é mágico, nem repentino. É preciso esperar. É preciso dar tempo para a semente germinar e a massa crescer. É preciso ter paciência. A semente some na terra. O fermento é misturado na farinha e desaparece para poder fazer crescer. A semente morre, explode para poder germinar e brotar. Há um mistério de morte e vida nos dois casos. Há um aspecto de "perda". Perda de aparência, de imagem, de importância. Compreende-se através destas parábolas o que Jesus dizia: "Quem perder a própria vida vai ganhá-la" (Lc 17,33) ou, a Nicodemos: "Se alguém não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus" (Jo 3,3).



fonte: paulinas